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O Espiritismo nasceu sob o signo da razão, da observação metódica, da comparação rigorosa e da humildade diante da verdade. Kardec deixou claro, em cada linha, que o maior inimigo da Doutrina seria a vaidade humana, a intromissão das paixões pessoais, a contaminação por crenças místicas e a recusa em submeter as comunicações e os médiuns à crítica séria. E, no entanto, é justamente isso que tem se infiltrado nos centros e grupos que se dizem espíritas.
Não são poucos os que transformam a mediunidade em espetáculo, que fazem de suas percepções pessoais uma espécie de oráculo intocável, e que reagem com melindre a qualquer tentativa de exame. Mas é preciso repetir, sem medo: o médium não é dono da mensagem. O instrumento não pode confundir-se com a obra. Quando o orgulho ocupa o lugar da humildade, quando o egoísmo fala mais alto do que o dever, o Espiritismo se desfigura, tornando-se uma caricatura de si mesmo.
Mais grave ainda é a substituição do estudo sério das obras de Kardec por romances e fantasias. Muitos preferem os enredos novelescos que massageiam a imaginação, em vez de enfrentar a disciplina da leitura densa, da comparação dos fatos, da análise crítica. Assim, confundem emoção com conhecimento, espetáculo com ciência. O resultado é um espiritismo frágil, vulnerável, incapaz de resistir às críticas, incapaz de produzir frutos duradouros.
Não há ciência espírita onde não há controle, onde não há observação metódica, onde não há coragem para rejeitar o erro, por mais sedutor que pareça. Kardec advertiu que os Espíritos enganadores exploram justamente o orgulho, a credulidade e a vaidade dos homens. Onde falta vigilância e espírito crítico, é inevitável que mistificação e ilusão se instalem.
É duro reconhecer, mas necessário: o Espiritismo não se sustenta em grupos que se fecham em torno de personalismos, que não aceitam correção, que confundem autoridade moral com infalibilidade. O verdadeiro espírita, dizia Kardec, é aquele que reconhece suas próprias imperfeições e luta para combatê-las. Quando vemos exatamente o contrário — orgulho, egoísmo, melindre, vaidade — é sinal de que algo essencial se perdeu.
O Espiritismo só permanecerá fiel a si mesmo se soubermos ter a coragem de encarar esses desvios, não para apontar dedos, mas para resgatar a seriedade da Doutrina. Não se trata de ferir, mas de lembrar: se nos dizemos espíritas, é à ciência espírita que devemos fidelidade, e não às nossas preferências pessoais. O Espiritismo não nos foi dado para ser moldado às nossas paixões; foi-nos dado para nos libertar delas.
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