{"id":2329,"date":"2021-09-29T23:33:37","date_gmt":"2021-09-30T02:33:37","guid":{"rendered":"https:\/\/geolegadodeallankardec.com.br\/?p=2329"},"modified":"2022-03-23T14:14:30","modified_gmt":"2022-03-23T17:14:30","slug":"septembre-jaune-spiritisme-prevention-du-suicide","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/fr\/artigos\/assuntos-diversos\/setembro-amarelo-espiritismo-prevencao-ao-suicidio\/","title":{"rendered":"Septembre jaune : Spiritisme et pr\u00e9vention du suicide"},"content":{"rendered":"
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<\/a><\/div>\n[Este artigo foi originalmente criado pela passagem do Setembro Amarelo de 2021, mas se estende para todos os momentos poss\u00edveis]<\/p>\n\n\n\n
Em um s\u00e9culo de desespero, onde a sociedade vive a materialidade de forma exagerada, talvez como nunca antes; onde os dogmas antigos e a imposi\u00e7\u00e3o do medo n\u00e3o surtem mais efeito, desacreditados que est\u00e3o pelo desenvolvimento das ci\u00eancias e da raz\u00e3o; onde, enfim, o ser humano abandona a vida e seus sofrimentos ado\u00e7ados pela falsa concep\u00e7\u00e3o de que, ap\u00f3s a morte, existe apenas o “descanse em paz”, o Espiritismo vem, uma vez mais, mostrar a ess\u00eancia de sua doutrina, apresentando, aos indiv\u00edduos, a realidade da vida e uma nova forma de encar\u00e1-la, com mais decis\u00e3o e austeridade. Na preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio, o Espiritismo \u00e9 a mais poderosa ferramenta existente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n O suic\u00eddio, em si, \u00e9 apenas o ato extremo, quase sempre desesperado, muitas vezes ocasionados pelas paix\u00f5es humanas, levadas ao ato irrefletido do crime contra a pr\u00f3pria vida. Mas ele come\u00e7a antes, muito antes, com os primeiros \u00edmpetos de desist\u00eancia ante \u00e0s dificuldades da vida. Somos, ainda, Esp\u00edritos imperfeitos e, sem uma base forte, sem uma boia onde nos agarrar, facilmente afundamos… E \u00e9 justamente essa base que a Doutrina Esp\u00edrita vem nos dar, n\u00e3o mais como artigo de f\u00e9, como algo imagin\u00e1vel, apenas, mas pelas provas dos fen\u00f4menos esp\u00edritas e das comunica\u00e7\u00f5es deles mesmos, os Esp\u00edritos, j\u00e1 libertos da mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n Onde, ent\u00e3o, encontraremos essa b\u00f3ia de salva\u00e7\u00e3o, em meio ao mar das dores?<\/p>\n\n\n\n O nada, o dogma e a raz\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n Os dogmas cat\u00f3licos de ent\u00e3o afirmavam, sobre esse assunto, que o indiv\u00edduo que cometia suic\u00eddio sofreria eternamente no inferno; ora, entre sofrer aqui e sofrer no inferno, na cabe\u00e7a de muitos, a diferen\u00e7a n\u00e3o seria grande, j\u00e1 que muitos j\u00e1 se imaginavam com um “p\u00e9 no inferno”, por j\u00e1 se acreditarem pecadores. Tirar a pr\u00f3pria vida n\u00e3o traria grande modifica\u00e7\u00e3o, pensavam, mas pelo menos os livrariam das dores presentes. Vemos que o dogma n\u00e3o era mais suficiente para preencher o vazio humano.<\/p>\n\n\n\n O materialismo, por outro lado, afirmava que o homem era apenas m\u00e1quina biol\u00f3gica, escrava dos sentidos e das vontades. Tirar a pr\u00f3pria vida, ent\u00e3o, para acabar com um sofrimento qualquer, muitas vezes sem explica\u00e7\u00e3o, seria a melhor sa\u00edda, sob essa \u00f3tica – uma doutrina de teorias terr\u00edveis e de consequ\u00eancias desastrosas:<\/p>\n\n\n\n Todo homem sente a necessidade de viver, de aproveitar a vida, de amar, de ser feliz. A uma pessoa que sabe que est\u00e1 para morrer, diga-se que ela ainda viver\u00e1, ou que sua hora foi postergada. Diga-se, sobretudo, que ela ser\u00e1 mais feliz do que nunca, e seu cora\u00e7\u00e3o vibrar\u00e1 de alegria. Mas de que servir\u00edam tais aspira\u00e7\u00f5es de felicidade se um leve sopro pudesse desfaz\u00ea-las?<\/p> […]<\/p> H\u00e1 algo mais desesperador do que a ideia da destrui\u00e7\u00e3o absoluta? As afei\u00e7\u00f5es sagradas, a intelig\u00eancia, o progresso, o conhecimento laboriosamente adquirido, tudo seria desfeito, tudo estaria perdido! Qual a necessidade do esfor\u00e7o para nos tornarmos melhores, para reprimirmos as paix\u00f5es, para enriquecermos nosso esp\u00edrito, se da\u00ed n\u00e3o devemos colher fruto algum, sobretudo ante a ideia de que amanh\u00e3, talvez, isso n\u00e3o nos servir\u00e1 mais para nada? Se assim fosse, a sorte do homem seria cem vezes pior do que a do selvagem, que vive inteiramente no presente, na satisfa\u00e7\u00e3o de seus apetites materiais, sem aspira\u00e7\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o ao futuro. Uma secreta intui\u00e7\u00e3o nos diz que isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>Allan Kardec, O C\u00e9u e o Inferno<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n Antes do Espiritismo, a vida ap\u00f3s a morte era apenas algo vago. Sab\u00edamos que “t\u00ednhamos” uma alma (melhor dizendo, somos uma alma, ligada a um corpo) mas o g\u00eanero de dificuldades a serem enfrentadas por ela ap\u00f3s a morte era algo totalmente desconhecido, sendo tratado apenas de forma dogm\u00e1tica e, mesmo quando afastado do dogma, era conceito mais filos\u00f3fico do que factual.<\/p>\n\n\n\n Com o nascimento do Espiritismo, contudo, o conceito de alma<\/em> foi complementado e expandido atrav\u00e9s do estudo dos fen\u00f4menos decorrentes de nossa rela\u00e7\u00e3o com os Esp\u00edritos, que se mostraram como sendo as almas humanas, mas desligadas do corpo.<\/p>\n\n\n\n Isso foi um marco que, um dia, estar\u00e1 na hist\u00f3ria humana, como j\u00e1 se encontra, hoje, na hist\u00f3ria esp\u00edrita, pois trouxe ao homem a certeza<\/em> <\/strong>de que a vida realmente n\u00e3o acaba no t\u00famulo nem se inicia na concep\u00e7\u00e3o, mas que transcende os limites da mat\u00e9ria, nas suscessivas encarna\u00e7\u00f5es, com a finalidade de aprender e se elevar, sempre, at\u00e9 n\u00e3o mais precisar da mat\u00e9ria, quando o Esp\u00edrito se torna puro ou perfeito.<\/p>\n\n\n\n Atrav\u00e9s das comunica\u00e7\u00f5es com os Esp\u00edritos, intermediadas por m\u00e9diuns, especialmente os psic\u00f3grafos mec\u00e2nicos (ver mais sobre isso em O Livro dos M\u00e9diuns, na Segunda Parte), Allan Kardec obteve os mais valiosos ensinamentos sobre o futuro da alma, ap\u00f3s a desencarna\u00e7\u00e3o. E foi assim que, ap\u00f3s alguns anos de estudos, formulou a obra O C\u00e9u e o Inferno, onde trata de maneira filos\u00f3fica, na primeira parte, e pr\u00e1tica, na segunda, sobre o maior problema da humanidade: quem somos, de onde viemos e para onde vamos e por que e para que estamos aqui.<\/p>\n\n\n\n Nessa obra, imposs\u00edvel de ser resumida, na segunda parte, encontramos alguns depoimentos<\/em> de Esp\u00edritos de v\u00e1rios matizes evolutivos – dentre eles, o de alguns suicidas. E a leitura, embora dif\u00edcil, \u00e9 important\u00edssima, pois aprendemos com eles sobre os efeitos de suas a\u00e7\u00f5es. Na Revista Esp\u00edrita, de 1858 a 1869, tamb\u00e9m encontramos v\u00e1rios relatos de evoca\u00e7\u00f5es a suicidas, que nos contam de suas dificuldades e dos efeitos de suas a\u00e7\u00f5es. Deles, tiramos o seguinte extrato:<\/p>\n\n\n\n Cada situa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma, pois cada Esp\u00edrito \u00e9 um, com sua intelig\u00eancia, sua evolu\u00e7\u00e3o, seu entendimento, suas concep\u00e7\u00f5es e seu momento. Existem suicidas que afirmam sofrer dores f\u00edsicas ap\u00f3s a morte (o que, na verdade, \u00e9 um sofrimento moral externalizado, j\u00e1 que o Esp\u00edrito n\u00e3o sofre materialmente); existem os Esp\u00edritos que dizem se verem em uma situa\u00e7\u00e3o infernal, o que pode ser apenas um quadro mental como tamb\u00e9m pode ser uma “realidade” vivida junto a outros Esp\u00edritos em sofrimento, que se agrupam por seu estado mental; existem os Esp\u00edritos que percebem que cometeram um erro ao tirar sua pr\u00f3pria vida, num ato impensado; e existem at\u00e9, embora sejam raros, aqueles que, num primeiro momento, se contentam por terem sa\u00eddo da vida, para mais tarde entenderem que isso n\u00e3o lhes serviu de nada e que ter\u00e3o que voltar a reencarnar, no mesmo g\u00eanero de encarna\u00e7\u00e3o, a fim de continuarem suas provas.<\/p>\n\n\n\n N\u00e3o existe, portanto, essa correla\u00e7\u00e3o que muitos fazem, de que o suicida vai sofrer sentindo os vermes roerem seu corpo ou que na pr\u00f3xima vida reencarnar\u00e3o em corpos deformados, nem que todos ir\u00e3o para o famoso “vale dos suicidas”, que nada mais \u00e9 do que um dos infinitos agrupamentos de Esp\u00edritos em sofrimento e que, pela mentalidade perturbada, criam verdadeiras regi\u00f5es infernais. Cada caso \u00e9 um caso<\/strong>. A \u00fanica certeza, repito, \u00e9 que o suic\u00eddio apenas prolongar\u00e1 o estado de sofrimento que \u00e9 ser imperfeito e ter que lidar com essas imperfei\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s das reencarna\u00e7\u00f5es na mat\u00e9ria bruta e entre Esp\u00edritos t\u00e3o imperfeitos que n\u00f3s, ou mais.<\/p>\n\n\n\n Mais do que isso, por\u00e9m, \u00e9 muito importante entender a Doutrina Esp\u00edrita em sua ess\u00eancia, de onde tiramos o seguinte: <\/p>\n\n\n\n Na vida, temos dois g\u00eaneros de sofrimentos: os causados por n\u00f3s mesmos, pela nossa inc\u00faria, pela nossa impaci\u00eancia, pelos nossos v\u00edcios, e aqueles que n\u00e3o causamos nesta vida. Os primeiros podem ser evitados por uma reforma interior, pela corre\u00e7\u00e3o de nossas imperfei\u00e7\u00f5es. Os segundos, por\u00e9m, comp\u00f5em os g\u00eaneros de dificuldades que fazem parte de um planejamento reencarnat\u00f3rio, realizado por n\u00f3s mesmos, com vistas a nos fazer aprender, nas provas dif\u00edceis e, assim, a corrigir nossas imperfei\u00e7\u00f5es, nos auxiliando a errar menos e a avan\u00e7ar mais rapidamente.<\/p>\n\n\n\n Portanto, at\u00e9 aqui, temos tr\u00eas pontos muito importantes:<\/p>\n\n\n\n A vida, enfim, n\u00e3o \u00e9 um castigo. N\u00e3o estamos aqui para pagar nada, mas sim para nos desenvolvermos<\/strong>, e \u00e9 apenas atrav\u00e9s do exerc\u00edcio desse desenvolvimento, de nos livrarmos de nossas imperfei\u00e7\u00f5es e de conquistarmos virtudes, que alcan\u00e7aremos um estado real de felicidade, cada vez maior.<\/p>\n\n\n\n Sabemos, contudo, que nem sempre estamos prontos para lidar com as dificuldades que nos chegam, de forma que \u00e9 muito f\u00e1cil nos permitirmos abater. \u00c9 nesse momento que precisamos estar muito atentos, pois, lembremos, esse abatimento n\u00e3o costuma vir apenas de dentro de n\u00f3s, mas, muitas vezes – quase sempre – \u00e9 alimentado e aumentado por Esp\u00edritos que n\u00e3o desejam o nosso bem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Sabemos que os Esp\u00edritos est\u00e3o o tempo todo ao nosso redor, e que s\u00e3o atra\u00eddos para n\u00f3s conforme somos em nossa realidade interior, nua e crua. Assim, por nossas imperfei\u00e7\u00f5es, que muitas vezes gostamos de cultivar<\/em>, passamos a atrair Esp\u00edritos inferiores que passam a se afei\u00e7oar a n\u00f3s e a alimentar o cultivo dessas imperfei\u00e7\u00f5es. Com o tempo, essa rela\u00e7\u00e3o pode se tornar obsessiva, a ponto de nos vermos subjugados pela vontade de um ou mais Esp\u00edritos inferiores, que passam a comandar nossas a\u00e7\u00f5es. Esse \u00e9 um estado perigoso que nos leva tamb\u00e9m a alimentar os pensamentos suicidas e que, em casos extremos, pode inativar nossa capacidade de agir pela pr\u00f3pria vontade, e a vontade firme \u00e9 a principal ferramenta para vencer as obsess\u00f5es espirituais.<\/p>\n\n\n\n Nesses casos, \u00e9 importante buscar apoio externo, pois, muitas vezes, nos encontramos em um estado de subjuga\u00e7\u00e3o que nos tira a capacidade de racioc\u00ednio e de vontade firme. Essa ajuda pode ser encontrada de diversas formas – veja, ao final, a se\u00e7\u00e3o “Ferramentas para vencer as depress\u00f5es e os pensamentos de desist\u00eancia<\/em>“.<\/p>\n\n\n\n Aqui surge mais um aspecto importante nesse assunto: a quest\u00e3o das paix\u00f5es<\/em>, que Kardec sempre citava ao seu tempo, e que hoje podem ser compreendidos como “sentimentos”. <\/p>\n\n\n\n Por defini\u00e7\u00e3o, paix\u00e3o<\/strong> \u00e9 um termo que designa um sentimento muito forte de atra\u00e7\u00e3o por uma pessoa, objeto ou tema. A paix\u00e3o \u00e9 intensa, envolvente, um entusiasmo ou um desejo forte por qualquer coisa. O termo tamb\u00e9m \u00e9 aplicado com frequ\u00eancia para designar um v\u00edvido interesse ou admira\u00e7\u00e3o por um ideal, causa ou atividade. <\/p>\n\n\n\n No estado da viv\u00eancia das paix\u00f5es, o indiv\u00edduo fica cego \u00e0 racionalidade e, nesse estado, quantos j\u00e1 n\u00e3o foram os casos de suic\u00eddio praticados irrefletidamente? Quantas n\u00e3o foram as comunica\u00e7\u00f5es, com as quais j\u00e1 tivemos contato, do Esp\u00edrito que, logo ap\u00f3s realizar o ato, se arrependeu profundamente pela irreflex\u00e3o do que realizou? Domar as paix\u00f5es, portanto, \u00e9 algo de suma import\u00e2ncia. Kardec assim define, em A G\u00eanese: <\/p>\n\n\n\n O instinto se aniquila por si mesmo; as paix\u00f5es somente pelo esfor\u00e7o da vontade podem domar-se<\/em>.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n E hoje, enfim, com acesso \u00e0 Doutrina Esp\u00edrita, podemos refor\u00e7ar a vontade pela raz\u00e3o, isto \u00e9, podemos desenvolver mais firmeza e calma para passar pelas provas da vida, sabendo que disso dependem a nossa felicidade futura, e que interromper nossa vida antes do tempo n\u00e3o encerrar\u00e1 nenhum sofrimento moral, mas apenas o prolongar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n Nessa situa\u00e7\u00e3o, portanto, busquemos ajuda: busquemos o psic\u00f3logo, busquemos o centro esp\u00edrita, busquemos um bom amigo, busquemos a ora\u00e7\u00e3o, a m\u00fasica calma, a leitura e a pr\u00e1tica do Evangelho, busquemos visitar um asilo para conversar com os velhinhos, enfim, busquemos algo que nos fa\u00e7a bem, mas busquemos com decis\u00e3o e persist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n Mas, acima de tudo, busquemos uma coisa muito especial e importante: estudar e praticar o Espiritismo em nossos lares, junto \u00e0 nossa fam\u00edlia, pois enquanto o indiv\u00edduo se supuser m\u00e1quina passiva, ref\u00e9m da qu\u00edmica corporal, sem alma e, portanto, sem livre arb\u00edtrio, apenas responder\u00e1 maquinalmente a tudo e, ante \u00e0 dor, encontrar\u00e1 o \u00fanico resultado que disso emana, embora falso: desliga-se a m\u00e1quina, termina a dor.<\/p>\n\n\n\n \u00c9 apenas com o retorno e desenvolvimento do entendimento do conceito de uma alma que sobrevive \u00e0 morte do corpo e que avan\u00e7a sempre na dire\u00e7\u00e3o da perfei\u00e7\u00e3o, se melhorando e se corrigindo atrav\u00e9s das sucessivas provas e oportunidades, e longe dos antigos e errados conceitos de pecado e puni\u00e7\u00e3o por um Deus vingativo e cruel, que o suic\u00eddio deixar\u00e1 de existir na face da Terra.<\/p>\n\n\n\n A vida n\u00e3o acaba no t\u00famulo e a alma, livre do corpo, apenas encontra sua realidade, ainda mais exacerbada. \u00c9 justamente sobre essa realidade, que a leva \u00e0 desist\u00eancia, que ela precisa se debru\u00e7ar, sem cessar, a fim de se fortalecer; mas, repito: isso nunca se dar\u00e1 enquanto, no corpo, se supuser apenas uma m\u00e1quina, escrava da qu\u00edmica dos sentidos.<\/p>\n\n\n\n E n\u00e3o nos esque\u00e7amos. Deus n\u00e3o nos deixa abandonados nas dificuldades da vida e tamb\u00e9m n\u00e3o nos d\u00e1 fardos maiores do que podemos carregar. \u00c9 por conta das nossas a\u00e7\u00f5es ou da forma de enfrentar essas dificuldades que muitas vezes aumentamos o peso desse fardo at\u00e9 cairmos de joelhos ao ch\u00e3o, sob um peso al\u00e9m do programado. Ainda assim, \u00e9 poss\u00edvel se recuperar e seguir em frente, se quisermos: basta pedir ajuda a Deus e ela vir\u00e1, de uma forma ou de outra, para nos ajudar a diminuir o peso extra que carregamos. Estejamos atentos: essa ajuda vem atrav\u00e9s de um contato inesperado, um livro presenteado, um conte\u00fado que um amigo nos sugere ou mesmo atrav\u00e9s de um pensamento persistente para que procuremos determinado conte\u00fado na Internet. \u00c9 a forma como Deus nos responde, mas precisamos estar abertos a ela.<\/p>\n\n\n\n Por fim, claro: se voc\u00ea nota algu\u00e9m ao seu lado com os m\u00ednimos tra\u00e7os de depress\u00e3o, tristeza constante, des\u00e2nimo, recolhimento, etc, seja caridoso e converse com ela, com todo o carinho, toda a fraternidade e toda a aten\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. Fale para ela da sua certeza de que a vida n\u00e3o termina no t\u00famulo. Conte para ela que ela n\u00e3o est\u00e1 sozinha e que as dificuldades da vida, que todos temos, s\u00e3o provas necess\u00e1rias para nosso pr\u00f3prio aprendizado, quase sempre solicitadas por n\u00f3s mesmos. Isso pode salvar uma vida.<\/p>\n\n\n\n Vamos, aqui, elencar algumas ferramentas que ser\u00e3o mais ou menos \u00fateis para uns e para outros, de acordo com o pensamento e o estado de cada um. Analise e fique com aquilo que te faz bem:<\/p>\n\n\n\nO que \u00e9 o suic\u00eddio na compreens\u00e3o do Espiritismo<\/h2>\n\n\n\n
A Ci\u00eancia Esp\u00edrita vem trazer luz atrav\u00e9s do estudo racional dos fatos<\/h2>\n\n\n\n
O C\u00e9u e o Inferno: o destino do Esp\u00edrito ap\u00f3s a morte do corpo<\/h2>\n\n\n\n
O suic\u00eddio e nossas rela\u00e7\u00f5es com os Esp\u00edritos<\/h2>\n\n\n\n
As paix\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n
Entender o Espiritismo \u00e9 entender a vida<\/h2>\n\n\n\n
Ferramentas para vencer as depress\u00f5es e os pensamentos de desist\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n