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Voltemos ao Movimento Espírita na época de Kardec, conforme a “Estatística do Espiritismo” publicada na Revista Espírita de 1869:
: Roman Catholics, freethinkers, not bound by dogma, 50%; ─ Greek Catholics, 15%; ─ Jews, 10%; ─ liberal Protestants, 10%; ─ Catholics linked to dogmas, 10%; ─ Orthodox Protestants, 3%; ─ Muslims, 2%.
Desde o princípio, o Movimento Espírita foi heterogêneo quanto à origem religiosa de seus participantes. Isso nunca foi um problema. Ninguém precisa renunciar à sua identidade religiosa para estudar uma ciência. O verdadeiro problema está na perda da unidade do conhecimento dessa ciência.
Com Kardec, o Espiritismo possuía uma definição clara, princípios bem delimitados e uma defesa vigorosa de seu método de observação, comparação e controle das manifestações inteligentes. Após sua morte, a ciência foi distorcida, o método abandonado, e os princípios traídos. No Brasil, particularmente, o nome Espiritismo foi sequestrado para designar uma religião sincrética, marcada por misticismo, fatalismo e idolatria mediúnica — cujo “Vaticano” atende pelo nome de Federação [Não] Espírita Brasileira.
É preciso parar de transferir a culpa. O problema do Movimento Espírita não é, em essência, o catolicismo ou o protestantismo. O desvio central é roustainguista. O dogmatismo religioso, sim, contaminou o Movimento, mas só porque encontrou nele terreno fértil: espíritas que, sem autonomia intelectual, sem estudo rigoroso, sem espírito crítico, deixaram-se levar por autoridades humanas e abandonaram o modelo científico proposto por Kardec.
No passado, isso até poderia ser escusável, já que a Revista Espírita só foi traduzida para o português na década de 1960. Também não havia, como hoje, facilidade de acesso ao conhecimento. Hoje — e já há algum tempo — isso não mais se sustenta. Não há desculpa plausível além da pura falta de vontade de estudar a Doutrina como ela realmente é, oara ficar perdendo tempo com a sistematização de ideias colhidas em ROMANCES (sic!).
Esse é o verdadeiro desvio. Não se trata de fatores externos, mas da covardia doutrinária dos que se dizem espíritas e não ousam estudar, evocar, analisar e confrontar os erros — como Kardec fazia, com coragem e método — como muitos outros também faziam, fossem livres-pensadores, católicos, protestantes, judeus, muçulmanos, etc.
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