{"id":5383,"date":"2022-03-15T15:00:48","date_gmt":"2022-03-15T18:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/?p=5383"},"modified":"2023-10-20T14:18:32","modified_gmt":"2023-10-20T17:18:32","slug":"un-esprit-dur-peut-il-etre-force-de-se-reincarner","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/fr\/artigos\/estudo-aprofundado-do-espiritismo\/pode-um-espirito-resistente-ser-forcado-a-reencarnar\/","title":{"rendered":"R\u00e9incarnation obligatoire"},"content":{"rendered":"
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Assunto recorrente esse. N\u00e3o basta muito esfor\u00e7o para encontrar tal afirmativa: um Esp\u00edrito renitente, ou seja, que resiste a avan\u00e7ar, poderia ser “for\u00e7ado” a uma reencarna\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria, compreendendo-se, nesse conceito, que os Esp\u00edritos superiores o for\u00e7ariam a encarar provas e expia\u00e7\u00f5es “para seu pr\u00f3prio bem”.<\/p>\n\n\n\n

Bem, meus irm\u00e3os, “calma l\u00e1”! \u00c9 preciso ter muito cuidado com as afirma\u00e7\u00f5es que fazemos por a\u00ed, muitas vezes baseadas em conceitos que tem um fundo de verdade, mas que se tornam genericamente aplicados como “lei” \u2014 e aqui j\u00e1 abordamos diversos desses casos.<\/p>\n\n\n\n

Primeiramente, precisamos recuperar o que aprendemos com o estudo do Espiritismo \u2014 aquela ci\u00eancia<\/strong> que muitos resistem<\/strong> em estudar e que formou, atrav\u00e9s dos estudos de Kardec, a Doutrina Esp\u00edrita ou Espiritismo: em primeiro lugar, o Espiritismo tem como fundamento a doutrina da escolha das provas, isto \u00e9, afirma que, desde que tenhamos capacidade<\/strong>, n\u00f3s sempre<\/strong> escolhemos nossas provas e nossas expia\u00e7\u00f5es. N\u00e3o custa lembrar: prova<\/strong> \u00e9 uma oportunidade de enfrentar uma situa\u00e7\u00e3o, para aprender com essa situa\u00e7\u00e3o e vencer uma imperfei\u00e7\u00e3o; j\u00e1 a expia\u00e7\u00e3o<\/strong> acontece quando o Esp\u00edrito se imp\u00f5e um sofrimento qualquer a fim de enfrentar, na pr\u00f3pria pele, um mal que imp\u00f4s a outrem. <\/p>\n\n\n\n

Dissemos: “se imp\u00f5e”, porque ningu\u00e9m, nem nenhum Esp\u00edrito, nem mesmo Deus, imp\u00f5em castigos a ningu\u00e9m. Quando, no contexto de Kardec, se diz “Deus quis”, “Deus permitiu”, “Deus puniu”, quer dizer que tudo isso se d\u00e1 como efeito da Cria\u00e7\u00e3o. Ora, como somos suas criaturas, seres inteligentes e capazes do livre-arb\u00edtrio, quando nos impomos uma prova\u00e7\u00e3o qualquer significa que, indiretamente, Deus o permite, assim como permite que o mal – ou, antes, a aus\u00eancia do bem – exista.<\/p>\n\n\n\n

Bem, apresentamos o conceito de provas e expia\u00e7\u00f5es, que visam trazer um aprendizado ao Esp\u00edrito. Contudo, sabemos que apenas aprendemos algo quando entendemos realmente que erramos, o que nos traz a culpa, o remorso e a vontade de reparar – o que pode se dar ou n\u00e3o com as v\u00edtimas de nossos erros. Tamb\u00e9m relembramos que a escolha<\/strong> das provas e expia\u00e7\u00f5es \u00e9 um princ\u00edpio primordial, conforme ensinado pelos Esp\u00edritos. Ali\u00e1s, isso est\u00e1 exposto claramente em O Livro dos Esp\u00edritos:<\/p>\n\n\n\n

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258. Quando na erraticidade, antes de come\u00e7ar nova exist\u00eancia corporal, tem o Esp\u00edrito consci\u00eancia e previs\u00e3o do que lhe suceder\u00e1 no curso da vida terrena?<\/em><\/p>\n\n\n\n

\u201cEle pr\u00f3prio escolhe o g\u00eanero de provas por que h\u00e1 de passar, e nisso consiste o seu livre-arb\u00edtrio.\u201d<\/p>\n\n\n\n

a) \u2013 N\u00e3o \u00e9 Deus, ent\u00e3o, que lhe imp\u00f5e as tribula\u00e7\u00f5es da vida, como castigo?<\/em><\/p>\n\n\n\n

\u201cNada ocorre sem a permiss\u00e3o de Deus, porquanto foi Deus que estabeleceu todas as leis que regem o universo. Ide agora perguntar por que decretou ele esta lei e n\u00e3o aquela! Dando ao Esp\u00edrito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das consequ\u00eancias que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-\u00e1 a consola\u00e7\u00e3o de que nem tudo se lhe acabou, e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recome\u00e7ar o que foi mal feito. Ademais, cumpre se distinga o que \u00e9 obra da vontade de Deus do que o \u00e9 da do homem. Se um perigo vos amea\u00e7a, n\u00e3o fostes v\u00f3s quem o criou e sim Deus. Vosso, por\u00e9m, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n

Onde fica, ent\u00e3o, a tal da “reencarna\u00e7\u00e3o for\u00e7ada”?<\/p>\n\n\n\n

Vamos ver, na quest\u00e3o 262, o que segue:<\/p>\n\n\n\n

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262. Como pode o Esp\u00edrito, que, em sua origem, \u00e9 simples, ignorante e carecido de experi\u00eancia, escolher uma exist\u00eancia com conhecimento de causa e ser respons\u00e1vel por essa escolha?<\/em><\/p>\n\n\n\n

\u201cDeus lhe supre a inexperi\u00eancia, tra\u00e7ando-lhe o caminho que deve seguir, como fazeis com a criancinha. Pouco a pouco, por\u00e9m, \u00e0 medida que o seu livre-arb\u00edtrio se desenvolve, deixa-o senhor de proceder \u00e0 escolha, e s\u00f3 ent\u00e3o \u00e9 que muitas vezes lhe acontece extraviar-se, tomando o mau caminho, por desatender os conselhos dos Esp\u00edritos bons. A isso \u00e9 que se pode chamar a queda do homem.\u201d<\/p>\n\n\n\n

a) \u2013\u00a0Quando o Esp\u00edrito goza do livre-arb\u00edtrio, a escolha da exist\u00eancia corporal depender\u00e1 sempre exclusivamente de sua vontade, ou essa exist\u00eancia lhe pode ser imposta1<\/a><\/sup>, como expia\u00e7\u00e3o, pela vontade de Deus?<\/em><\/p>\n\n\n\n

\u201cDeus sabe esperar, n\u00e3o apressa a expia\u00e7\u00e3o. Todavia, pode impor certa exist\u00eancia a um Esp\u00edrito, quando este, pela sua inferioridade ou m\u00e1 vontade, n\u00e3o se mostra apto a compreender o que lhe seria mais ben\u00e9fico, e quando v\u00ea que tal exist\u00eancia servir\u00e1 para a purifica\u00e7\u00e3o e o progresso do Esp\u00edrito, ao mesmo tempo que lhe sirva de expia\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n

Ora, Deus ent\u00e3o imp\u00f5e a expia\u00e7\u00e3o? N\u00e3o \u00e9 bem isso. O que acontece \u00e9 que quando o Esp\u00edrito est\u00e1 em nega\u00e7\u00e3o ou resist\u00eancia, ele n\u00e3o consegue ver o bem que lhe proporcionaria o enfrentamento de suas imperfei\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s das provas e das expia\u00e7\u00f5es. N\u00e3o pode, portanto, escolher lucidamente…. Mas continua reencarnando. Vejamos, ainda em OLE:
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167. Qual o fim objetivado com a reencarna\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n\n\n\n

\u201cExpia\u00e7\u00e3o, melhoria progressiva da humanidade. Sem isto, onde a justi\u00e7a?\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n

Entendemos facilmente que a encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 uma necessidade<\/strong> para o avan\u00e7o do Esp\u00edrito e que, quando ainda \u00e9 simples e ignorante, o que facilmente lhe d\u00e1 o estado de resist\u00eancia<\/strong>, pode facilmente resistir a enfrentar suas pr\u00f3prias imperfei\u00e7\u00f5es. \u00c9 a\u00ed, portanto, que a mec\u00e2nica da Lei Divina supre sua inexperi\u00eancia<\/em>: atrav\u00e9s de uma encarna\u00e7\u00e3o “for\u00e7ada”, isto \u00e9, uma encarna\u00e7\u00e3o “comum”, mas sem escolhas de provas e expia\u00e7\u00f5es, o Esp\u00edrito enfrentar\u00e1 a escola da vida material, que o colocar\u00e1, de uma forma ou de outra, frente \u00e0s suas imperfei\u00e7\u00f5es, de acordo com a forma como escolher<\/strong> agir na mat\u00e9ria. Assim, poder\u00e1 escolher<\/strong> – no fundo, sempre h\u00e1 a escolha, a partir do momento em que o Esp\u00edrito entra na idade da consci\u00eancia – continuar cedendo \u00e0s paix\u00f5es, pr\u00e1tica da qual colher\u00e1 resultados amargos (e nisso consiste as expia\u00e7\u00f5es involunt\u00e1rias), at\u00e9 que, um dia, esse sofrimento moral<\/strong> lhe motive a dizer: “chega! Cansei de agir assim! Cansei de sofrer por ser imperfeito! Preciso me livrar dessas imperfei\u00e7\u00f5es!”. \u00c9 nesse momento que, ent\u00e3o, esse Esp\u00edrito volta a escolher provas e expia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

Lembramos, para terminar, que o conhecimento trazido pelo Espiritismo \u00e9 de substancial import\u00e2ncia para alavancar o processo de evolu\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, pois, no momento em que, pela ci\u00eancia, isto \u00e9, pela raz\u00e3o<\/strong>, ele entende que tem que ter vontade<\/strong> firme para vencer suas imperfei\u00e7\u00f5es, pode avan\u00e7ar em anos o que n\u00e3o avan\u00e7ou em sucessivas encarna\u00e7\u00f5es.<\/p>\n

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