{"id":8797,"date":"2024-10-14T17:05:10","date_gmt":"2024-10-14T20:05:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/?p=8797"},"modified":"2024-10-14T17:30:16","modified_gmt":"2024-10-14T20:30:16","slug":"kardec-critique-les-idees-dun-esprit-ce-qui-nest-pas-notre-demarche","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/fr\/artigos\/assuntos-diversos\/kardec-criticando-as-ideias-de-um-espirito-o-que-nos-nao-estamos-fazendo\/","title":{"rendered":"Kardec critique les id\u00e9es d'un Esprit : ce que nous ne faisons pas."},"content":{"rendered":"
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Artigo sucinto: na Revista Esp\u00edrita de julho de 1860, Kardec apresenta o artigo “Dos Animais”, onde um Esp\u00edrito, que se apresenta como o Esp\u00edrito de Charlet, o pintor, come\u00e7a a tratar do assunto em quest\u00e3o. At\u00e9 certo ponto, tudo parece fazer algum sentido, contudo, pr\u00f3ximo ao final, e especialmente no nono par\u00e1grafo, o Esp\u00edrito aparentemente “perde um parafuso” e desata a dizer um monte de absurdos. Charlet diz que o desenvolvimento da ferocidade nos animais aconteceu por culpa do ser humano, quando cai no pecado, no momento em que Caim mata Abel (sic!), o que teria dado um mau exemplo que, pelo magnetismo humano, que domina o animal, faz com que surja nele a ferocidade (sic!).<\/p>\n\n\n\n

Pareceu um absurdo Kardec publicar esse artigo… Mas eis que o leitor impaciente se surpreende com o artigo subsequente, Exame cr\u00edtico (das disserta\u00e7\u00f5es de Charlet sobre animais)”, onde, par\u00e1grafo a par\u00e1grafo, Kardec passa a questionar o Esp\u00edrito<\/strong> sobre seu entendimento sobre certos pontos. Afinal, Kardec aborda o famigerado nono par\u00e1grafo, dizendo:<\/p>\n\n\n\n

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Nessa passagem Charlet parece ter sido arrastado pela imagina\u00e7\u00e3o, pois o quadro que faz da degrada\u00e7\u00e3o moral do animal \u00e9 mais fant\u00e1stico do que cient\u00edfico. <\/p>\n\n\n\n

[…]<\/p>\n\n\n\n

Que pensa Charlet destas reflex\u00f5es?<\/p>\n\n\n\n

\u2500 S\u00f3 posso aprov\u00e1-las. Eu era um pintor e n\u00e3o um literato ou um cientista<\/strong>. Por isso, de vez em quando me deixo arrastar pelo prazer, novo para mim, de escrever belas frases, mesmo em detrimento da verdade<\/strong>. Mas o que dizeis \u00e9 muito justo e inspirado<\/em> […]. Contudo, concordo que errei<\/strong>. Agi levianamente<\/strong>, e isto vos prova at\u00e9 que ponto deveis controlar as comunica\u00e7\u00f5es que recebeis.<\/mark><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n

A profundidade desta li\u00e7\u00e3o \u00e9 facilmente compreendida por si s\u00f3. Contudo, pode ser complementada pelo item 247 de O Livro dos M\u00e9diuns:<\/p>\n\n\n\n

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247. Os Esp\u00edritos dados a sistemas s\u00e3o geralmente escrevinhadores, pelo que buscam os m\u00e9diuns que escrevem com facilidade e dos quais tratam de fazer instrumentos d\u00f3ceis e, sobretudo, entusiastas, fascinando-os. S\u00e3o quase sempre verbosos, muito prolixos, procurando compensar a qualidade pela quantidade. Comprazem-se em ditar, aos seus int\u00e9rpretes, volumosos escritos indigestos […]. Os Esp\u00edritos verdadeiramente superiores s\u00e3o s\u00f3brios de palavras; dizem muita coisa em poucas frases. Segue-se que aquela fecundidade prodigiosa deve sempre ser suspeita.<\/p>\n\n\n\n

Nunca ser\u00e1 demais toda a circunspec\u00e7\u00e3o, quando se trate de publicar semelhantes escritos. As utopias e as excentricidades, que neles por vezes abundam e chocam o bom senso, produzem lament\u00e1vel impress\u00e3o nas pessoas ainda novi\u00e7as na doutrina, dando-lhes uma ideia falsa do Espiritismo, sem mesmo se levar em conta que s\u00e3o armas de que se servem seus inimigos, para ridiculiz\u00e1-lo. Entre tais publica\u00e7\u00f5es, algumas h\u00e1 que, sem serem m\u00e1s e sem provirem de uma obsess\u00e3o, podem considerar-se imprudentes, intempestivas<\/em>, ou desazadas.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n

Assim, destacamos a import\u00e2ncia de passar TODAS as comunica\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, n\u00e3o importa por que m\u00e9dium tenham vindo<\/strong>, pelo crivo da raz\u00e3o, jamais deixando de questionar os pontos que parecerem contrariar a raz\u00e3o ou o bom-senso. Os Esp\u00edritos superiores n\u00e3o se incomodam com isso<\/strong>. Pelo contr\u00e1rio: recomendam que isso seja feito, pois, nada tendo a temer, sabem que quem teme tal controle s\u00e3o os Esp\u00edritos sistem\u00e1ticos e, sobretudo, mistificadores, que acabar\u00e3o se afastando do grupo onde suas mistifica\u00e7\u00f5es n\u00e3o enganam a ningu\u00e9m<\/strong>. Eis uma maneira excelente de manter o grupo, incluindo os m\u00e9diuns, livres de Esp\u00edritos fascinadores e enganadores.<\/p>\n\n\n\n

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Por n\u00e3o haver realizado tal tarefa, o Movimento Esp\u00edrita aceitou cegamente graves mistifica\u00e7\u00f5es, como aquelas em Brasil, Cora\u00e7\u00e3o do Mundo, P\u00e1tria do Evangelho<\/a>, ou as imagina\u00e7\u00f5es de Andr\u00e9 Luiz, em Nosso Lar \u2014 um caso que muito provavelmente se enquadraria \u00e0 semelhan\u00e7a desse acima apresentado.<\/p>\n