{"id":7133,"date":"2023-05-30T09:23:00","date_gmt":"2023-05-30T12:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/?p=7133"},"modified":"2024-03-21T12:32:07","modified_gmt":"2024-03-21T15:32:07","slug":"materialidad-desde-mas-alla-de-la-tumba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/es\/articulos-2\/estudios-del-revista-espiritu-2\/materialidad-desde-mas-alla-de-la-tumba\/","title":{"rendered":"Ciudades en el mundo espiritual: materialidad m\u00e1s all\u00e1 de la tumba"},"content":{"rendered":"
<\/a>
<\/a><\/div>\nRecentemente, uma s\u00e9rie de estudos da Revista Esp\u00edrita nos suscitaram um interessante aprendizado, que vai diretamente de encontro com as ideias de cidades no mundo espiritual, que muitos acreditam e divulgam. O estudo foi realizado sobre os seguintes artigos da Revista Esp\u00edrita:<\/p>\n\n\n\n
Al\u00e9m disso, utilizamos a conclus\u00e3o de Kardec em A G\u00eanese (Editora FEAL) \u2014 Natureza e Propriedade dos Fluidos.<\/p>\n\n\n\n
Vamos destacar os pontos principais do estudo, onde relacionamos nossos coment\u00e1rios entre colchetes ([coment\u00e1rio<\/em>]).<\/p>\n\n\n\n 45. \u2500 Sabeis a raz\u00e3o pela qual nos vedes, ao passo que n\u00f3s n\u00e3o vos podemos ver?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Acredito que vossos \u00f3culos est\u00e3o muito fracos.<\/p>\n\n\n\n [Ele n\u00e3o sabe. Por isso, usa uma met\u00e1fora ou figura de linguagem.<\/em>]<\/p>\n\n\n\n 46. \u2500 N\u00e3o seria por essa mesma raz\u00e3o que n\u00e3o vedes o general em seu uniforme?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Sim, mas ele n\u00e3o o veste todos os dias.<\/p>\n\n\n\n 47. \u2500 Em que dias o veste?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Ora essa! Quando o chamam ao pal\u00e1cio.<\/p>\n\n\n\n [Os Esp\u00edritos, ignorantes de certas coisas, expressam-se como podem, e veem o mundo dos Esp\u00edritos conforme suas ideias, assim como uma crian\u00e7a, utilizando imagens mentais para descrever algo que ela n\u00e3o compreende, fala de coisas que imputamos apenas \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o, mas que, no fundo, tem seu significado. O erro, aqui, seria tomar o “pal\u00e1cio” como uma express\u00e3o da verdade espiritual permanente<\/strong>.]<\/em><\/p>\n\n\n\n 48. \u2500 Por que estais aqui vestido de zuavo se n\u00e3o vos podemos ver?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Simplesmente porque ainda sou zuavo, mesmo depois de cerca de oito anos, e porque entre os Esp\u00edritos conservamos essa forma durante muito tempo. Mas isso apenas entre n\u00f3s. Compreendeis que quando vamos a um mundo muito diferente, como a Lua ou J\u00fapiter, n\u00e3o nos damos ao trabalho de fazer essa toalete toda.<\/p>\n\n\n\n [Isso aqui \u00e9 muito interessante. O que entendemos \u00e9 que ele est\u00e1 se referindo ao fato de Esp\u00edrito adotar uma forma perispiritual de acordo com o mundo onde vai e de acordo com a exist\u00eancia de uma personalidade nesse mundo, sem nem perceberem. Se tivesse vivido em um mundo distante como, por exemplo, um vendedor de animais, ao ser l\u00e1 evocado, se apresentaria dessa forma. Ao se deslocar no espa\u00e7o, sem ser evocado, n\u00e3o toma forma espec\u00edfica, ou seja, “n\u00e3o precisa fazer essa toalete toda”.]<\/em><\/p>\n\n\n\n 49. \u2500 Falais da Lua e de J\u00fapiter. Porventura j\u00e1 l\u00e1 estivestes depois de morto?<\/p>\n\n\n\n \u2500 N\u00e3o. N\u00e3o estais me entendendo. Depois da morte nos informamos de muitas coisas. N\u00e3o nos explicaram uma por\u00e7\u00e3o de problemas da nossa Terra? N\u00e3o conhecemos Deus e os outros seres muito melhor do que h\u00e1 quinze dias? Com a morte, o Esp\u00edrito sofre uma metamorfose que n\u00e3o podeis compreender.<\/p>\n\n\n\n [Ele est\u00e1 tentando explicar o pensamento anterior, sem saber como faz\u00ea-lo.]<\/em><\/p>\n\n\n\n 13. \u2500 No momento da morte vos reconhecestes imediatamente?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Reconheci-me quase que imediatamente, gra\u00e7as \u00e0s vagas no\u00e7\u00f5es que tinha do Espiritismo.<\/p>\n\n\n\n 14. \u2500 Podeis dizer algo a respeito do Sr… tamb\u00e9m morto na \u00faltima batalha?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Ele ainda est\u00e1 nas redes da mat\u00e9ria. Tem mais trabalho em se desvencilhar. Seus pensamentos n\u00e3o se tinham voltado para este lado. [Se esse conhecimento \u00e9 t\u00e3o importante, como conceber que justamente no momento em que o Espiritismo era estudado cientificamente, no melhor momento poss\u00edvel, nada foi falado a respeito dessa materialidade que hoje domina as comunica\u00e7\u00f5es?<\/em>]<\/p>\n\n\n\n At\u00e9 aqui nenhuma dificuldade no que concerne \u00e0 personalidade do Esp\u00edrito. Sabemos, por\u00e9m, que se apresentam com roupagens cujo aspecto mudam \u00e0 vontade; por vezes mesmo t\u00eam certos acess\u00f3rios de toalete, joias, etc. Nas duas apari\u00e7\u00f5es citadas no come\u00e7o, uma tinha um cachimbo e produzia fuma\u00e7a; a outra, uma tabaqueira e tomava pitadas. Note-se, entretanto, o fato de que este Esp\u00edrito era de uma pessoa viva e que sua tabaqueira era em tudo semelhante \u00e0 de que se servia habitualmente, e que tinha ficado em casa. Que significam, ent\u00e3o, essa tabaqueira, esse cachimbo, essas roupas e essas joias? Os objetos materiais que existem na Terra teriam uma representa\u00e7\u00e3o et\u00e9rea no mundo invis\u00edvel? A mat\u00e9ria condensada que forma tais objetos teria uma parte quintessenciada, que escapa aos nossos sentidos?<\/p>\n\n\n\n Eis um imenso problema, cuja solu\u00e7\u00e3o pode dar a chave de uma por\u00e7\u00e3o de coisas at\u00e9 aqui n\u00e3o explicadas. Foi essa tabaqueira que nos p\u00f4s no caminho, n\u00e3o apenas do fato, mas do fen\u00f4meno mais extraordin\u00e1rio do Espiritismo: o fen\u00f4meno da pneumatografia ou escrita direta, de que falaremos a seguir.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n [Posi\u00e7\u00e3o do verdadeiro cientista, em busca da verdade, sem nada descartar.<\/em>]<\/p>\n\n\n\n 3. \u2500 Essa tabaqueira tinha a forma daquela que ele usa habitualmente, e que estava em sua casa. O que era essa tabaqueira entre as m\u00e3os do Esp\u00edrito?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Sempre apar\u00eancia. Era para que as circunst\u00e2ncias fossem notadas, como o foram, e para que a apari\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse tomada por uma alucina\u00e7\u00e3o produzida pelo estado de sa\u00fade da vidente. O Esp\u00edrito queria que essa senhora acreditasse na realidade de sua presen\u00e7a e tomou todas as apar\u00eancias da realidade.<\/p>\n\n\n\n 4. \u2500 Dizeis que \u00e9 uma apar\u00eancia, mas uma apar\u00eancia nada tem de real; \u00e9 como uma ilus\u00e3o de \u00f3ptica. Eu gostaria de saber se essa tabaqueira n\u00e3o era sen\u00e3o uma imagem irreal, como, por exemplo, a de um objeto que se reflete num espelho.<\/p>\n\n\n\n (Um dos membros da Sociedade, o Sr. Sanson, faz observar que na imagem reproduzida pelo espelho h\u00e1 qualquer coisa de real. Se a imagem n\u00e3o fica no espelho, \u00e9 que nada a fixa, mas se for projetada sobre uma chapa do daguerre\u00f3tipo, deixa uma impress\u00e3o, prova evidente de que \u00e9 produzida por uma subst\u00e2ncia qualquer e que n\u00e3o \u00e9 apenas uma ilus\u00e3o de \u00f3ptica).<\/p>\n\n\n\n 4 (continua\u00e7\u00e3o) – A observa\u00e7\u00e3o do Sr. Sanson \u00e9 perfeitamente justa. Ter\u00edeis a bondade de nos dizer se existe alguma analogia com a tabaqueira, isto \u00e9, se existe algo de material nessa tabaqueira? [Sabemos, hoje, o princ\u00edpio da imagem refletida em um espelho e sua fixa\u00e7\u00e3o em uma fotografia: o comportamento de ondas. A luz, como energia eletromagn\u00e9tica, reflete no espelho e impressiona o dispositivo de fotografia, seja ele qual for. Parece que \u00e9 a esse mesmo princ\u00edpio (de onda) que o Esp\u00edrito se refere.<\/em>]<\/p>\n\n\n\n OBSERVA\u00c7\u00c3O: Evidentemente o voc\u00e1bulo apar\u00eancia <\/em>deve aqui ser tomado no sentido de imagem, de imita\u00e7\u00e3o. A tabaqueira real l\u00e1 n\u00e3o estava. A que o Esp\u00edrito tinha era apenas uma reprodu\u00e7\u00e3o. Comparada \u00e0 original, era apenas uma apar\u00eancia, conquanto formada por um princ\u00edpio material.<\/p>\n\n\n\n A experi\u00eancia nos ensina que n\u00e3o devemos tomar ao p\u00e9 da letra certas express\u00f5es usadas pelos Esp\u00edritos. Interpretando-as segundo as nossas ideias, expomo-nos a grandes equ\u00edvocos, por isso devemos aprofundar o sentido de suas palavras, sempre que existe uma ambiguidade m\u00ednima. Eis uma recomenda\u00e7\u00e3o feita constantemente pelos Esp\u00edritos. Sem a explica\u00e7\u00e3o que provocamos, o voc\u00e1bulo apar\u00eancia<\/em>, repetido continuamente em casos an\u00e1logos, poderia dar lugar a uma falsa interpreta\u00e7\u00e3o [Pois “apar\u00eancia” poderia dar lugar \u00e0 ideia de algo que n\u00e3o existe.].<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n 5. \u2500 Haveria um desdobramento da mat\u00e9ria inerte? Haveria, no mundo invis\u00edvel, uma mat\u00e9ria essencial, revestindo a forma dos objetos que vemos? Numa palavra, esses objetos teriam o seu duplo et\u00e9reo no mundo invis\u00edvel, como os homens a\u00ed s\u00e3o representados em Esp\u00edrito?<\/p>\n\n\n\n OBSERVA\u00c7\u00c3O: Eis uma teoria como qualquer outra, e que era pensamento nosso. O Esp\u00edrito, no entanto, n\u00e3o a levou em considera\u00e7\u00e3o, o que absolutamente n\u00e3o nos humilhou, porque sua explica\u00e7\u00e3o nos pareceu muito l\u00f3gica e porque ela repousa sobre um princ\u00edpio mais geral, do qual encontramos muitas explica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n \u2500 Isto n\u00e3o se passa dessa maneira. O Esp\u00edrito tem sobre os elementos materiais disseminados em todo o espa\u00e7o, na nossa atmosfera, um poder que estais longe de suspeitar. Ele pode, \u00e0 vontade, concentrar esses elementos e lhes dar uma forma aparente, adequada a seus projetos.<\/p>\n\n\n\n 6. \u2500 Fa\u00e7o novamente a pergunta de maneira categ\u00f3rica, a fim de evitar qualquer equ\u00edvoco. As roupas com que se cobrem os Esp\u00edritos s\u00e3o alguma coisa?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Parece que a minha resposta anterior resolve a quest\u00e3o. N\u00e3o sabeis que o pr\u00f3prio perisp\u00edrito \u00e9 alguma coisa?<\/p>\n\n\n\n 7. \u2500 Resulta desta explica\u00e7\u00e3o que os Esp\u00edritos fazem a mat\u00e9ria eterizada sofrer transforma\u00e7\u00f5es \u00e0 sua vontade e que, assim, no caso da tabaqueira, o Esp\u00edrito n\u00e3o a encontrou perfeitamente acabada; ele mesmo a fez no momento em que dela necessitava, e depois a desfez. O mesmo deve acontecer com todos os outros objetos, tais como vestimentas, joias, etc.<\/p>\n\n\n\n \u2500 Mas \u00e9 evidente.<\/p>\n\n\n\n 8. \u2500 Essa tabaqueira foi t\u00e3o perfeitamente vis\u00edvel para a senhora R… a ponto de iludi-la. Poderia o Esp\u00edrito t\u00ea-la tornado tang\u00edvel?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Poderia.<\/p>\n\n\n\n 9. \u2500 Nesse caso, a senhora R… poderia t\u00ea-la tomado nas m\u00e3os, julgando pegar uma aut\u00eantica tabaqueira?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Sim.<\/p>\n\n\n\n 10. \u2500 Se a tivesse aberto teria provavelmente encontrado rap\u00e9. Se o tivesse tomado, ele a teria feito espirrar?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Sim.<\/p>\n\n\n\n 11. \u2500 Pode ent\u00e3o o Esp\u00edrito dar n\u00e3o somente a forma, mas at\u00e9 propriedades especiais?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Se o quiser; \u00e9 em virtude deste princ\u00edpio que respondi afirmativamente \u00e0s quest\u00f5es precedentes. Tereis provas da poderosa a\u00e7\u00e3o que o Esp\u00edrito exerce sobre a mat\u00e9ria e que, como j\u00e1 vos disse, estais longe de suspeitar.<\/p>\n\n\n\n [Sabemos, hoje, que a Cria\u00e7\u00e3o est\u00e1 longe de ser um “cada um por si”, e que, na verdade, \u00e9 um “um por todos e todos por um”, sendo que aqueles mais inferiores s\u00e3o sempre “conduzidos” pelos mais elevados.<\/em>]<\/p>\n\n\n\n 12. \u2500 Suponhamos ent\u00e3o que ele tivesse querido fazer uma subst\u00e2ncia venenosa e que uma pessoa a tivesse tomado. Esta teria sido envenenada?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Poderia, mas n\u00e3o teria feito, porque n\u00e3o teria tido permiss\u00e3o para faz\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n 13. \u2500 Teria podido fazer uma subst\u00e2ncia salutar e pr\u00f3pria para curar, em caso de mol\u00e9stias? J\u00e1 houve esse caso?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Sim; muitas vezes.<\/p>\n\n\n\n OBSERVA\u00c7\u00c3O: Um fato desse g\u00eanero ser\u00e1 encontrado com uma explica\u00e7\u00e3o te\u00f3rica muito interessante no artigo que damos a seguir sob o t\u00edtulo Um Esp\u00edrito servi\u00e7al.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n 14. \u2500 Assim tamb\u00e9m poderia ele fazer uma subst\u00e2ncia alimentar; suponhamos que tivesse feito um fruto ou um petisco qualquer. Poderia algu\u00e9m com\u00ea-lo e sentir-se alimentado?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Sim, sim. Mas n\u00e3o procureis tanto para encontrar aquilo que \u00e9 f\u00e1cil de compreender. Basta um raio de sol para tornar percept\u00edveis aos vossos \u00f3rg\u00e3os grosseiros essas part\u00edculas materiais que enchem o espa\u00e7o em cujo meio viveis. N\u00e3o sabeis que o ar cont\u00e9m vapor d\u2019\u00e1gua? Condensai-o e o levareis ao estado normal. Privai-o do calor e eis que suas mol\u00e9culas impalp\u00e1veis e invis\u00edveis se tornar\u00e3o corpo s\u00f3lido e muito s\u00f3lido. Outras mat\u00e9rias existem que levar\u00e3o os qu\u00edmicos a vos apresentar maravilhas ainda mais assombrosas. S\u00f3 o Esp\u00edrito possui instrumentos mais perfeitos que os vossos: a sua pr\u00f3pria vontade e a permiss\u00e3o de Deus. <\/p>\n\n\n\n OBSERVA\u00c7\u00c3O: A quest\u00e3o da saciedade \u00e9 aqui muito importante. Como uma subst\u00e2ncia que tem apenas exist\u00eancia e propriedades tempor\u00e1rias e, de certo modo, convencionais, pode produzir a saciedade? Por seu contato com o est\u00f4mago, essa subst\u00e2ncia produz a sensa\u00e7\u00e3o de saciedade, mas n\u00e3o a saciedade resultante da plenitude. Se tal subst\u00e2ncia pode agir sobre a economia org\u00e2nica e modificar um estado m\u00f3rbido, tamb\u00e9m pode agir sobre o est\u00f4mago e produzir a sensa\u00e7\u00e3o da saciedade. Contudo, pedimos aos senhores farmac\u00eauticos e donos de restaurantes que n\u00e3o tenham ci\u00fames, nem pensem que os Esp\u00edritos lhes venham fazer concorr\u00eancia. Esses casos s\u00e3o raros e excepcionais e jamais dependem da vontade. Do contr\u00e1rio, a alimenta\u00e7\u00e3o e a cura seriam muito baratas.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n 15. \u2500 Do mesmo modo poderia o Esp\u00edrito fabricar moedas?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Pela mesma raz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n 16. \u2500 Desde que tornados tang\u00edveis pela vontade do Esp\u00edrito, poderiam esses objetos ter um car\u00e1ter de perman\u00eancia e de estabilidade?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Poderiam, mas isto n\u00e3o se faz. Est\u00e1 fora das leis.<\/p>\n\n\n\n 17. \u2500 Todos os Esp\u00edritos t\u00eam esse mesmo grau de poder?<\/p>\n\n\n\n \u2500 N\u00e3o, n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n [Porque apenas os Esp\u00edritos superiores poderiam faz\u00ea-lo (resposta seguinte).<\/em>]<\/p>\n\n\n\n 18. \u2500 Quais os que t\u00eam mais particularmente esse poder?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Aqueles a quem Deus o concede, quando isto \u00e9 \u00fatil.<\/p>\n\n\n\n 19. \u2500 A eleva\u00e7\u00e3o de um Esp\u00edrito influi nesse caso?<\/p>\n\n\n\n \u2500 \u00c9 certo que quanto mais elevado o Esp\u00edrito, mais facilmente obt\u00e9m esse poder. Isto, por\u00e9m, depende das circunst\u00e2ncias. Esp\u00edritos inferiores tamb\u00e9m podem obt\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n [E, nesse caso, s\u00e3o supridos pela assist\u00eancia de Esp\u00edritos superiores, muitas vezes sem nem saberem disso. Ver O Livro dos M\u00e9diuns ou guia dos m\u00e9diuns e dos evocadores > Segunda parte \u2014 Das manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas > Cap\u00edtulo V \u2014 Das manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas espont\u00e2neas > Arremesso de objetos.<\/em>]<\/p>\n\n\n\n 20. \u2500 A produ\u00e7\u00e3o dos objetos semimateriais resulta sempre de um ato da vontade do Esp\u00edrito, ou por vezes ele exerce esse poder malgrado seu?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Isso frequentemente acontece malgrado seu.<\/p>\n\n\n\n [Quer dizer: ele nem percebe, conscientemente, que faz o que faz.<\/em>]<\/p>\n\n\n\n 21. \u2500 Seria ent\u00e3o esse poder um dos atributos, uma das faculdades inerentes \u00e0 pr\u00f3pria natureza do Esp\u00edrito? Seria, de algum modo, uma das propriedades, como a de ver e ouvir?\u2500 Certamente. Mas por vezes ele mesmo o ignora. Ent\u00e3o outro o exerce por ele, malgrado seu, quando as circunst\u00e2ncias o exigem. O alfaiate do zuavo era justamente o Esp\u00edrito de que acabo de falar e ao qual ele fazia alus\u00e3o na sua linguagem chistosa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n OBSERVA\u00c7\u00c3O: Encontramos um exemplo dessa faculdade em certos animais, como, por exemplo, no peixe-el\u00e9trico, que irradia eletricidade sem saber o que faz, nem como, e que nem ao menos conhece o mecanismo que a produz. N\u00f3s mesmos por vezes n\u00e3o produzimos certos efeitos por atos espont\u00e2neos dos quais n\u00e3o nos damos conta? Assim, pois, parece-nos muito natural que o Esp\u00edrito opere nessa circunst\u00e2ncia por uma esp\u00e9cie de instinto. Ele opera por sua vontade, sem saber como, assim como n\u00f3s andamos sem calcular as for\u00e7as que colocamos em jogo.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n OBSERVA\u00c7\u00c3O: Esse era, por exemplo, o caso da rainha de Oude, cuja evoca\u00e7\u00e3o consta do nosso n\u00famero de mar\u00e7o de 1858, que ainda se julgava coberta de diamantes.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n 23. \u2500 Dois Esp\u00edritos podem reconhecer-se mutuamente pela apar\u00eancia material que tinham em vida?<\/p>\n\n\n\n \u2500 N\u00e3o \u00e9 por esse meio que eles se reconhecem, pois n\u00e3o tomar\u00e3o essa apar\u00eancia um para o outro. Se, por\u00e9m, em certas circunst\u00e2ncias, se acham em presen\u00e7a um do outro, revestidos dessa apar\u00eancia, por que n\u00e3o se haveriam de reconhecer?<\/p>\n\n\n\n [Isto aqui \u00e9 importante! Nos romances medi\u00fanicos, o mundo fant\u00e1stico criado \u00e9 todo material ou materialista, e a forma, nesses contos, \u00e9 fundamental. Aqui, temos novamente a confirma\u00e7\u00e3o j\u00e1 feita antes que a forma n\u00e3o \u00e9 importante para os Esp\u00edritos em geral, embora seja predominante para os Esp\u00edritos ainda muito presos \u00e0 mat\u00e9ria (ou seja, de pensamento muito apegado). Decorre da\u00ed que faria sentido um Esp\u00edrito em perturba\u00e7\u00e3o “se ver” numa condi\u00e7\u00e3o como aquela do umbral de Andr\u00e9 Luiz, mas o mesmo n\u00e3o poderia se dar quando j\u00e1 desapegado dessas ideias, o que n\u00e3o parece ser algo t\u00e3o distante, conforme o relato de v\u00e1rios Esp\u00edritos, dados a Kardec.<\/em>]<\/p>\n\n\n\n 24. \u2500 Como podem os Esp\u00edritos reconhecer-se no meio da multid\u00e3o de outros Esp\u00edritos, e sobretudo como podem faz\u00ea-lo quando um deles vai procurar em lugar distante e muitas vezes em outros mundos, aqueles que chamamos?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Isto \u00e9 uma pergunta cuja resposta levaria muito longe. \u00c9 necess\u00e1rio esperar.<\/p>\n\n\n\n N\u00e3o estais suficientemente adiantados. No momento contentai-vos com a certeza de que assim \u00e9, pois disso tendes provas suficientes.<\/p>\n\n\n\n 25. \u2500 Se o Esp\u00edrito pode tirar do elemento universal os materiais para fazer todas essas coisas e dar a elas uma realidade tempor\u00e1ria, com suas propriedades, tamb\u00e9m pode tirar dali o necess\u00e1rio para escrever. Consequentemente, isto nos d\u00e1 a chave do fen\u00f4meno da escrita direta((A escrita direta acontece quando um Esp\u00edrito, pela vontade e com a utilidade em faz\u00ea-lo, faz aparecer, sobre um papel, uma escrita real, ora em grafite, ora em tinta, ora em formato de impress\u00e3o. Recomendamos a leitura do artigo seguinte, \u201cPneumatografia ou escrita direta\u201d, assim como do artigo de mesmo t\u00edtulo, em maio de 1860, e tamb\u00e9m do Cap\u00edtulo XII de O Livro dos M\u00e9diuns \u2014 \u201cDa pneumatografia ou escrita direta\u201d. <\/em><\/p>\n\n\n\n Pneuma: entre os antigos pensadores gregos, sobretudo os estoicos, designativo do esp\u00edrito, sopro animador ou for\u00e7a criadora, usada pela raz\u00e3o divina para vivificar e dirigir todas as coisas.<\/em>)).<\/p>\n\n\n\n \u2500 Finalmente o compreendeis.<\/p>\n\n\n\n [amadurecimento cient\u00edfico<\/em>]<\/p>\n\n\n\n 26. \u2500 Se a mat\u00e9ria de que se serve o Esp\u00edrito n\u00e3o \u00e9 permanente, como n\u00e3o desaparecem os tra\u00e7os da escrita direta?<\/p>\n\n\n\n \u2500 N\u00e3o julgueis pelas palavras. Desde o in\u00edcio eu nunca disse jamais<\/em>. Nos casos estudados, tratava-se de objetos materiais volumosos; aqui se trata de sinais que conv\u00e9m conservar e s\u00e3o conservados.<\/p>\n\n\n\n [Entendo que S. Luis afirma que essa mat\u00e9ria n\u00e3o \u00e9 impermamente, e que ela se desfaz quando \u00e9 “condensada” apenas por um efeito passageiro, por Esp\u00edritos inferiores. No caso da escrita direta, se h\u00e1 interesse em conserv\u00e1-la, ela \u00e9 conservada. O Cap. VI – Uranografia Geral – n’A G\u00eanese, d\u00e1 a chave para esse entendimento.<\/em>]<\/p>\n\n\n\n A teoria acima pode resumir-se assim: O Esp\u00edrito age sobre a mat\u00e9ria; tira da mat\u00e9ria primitiva universal os elementos necess\u00e1rios para, \u00e0 vontade, formar objetos com a apar\u00eancia dos diversos corpos existentes na Terra. Tamb\u00e9m pode operar sobre a mat\u00e9ria elementar, por sua vontade, uma transforma\u00e7\u00e3o \u00edntima que lhe d\u00e1 determinadas propriedades. Essa faculdade \u00e9 inerente \u00e0 natureza do Esp\u00edrito, que muitas vezes a exerce, quando necess\u00e1rio, como um ato instintivo, que n\u00e3o chega a perceber.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n [\u00c9 importante notar que, depois, parece ficar claro que essa intera\u00e7\u00e3o sobre a mat\u00e9ria nunca \u00e9 direta, mas que necessita do fluido perispiritual do encarnado para acontecer<\/em>.]<\/p>\n\n\n\n Os objetos formados pelos Esp\u00edritos t\u00eam uma exist\u00eancia tempor\u00e1ria, subordinada \u00e0 sua vontade ou \u00e0 necessidade. Ele pode faz\u00ea-los e desfaz\u00ea-los \u00e0 vontade. Em certos casos, aos olhos das pessoas vivas, esses objetos podem ter todas as apar\u00eancias da realidade, isto \u00e9, tornar-se momentaneamente vis\u00edveis e at\u00e9 tang\u00edveis. H\u00e1 forma\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o cria\u00e7\u00e3o, visto que o Esp\u00edrito nada pode tirar do nada. (O Livro dos M\u00e9diuns, quest\u00f5es 130 e 131).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n O artigo \u201cUm esp\u00edrito servi\u00e7al\u201d, do mesmo n\u00famero, apresenta o caso da senhora Mally, onde, ao seu redor, muitos fatos interessantes acontecem. Desde cedo tinha a capacidade de vis\u00e3o de Esp\u00edritos. Certas vezes, via seu Esp\u00edrito guia; outras, via apari\u00e7\u00f5es desagrad\u00e1veis, que tinham o intuito de chamar sua aten\u00e7\u00e3o para manter-se vigilante. Chegou a haver a materializa\u00e7\u00e3o de um Esp\u00edrito (ag\u00eanere).<\/em><\/p>\n\n\n\n \u201cEm 1856, a terceira filha da Senhora Mally, de quatro anos de idade, caiu doente. Foi em agosto. A crian\u00e7a estava continuamente mergulhada num estado de sonol\u00eancia, interrompido por crises e convuls\u00f5es. Durante oito dias eu mesmo [o correspondente]<\/em> vi a crian\u00e7a, que parecia sair do seu abatimento, tomar uma express\u00e3o sorridente e feliz, de olhos semicerrados, sem olhar para os que a cercavam; estender a m\u00e3o em gesto gracioso, como para receber alguma coisa; lev\u00e1-la a boca e comer; depois agradecer com um sorriso encantador. Durante esses oito dias a menina foi sustentada por esse alimento invis\u00edvel e seu corpo readquiriu a apar\u00eancia de frescura habitual.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n [O artigo \u00e9 interessante e recomendamos a leitura. Vamos seguir para a evoca\u00e7\u00e3o do guia da Sra. Mally.<\/em>]<\/p>\n\n\n\n A evoca\u00e7\u00e3o inicia-se com o estabelecimento das rela\u00e7\u00f5es daquele Esp\u00edrito com a sra Mally: tinham uma rela\u00e7\u00e3o de simpatia antiga. O Esp\u00edrito era o de um menino de oito anos, falecido h\u00e1 muito tempo. Kardec pergunta se era sempre ele quem aparecia para ela, e ele diz que n\u00e3o, mas assevera que \u00e9 ele mesmo quem produzia certos fen\u00f4menos materiais *:<\/em><\/p>\n\n\n\n 13. \u2500 Ent\u00e3o voc\u00ea tem o poder de se tornar vis\u00edvel \u00e0 vontade?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Sim, mas eu disse que n\u00e3o era eu.<\/p>\n\n\n\n 14. \u2500 Voc\u00ea tamb\u00e9m n\u00e3o tem nada a ver com as outras manifesta\u00e7\u00f5es materiais produzidas na casa dela?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Perd\u00e3o! Isto sim. Foi o que eu me impus, junto a ela, como trabalho material, mas fa\u00e7o para ela outro trabalho muito mais \u00fatil e muito mais s\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n * Kardec diz, no artigo anterior: \u201cPor outras manifesta\u00e7\u00f5es ele revela o seu estado moral. Esse Esp\u00edrito tem um car\u00e1ter pouco s\u00e9rio, entretanto, ao lado de sinais de leviandade, deu provas de sensibilidade e dedica\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n 16. \u2500 Voc\u00ea poderia tornar-se vis\u00edvel aqui, a um de n\u00f3s?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Sim, se pedirdes a Deus para que isso aconte\u00e7a. Eu posso, mas n\u00e3o ouso faz\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n 17. \u2500 Se voc\u00ea n\u00e3o quer tornar-se vis\u00edvel, poderia pelo menos dar-nos uma manifesta\u00e7\u00e3o, como por exemplo trazer qualquer coisa para cima desta mesa?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Certamente, mas qual seria a utilidade? Para ela \u00e9 assim que eu testemunho a minha presen\u00e7a, mas para v\u00f3s isto seria in\u00fatil, pois estamos conversando.<\/p>\n\n\n\n 18. \u2500 O obst\u00e1culo n\u00e3o seria a falta de um m\u00e9dium, necess\u00e1rio para produzir essas manifesta\u00e7\u00f5es?<\/p>\n\n\n\n \u2500 N\u00e3o, isto \u00e9 um pequeno obst\u00e1culo. N\u00e3o vedes frequentemente apari\u00e7\u00f5es s\u00fabitas a pessoas sem nenhuma mediunidade?<\/p>\n\n\n\n 19. \u2500 Ent\u00e3o todo mundo \u00e9 apto a ver apari\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Sim, pois todo ser humano \u00e9 m\u00e9dium.<\/p>\n\n\n\n 20. \u2500 Entretanto, o Esp\u00edrito n\u00e3o encontra no organismo de certas pessoas uma facilidade maior para comunicar-se?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Sim, mas eu vos disse \u2500 e v\u00f3s deveis sab\u00ea-lo \u2500 que os Esp\u00edritos t\u00eam o poder por si mesmos. O m\u00e9dium nada \u00e9. N\u00e3o tendes a escrita direta? \u00c9 necess\u00e1rio m\u00e9dium para isso? N\u00e3o, mas apenas a f\u00e9 e um ardente desejo. E ainda \u00e0s vezes isto se produz a despeito dos homens, isto \u00e9, sem f\u00e9 e sem desejo.<\/p>\n\n\n\n [Aqui, Kardec est\u00e1 aprofundando os estudos. N\u00e3o podemos tomar isso como conclusivo, pois, talvez, o que diz esse Esp\u00edrito n\u00e3o seja a verdade, mas apenas o que ele compreende. Contudo, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil pensar que, se a Mat\u00e9ria forma-se pelo pensamento dos Esp\u00edritos puros, formas materiais muito simples possam ser formadas, sob essa influ\u00eancia e por sua utilidade, por Esp\u00edritos menos elevados.<\/em>]<\/p>\n\n\n\n 21. \u2500 Voc\u00ea acha que as manifesta\u00e7\u00f5es, como a escrita direta, por exemplo, se tornar\u00e3o mais comuns do que s\u00e3o hoje?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Certamente. Como compreendeis, ent\u00e3o, a vulgariza\u00e7\u00e3o do Espiritismo?<\/p>\n\n\n\n 22. \u2500 Voc\u00ea pode explicar-nos o que \u00e9 que a filha da senhora Mally pegava na m\u00e3o e comia quando estava doente?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Man\u00e1<\/strong>, uma subst\u00e2ncia criada por n\u00f3s, que encerra o princ\u00edpio contido no man\u00e1 ordin\u00e1rio e a do\u00e7ura do confeito.<\/p>\n\n\n\n 23. \u2500 Essa subst\u00e2ncia \u00e9 formada da mesma maneira que as roupas e os outros objetos que os Esp\u00edritos produzem por sua vontade e pela a\u00e7\u00e3o que exercem sobre a mat\u00e9ria?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Sim, mas os elementos s\u00e3o muito diferentes. Os ingredientes que formam o man\u00e1 <\/strong>n\u00e3o s\u00e3o os mesmos que eu arranjava para criar madeira ou roupa.<\/p>\n\n\n\n [“N\u00e3o devemos tomar ao p\u00e9 da letra certas express\u00f5es usadas pelos Esp\u00edritos”<\/em>. Sigamos, antes de formar ideias]<\/em><\/p>\n\n\n\n 24. \u2500 (A S\u00e3o Lu\u00eds) Os elementos utilizados pelo Esp\u00edrito para formar seu man\u00e1 eram diferentes dos que ele tomava para formar outras coisas? Sempre nos disseram que h\u00e1 um s\u00f3 elemento primitivo universal, do qual os diferentes corpos s\u00e3o simples modifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n [Aqui, por haver d\u00favida ou imprecis\u00e3o na resposta daquele Esp\u00edrito, Kardec questiona a S\u00e3o Luis, Esp\u00edrito guia do grupo. \u00c9 o princ\u00edpio que demonstramos em nosso artigo recente<\/a><\/em>]<\/p>\n\n\n\n \u2500 Sim. Isto significa que esse elemento primitivo est\u00e1 no espa\u00e7o, aqui sob uma forma, ali sob outra. \u00c9 o que ele quer dizer. Ele obt\u00e9m o seu man\u00e1 de uma parte desse elemento, que sup\u00f5e diferente, mas que \u00e9 sempre o mesmo.<\/p>\n\n\n\n 25. \u2500 A a\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica pela qual se pode dar propriedades especiais a uma subst\u00e2ncia, como \u00e0 da \u00e1gua, por exemplo, tem rela\u00e7\u00e3o com a do Esp\u00edrito que cria uma subst\u00e2ncia?<\/p>\n\n\n\n \u2500 O magnetizador n\u00e3o emprega nada al\u00e9m da sua vontade. \u00c9 um Esp\u00edrito que o ajuda, que se encarrega de preparar o rem\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n Em Nosso Lar, vemos a seguinte passagem. Analisemo-la:<\/em><\/p>\n\n\n\n A mensageira do bem fixou o quadro, compreendeu a gravidade do momento e acrescentou:<\/p>\n\n\n\n \u2013 N\u00e3o temos tempo a perder.<\/p>\n\n\n\n Antes de tudo, aplicou passes de reconforto ao doente, isolando-o das formas escuras, que se afastaram como por encanto. Em seguida, convidou-me com decis\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n \u2013 Vamos \u00e0 Natureza.<\/p>\n\n\n\n Acompanhei-a sem hesita\u00e7\u00e3o e ela, notando-me a estranheza, acentuou:<\/p>\n\n\n\n \u2013 N\u00e3o s\u00f3 o homem pode receber fluidos e emiti-los. As for\u00e7as naturais fazem o mesmo, nos reinos diversos em que se subdividem. Para o caso do nosso enfermo, precisamos das \u00e1rvores. Elas nos auxiliar\u00e3o eficazmente.<\/p>\n\n\n\n Admirado da li\u00e7\u00e3o nova, segui-a, silencioso. Chegados a local onde se alinhavam enormes frondes, Narcisa chamou algu\u00e9m, com express\u00f5es que eu n\u00e3o podia compreender.<\/p>\n\n\n\n [\u00c9 claro que os Esp\u00edritos n\u00e3o falavam pela boca. Isso \u00e9 uma figura de linguagem. A express\u00e3o \u00e9 do pensamento, e Andr\u00e9 Luiz n\u00e3o conseguia compreender esses pensamentos, ainda.]<\/p>\n\n\n\n Da\u00ed a momentos, oito entidades espirituais atendiam-lhe ao apelo. Imensamente surpreendido, vi-a indagar da exist\u00eancia de mangueiras e eucaliptos. Devidamente informada pelos amigos, que me eram totalmente estranhos, a enfermeira explicou:<\/p>\n\n\n\n \u2013 S\u00e3o servidores comuns do reino vegetal, os irm\u00e3os que nos atenderam.<\/p>\n\n\n\n [Os mais elevados, SERVEM. N\u00e3o s\u00e3o “duendes”. S\u00e3o Esp\u00edritos, ocupando suas atividades na natureza. N\u00e3o vivem em meio \u00e0 mata, mas se ocupam desse reino, como outros Esp\u00edritos se ocupar\u00e3o de outros. Talvez n\u00e3o sejam mais adiantados que n\u00f3s, mas s\u00e3o mais adiantados que aqueles que ainda est\u00e3o na posi\u00e7\u00e3o do Princ\u00edpio Inteligente. Por isso, servem ao seu prop\u00f3sito. As obras medi\u00fanicas precisam, com base no Espiritismo, ser relidas e, se ainda restar d\u00favida, esses Esp\u00edritos devem ser EVOCADOS!]<\/p>\n\n\n\n E, \u00e0 vista da minha surpresa, rematou:<\/p>\n\n\n\n \u2013 Como v\u00ea, nada existe de in\u00fatil na Casa de Nosso Pai. Em toda parte, se h\u00e1 quem necessite aprender, h\u00e1 quem ensine; e onde aparece a dificuldade, surge a Provid\u00eancia. O \u00fanico desventurado, na obra divina, \u00e9 o esp\u00edrito imprevidente, que se condenou \u00e0s trevas da maldade. <\/p>\n\n\n\n [Aqui, ela refor\u00e7a o ensinamento, asseverando que o Esp\u00edrito (portanto, consciente) que voluntariamente se condenou \u00e0 trevas, isto \u00e9, que voluntariamente se apegou \u00e0 imperfei\u00e7\u00e3o, \u00e9 o \u00fanico que se afasta do “caminho”, que \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o constante dos Esp\u00edritos, aprendendo, cooperando e ensinando, em dire\u00e7\u00e3o ao bem.]<\/p>\n\n\n\n Narcisa manipulou, em poucos instantes, certa subst\u00e2ncia com as emana\u00e7\u00f5es do eucalipto e da mangueira [“[o] elemento primitivo est\u00e1 no espa\u00e7o, aqui sob uma forma, ali sob outra”] e, durante toda a noite, aplicamos o rem\u00e9dio ao enfermo, atrav\u00e9s da respira\u00e7\u00e3o comum e da absor\u00e7\u00e3o pelos poros.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n 26. \u2500 (Ao guia) H\u00e1 tempos relatamos fatos curiosos de manifesta\u00e7\u00f5es de um Esp\u00edrito por n\u00f3s designado com o nome de Duende de Bayonne. Voc\u00ea conhece esse Esp\u00edrito?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Particularmente, n\u00e3o, mas acompanhei o que fizestes a seu respeito e foi dessa forma que tomei conhecimento dele.<\/p>\n\n\n\n 27. \u2500 Ele \u00e9 um Esp\u00edrito de ordem inferior?<\/p>\n\n\n\n \u2500 Inferior quer dizer mau? N\u00e3o. Quer dizer, simplesmente: n\u00e3o inteiramente bom, pouco adiantado? Sim.<\/p>\n\n\n\n [Esp\u00edrito inferior n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de Esp\u00edrito imperfeito, porque a imperfei\u00e7\u00e3o \u00e9 algo adquirido pelo h\u00e1bito e pela vontade. Na Escala Esp\u00edrita, isso fica claro.<\/em><\/p>\n\n\n\n Tudo isso est\u00e1 sendo fant\u00e1stico! Poder verificar, na RE, a confirma\u00e7\u00e3o, dada por toda parte, daquilo que se conclui nas obras finais. Mal sabem, os resistentes, a riqueza que existe nesse estudo!<\/em>]<\/p>\n\n\n\n 28. \u2500 Agradecemos pela bondade de ter vindo, e pelas explica\u00e7\u00f5es que nos deu.<\/p>\n\n\n\n \u2500 \u00c0s vossas ordens.<\/p>\n\n\n\n OBSERVA\u00c7\u00c3O: Oferece-nos esta comunica\u00e7\u00e3o um complemento \u00e0quilo que dissemos nos dois artigos precedentes sobre a forma\u00e7\u00e3o de certos corpos pelos Esp\u00edritos. A subst\u00e2ncia dada \u00e0 crian\u00e7a, durante a doen\u00e7a, evidentemente era preparada por eles e objetivava restaurar a sa\u00fade. De onde tiraram os seus princ\u00edpios? Do elemento universal, transformado para o uso desejado. O fen\u00f4meno t\u00e3o estranho das propriedades transmitidas por a\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica, problema at\u00e9 aqui inexplicado, e sobre o qual se divertiram os incr\u00e9dulos, est\u00e1 agora resolvido. Com efeito, sabemos que n\u00e3o s\u00e3o apenas os Esp\u00edritos dos mortos que agem, mas que os dos vivos tamb\u00e9m t\u00eam a sua parte de a\u00e7\u00e3o no mundo invis\u00edvel. O homem da tabaqueira d\u00e1-nos a prova disso. Que h\u00e1, pois, de admir\u00e1vel em que a vontade de uma pessoa, agindo para o bem [Lei]<\/em>, possa operar uma transforma\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria primitiva e dar-lhe determinadas propriedades? Em nossa opini\u00e3o, a\u00ed est\u00e1 a chave de muitos efeitos supostamente sobrenaturais, dos quais teremos oportunidade de falar.<\/p>\n\n\n\n \u00c9 assim que, pela observa\u00e7\u00e3o, chegamos a perceber as coisas que fazem parte da realidade e do maravilhoso. Mas quem diz que esta teoria \u00e9 verdadeira? V\u00e1 l\u00e1! Ela tem pelo menos o m\u00e9rito de ser racional e de estar perfeitamente em concord\u00e2ncia com os fatos observados. Se algum c\u00e9rebro humano achar outra mais l\u00f3gica do que esta dada pelos Esp\u00edritos, que sejam comparadas. Um dia talvez nos agrade\u00e7am por termos aberto o caminho ao estudo racional do Espiritismo.<\/p>\n\n\n\n Certo dia algu\u00e9m nos dizia: \u201cEu bem que gostaria de ter um Esp\u00edrito servi\u00e7al \u00e0s minhas ordens, mesmo que tivesse de suportar algumas travessuras que me fizesse.\u201d<\/p>\n\n\n\n \u00c9 uma satisfa\u00e7\u00e3o que a gente desfruta sem o perceber, porque nem todos os Esp\u00edritos que nos assistem se manifestam de maneira ostensiva, mas nem por isso deixam de estar ao nosso lado e, pelo fato de ser oculta, sua influ\u00eancia n\u00e3o \u00e9 menos real.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n Como j\u00e1 foi demonstrado, o fluido c\u00f3smico universal \u00e9 a mat\u00e9ria elementar primitiva da qual as modifica\u00e7\u00f5es e transforma\u00e7\u00f5es constituem a inumer\u00e1vel variedade de corpos da natureza. Como princ\u00edpio elementar do Universo, ela apresenta dois estados distintos: o de eteriza\u00e7\u00e3o ou de imponderabilidade que se pode considerar como o estado primitivo, e o de materializa\u00e7\u00e3o ou de ponderabilidade, que vem a ser, de alguma forma, sua consequ\u00eancia. O ponto intermedi\u00e1rio \u00e9 o de transforma\u00e7\u00e3o do fluido em mat\u00e9ria tang\u00edvel. Mas, ainda a\u00ed, n\u00e3o existe transi\u00e7\u00e3o brusca, pois pode-se considerar nossos fluidos imponder\u00e1veis como um ponto intermedi\u00e1rio entre os dois estados1<\/a><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n Os Esp\u00edritos agem sobre os fluidos espirituais, n\u00e3o os manipulando como os homens manipulam os gases, mas com a ajuda do pensamento e da vontade, que s\u00e3o, para o Esp\u00edrito, o que a m\u00e3o \u00e9 para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem no fluido essa ou aquela dire\u00e7\u00e3o; eles os aglomeram, combinam ou dispersam e formam conjuntos com uma apar\u00eancia, uma forma, uma cor determinada; mudam suas propriedades, como um qu\u00edmico muda as de um g\u00e1s ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. \u00c9 a grande oficina ou laborat\u00f3rio da vida espiritual.<\/p>\n\n\n\n Algumas vezes, essas transforma\u00e7\u00f5es s\u00e3o o resultado de uma inten\u00e7\u00e3o, mas frequentemente s\u00e3o o produto de um pensamento inconsciente, pois basta o Esp\u00edrito pensar numa coisa para que ela seja feita.<\/p>\n\n\n\n \u00c9 assim, por exemplo, que um Esp\u00edrito se apresenta \u00e0 vista de um encarnado, dotado da vista espiritual, sob a apar\u00eancia que tinha quando estava vivo, na \u00e9poca em que o conheceu, embora j\u00e1 tenha tido v\u00e1rias outras encarna\u00e7\u00f5es. Ele se apresenta com as vestes, os sinais externos, enfermidades, cicatrizes, membros amputados, etc. que tinha; um decapitado se apresentar\u00e1 sem a cabe\u00e7a. N\u00e3o digo que tenham conservado tais apar\u00eancias; n\u00e3o, certamente, porque, como Esp\u00edrito, ele n\u00e3o \u00e9 coxo nem maneta, nem caolho nem decapitado. Mas seu pensamento, se reportando \u00e0 \u00e9poca em que era assim, seu perisp\u00edrito toma instantaneamente essa apar\u00eancia, a qual muda tamb\u00e9m instantaneamente. Se ele havia sido uma vez negro e outra vez branco, ele se apresentar\u00e1 como negro ou como branco, de acordo com qual das duas encarna\u00e7\u00f5es ele seja evocado e para onde v\u00e1 seu pensamento.<\/p>\n\n\n\n Por um efeito an\u00e1logo, o pensamento do Esp\u00edrito cria fluidicamente os objetos que estava habituado a utilizar. Um avaro manejar\u00e1 ouro; um militar ter\u00e1 suas armas e seu uniforme; um fumante, seu cachimbo; um trabalhador, sua charrua e seus bois; uma velha mulher, sua roca.<\/p>\n\n\n\n Esses objetos flu\u00eddicos s\u00e3o t\u00e3o reais para o Esp\u00edrito quanto seriam no estado material para o homem encarnado. Mas, pelo fato de serem criados pelo pensamento, sua exist\u00eancia \u00e9 t\u00e3o ef\u00eamera quanto ele [aqui Kardec faz refer\u00eancia ao artigo abordado anteriormente, Mobili\u00e1rio de al\u00e9m-t\u00famulo<\/em>].<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\nO zuavo de Magenta<\/h2>\n\n\n\n
Um oficial superior morto em Magenta<\/h2>\n\n\n\n
OBSERVA\u00c7\u00c3O: Assim, o conhecimento do Espiritismo auxilia no desprendimento da alma ap\u00f3s a morte e abrevia o per\u00edodo de perturba\u00e7\u00e3o que acompanha a separa\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9 compreens\u00edvel, pois o Esp\u00edrito conhecia antecipadamente o mundo em que se encontra.<\/p>\n\n\n\nMobili\u00e1rio de al\u00e9m-t\u00famulo<\/h2>\n\n\n\n
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\u2500 Certamente. \u00c9 com o aux\u00edlio desse princ\u00edpio material que o perisp\u00edrito toma a apar\u00eancia de vestimenta semelhante \u00e0s que o Esp\u00edrito usava quando vivo.<\/p>\n\n\n\n\n
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O guia da senhora Mally<\/h2>\n\n\n\n
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\n\n\n\nAn\u00e1lise sobre passagem em “Nosso Lar”<\/h2>\n\n\n\n
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\n\n\n\nContinuando: O guia da senhora Mally<\/h2>\n\n\n\n
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A G\u00eanese (FEAL) > Natureza e Propriedade dos Fluidos<\/h2>\n\n\n\n
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Observa\u00e7\u00f5es nossas<\/h2>\n\n\n\n
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