{"id":6964,"date":"2023-04-24T19:45:19","date_gmt":"2023-04-24T22:45:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/?p=6964"},"modified":"2024-10-30T10:56:47","modified_gmt":"2024-10-30T13:56:47","slug":"csi-do-espiritismo-l-organisme-officiel-de-la-verite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/fr\/des-articles-2\/divers-2\/csi-do-espiritismo-l-organisme-officiel-de-la-verite\/","title":{"rendered":"CSI du Spiritisme : l'organe officiel de la V\u00e9rit\u00e9"},"content":{"rendered":"
<\/a>
<\/a><\/div>\nCSI do Espiritismo, de Carlos Seth, tornou-se \u00f3rg\u00e3o oficial da Verdade.<\/p>\n\n\n\n
por Paulo Degering R. Junior<\/p>\n\n\n\n
Ao contr\u00e1rio de respeitar a lei mundial, no que tange ao direito moral do autor e que classifica, peremptoriamente, sob ponto de vista jur\u00eddico, a quarta edi\u00e7\u00e3o de O C\u00e9u e o Inferno e a quinta edi\u00e7\u00e3o de A G\u00eanese como adultera\u00e7\u00f5es f\u00e1cticas<\/strong>, indiscut\u00edveis<\/strong>, o grupo conhecido como CSI do Espiritismo, atrav\u00e9s de uma argumenta\u00e7\u00e3o repleta de furos e falta de l\u00f3gica, dando palavras finais sobre o assunto e atropelando<\/strong> o ordenamento jur\u00eddico, diz que n\u00e3o houve adultera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n L\u00e1, no CSI do Espiritismo, de Carlos Seth, Adair Ribeiro e Luciana Farias, n\u00e3o se discute mais sobre o assunto. Apesar de o registro legal da publica\u00e7\u00e3o da quinta edi\u00e7\u00e3o de A G\u00eanese datar apenas de 1872, como eles encontraram um (s\u00f3 um) suposto exemplar dessa edi\u00e7\u00e3o, mas com a data de 1869, numa biblioteca da Su\u00ed\u00e7a (n\u00e3o da Fran\u00e7a, mas da Su\u00ed\u00e7a), logo ligaram esse exemplar perdido ao fato de Kardec ter declarado estar preparando uma nova vers\u00e3o \u2014 como se isso pudesse ser utilizado como prova de conclus\u00e3o e de correspond\u00eancia. E, no balaio, junto vai a afirma\u00e7\u00e3o de que a grotesca \u2014 e evidente \u2014 adultera\u00e7\u00e3o de O C\u00e9u e o Inferno<\/a> n\u00e3o existiu!<\/p>\n\n\n\n A l\u00f3gica da Verdade absoluta (CSI do Espiritismo) \u00e9 esta: se Kardec declarou estar preparando uma nova edi\u00e7\u00e3o de A G\u00eanese e se um exemplar, datado de 1869, com altera\u00e7\u00f5es no m\u00ednimo estranhas, foi encontrado (na Su\u00ed\u00e7a), ent\u00e3o \u00e9 evidente que ele s\u00f3 pode ter sido publicado pelas m\u00e3os de Kardec (apesar dos problemas, logo na capa), e mente quem disser o contr\u00e1rio!<\/p>\n\n\n\n \u00c9 claro que aqui existe um detalhe: o fato de que, tendo o Dep\u00f3sito Legal da 5.\u00aa edi\u00e7\u00e3o sido realizado apenas em 1872, quase tr\u00eas anos ap\u00f3s a morte de Kardec, isso, per se<\/em>, classifica uma quest\u00e3o legal importante \u2014 a de que qualquer altera\u00e7\u00e3o realizada ap\u00f3s a morte de um autor implica em adultera\u00e7\u00e3o<\/strong>. Mas \u00e9 claro que o Minist\u00e9rio da Verdade tem a resposta: o exemplar \u00fanico, sabe-se l\u00e1 por que, esquecido numa biblioteca su\u00ed\u00e7a (e n\u00e3o francesa) \u00e9 a prova cabal contra a quest\u00e3o jur\u00eddica (n\u00e3o \u00e9)!<\/p>\n\n\n\n Tem tamb\u00e9m o fato de a esposa de Kardec ter assinado a ata de 1873 (se n\u00e3o me engano) onde estaria dando ci\u00eancia da publica\u00e7\u00e3o daquela edi\u00e7\u00e3o\u2026 Mas que essa senhora de mais de 70 anos, em luto, tenha sido afastada de suas fun\u00e7\u00f5es, por Leymarie, como demonstra Simoni Privato, e que essa edi\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha sido publicada na Fran\u00e7a, nos primeiros anos, \u00e9 claro que n\u00e3o vem ao caso<\/em>. Parece-nos que foi tudo pensado para que essa adultera\u00e7\u00e3o n\u00e3o ficasse em evid\u00eancia no territ\u00f3rio franc\u00eas.<\/p>\n\n\n\n Seria l\u00f3gico, para um pensador incauto, imaginar que o fato de n\u00e3o ser poss\u00edvel encontrar, na Fran\u00e7a, exemplares dessa nova edi\u00e7\u00e3o, “Revisada, Corrigida e Aumentada”, deva-se ao fato de que, na Fran\u00e7a, isso poderia ser considerado uma contraven\u00e7\u00e3o \u2014 j\u00e1 que ela n\u00e3o tinha dep\u00f3sito legal \u2014 mas n\u00e3o para quem aceita a Verdade Inquestion\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n Como eles encontraram diversas evid\u00eancias de que Kardec, antes de morrer, havia encomendado uma nova edi\u00e7\u00e3o de A G\u00eanese; como encontraram evid\u00eancias de que essa nova edi\u00e7\u00e3o havia come\u00e7ado a ser impressa; como eles verificaram que a pr\u00f3pria vi\u00fava de Kardec, tr\u00eas anos depois, assinou um documento dando ci\u00eancia sobre a distribui\u00e7\u00e3o dessa nova edi\u00e7\u00e3o, eles conclu\u00edram, \u00e9 claro, que seria absolutamente imposs\u00edvel que algu\u00e9m tomasse os tipos m\u00f3veis, ap\u00f3s a morte de Kardec, e produzisse uma segunda vers\u00e3o, apresentando cada uma conforme conveni\u00eancia, ou que tivessem dado sumi\u00e7o na vers\u00e3o alterada por Kardec, ficando apenas com uma vers\u00e3o adulterada. N\u00e3o, nada disso pode ter acontecido, segundo o CSI do Espiritismo.<\/p>\n\n\n\n Evid\u00eancias, agora, s\u00e3o suporte para dar a palavra final sobre algo que n\u00e3o pode ser provado \u2014 e que eles afirmam que n\u00e3o pode ser provado. O que precisamos entender e aceitar, “de nosso lado”, \u00e9 que Kardec ficou \u2014 ele que me perdoe \u2014 gag\u00e1, nos seus \u00faltimos anos! Que, apesar de ter realizado obras t\u00e3o profundas e s\u00e1bias, em termos cient\u00edficos e filos\u00f3ficos \u2014 O C\u00e9u e o Inferno e A G\u00eanese \u2014 pouco ap\u00f3s isso, deve ter tido algum tipo de s\u00edncope que o deixou lesado, a ponto de ir contra a dire\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos, que diziam que a obra estava \u00f3tima e que NADA deveria ser removido. <\/p>\n\n\n\n \u201cMinha opini\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 absolutamente nada de doutrina a ser retirado; tudo a\u00ed \u00e9 \u00fatil e satisfat\u00f3rio sob todos os aspectos<\/em>\u201d <\/p>\n\n\n\n […]<\/p>\n\n\n\n \u201c\u00c9 necess\u00e1rio deixar intactas todas as teorias que aparecem pela primeira vez aos olhos do p\u00fablico<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n No caso, al\u00e9m da demonstra\u00e7\u00e3o jur\u00eddica da adultera\u00e7\u00e3o de A G\u00eanese<\/em>, tamb\u00e9m esta comunica\u00e7\u00e3o refor\u00e7a o fato em raz\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias identificadas na obra, com a supress\u00e3o de diversos trechos em que Kardec critica a moral heter\u00f4noma do fanatismo religioso, dentre outras manipula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n Ainda nesta comunica\u00e7\u00e3o, o esp\u00edrito sugeriu tamb\u00e9m que ele trabalhasse sem pressa e sem dedicar muito tempo:<\/p>\n\n\n\n \u201cSobretudo, n\u00e3o se apresse demais. (\u2026) Comece a trabalhar imediatamente, mas n\u00e3o de forma exagerada. N\u00e3o se apresse<\/em>\u201d.<\/p>\nAUTONOMIA. NCNI – Conselhos sobre A G\u00eanese. Dispon\u00edvel em: https:\/\/espirito.org.br\/autonomia\/ncni-conselhos-sobre-a-genese\/<\/a>. Acesso em: 24 abr. 2023.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n Kardec n\u00e3o s\u00f3 removeu pontos important\u00edssimos das obras, como o pref\u00e1cio da nova edi\u00e7\u00e3o de OCI (afinal, quem \u00e9 que precisa de um pref\u00e1cio explicando o car\u00e1ter da obra e a propriedade que ela tem, como resultado do estudo da ci\u00eancia esp\u00edrita?), como fez um verdadeiro Frankenstein de AG, trocando ideias fundamentais antes declaradas e fazendo at\u00e9 mesmo refer\u00eancias a postulados que haveria de remover na nova edi\u00e7\u00e3o de OCI. Logo ele, que, com uma habilidade assustadora, era capaz de conduzir uma linha de pensamentos perfeitamente encadeada entre v\u00e1rios n\u00fameros da Revista Esp\u00edrita! Removeu um cap\u00edtulo de OCI e transformou em lei do p\u00f3s-morte aquilo que outrora dizia n\u00e3o ser poss\u00edvel tomar como lei \u2014 sem dar nenhuma explica\u00e7\u00e3o sobre isso!<\/p>\n\n\n\n Coitado do Kardec, deve ter soltado um parafuso de tanto falar com Esp\u00edritos. Segundo essa linha de pensamentos \u2014 a da Verdade Inquestion\u00e1vel \u2014 ele, por pouco, poderia ter se tornado um novo disc\u00edpulo de Roustaing, tanto \u00e9 que, segundo o Minist\u00e9rio da Verdade, devemos aceitar como fruto da m\u00e3o de Kardec a inser\u00e7\u00e3o, no Cap. VII, item 10 do “C\u00f3digo Penal de Vida Futura” (sic), a ideia de que todas<\/strong> as vicissitudes que sofremos seriam expia\u00e7\u00f5es! Logo tu, Kardec, que sempre afirmou, consonante com os Esp\u00edritos, que a encarna\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um castigo e que mesmo o Esp\u00edrito que sempre escolheu o bem, ainda assim, precisa encarnar e passar por vicissitudes! Queria muito que C<\/strong>arlos S<\/strong>eth I<\/strong>nvestiga explicasse essa completa incongru\u00eancia… Mas n\u00e3o precisa: devemos aceitar suas verdades sem questionar.<\/p>\n\n\n\n Pior: al\u00e9m de gag\u00e1, Kardec ficou MEDROSO<\/strong>. Ora, \u00e9 a \u00fanica coisa que podemos depreender da inquestion\u00e1vel verdade do CSI do Espiritismo, j\u00e1 que fez, n’A G\u00eanese, pesadas assertivas sobre os advers\u00e1rios do Espiritismo, para depois remov\u00ea-las na nova edi\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n Dizer que a humanidade est\u00e1 madura para a regenera\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa que todos os indiv\u00edduos estejam no mesmo degrau, mas muitos t\u00eam, por intui\u00e7\u00e3o, o germe das ideias novas que as circunst\u00e2ncias far\u00e3o desabrochar. Ent\u00e3o, eles se mostrar\u00e3o mais avan\u00e7ados do que se possa supor e seguir\u00e3o com empenho a iniciativa da maioria. H\u00e1, entretanto, os que s\u00e3o essencialmente refrat\u00e1rios a essas ideias, mesmo entre os mais inteligentes, e que certamente n\u00e3o as aceitar\u00e3o, pelo menos nesta exist\u00eancia; em alguns casos, de boa-f\u00e9, por convic\u00e7\u00e3o; outros por interesse<\/strong>. S\u00e3o aqueles cujos interesses materiais est\u00e3o ligados \u00e0 atual conjuntura e que n\u00e3o est\u00e3o adiantados o suficiente para deles abrir m\u00e3o, pois o bem geral importa menos que seu bem pessoal \u2014 ficam apreensivos ao menor movimento reformador. A verdade \u00e9 para eles uma quest\u00e3o secund\u00e1ria, ou, melhor dizendo, a verdade para certas pessoas est\u00e1 inteiramente naquilo que n\u00e3o lhes causa nenhum transtorno. Todas as ideias progressivas s\u00e3o, de seu ponto de vista, ideias subversivas e, por isso, dedicam a elas um \u00f3dio implac\u00e1vel e lhe fazem uma guerra obstinada. S\u00e3o inteligentes o suficiente para ver no Espiritismo um auxiliar das ideias progressistas e dos elementos da transforma\u00e7\u00e3o que temem e, por n\u00e3o se sentirem \u00e0 sua altura, eles se esfor\u00e7am por destru\u00ed-lo<\/strong>. Caso o julgassem sem valor e sem import\u00e2ncia, n\u00e3o se preocupariam com ele. N\u00f3s j\u00e1 o dissemos em outro lugar: \u201cQuanto mais uma ideia \u00e9 grandiosa, mais encontra advers\u00e1rios, e pode-se medir sua import\u00e2ncia pela viol\u00eancia dos ataques dos quais seja objeto\u201d.<\/p>\nKARDEC, Allan. A G\u00caNESE, 4.\u00aa EDI\u00c7\u00c3O \u2014 EDITORA FEAL<\/em><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n Vai ver Kardec recebeu alguma carta amea\u00e7adora \u2014 mais amea\u00e7adora que as dezenas que deveria receber com amea\u00e7as. Ou ent\u00e3o Kardec notou, enfim, seu erro em julgar que o Espiritismo fosse assim t\u00e3o potente a ponto de despertar esse \u00f3dio implac\u00e1vel ao qual se referiu.<\/p>\n\n\n\n Bem, al\u00e9m de aceitarmos a Verdade Inquestion\u00e1vel do CSI do Espiritismo, aprendendo a deixar de lado esse neg\u00f3cio de “raz\u00e3o”, precisamos tamb\u00e9m aprender a enterrar certos autores, que nem sequer s\u00e3o citados pelo \u00f3rg\u00e3o representativo da verdade divina na Terra. Podemos at\u00e9 mesmo critic\u00e1-los, como fez Carlos Seth, mas n\u00e3o podemos, de forma alguma, utilizar seus vastos trabalhos de anos de pesquisa sobre Magnetismo, Espiritualismo Racional<\/a> e Espiritismo. Jamais! Ao critic\u00e1-los, n\u00e3o devemos nem sequer citar nomes – vai que as pessoas despertem o interesse em ler as insanidades que diz esse tal “Paulo Henrique de Figueiredo”. Afinal, esse autor tem a ousadia de questionar o Minist\u00e9rio da Verdade, utilizando essa tal da “raz\u00e3o” e, afirmando que n\u00e3o consegue ver um Kardec tresloucado, diz que encontrou a plena concord\u00e2ncia das ideias tratadas nas obras e na Revista Esp\u00edrita com as primeiras edi\u00e7\u00f5es dessas obras \u2014 edi\u00e7\u00f5es essas que tamb\u00e9m n\u00e3o devem ser citadas.<\/p>\n\n\n\n Passemos uma r\u00e9gua por cima de todo esse imbr\u00f3glio, e n\u00e3o mais falemos sobre isso. As evid\u00eancias do “outro lado”, esse que “acredita” numa adultera\u00e7\u00e3o, devem ser sumariamente esquecidas, junto aos seus autores. Diferentemente do que dizia Kardec \u2014 que n\u00e3o podemos dar palavra final sobre aquilo que n\u00e3o pode ser provado \u2014 n\u00f3s devemos aceitar a palavra final do CSI do Espiritismo. Desde que as evid\u00eancias por eles encontradas tornaram-se express\u00e3o final da verdade inquestion\u00e1vel, todos \u2014 repito: todos<\/strong> \u2014 os argumentos do “outro lado” tornam-se automaticamente nulos! Aquele “caminh\u00e3o” de argumentos trazidos por Simoni Privato em “O Legado de Allan Kardec”? N-U-L-O, pois diz C<\/strong>arlos S<\/strong>eth I<\/strong>nvestiga: “N\u00f3s demonstramos com FATOS que TODAS as evid\u00eancias utilizadas para provar que \u201cA G\u00eanese\u201d poderia ter sido adulterada N\u00c3O se sustentaram”. H\u00e1 quem discorde.<\/p>\n\n\n\n Ah, o FATO de Leymarie ter adulterado uma comunica\u00e7\u00e3o espiritual, em Obras P\u00f3stumas, removendo justamente o trecho em que o Esp\u00edrito recomendava que Kardec n\u00e3o retirasse nenhuma ideia na nova edi\u00e7\u00e3o de A G\u00eanese tamb\u00e9m foi prontamente anulado pelas evid\u00eancias do \u00f3rg\u00e3o da Verdade Inquestion\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n Tamb\u00e9m n\u00e3o devemos nem sequer trazer \u00e0 tona esses argumentos contr\u00e1rios, pois do que \u00e9 que vale, contra algumas evid\u00eancias materiais, uma enorme quantidade de argumentos l\u00f3gicos e o fato de que o registro, ap\u00f3s a morte do autor, de uma edi\u00e7\u00e3o alterada, configura adultera\u00e7\u00e3o? <\/strong>? Absolutamente nada!<\/p>\n\n\n\n \u00c9 claro que isso traz um “pequeno” problema, j\u00e1 que o Espiritismo n\u00e3o pode ser provado sen\u00e3o por meio da racionalidade, mas n\u00e3o devemos temer: o Minist\u00e9rio da Verdade com certeza ter\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o para isso. Assim que o Espiritismo estiver um tanto mais minado pela desconfian\u00e7a colocada sobre Kardec (quem, lembre-se, s\u00f3 pode ter ficado gag\u00e1) e pela descoberta de “fofocas da \u00e9poca”, obtidas mediante opini\u00f5es dos m\u00e9diuns dissidentes, encontradas em documentos antigos, poderemos, quem sabe, passar um rodo sobre o Espiritismo “de Kardec” e fundar uma nova era de estudos hist\u00f3ricos<\/strong> (n\u00e3o doutrin\u00e1rios, n\u00e3o morais, mas hist\u00f3ricos, que \u00e9 s\u00f3 o que importa para a Verdade Absoluta).<\/p>\n\n\n\n Mas n\u00e3o \u00e9 tudo: devemos, al\u00e9m de declarar a nulidade de qualquer argumento em contr\u00e1rio, sem apresent\u00e1-los ao p\u00fablico, combater tamb\u00e9m qualquer ideia que venha da dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, criticando obras sem nenhuma necessidade de compromisso cient\u00edfico. Se cometermos fal\u00e1cias, n\u00e3o tem problema. Afinal, estaremos combatendo a mentira e, para isso, devemos usar todas as armas.<\/p>\n\n\n\n Diz Carlos Seth, do CSI do Espiritismo:<\/p>\n\n\n\n Em meados de 1890 houve a consolida\u00e7\u00e3o da divis\u00e3o entre o Espiritismo consolador e o Espiritismo cient\u00edfico<\/strong>, conforme j\u00e1 apontou o colega John Monroe.<\/p>\n\n\n\n A hist\u00f3ria se repetiu entre 2016 e 2020 agora no campo da moral, com o lan\u00e7amento de livros que procuraram trazer pensamentos de Kant, Maine de Biran e Victor Cousin para dentro do Espiritismo, mesmo que para isso precisassem deturpar as ideias de Allan Kardec.<\/p>\nBASTOS, Carlos Seth. B\u00f4nus adicional \u2013 O final. Esp\u00edritos sob investiga\u00e7\u00e3o. Dispon\u00edvel em: <https:\/\/www.luzespirita.org.br\/leitura\/pdf\/L193.pdf<\/a>>. Acesso em: 15\/04\/2023.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n Sem sombra de d\u00favidas, Seth n\u00e3o leu absolutamente nada do que esse povo doido est\u00e1 falando por a\u00ed sobre o Espiritualismo Racional, nem leu a Revista Esp\u00edrita, que \u00e9 onde est\u00e1 firmada a base cient\u00edfica do Espiritismo<\/strong>, que ele parece criticar. Justamente na Revista Esp\u00edrita, onde Kardec parece ter “perdido a cabe\u00e7a”, ao afirmar o Espiritismo sendo um desenvolvimento<\/strong> do Espiritualismo Racional! Interessante \u00e9 que a leitura (e o cuidado em n\u00e3o criticar o que n\u00e3o se conhece) faz se tornar evidente que o Espiritualismo Racional deu base ao Espiritismo, havendo um grande interc\u00e2mbio entre essas duas ci\u00eancias, sendo que o Espiritismo vem dar a chave para aquilo que o Espiritualismo Racional n\u00e3o tinha como responder. Mas \u00e9 a\u00ed que mora o problema: esse assunto \u00e9 tratado por um autor cujo nome o Minist\u00e9rio da Verdade (CSI do Espiritismo) n\u00e3o permite nem sequer que seja citado \u2014 esse tal “Figueiredo”. Cito at\u00e9 a obra: “Autonomia: a hist\u00f3ria jamais contada do Espiritismo”. Mas, por favor, n\u00e3o leiam esse livro<\/strong>, repleto de sandices! Devemos apenas coloc\u00e1-la na sombra da inexist\u00eancia, junto ao seu autor que, segundo o Minist\u00e9rio, est\u00e1 causando uma divis\u00e3o no Espiritismo, “agora no campo moral”!<\/p>\n\n\n\n Se a Verdade Inquestion\u00e1vel age assim, \u00e9 porque tem um motivo muito s\u00e9rio: \u00e9 que esse autor pode dar aval \u00e0s subversivas ideias da adultera\u00e7\u00e3o. Mostrando suas inten\u00e7\u00f5es mal\u00e9volas e colocando seus livros no esquecimento, com algumas inofensivas e nada levianas afirma\u00e7\u00f5es falaciosas, age a Verdade em nome do Bem. Essas ideias de autonomia e Espiritualismo Racional \u2014 “racional” \u2014 se s\u00e3o tratadas por esse autor, ou s\u00e3o fruto de erro, ou devem apenas ser esquecidas, a fim de que, repetimos, n\u00e3o levem as pessoas a lerem as obras proibidas.<\/p>\n\n\n\n Preste muita aten\u00e7\u00e3o: a controv\u00e9rsia sobre a adultera\u00e7\u00e3o das obras O C\u00e9u e o Inferno e A G\u00eanese se mostrou inexistente! Sim, porque, para n\u00f3s que aceitamos a Verdade Inquestion\u00e1vel do CSI do Espiritismo, o outro lado nem sequer existe! Como aceitamos evid\u00eancias como provas (embora ci\u00eancia seja sobre teorias, e n\u00e3o provas) e fazemos uma infer\u00eancia que para muitos pode parecer for\u00e7ada \u2014 mas o Minist\u00e9rio da Verdade afirma que n\u00e3o \u00e9 \u2014 todo o restante torna-se automaticamente nulo<\/strong>. Apaguemos tamb\u00e9m a hist\u00f3ria, que nem sequer devemos citar. Sobre os autores que corroborem essa ideia de um compl\u00f4 ao redor de Kardec, n\u00e3o podemos fazer nada mais do que mostr\u00e1-los como s\u00e3o \u2014 impulsivos e levianos, embora tenham se dedicado a longos anos de pesquisas \u2014 para que, enfim, possamos guiar as pessoas pelo caminho correto \u2014 o da Verdade Inquestion\u00e1vel \u2014 n\u00e3o pela raz\u00e3o, mas pela coer\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a maioria \u00e9 incapaz de pensar por si pr\u00f3pria. Aquela hist\u00f3ria de deixar ao tempo e ao p\u00fablico julgar o que \u00e9 correto \u2014 essas ideias malucas de Kardec \u2014 caem por terra, pois temos evid\u00eancias que podem ser tomadas como provas cabais, segundo nossas teorias.<\/p>\n\n\n\n Aqueles, enfim, que n\u00e3o aceitam a Verdade Inquestion\u00e1vel, devemos trat\u00e1-los como s\u00e3o: resistentes e de mente fechada, que n\u00e3o aceitam as evid\u00eancias que lhes apontamos. Preferem acreditar que Kardec jamais poderia ter realizado tais altera\u00e7\u00f5es, pois, dizem eles, n\u00e3o s\u00e3o racionais nem condizem com o m\u00e9todo que ele teria utilizado por anos, nem muito menos com o restante da obra. Balela! Declaremos guerra a essas ideias sem nenhum nexo e proibamos, o quanto poss\u00edvel, que sejam sequer suscitadas, pois causam um mal gigantesco ao ati\u00e7arem, no povo, essa vontade absurda de pensar pela raz\u00e3o \u2014 t\u00e3o absurda que n\u00e3o aceitam as evid\u00eancias hist\u00f3ricas como fato irrefut\u00e1vel da n\u00e3o adultera\u00e7\u00e3o. Ali\u00e1s, devemos nome\u00e1-los como tal: negacionistas<\/strong>, de modo que sejam desmoralizados onde quer que falem e n\u00e3o despertem a curiosidade de ningu\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n Ficam, assim, definidos alguns passos a serem seguidos para o restabelecimento da Verdade, segundo o CSI do Espiritismo:<\/p>\n\n\n\n Dizem eles que manchamos a imagem de Kardec e o pr\u00f3prio Espiritismo ao agir assim. Ora, a busca \u00e9 pela Verdade, e tudo aquilo que sustente aquilo que temos como certeza, desde o in\u00edcio, deve ser exaltado, doa a quem doer. Mas chega desse assunto, pois n\u00e3o o discutiremos mais, agora que estamos de posse da Verdade Inquestion\u00e1vel do CSI do Espiritismo.<\/p>\n\n\n\n Prezado leitor,<\/p>\n\n\n\n \u00c9 claro que, se voc\u00ea estuda Kardec e nos acompanha, notou que o texto \u00e9 apenas uma cr\u00edtica, em tom de s\u00e1tira, ao comportamento absurdo adotado por algumas pessoas que decidiram tomar, para elas, a verdade, deixando fatos importantes de lado. Sinto por ter te feito ler tudo isso. De nossa parte, n\u00e3o desejamos impor a nossa verdade ou as nossas conclus\u00f5es. Deixamos a cada um a liberdade de julgar por si mesmo, de posse de evid\u00eancias e fazendo uso da pr\u00f3pria raz\u00e3o. O que nos entristece \u00e9 que muitos, deixando-se conduzir, abstraem-se totalmente de conhecer obras como as de Paulo Henrique de Figueiredo e de Simoni Privato, que t\u00eam trazido uma contribui\u00e7\u00e3o \u00edmpar para a compreens\u00e3o do Espiritismo.<\/p>\n\n\n\n Qual \u00e9 o cerne da quest\u00e3o, enfim? \u00c9 que a 5.\u00aa edi\u00e7\u00e3o, com altera\u00e7\u00f5es, tem dep\u00f3sito legal realizado apenas em 1872. Isso, legalmente, configura adultera\u00e7\u00e3o<\/strong>. O restante, as evid\u00eancias encontradas pelo “CSI do Espiritismo”, apontam apenas para o fato de que Kardec preparava uma nova vers\u00e3o, mas n\u00e3o prova que essa vers\u00e3o chegou a ser impressa<\/strong>. Constituem infer\u00eancias for\u00e7adas todos os esfor\u00e7os no sentido de apontar que aquele \u00fanico exemplar encontrado na Su\u00ed\u00e7a corresponde a essa nova edi\u00e7\u00e3o, apenas porque corresponde ao exemplar referente ao dep\u00f3sito legal de 1872, da 5.\u00aa edi\u00e7\u00e3o, feito por Leymarie. Esse \u00e9 o ponto.<\/p>\n\n\n\n O que temos por seguran\u00e7a, sem nenhuma sombra de d\u00favida<\/strong>: Kardec realizou uma edi\u00e7\u00e3o de A G\u00eanese, da qual encomendou quatro reimpress\u00f5es<\/strong>, sendo que cada uma delas configurava uma nova edi\u00e7\u00e3o, embora iguais \u00e0 primeira. A prova disso est\u00e1 no fato de ele n\u00e3o ter realizado dep\u00f3sito legal para as demais edi\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n Tamb\u00e9m \u00e9 um fato que Kardec preparava uma nova edi\u00e7\u00e3o dessa obra e de O C\u00e9u e o Inferno. Mas n\u00e3o existe prova que de ele as concluiu, sendo outra infer\u00eancia for\u00e7ada afirmar que o pedido de reimpress\u00e3o<\/strong> de dois mil exemplares de A G\u00eanese, feito em fevereiro de 1869, refira-se \u00e0 impress\u00e3o dessa nova edi\u00e7\u00e3o. Pode ser que sim, pode ser que n\u00e3o. Se sim, pode ser que essa edi\u00e7\u00e3o tenha sido destru\u00edda, para, ent\u00e3o, algu\u00e9m realizar uma adultera\u00e7\u00e3o. Para o argumento sobre o tempo h\u00e1bil para faz\u00ea-lo, basta lembrar que, naquele tempo, as pessoas tinham muito mais tempo que n\u00f3s temos hoje e que, al\u00e9m disso, n\u00e3o existe prova de que a vers\u00e3o adulterada n\u00e3o tenha sido impressa apenas mais tarde; para o argumento da necessidade de convencimento do impressor, basta supor que seria necess\u00e1rio apenas dizer, por exemplo, que foi um pedido de Kardec, feito pouco antes de morrer, e que, n\u00e3o sendo aquilo uma edi\u00e7\u00e3o final, mas apenas uma edi\u00e7\u00e3o para avalia\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00f5es, n\u00e3o seria necess\u00e1rio o dep\u00f3sito legal (o que \u00e9 um fato).<\/p>\n\n\n\n Um ponto importante, ali\u00e1s: qual \u00e9 o sentido de Kardec mudar o t\u00edtulo de sua obra (A G\u00eanese), inserindo o subt\u00edtulo “revisada, corrigida e aumentada”, se nunca fez isso antes, para nenhuma das outras obras? A meu ver, mais parece algo feito, por um adulterador, no sentido de refor\u00e7ar que aquela edi\u00e7\u00e3o seria uma importante “altera\u00e7\u00e3o”.<\/p>\n\n\n\n A comunica\u00e7\u00e3o espiritual, onde o Esp\u00edrito afirma, atrav\u00e9s do m\u00e9dium Sr. M. Desliens, que Kardec n\u00e3o deveria remover nada, mas apenas condensar aquilo que possivelmente tenha ficado claro em outros pontos (que voc\u00ea pode conferir aqui<\/a>), foi adulterada<\/strong> por P. G. Leymarie, quando foi inclu\u00edda com cortes e altera\u00e7\u00f5es em Obras p\u00f3stumas, organizada por ele, e publicada em 1890: segunda parte, cap\u00edtulo: \u201cA minha inicia\u00e7\u00e3o no Espiritismo\u201d, item: \u201cMinha nova obra sobre A G\u00eanese\u201d (onde “Minha” seria uma refer\u00eancia a Kardec, falando de si mesmo).<\/p>\n\n\n\n Ora, por que essa sanha de Leymarie em dar suporte, por interm\u00e9dio de uma flagrante adultera\u00e7\u00e3o, \u00e0 ideia de que a 5.\u00aa edi\u00e7\u00e3o de A G\u00eanese foi produzida por Kardec?<\/p>\n\n\n\n Enfim, deixemos cada um a seu tempo e as suas escolhas, mas n\u00e3o nos ausentemos de apresentar a real proposta da ci\u00eancia esp\u00edrita, totalmente aut\u00f4noma e libertadora e, conforme conclu\u00edmos, muito afastada dos conceitos transformados em “C\u00f3digo Penal da Vida Futura”, naquilo que, para n\u00f3s, somente pode ser configurado como uma adultera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n Fato \u00e9 que Carlos Seth, na busca por tudo o que possa suportar sua ideia, tem distorcido, ele mesmo, ideias e palavras, utilizando de fal\u00e1cias e argumentos l\u00f3gicos, algumas vezes inv\u00e1lidos, para for\u00e7ar conclus\u00f5es. Foi leviano e deselegante ao afirmar, com grande desconhecimento, que “certo autor” estaria provocando uma divis\u00e3o no Espiritismo, “agora no campo moral”, ao trazer, para dentro da Doutrina, o Espiritualismo Racional (j\u00e1 tratamos disso no artigo Espiritualismo Racional e Espiritismo \u2013 uma nova divis\u00e3o no meio Esp\u00edrita?<\/a>) e \u00e9 igualmente deselegante ao utilizar seus meios de comunica\u00e7\u00e3o para denegrir aqueles que, pela raz\u00e3o e pelos fatos, concluem diferentemente dele, imputando a eles os termos “negacionistas”.<\/p>\n\n\n\n Ademais, apresentamos um argumento final: o pr\u00f3prio Carlos Seth afirma que n\u00e3o tem prova de que as obras n\u00e3o foram adulteradas. Resta, portanto, espa\u00e7o para alguma d\u00favida e, assim sendo, n\u00e3o seria muito mais prudente ficar com a primeira edi\u00e7\u00e3o dessas obras, de quando Kardec era vivo, onde temos a total confian\u00e7a de que tudo, absolutamente tudo o que existe ali, foi produzido por suas m\u00e3os? Isso, \u00e9 claro, sem tratarmos as outras edi\u00e7\u00f5es como inexistentes, pois elas servem, a nosso ver, justamente para demonstrar o tom das altera\u00e7\u00f5es e o que foi que elas removeram ou inseriram no pensamento de Kardec.<\/p>\n\n\n\n Deixamos ao leitor a reflex\u00e3o.<\/p>\n\n
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\n\n\n\nExplica\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n