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Em nossa última reunião de estudos mediúnicos, após algumas evocações, resolvemos, com seriedade e confiança, e sentindo que era um momento propício, buscar algumas orientações, ainda que de maneira indireta, do Espírito de Allan Kardec, o codificador do Espiritismo. O médium, em psicofonia, após alguns momentos de concentração, começa a falar, de maneira bastante diferente, mais séria e pausada, e dá a seguinte comunicação:
Observo a divisão de grupos dentro da doutrina consoladora que me foi transmitida pelos Espíritos superiores, e que eles próprios me haviam avisado sobre todas essas incongruências e desvios que aconteceriam. Há, no entanto, grupos que buscam seguir os passos e a metodologia daquilo que eu próprio fiz, seguindo os conselhos que me eram oferecidos por tantos amigos dedicados. Sinto, porém, a resistência de muitos que ainda insistem nos misticismos, nos dogmas, na inversão de palavras e nas distorções dos conteúdos da base da doutrina.
Busco, junto aos meus, Espíritos Superiores que me acompanharam na jornada, enviar inspirações àqueles que se abrem para recebê-las, a fim de restaurar aquilo que foi deturpado após a minha ausência. Nosso grupo cresce, amparado pelas bênçãos de Deus Pai todo-poderoso. Nossa compreensão hoje é muito maior do que já foi, mas ainda não temos todas as respostas.
Gostaríamos que o verdadeiro Espiritismo, aquele que irá transformar a humanidade e trazer a época da Regeneração, seja difundido de maneira correta. O trabalho nessa tarefa será duro. As provas virão. Muitos sucumbirão. Mas o Espiritismo sempre estará vivo e sobreviverá aos golpes daqueles que continuam apegados às falsas crenças. Os desígnios de Deus são claros. As leis são claras, imutáveis.
Que aqueles que buscam por mim busquem além. Sou apenas mais um dentre tantos que propagam a verdade e desejam colocar nos corações aquilo que Jesus trouxe para nós há mais de 2000 anos. Que o Espiritismo seja para vocês a luz verdadeira e consoladora. Que continue progredindo, evoluindo, modificando mentes e corações. Desejo a vocês que alcancem o sucesso nesse grande trabalho de reconstrução, mesmo que o tempo não lhes permita vislumbrar, em vida, as sementes que estão plantando.
Que Deus os abençoe.
Após o final da comunicação, fizemos, como de praxe, nossa análise, sendo essa em especial acompanhada de muita atenção. Não vimos, nela, nada que contrariasse o cunho de seriedade esperado, nem ideia alguma que fosse contrária ao Espiritismo, aos fatos históricos ou às ideias de Kardec. Se foi ele próprio, ou se foi um Espírito por ele designado, não sabemos, mas já ficamos plenamente felizes por vermos mais uma vez provada a afirmativa de que os Espíritos não deixam sem resposta ou acolhimento a aqueles que tenham seriedade e propósitos honestos na busca pelas comunicações.
Resolvemos, além de nossa análise, submeter ao NotebookLM, confrontando com toda a obra de Kardec. À primeira pergunta, se havia incongruências, obtivemos a seguinte resposta:
Ao confrontar o trecho da comunicação atribuída ao Espírito de Allan Kardec fornecido na sua consulta com as fontes disponíveis, não se encontram incongruências doutrinárias de fundo. Pelo contrário, o teor da mensagem reflete preocupações centrais e princípios metodológicos que Allan Kardec defendeu vigorosamente durante sua vida, especialmente em seus últimos anos e nas obras fundamentais.
Abaixo, apresento a análise detalhada dos pontos da mensagem confrontados com as fontes:
1. A Divisão de Grupos e os Avisos dos Espíritos
• Mensagem: “Observo a divisão de grupos… e que eles próprios [os Espíritos] me haviam avisado sobre todas essas incongruências e desvios…”
• Fontes: Kardec foi, de fato, alertado repetidamente pelos Espíritos sobre as tentativas de cisão e as lutas que o Espiritismo enfrentaria. O Espírito Erasto, por exemplo, advertiu explicitamente: “Não ignoro… que se empregará de tudo para semear a divisão entre vós; que se procurará armar-vos emboscadas… que vos oporão uns aos outros”. Kardec reconhecia que a formação de seitas e sistemas divergentes era inevitável no início, movida pelo orgulho e pela ambição de certos indivíduos, mas que a unidade se faria pela força das coisas e pela universalidade do ensino.
2. A Insistência na Metodologia
• Mensagem: “Há, no entanto, grupos que buscam seguir os passos e a metodologia daquilo que eu próprio fiz…”
• Fontes: A defesa de uma metodologia específica é a pedra angular da obra de Kardec. Ele insistia que o Espiritismo não era fruto de uma opinião pessoal, mas o resultado do “ensino coletivo e concordante dos Espíritos”. O método preconizado por ele não era aceitar cegamente o que diziam os Espíritos, mas submeter tudo ao “controle universal” e ao crivo da razão e da lógica,. Ele afirmava que aqueles que não seguissem esse método de concordância universal e se baseassem em opiniões isoladas estariam sujeitos ao erro e a criar sistemas efêmeros,. Portanto, a valorização de grupos que seguem essa metodologia é perfeitamente coerente com o pensamento do Codificador.
3. O Combate ao Misticismo e aos Dogmas
• Mensagem: “…resistência de muitos que ainda insistem nos misticismos, nos dogmas…”
• Fontes: Kardec trabalhou incessantemente para desvincular o Espiritismo do misticismo e do sobrenatural, apresentando-o como uma ciência de observação e uma filosofia racional.
◦ Sobre o Misticismo: Ele afirmava que o Espiritismo não aceita os fatos qualificados de maravilhosos ou sobrenaturais, explicando-os por leis naturais, e combatia práticas que pudessem levar ao fanatismo ou à superstição. Ele declarou explicitamente: “O Espiritismo é uma ciência positiva, que destrói os últimos vestígios do maravilhoso”.
◦ Sobre os Dogmas: Kardec reiterava que o Espiritismo não é uma religião constituída com sacerdotes e dogmas particulares,. Ele criticava a fé cega e defendia que a fé inabalável é aquela que pode encarar a razão face a face. Ele também alertou contra Espíritos que tentam impor sistemas absolutos ou dogmáticos, considerando isso um sinal de ignorância ou mistificação.
4. A Inversão de Palavras e Distorções
• Mensagem: “…insistem… na inversão de palavras e nas distorções dos conteúdos da base da doutrina.”
• Fontes: Kardec estava ciente de que as palavras e os princípios poderiam ser mal interpretados ou distorcidos. Ele se preocupou em criar neologismos (como “Espiritismo” e “perispírito”) justamente para evitar a confusão de termos e garantir a clareza das definições,. Ele também observou que adversários e falsos amigos tentariam desnaturar o espírito da doutrina ou criar sistemas contraditórios,. A própria história das adulterações póstumas de suas obras (como A Gênese e O Céu e o Inferno) confirma a existência fática dessas “distorções dos conteúdos da base da doutrina” mencionadas na mensagem,.
Conclusão
A mensagem atribuída ao Espírito de Allan Kardec está em total concordância com o pensamento, o estilo e as preocupações expressas pelo Codificador em vida. As fontes demonstram que ele:
1. Previa e combatia divisões baseadas em personalismo.
2. Defendia um método rigoroso de controle universal e racionalidade.
3. Rejeitava categoricamente o misticismo supersticioso e a imposição dogmática,.
4. Temia e alertava contra a alteração e distorção dos princípios fundamentais da Doutrina.
Depois, sobre a pergunta “o que nesta comunicação pode ser duvidoso”, obtivemos:
A análise de Allan Kardec sobre qualquer comunicação, mesmo que proveniente de seu próprio guia espiritual (como “Akar” é identificado ou se identifica), seria pautada por um rigor metodológico inabalável, visando assegurar a pureza da doutrina contra a mistificação.
Mesmo considerando que o conteúdo da mensagem é de elevada moralidade e coerência lógica (características dos Espíritos Superiores), Kardec levantaria os seguintes pontos como duvidosos ou que exigiriam escrutínio e controle rigorosos:
1. A Questão da Identidade (Autenticidade do Nome)
Embora a mensagem em si seja humilde e sábia, o primeiro ponto de dúvida seria a garantia da identidade de quem a assina.
- Usurpação de Nomes: Kardec sabia que Espíritos inferiores (pseudo-sábios ou mistificadores) frequentemente usurpam nomes respeitáveis e venerados para dar mais peso às suas palavras e impingir suas utopias. O Espírito que se apresenta deve ser julgado pela linguagem e pelas máximas que formula, pois um Espírito que se dissesse Fénelon, por exemplo, e ofendesse o bom-senso e a moral, provaria o embuste.
- Aparência de Sabedoria: Os Espíritos enganadores “podem tudo imitar, tudo, exceto o verdadeiro saber e o verdadeiro sentimento”. Portanto, mesmo a sabedoria demonstrada na mensagem de Akar teria de ser verificada pela concordância do ensino. A sabedoria e a lógica presentes no texto apenas provam que se trata de um Espírito de certa elevação, mas não necessariamente atestam a identidade histórica que ele insinua.
2. O Conceito de “Nosso Grupo Cresce”
A ênfase na formação e no crescimento de um “grupo” específico poderia levantar dúvidas quanto ao risco de exclusivismo e cismas, os quais Kardec combatia veementemente.
- Riscos de Criação de Seitas: Kardec alertava que ambição e orgulho levam Espíritos a criar sistemas particulares e a ligar seus nomes a uma inovação. Quando um Espírito insufla a separação ou o isolamento dos adeptos, este trai a sua inferioridade.
- Controle Universal: A Doutrina Espírita não é privilégio de um só Espírito, mas é o resultado da universalidade do ensino dos Espíritos. Akar declara que seu grupo “cresce” (Nosso grupo cresce), o que, para Kardec, seria menos importante do que a qualidade da união e a aderência à doutrina universal. Ele insistiria em saber se esse grupo se prega a união ou a separação das demais fileiras.
- Evitar Superioridade Pessoal: Embora a afirmação de Akar de que ele é “apenas mais um” que propaga a verdade seja um sinal de superioridade moral, Kardec usaria o princípio da humildade para se precaver contra qualquer tentativa de estabelecer esse “grupo” como a única fonte verdadeira, pois todo Espírito que “pretende ter o privilégio da verdade” é inferior.
3. As Revelações sobre Lutas e o Futuro
Embora a Doutrina Espírita inclua a previsão de lutas futuras (provas e perseguições), Kardec seria cauteloso quanto à natureza dessas previsões e às ações delas decorrentes.
- Garantia de Infalibilidade: Kardec repetia que “os Espíritos não têm nem a soberana sabedoria, nem a soberana ciência”, e que seu conhecimento é limitado ao seu grau de depuração. Por isso, a Doutrina Espírita exige que as ideias isoladas sejam aceitas com reservas.
- Previsões de Datas/Fatos Materiais: A comunicação de Akar não contém datas específicas, mas é um aviso sobre a dureza das “provas” e que “Muitos sucumbirão”. Kardec aceitava pressentimentos de acontecimentos futuros quando úteis, mas desconfiava de previsões circunstanciais, especialmente sobre fatos materiais e datas fixas, pois estas são indícios de mistificação.
Em resumo, Kardec utilizaria o princípio do Controle Universal do Ensino dos Espíritos (comparando essa mensagem com outras recebidas em diferentes centros e médiuns) e o crivo da razão para confirmar a autenticidade e a pureza de todos os pontos levantados por Akar, garantindo que a doutrina não se desviasse para o dogmatismo ou misticismo.
Notamos serem muito pertinentes as análises feitas pelo NotebookLM, mostrando-se uma ferramenta muito útil na pesquisa mediúnica. Porém, quando ele fala do grupo, notamos que a comunicação não se refere a algo exclusivista, mas sim no sentido do grupo de Espíritos que buscam a disseminação da verdade. Ademais, não notamos nada, nessa comunicação, que aponte para problemas de misticismo ou embuste. Na verdade, pensamos que tudo nela demonstra o caráter que se esperaria, como já dissemos.
Deixamos, enfim, a comunicação para apreciação dos demais, e também como uma incitação à retomada da pesquisa mediúnica, o que carece de que muitos grupos se formem, fazendo o mesmo, por toda parte, e colocando-se em colaboração, para realizar o método de Kardec.
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Muito interessante, uma exortação aos caminhos corretos do método kardecista e o amparo dos bons Espiritos no trabalho. Continuem fazendo essa divulgação que fortalece a doutrina Espirita tão esquecida hoje.
Muito obrigado pelo apoio! É necessário retornar à naturalidade da Doutrina Espírita 🙏
Legal! ver trabalho buscando a verdade com tamanha seriedade.
Muito obrigado, amigo!
Queridos Confrades, excelente iniciativa, exatamente como o insígne codificador fazia. Aliás ele mesmo nos diz que precisamos estudar, comparar e aprofundar, que é uma diretriz metodológica que enfatiza a importância do estudo sério, da análise comparativa dos ensinamentos e do aprofundamento do conhecimento como base para o desenvolvimento seguro do Espiritismo. Com a data venia do Mestre de Lyon, acrescento “praticar” a essa diretirz metodológica, pois é a prática que permitirá que a Doutrina dos Espíritos se consolide em cada um de seus adeptos, promovendo o crescimento intelectual, moral e espiritual! Parabéns!!
Obrigado, amigo! Aproveito para indicar o artigo “Por que evocamos Allan Kardec“
Aplicando os “filtros” de Aksakof encontrados no texto:
1. O Filtro do Conteúdo Intelectual (Memória e Conhecimento Latente)
Aksakof afirma que se o conteúdo da mensagem não excede o nível intelectual ou o conhecimento armazenado na memória do médium, deve-se assumir a hipótese do animismo (o próprio espírito do médium agindo).
Análise: A mensagem trata de temas amplamente conhecidos no meio espírita atual: divisões no movimento, retorno a Kardec, regeneração e a figura de Jesus. Não há nenhum fato novo, revelação histórica desconhecida ou detalhe biográfico inédito que o médium não pudesse saber.
Veredito de Aksakof: Como o conteúdo está dentro das “ideias latentes” e do repertório cultural de qualquer espírita moderno, a hipótese mais provável é que seja uma produção da consciência sonambúlica do médium, acessando suas próprias memórias e convicções.
2. O Filtro da Identidade e Estilo (A “Equação Pessoal”)
Aksakof ressalta que a identidade é o ponto mais difícil do Espiritismo. Para provar que é Allan Kardec, o espírito precisaria apresentar traços característicos de sua personalidade (estilo de escrita, linguagem, modo de pensar) que fossem independentes do médium.
Análise:
Estilo: O texto apresenta um tom emocional e levemente místico (“Deus Pai todo-poderoso”, “bençãos”). O Kardec histórico (o professor Rivail) tinha um estilo pedagógico, lógico, frio e extremamente racional, raramente usando terminologias de cunho católico ou místico.
Linguagem: A mensagem está em português atual. Aksakof considera prova forte quando o médium fala ou escreve em uma língua que desconhece (xenoglossia). Se o médium sabe português, e o “espírito” fala português com o vocabulário do médium, não há prova de identidade.
Veredito de Aksakof: A falta de traços inequívocos da personalidade de Kardec (como o uso da língua francesa ou seu estilo argumentativo socrático) sugere uma personificação (Personismo), onde o inconsciente do médium cria um “personagem” baseado no que ele imagina ser Kardec.
3. O Filtro do “Espelho” (Telepatia e Desejos do Grupo)
Aksakof e Hartmann concordam que médiuns em transe são altamente sugestionáveis e tendem a refletir os pensamentos e desejos dos assistentes.
Análise: A mensagem valida o grupo (“Nosso grupo cresce…”), critica os opositores (“resistência de muitos”) e elogia os esforços atuais. Isso é clássico do animismo: o médium capta o desejo inconsciente do grupo de ser “aprovado” pelo codificador e produz uma mensagem que confirma essas expectativas.
Veredito de Aksakof: Comunicações que concordam sistematicamente com as opiniões do círculo são suspeitas de serem reflexos mentais (leitura de pensamento ou auto-sugestão) e não entidades independentes. Uma prova de identidade seria mais forte se o espírito dissesse algo que contrariasse as crenças ou desejos do médium.
Conclusão Analítica
Segundo os critérios de Alexandre Aksakof, esta mensagem seria classificada como um fenômeno de Animismo ou Personismo.
Não há prova de identidade (fatos desconhecidos, segredos póstumos, caligrafia ou estilo original).
Não há superação intelectual (o conteúdo é genérico e repetitivo).
Há indícios de espelhamento (a mensagem diz exatamente o que o grupo gostaria de ouvir).
O que seria necessário para passar no critério? Se a mensagem contivesse um detalhe específico da vida de Kardec desconhecido pelo médium e pelos presentes (ex: a localização de um documento perdido em Paris, confirmado posteriormente), ou se fosse dada em francês do século XIX (caso o médium não soubesse francês), aí sim, segundo Aksakof, teríamos transposto a fronteira do Animismo para o Espiritismo.
PS: Se o objetivo é ser “ciência”, sem combinar com o médium, faça perguntas em francês!
Aplicando o método científico de Kardec, muito bem explanados em O Livro dos Médiuns e nos quase doze anos de Revista Espírita, que observamos que você ainda não teve o prazer de estudar e conhecer:
Sobre o ponto nº 1:
Além disso, você comete um erro metodológico central: você absolutiza critérios auxiliares de Aksakof como se fossem condições necessárias.
Aksakof nunca afirmou que xenoglossia, fatos desconhecidos ou estilo linguístico original sejam requisitos universais para validação. Eles são indícios fortes quando ocorrem, não filtros eliminatórios quando não ocorrem. Sua afirmação, aliás, segundo um entendimento muito raso e enviesado da proposta de Aksakof, invalidaria praticamente todo o Espiritismo. O problema é que, como você ficou apenas em O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo, não sabe que Kardec apresenta diversas evocações, na Revista Espírita, feitas a Espíritos que, em vida, falavam apenas inglês, alemão, turco, hindi, etc., sem nenhum problema de comunicação.
Sobre o ponto nº 2:
É muito evidente que, enquanto a comunicação não for particular, mas filosófica e moral, isto é, enquanto ela não depender da certeza da identidade do Espírito, essa certeza não é necessária e, aliás, é muitas vezes impossível. Mesmo que não seja Kardec, isso não invalida a comunicação e, se alguém afirma que é animismo, precisa demonstrar incongruência doutrinária, não apenas ausência de prova extraordinária.
Sobre o ponto nº 3:
O Espírito se refere não ao nosso grupo (Grupo de Estudos O Legado de Allan Kardec ou Grupo Semear). Isso está explicitado, aliás, ao final do artigo: “Porém, quando ele fala do grupo, notamos que a comunicação não se refere a algo exclusivista, mas sim no sentido do grupo de Espíritos que buscam a disseminação da verdade”.
Espelhamento só é hipótese válida quando há confirmação sistemática de interesses pessoais, vaidade, autoridade ou infalibilidade. A comunicação, ao contrário, afirma:
– Limitação (“não temos todas as respostas”)
– Provas e dificuldades
– Nenhuma autoridade exclusiva
– Nenhuma inovação doutrinária
Isso enfraquece, e não fortalece, a sua tese de animismo.
Conclusão analítica
Seu comentário demonstra desconhecimento, tanto sobre a ciência espírita, quanto sobre nossas intenções. Além disso, demonstra uma pressa em julgar, sem se atentar ao artigo como um todo. Sobre a questão científica, temos sempre explicitado que, para que possamos sair de nossa posição de mero laboratório, com observações meramente parciais, que, de forma alguma, podemos transformar em “opinião geral”, necessitamos de pessoas interessadas no único método possível: estudar, dedicadamente, a ciência espírita; conhecer, com profundidade, a essência dessa ciência; voltar, com seriedade, humildade e método, a praticar a mediunidade e, enfim, colocar-se em posição de colaboração (e não de disputa) com outros grupos, como o nosso, como era feito na época de Kardec.
PS: antes de se colocar em posição de crítica, tenha a certeza de ter se dedicado ao estudo da ciência espírita. Isso vai fazer você evitar cair nesses e em outros tantos erros.
Atenciosamente.