{"id":7726,"date":"2023-10-11T10:18:03","date_gmt":"2023-10-11T13:18:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/?p=7726"},"modified":"2024-03-21T15:39:32","modified_gmt":"2024-03-21T18:39:32","slug":"reforma-intima-y-espiritismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/es\/articulos-2\/diverso-2\/reforma-intima-y-espiritismo\/","title":{"rendered":"Reforma \u00edntima y Espiritismo"},"content":{"rendered":"
\"image_pdf\"<\/a>\"image_print\"<\/a><\/div>\n

Reina, no Movimento Esp\u00edrita moderno, consideravelmente afastado do Espiritismo, a insistente ideia, quase impositiva, da realiza\u00e7\u00e3o de uma reforma \u00edntima. Prega-se a necessidade de seguir <\/em>o Evangelho, utilizando-se, para isso, das conhecidas reuni\u00f5es de leitura familiar do Evangelho Segundo o Espiritismo, que quase sempre recomendam abrir aleatoriamente um livro que deveria ser estudado como as demais obras de Allan Kardec<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

Eu n\u00e3o seria louco o suficiente para dizer que a reforma moral e os ensinamentos morais de Jesus n\u00e3o sejam importantes. Muito pelo contr\u00e1rio: s\u00e3o muito, e tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o poucas as vezes em que Kardec ou os Esp\u00edritos falam da importante reforma moral suscitada pelo Espiritismo, Doutrina essa capaz de, pelo racioc\u00ednio<\/strong>, instigar o ser humano a melhores resolu\u00e7\u00f5es. N\u00e3o, esse n\u00e3o \u00e9 o problema.<\/p>\n\n\n\n

O que venho destacar \u00e9 que existe uma falsa ideia reinando no Movimento, dentre tantas outras: a de que a Terra, sendo um planeta de provas e expia\u00e7\u00f5es<\/strong>, apenas receba Esp\u00edritos em expia\u00e7\u00f5es, ou seja, Esp\u00edritos com pendores<\/em><\/strong> passados. Isso n\u00e3o \u00e9 verdadeiro, como demonstrarei a seguir.<\/p>\n\n\n\n

Provas<\/h2>\n\n\n\n

Provas<\/em> s\u00e3o todas as dificuldades que enfrentamos na vida, e que nem sempre s\u00e3o resultados de nossas escolhas<\/strong>. Podemos, por exemplo, viver em uma cidade em que, em determinado momento, uma represa pr\u00f3xima estoure, causando uma inunda\u00e7\u00e3o e levando nossa casa ou nossa vida. Isso \u00e9 uma prova que n\u00e3o desej\u00e1vamos, mas que passaremos, porque faz parte das leis da mat\u00e9ria. Podemos, tamb\u00e9m, passar anos sendo medicados por um rem\u00e9dio que nos cause efeitos adversos e destrua nossa sa\u00fade. Isso tamb\u00e9m \u00e9 uma prova, como seria a erup\u00e7\u00e3o de um vulc\u00e3o adormecido, pr\u00f3ximo de onde vivemos. Faz parte<\/strong><\/em>.<\/p>\n\n\n\n

\u00c0s vezes, por\u00e9m, atravessamos provas que resultam das nossas escolhas<\/strong>. Ainda aqui, \u00e0s vezes o resultado \u00e9 indireto ou involunt\u00e1rio: podemos escolher praticar um ato que d\u00ea resultados indesejados, nos causando uma prova.<\/p>\n\n\n\n

Mas existem as provas que s\u00e3o diretamente frutos de nossas escolhas passadas, como Esp\u00edritos. Arrependidos de um desvio moral, escolhemos<\/strong> um certo g\u00eanero de provas e de oportunidades que nos dar\u00e3o a chance de enfrentar e corrigir esse desvio. Aqui sim caberia o termo “Reforma \u00edntima”, segundo o entendimento do Espiritismo. E aqui est\u00e1 a chave do problema: nem todos desenvolveram imperfei\u00e7\u00f5es no passado, e nem todos, no momento em que vivemos, est\u00e3o passando por expia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\n

121. Por que \u00e9 que alguns Esp\u00edritos seguiram o caminho do bem e outros o do mal?<\/em><\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00e3o t\u00eam eles o livre-arb\u00edtrio? Deus n\u00e3o criou Esp\u00edritos maus; criou-os simples e ignorantes, isto \u00e9, tendo tanta aptid\u00e3o para o bem quanta para o mal. Os que s\u00e3o maus, assim se tornaram por vontade pr\u00f3pria.\u201d<\/p>\nO Livro dos Esp\u00edritos<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

Imperfei\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n

Imperfei\u00e7\u00e3o<\/em>, segundo o que podemos depreender do estudo do Espiritismo, \u00e9 tudo aquilo que nasce do livre exerc\u00edcio da vontade na repeti\u00e7\u00e3o de um erro, criando uma imperfei\u00e7\u00e3o, o que demandar\u00e1 a expia\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n

Somos criados todos simples e ignorantes, tendo todos as mesmas oportunidades de seguir o caminho adiante. Todos, nesse caminho, cometer\u00e3o erros, porque \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o errar quando somos ignorantes. Quantas vezes erramos, tentando acertar? Contudo, nem todos se apegam aos erros<\/strong>, desenvolvendo imperfei\u00e7\u00f5es. Alguns aprendem como erro e rapidamente os superam.<\/p>\n\n\n\n

\n

133. T\u00eam necessidade de encarna\u00e7\u00e3o os Esp\u00edritos que desde o princ\u00edpio seguiram o caminho do bem<\/strong>?<\/em><\/p>\n\n\n\n

\u201cTodos s\u00e3o criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribula\u00e7\u00f5es da vida corporal. Deus, que \u00e9 justo, n\u00e3o podia fazer felizes a uns, sem fadigas e trabalhos, conseguintemente sem m\u00e9rito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

a) \u2014 Mas, ent\u00e3o, de que serve aos Esp\u00edritos terem seguido o caminho do bem, se isso n\u00e3o os isenta dos sofrimentos da vida corporal?<\/em><\/p>\n\n\n\n

\u201cChegam mais depressa ao fim<\/strong>. Ademais, as afli\u00e7\u00f5es da vida s\u00e3o muitas vezes a consequ\u00eancia da imperfei\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. Quanto menos imperfei\u00e7\u00f5es, tanto menos tormentos. Aquele que n\u00e3o \u00e9 invejoso, nem ciumento, nem avaro, nem ambicioso, n\u00e3o sofrer\u00e1 as torturas que se originam desses defeitos.\u201d<\/p>\nO Livro dos Esp\u00edritos. Grifos nossos.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

Note que Kardec entendeu, colocou em quest\u00e3o e n\u00e3o foi desmentido: existem aqueles que desde sempre seguiram o caminho do bem, o que n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o erraram<\/strong>, mas apenas que n\u00e3o se apegaram ao erro.<\/p>\n\n\n\n

Duvida do que eu digo? Que bom, quer dizer que est\u00e1 raciocinando<\/strong>. Mas, para raciocinar bem, \u00e9 necess\u00e1rio ter base em algo. Sugiro, portanto, a leitura das quest\u00f5es 114 a 127 de O Livro dos Esp\u00edritos, al\u00e9m dessa exposta. Tamb\u00e9m n\u00e3o estou tirando tudo isso da minha cabe\u00e7a, como destaco aqui<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

Escala Esp\u00edrita<\/h3>\n\n\n\n

Ademais, note que a Escala Esp\u00edrita (100 a 113), que foi apenas um esbo\u00e7o classificat\u00f3rio proposto por Kardec, diz o seguinte dos Esp\u00edritos imperfeitos:<\/p>\n\n\n\n

\n

“101. Caracter\u00edsticas gerais. \u2013 Predomin\u00e2ncia da mat\u00e9ria sobre o esp\u00edrito. Propens\u00e3o para o mal. Ignor\u00e2ncia, orgulho, ego\u00edsmo e todas as paix\u00f5es que lhes s\u00e3o consequentes.”<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n

Ignor\u00e2ncia, com certeza, posto que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel conhecer a lei divina, em realidade, e ainda assim praticar o mal. Isso seria retrogradar, o que o Esp\u00edrito n\u00e3o faz. Mas note que, junto a isso, est\u00e3o o orgulho, o ego\u00edsmo e todas as paix\u00f5es que lhes s\u00e3o consequentes<\/em> – imperfei\u00e7\u00f5es desenvolvidas pelo apego \u00e0quilo que satisfaz aos desejos materialistas.<\/p>\n\n\n\n

Algo mais a destacar: note que Kardec classifica a primeira classe como “Primeira ordem – Esp\u00edritos puros”, e n\u00e3o como “Esp\u00edritos perfeitos”. Kardec n\u00e3o aborda uma “dualidade” entre Esp\u00edritos perfeitos e imperfeitos. E vimos, acima, que um Esp\u00edrito pode<\/em>, ao que tudo indica, ocupar a segunda classe desde o in\u00edcio – e, se voc\u00ea discordar, por favor, vamos dialogar.<\/p>\n\n\n\n

Expia\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

Expia\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que est\u00e1 bem definido em O C\u00e9u e o Inferno, em sua edi\u00e7\u00e3o n\u00e3o adulterada<\/a>, encontrada na Editora FEAL. Kardec definiu, como resultado do estudo de longos anos, que ela \u00e9 o esfor\u00e7o livre e consciente do Esp\u00edrito que busca, honestamente, reparar um desvio que tenha tomado:<\/p>\n\n\n\n

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8\u00ba) A dura\u00e7\u00e3o do castigo est\u00e1 subordinada ao aperfei\u00e7oamento do esp\u00edrito culpado. Nenhuma condena\u00e7\u00e3o por um tempo determinado \u00e9 pronunciada contra ele. O que Deus exige para p\u00f4r fim aos sofrimentos \u00e9 o arrependimento, a expia\u00e7\u00e3o e a repara\u00e7\u00e3o \u2013 em resumo: um aperfei\u00e7oamento s\u00e9rio, efetivo, assim como um retorno sincero ao bem1<\/a><\/sup>. <\/p>\n\n\n\n

O esp\u00edrito \u00e9, assim, sempre o \u00e1rbitro de seu pr\u00f3prio destino; ele pode prolongar seus sofrimentos por seu endurecimento no mal, alivi\u00e1-los ou abrevi\u00e1-los por seus esfor\u00e7os para fazer o bem. <\/p>\n\n\n\n

Uma condena\u00e7\u00e3o por um tempo determinado qualquer teria o duplo inconveniente de ou continuar a atingir o esp\u00edrito que se houvesse aperfei\u00e7oado, ou cessar quando ele ainda estivesse no mal. Deus, que \u00e9 justo, pune o mal enquanto este existe; e encerra a puni\u00e7\u00e3o quando o mal n\u00e3o existe mais. <\/p>\n\n\n\n

Assim se acha confirmada esta express\u00e3o: Eu n\u00e3o quero a morte do pecador, mas que ele viva, e eu o acusarei AT\u00c9 QUE ELE SE ARREPENDA2<\/a><\/sup>.<\/p>\nO C\u00e9u e o Inferno, editora FEAL<\/a><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

Mundo de Provas e Expia\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n

Podemos facilmente verificar, enfim, que a Terra, por se tratar de um mundo de provas e de expia\u00e7\u00f5es, n\u00e3o \u00e9 nem um mundo apenas de provas, nem um mundo apenas de expia\u00e7\u00f5es. \u00c9 de um e de outro. Portanto, existem Esp\u00edritos encarnados que escolheram expia\u00e7\u00f5es e outros que n\u00e3o. Est\u00e3o apenas passando por provas, que s\u00e3o todas as dificuldades que nos oferecem chance de aprendizado e de avan\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n

Quem s\u00e3o aqueles, portanto, que passam por expia\u00e7\u00f5es? Ser\u00e1 que podemos apontar o dedo e classific\u00e1-los? “Este aqui \u00e9 bonzinho, \u00e9 apenas uma prova”; \u201cah, aquele ali \u00e9 maldoso, ego\u00edsta, \u00e9 uma expia\u00e7\u00e3o\u201d. Eu n\u00e3o arrisco. Mas, na verdade, h\u00e1 algo l\u00f3gico a se tirar daqui: um Esp\u00edrito encarnado pode estar, neste momento<\/strong>, desenvolvendo uma imperfei\u00e7\u00e3o, um apego, algo que antes n\u00e3o tinha. Talvez, antes, estivesse sem apegos. N\u00e3o est\u00e1, portanto, expiando, mas expiar\u00e1<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

Essa \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o de um planeta como o nosso: dar, em contato com a mat\u00e9ria bruta, as condi\u00e7\u00f5es para o burilamento de cada um. <\/p>\n\n\n\n

Um Esp\u00edrito pode estar na faixa de evolu\u00e7\u00e3o em que a Terra lhe d\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de aprendizado, sem que para isso ele tenha arrependimentos morais que precise enfrentar.<\/p>\n\n\n\n

Reforma \u00cdntima ou Reforma Moral<\/em><\/h2>\n\n\n\n

O Espiritismo oferece um forte subs\u00eddio, uma forte alavanca para a reforma moral do nosso mundo, que, encontra-se em situa\u00e7\u00e3o lastim\u00e1vel, com certeza. J\u00e1 no \u00e2mbito individual, precisamos nos perguntar: carecemos todos<\/strong> de uma reforma? Ou precisamos apenas de aprendizado? Essa \u00e9 uma pergunta que apenas cada um, com sua pr\u00f3pria consci\u00eancia, pode responder.<\/p>\n\n\n\n

O fato \u00e9 que \u00e9 necess\u00e1rio cuidado<\/strong> ao adotar cegamente certas ideias. Crer que todos que aqui nascem est\u00e3o expiando algo, que tudo o que atravessamos \u00e9 uma expia\u00e7\u00e3o e, pior ainda, que a expia\u00e7\u00e3o seja pagar d\u00edvidas passadas por uma esp\u00e9cie de castigo<\/strong>, nos leva a resultados negativos na forma de proceder ante a vida e aos demais.<\/p>\n\n\n\n

Resultados negativos da cren\u00e7a no karma<\/h3>\n\n\n\n
    \n
  1. Culpa e Autocensura:<\/strong> Indiv\u00edduos que acreditam nisso podem carregar um fardo de culpa constante, acreditando que est\u00e3o pagando por erros passados. Isso pode levar \u00e0 autocensura e a uma vida cheia de restri\u00e7\u00f5es, com medo de cometer novos erros.<\/li>\n\n\n\n
  2. Desencorajamento:<\/strong> A cren\u00e7a de que a vida atual \u00e9 uma puni\u00e7\u00e3o por a\u00e7\u00f5es passadas pode desencorajar as pessoas a buscarem seus objetivos e sonhos, pois podem acreditar que n\u00e3o merecem sucesso ou felicidade.<\/li>\n\n\n\n
  3. Falta de Empatia:<\/strong> A ideia de que o sofrimento dos outros \u00e9 resultado de d\u00edvidas k\u00e1rmicas pode levar \u00e0 falta de empatia e compaix\u00e3o pelos que est\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. Isso pode prejudicar a solidariedade e o apoio social. Infelizmente, vemos essa falta de empatia constantemente<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n
  4. Resigna\u00e7\u00e3o negativa:<\/strong> As pessoas podem se tornar resignadas diante das dificuldades, aceitando passivamente<\/em> o sofrimento como um destino inevit\u00e1vel, em vez de buscar solu\u00e7\u00f5es e melhorias em suas vidas3<\/a><\/sup>.<\/li>\n\n\n\n
  5. Injusti\u00e7a:<\/strong> A cren\u00e7a no karma dessa forma pode justificar ou perpetuar desigualdades sociais e econ\u00f4micas, pois as pessoas podem acreditar que aqueles que est\u00e3o em posi\u00e7\u00f5es privilegiadas merecem isso devido a a\u00e7\u00f5es passadas4<\/a><\/sup>.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n

    Em resumo, essa cren\u00e7a pode ter efeitos negativos na sa\u00fade mental, no bem-estar e nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais, al\u00e9m de contribuir para a perpetua\u00e7\u00e3o de desigualdades e injusti\u00e7as. \u00c9 importante lembrar que as cren\u00e7as sobre karma variam muito entre diferentes sistemas de cren\u00e7as e culturas, e nem todos interpretam o karma da mesma maneira.<\/p>\n\n\n\n

    C<\/strong>onclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

    Talvez muitos de n\u00f3s estejamos, precisemos de reformas, no sentido de termos nos desviado do bem por conta deste ou daquele apego e agora precisarmos nos conduzirmos novamente ao bem. Mas, como mudar o que n\u00e3o se sabe<\/a>?<\/p>\n\n\n\n

    N\u00e3o adianta buscar uma transforma\u00e7\u00e3o vazia, sem base, tentando apenas seguir cegamente outros exemplos. \u00c9 necess\u00e1rio compreender o que se faz e porque se faz. Por isso a import\u00e2ncia do Espiritismo.<\/p>\n\n\n\n

    \n

    780. O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual?<\/p>\n\n\n\n

    \u201cDecorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente<\/strong>.\u201d (192\u2013365.)<\/p>\n\n\n\n

    a) \u2014 Como pode o progresso intelectual engendrar o progresso moral?<\/p>\n\n\n\n

    \u201cFazendo compreens\u00edveis o bem e o mal<\/strong>. O homem, desde ent\u00e3o, pode escolher<\/strong>. O desenvolvimento do livre-arb\u00edtrio acompanha o da intelig\u00eancia e aumenta a responsabilidade dos atos.\u201d<\/p>\nO Livro dos Esp\u00edritos. Grifos nossos.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

    Al\u00e9m disso, a ideia de que estejamos todos expiando desvios passados nos leva a uma press\u00e3o externa de nos corrigirmos de coisas que nem sequer entendemos. Isso seria uma corre\u00e7\u00e3o artificial, que n\u00e3o se sustenta e nos envereda por um caminho complicado: se a mudan\u00e7a n\u00e3o se edifica sobre o real entendimento, de maneira progressiva, nos impomos um passo maior que nossas pernas. Ao tentar dar o salto e, por isso, cairmos, cremos que n\u00e3o somos fortes o suficiente, abandonando por completo as tentativas.<\/p>\n\n\n\n

    Infelizmente, muitos ainda acrescentam a\u00ed a falsa ideia de que essa vida seria a mais importante de todas e que, se n\u00e3o nos corrigirmos, estar\u00edamos fadados a sermos o joio, “exilados” do Planeta Terra – outra falsa ideia, nascida inicialmente do livro “Exilados de Capela”, que n\u00e3o \u00e9 Doutrin\u00e1rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

    Sim: cada um deve se observar e buscar se corrigir naquilo que entender que faz errado. Mas isso n\u00e3o se faz por press\u00e3o, nem seguindo cegamente a algo. \u00c9 preciso compreender, e a mudan\u00e7a tem que ser feita passo a passo. N\u00e3o se constr\u00f3i um edif\u00edcio de cima para baixo.<\/p>\n\n\n\n

    O caminho do bem<\/h3>\n\n\n\n

    O indiv\u00edduo que busca o caminho do bem, olha para si e se analisa. Julga a si mesmo, observando erros e acertos. Avalia onde pode melhorar e onde pode corrigir, se julgar que tem algo a corrigir. Mais que isso: para trilhar o bem, deve-se fazer o bem, e o conhecimento do Espiritismo permite que esse processo seja mais acertado, porque o bem verdadeiro \u00e9 \u00fatil e, para ser \u00fatil, \u00e9 necess\u00e1rio saber o que se diz e o que se faz.<\/p>\n\n\n\n

    Muitos, por falta de conhecimento doutrin\u00e1rio (obras de Kardec), s\u00e3o pouco \u00fateis. Enquanto d\u00e3o pratos de sopa, que saciam momentaneamente a fome do est\u00f4mago (algo importante e vener\u00e1vel, \u00e9 claro), n\u00e3o saciam a fome de compreens\u00e3o e de conhecimento, que definitivamente eleva o Esp\u00edrito a novos degraus e pode inclusive dar a ele novas perspectivas para enfrentar aquela situa\u00e7\u00e3o e dela sair.<\/p>\n\n\n\n

    Alguns, enquanto entregam o p\u00e3o, creem e dizem que a pessoa que sofre de males materiais est\u00e1 passando por isso porque merece<\/strong>. Sim, j\u00e1 ouvi esp\u00edritas afirmarem isso<\/em>. Esse, frequentemente, \u00e9 o resultado da reforma \u00edntima artificial, que tende a olhar apenas para si, sem buscar conhecimento, esquecendo que se deve ser verdadeiramente \u00fatil aos demais.<\/em><\/p>\n

    \n\t\t\t
    \n\t\t\t <\/div><\/div>\n\t\t