{"id":8512,"date":"2024-03-30T15:24:09","date_gmt":"2024-03-30T18:24:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/?p=8512"},"modified":"2024-03-30T16:12:12","modified_gmt":"2024-03-30T19:12:12","slug":"que-font-les-esprits-apres-la-mort","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/fr\/artigos\/assuntos-diversos\/que-fazem-os-espiritos-apos-a-morte\/","title":{"rendered":"Que font les Esprits apr\u00e8s la mort ?"},"content":{"rendered":"
<\/a>
<\/a><\/div>\nO que fazemos na vida al\u00e9m-t\u00famulo? Essa \u00e9 uma pergunta que muitos se fazem. Al\u00e9m disso, outra: “se n\u00e3o h\u00e1 col\u00f4nias espirituais, ent\u00e3o o que existe ap\u00f3s a morte? N\u00e3o pode ser nada.\u201d<\/p>\n\n\n\n
Allan Kardec, na Revista Esp\u00edrita de maio de 1862, pela ocasi\u00e3o da morte do Sr. Sanson, faz uma linda prece, da qual extra\u00edmos o seguinte trecho:<\/p>\n\n\n\n
\nN\u00e3o tendes mais o v\u00e9u que oculta, aos nossos olhos, os esplendores da vida futura; doravante, podereis contemplar novas maravilhas, ao passo que n\u00f3s ainda estamos mergulhados nas trevas. Ireis percorrer o espa\u00e7o e visitar os mundos com toda liberdade, ao passo que n\u00f3s rastejamos penosamente sobre a Terra, onde nos ret\u00e9m nosso corpo material, semelhante para n\u00f3s a um pesado fardo. O horizonte do infinito vai se desenrolar diante de v\u00f3s, e em presen\u00e7a de tanta grandeza compreendeis a vaidade de nossos desejos terrestres, de nossas ambi\u00e7\u00f5es mundanas e das alegrias f\u00fateis das quais os homens fazem suas del\u00edcias.<\/p>\n\n\n\n
A morte n\u00e3o \u00e9, entre os homens, sen\u00e3o uma separa\u00e7\u00e3o material de alguns instantes. Do lugar de ex\u00edlio, onde nos ret\u00e9m ainda a vontade de Deus, assim como os deveres que temos a cumprir neste mundo, n\u00f3s vos seguiremos, pelo pensamento, at\u00e9 o momento em que nos ser\u00e1 permitido reunir-nos a v\u00f3s, como vos reunistes com aqueles que vos precederam.<\/p>\n\n\n\n
Se n\u00f3s n\u00e3o podemos ir junto a v\u00f3s, podeis vir perto de n\u00f3s. Vinde, pois, entre aqueles que vos amam e que amastes; sustentai-os nas provas da vida; velai sobre aqueles que vos s\u00e3o queridos; protegei-os segundo o vosso poder, e abrandai seus lamentos pelo pensamento de que sois mais feliz agora, e a consoladora certeza de estar um dia reunidos a v\u00f3s num mundo melhor.<\/p>\nKARDEC, Allan. Revista Esp\u00edrita de maio de 1862<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n
Decerto, a vida ap\u00f3s a morte n\u00e3o se d\u00e1 em um espa\u00e7o vazio, j\u00e1 que o nada, nada \u00e9. A grande quest\u00e3o \u00e9 que nossa mentalidade est\u00e1 tomada de uma materializa\u00e7\u00e3o do mundo dos Esp\u00edritos, promovida sobretudo pela admiss\u00e3o irrefletidas das ideias do Esp\u00edrito de Andr\u00e9 Luiz, apresentadas em Nosso Lar e outras.<\/p>\n\n\n\n
Volte ao trecho anterior e preste aten\u00e7\u00e3o \u00e0s ideias reverberadas por Kardec nessa singela e tocante prece: \u201c[…] podereis contemplar novas maravilhas, ao passo que n\u00f3s ainda estamos mergulhados nas trevas\u201d; \u201cIreis percorrer o espa\u00e7o e visitar os mundos com toda liberdade, ao passo que n\u00f3s rastejamos penosamente sobre a Terra\u201d; \u201co horizonte do infinito<\/strong> vai se desenrolar diante de v\u00f3s, e em presen\u00e7a de tanta grandeza compreendeis a vaidade de nossos desejos terrestres, de nossas ambi\u00e7\u00f5es mundanas e das alegrias f\u00fateis das quais os homens fazem suas del\u00edcias<\/strong>.\u201d<\/p>\n\n\n\n
Muito longe do que buscam fazer, n\u00e3o existe uma rela\u00e7\u00e3o de iner\u00eancia entre as ideias de Andr\u00e9 Luiz e a Ci\u00eancia Esp\u00edrita, sobre um mundo p\u00f3s-morte todo fant\u00e1stico, onde at\u00e9 \u00f4nibus voador os Esp\u00edritos j\u00e1 relativamente tranquilos, passados da fase de perturba\u00e7\u00e3o, teriam que tomar. Caridade \u00e9 dever moral e n\u00e3o aguarda recompensa. O Esp\u00edrito desligado do materialismo serve \u00e0 Cria\u00e7\u00e3o<\/strong>, atuando no Espa\u00e7o Infinito, colaborando para a execu\u00e7\u00e3o das Leis Naturais, seja na Natureza, seja aprendendo e auxiliando, em contato com outros Esp\u00edritos, encarnados e desencarnados.<\/p>\n\n\n\n
Antes do trecho acima, Kardec diz o seguinte:<\/p>\n\n\n\n
\n“Deixastes o envolt\u00f3rio grosseiro, sujeito \u00e0s vicissitudes e \u00e0 morte, e n\u00e3o conservastes sen\u00e3o o envolt\u00f3rio et\u00e9reo, imperec\u00edvel e inacess\u00edvel aos sofrimentos<\/strong>. Se n\u00e3o viveis mais pelo corpo, viveis da vida dos Esp\u00edritos, e esta vida est\u00e1 isenta das mis\u00e9rias que afligem a Humanidade<\/strong>.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n
Dor, fome, frio, calor, sede, medo, cansa\u00e7o? Apenas para Esp\u00edritos apegados \u00e0 materialidade, que criam essas falsas sensa\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o conseguem suprir<\/strong>, ao seu redor. Esta afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante, e vem n\u00e3o de Kardec, mas dos pr\u00f3prios Esp\u00edritos superiores:<\/p>\n\n\n\n
\n970. Em que consistem os sofrimentos dos Esp\u00edritos inferiores?<\/em><\/p>\n\n\n\n
\u201cS\u00e3o t\u00e3o variados como as causas que os determinaram, e proporcionais ao grau de inferioridade, como os gozos o s\u00e3o ao de superioridade. Podem resumir-se assim: invejarem o que lhes falta para ser felizes e n\u00e3o o obterem; verem a felicidade e n\u00e3o a poderem alcan\u00e7ar; pesar, ci\u00fame, raiva, desesperan\u00e7a quanto ao que os impede de ser ditosos; remorsos, ansiedade moral indefin\u00edvel. Desejam todos os gozos e n\u00e3o os podem satisfazer: eis o que os tortura<\/strong>.\u201d<\/p>\nKARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n
Portanto, a ideia de uma \u201cCol\u00f4nia Espiritual\u201d, criada por Esp\u00edritos Superiores, para satisfazer as falsas necessidades dos Esp\u00edritos apegados, inferiores, n\u00e3o s\u00f3 contraria o bom-senso, como tamb\u00e9m a pr\u00f3pria Doutrina Esp\u00edrita!<\/p>\n\n\n\n
Lembremos, para terminar, que podemos encontrar, nas obras de Kardec, outros exemplos de Esp\u00edritos que, libertos da mat\u00e9ria, demonstram os afazeres do p\u00f3s-morte, atuando no bem, para os Esp\u00edritos desapegados:<\/p>\n\n\n\n
\n
- A Condessa Paula, apresentada em O C\u00e9u e o Inferno, abordada em artigo recente<\/a>.<\/li>\n\n\n\n
- A Senhora Schwabenhauss<\/a>, na Revista Esp\u00edrita de setembro de 1858.<\/li>\n\n\n\n
- Os artigos O G\u00eanio das Flores e Perguntas sobre o g\u00eanio das flores, na Revista Esp\u00edrita de mar\u00e7o de 1860.<\/li>\n\n\n\n
- O artigo O Anjo das Crian\u00e7as, na Revista Esp\u00edrita de abril de 1860.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n
Isso \u00e9 o que podemos apresentar at\u00e9 o momento e que, baseando-nos ainda em A G\u00eanese, podemos concluir por evid\u00eancia suficiente da falsidade das ideias sistematizadas sobre \u201cCol\u00f4nias Espirituais\u201d, onde se perpetuaria o ego\u00edsmo e a ideia da caridade por interesse. Lembramos que j\u00e1 fizemos um estudo mais extenso sobre a materialidade de al\u00e9m-t\u00famulo, que voc\u00ea pode encontrar clicando aqui<\/a>.<\/p>\n
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