RE 1859 O Zuavo de Magenta<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\nIsso se passou na Segunda Guerra Italiana de Independ\u00eancia. A guerra ocorreu em 1859, e foi travada entre o Reino da Sardenha, liderado por Camillo di Cavour, e a Fran\u00e7a, liderada pelo Imperador Napole\u00e3o III, contra o Imp\u00e9rio Austr\u00edaco. Exporemos alguns trechos dessa longa conversa al\u00e9m t\u00famulo.<\/p>\n\n\n\n
1. \u2500 Rogamos a Deus Todo Poderoso permita ao Esp\u00edrito de um militar morto na batalha de Magenta vir comunicar-se conosco.<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Que quereis saber?<\/p>\n\n\n\n
2. \u2500 Onde vos encontr\u00e1veis quando vos chamamos?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 N\u00e3o saberia dizer.<\/p>\n\n\n\n
3. \u2500 Quem vos preveniu que desej\u00e1vamos conversar convosco?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Algu\u00e9m mais sagaz do que eu.<\/p>\n\n\n\n
4. \u2500 Quando em vida duvid\u00e1veis que os mortos pudessem vir conversar com os vivos?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Oh! Isso n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n
5. \u2500 Que sensa\u00e7\u00e3o experimentais por estardes aqui?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Isto me causa prazer. Segundo me dizem, tendes grandes coisas a fazer.<\/p>\n\n\n\n
6. \u2500 A que corpo do ex\u00e9rcito pertenc\u00edeis? (Algu\u00e9m diz a meia-voz: Pela linguagem parece um \u201czuzu\u201d)<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Ah! Bem o dizes!<\/p>\n\n\n\n
7. \u2500 Qual era o vosso posto?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 O de todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n
8. \u2500 Como vos cham\u00e1veis?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Joseph Midard. <\/p>\n\n\n\n
9. \u2500 Como morrestes?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Quereis saber tudo sem pagar nada?<\/p>\n\n\n\n
10. \u2500 Ainda bem que n\u00e3o perdestes a jovialidade. Dizei, dizei; n\u00f3s pagaremos depois. Como morrestes?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 De uma ameixa [proj\u00e9til] que recebi.<\/p>\n\n\n\n
11. \u2500 Ficastes contrariado com a morte?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Palavra que n\u00e3o! Estou bem, aqui.<\/p>\n\n\n\n
12. \u2500 No momento da morte percebestes o que houve?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 N\u00e3o. Eu estava t\u00e3o atordoado que n\u00e3o podia acreditar.[nota a seguir]<\/p>\n\n\n\n
NOTA de A. K.:<\/strong> Isto est\u00e1 de acordo com o que temos observado nos casos de morte violenta. N\u00e3o se dando conta imediatamente da sua situa\u00e7\u00e3o, o Esp\u00edrito n\u00e3o se julga morto. Este fen\u00f4meno se explica muito facilmente. \u00c9 an\u00e1logo ao dos son\u00e2mbulos, que n\u00e3o acreditam que estejam dormindo. Realmente, para o son\u00e2mbulo, a ideia de sono \u00e9 sin\u00f4nima de suspens\u00e3o das faculdades intelectuais. Ora, como ele pensa, n\u00e3o acredita que dorme. S\u00f3 mais tarde se convence, quando familiarizado com o sentido ligado a esse voc\u00e1bulo. D\u00e1-se o mesmo com um Esp\u00edrito surpreendido por uma morte s\u00fabita, quando nada est\u00e1 preparado para a separa\u00e7\u00e3o do corpo. Para ele, a morte \u00e9 sin\u00f4nimo de destrui\u00e7\u00e3o, de aniquilamento. Ora, desde que ele vive, sente e pensa, entende que n\u00e3o est\u00e1 morto. \u00c9 preciso algum tempo para reconhecer-se.<\/p>\n\n\n\n13. \u2500 No momento de vossa morte, a batalha n\u00e3o havia terminado. Seguistes as suas perip\u00e9cias?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Sim, pois como vos disse, n\u00e3o me julgava morto. Eu queria continuar batendo nos outros c\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n
14. \u2500 Que sensa\u00e7\u00e3o experimentastes ent\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Eu estava encantado, pois me sentia muito leve.<\/p>\n\n\n\n
15. \u2500 V\u00edeis os Esp\u00edritos dos vossos camaradas deixando os corpos?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Eu nem pensava nisso, pois n\u00e3o me acreditava morto.<\/p>\n\n\n\n
16. \u2500 Em que se transformava, nesse momento, a multid\u00e3o de Esp\u00edritos que perdia a vida no tumulto da batalha?\u2500 Creio que faziam o mesmo que eu<\/p>\n\n\n\n
17. \u2500 Encontrando-se reunidos nesse mundo dos Esp\u00edritos, que pensavam aqueles que se batiam mais encarni\u00e7adamente? Ainda se atiravam uns contra os outros?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Sim. Durante algum tempo, e conforme o seu car\u00e1ter.<\/p>\n\n\n\n
18. \u2500 Reconhecei-vos melhor agora?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Sem isto n\u00e3o me teriam mandado aqui.<\/p>\n\n\n\n
19. \u2500 Poder\u00edeis dizer-nos se entre os Esp\u00edritos de soldados mortos h\u00e1 muito tempo ainda se encontravam alguns interessados no resultado da batalha? (Rogamos a S\u00e3o Lu\u00eds que o ajudasse nas respostas, a fim de que, para nossa instru\u00e7\u00e3o, fossem t\u00e3o expl\u00edcitas quanto poss\u00edvel).\u2500 Em grande quantidade. \u00c9 bom que saibais que esses combates e suas consequ\u00eancias s\u00e3o preparados com muita anteced\u00eancia e que os nossos advers\u00e1rios n\u00e3o se envolveriam em crimes, como fizeram, se a isto n\u00e3o tivessem sido compelidos em raz\u00e3o das consequ\u00eancias futuras, que n\u00e3o tardareis a conhecer.<\/p>\n\n\n\n
20. \u2500 Deveria haver ali Esp\u00edritos que se interessavam no sucesso dos austr\u00edacos. Haveria ent\u00e3o dois campos de batalha entre eles?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Evidentemente.<\/p>\n\n\n\n
OBSERVA\u00c7\u00c3O: N\u00e3o parece que estamos vendo aqui os deuses de Homero tomando partido, uns pelos Gregos, outros pelos Troianos? Na verdade, quem eram esses deuses do paganismo, sen\u00e3o os Esp\u00edritos que os Antigos haviam transformado em divindade? N\u00e3o temos raz\u00e3o quando dizemos que o Espiritismo \u00e9 uma luz que esclarecer\u00e1 diversos mist\u00e9rios, a chave de numerosos problemas?<\/p>\n\n\n\n
21. \u2500 Eles exerciam alguma influ\u00eancia sobre os combatentes?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Muito consider\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n
22. \u2500 Podeis descrever-nos de que maneira eles exerciam tal influ\u00eancia?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Da mesma maneira que todas as influ\u00eancias dos Esp\u00edritos se exercem sobre os homens. [pelo pensamento]<\/p>\n\n\n\n
OBSERVA\u00c7\u00c3O:<\/strong> \u00c9 fato, como fica cada vez mais constatado, que a mentalidade do Esp\u00edrito cria cen\u00e1rios de mat\u00e9ria flu\u00eddica ao seu redor. Outra coisa tamb\u00e9m pode ser poss\u00edvel: eles continuam no campo de batalha terreno, provavelmente com algumas “adi\u00e7\u00f5es flu\u00eddicas”. Tudo isso deve ser indistingu\u00edvel, de in\u00edcio, quando no estado de perturba\u00e7\u00e3o. Contudo, n\u00e3o \u00e9 regra, ou seja, n\u00e3o constitui uma verdade geral para todo soldado, morto em guerra (vide O Tambor de Beresina, RE, julho de 1858). O erro, sempre, \u00e9 tomar as palavras de Esp\u00edritos quaisquer sem analisar o seu fundo, principalmente quando o Esp\u00edrito est\u00e1 em perturba\u00e7\u00e3o p\u00f3s-morte ou \u00e9 pouco esclarecido, o que se denota de suas pr\u00f3prias ideias. Eis o longo trabalho de Psicologia Experimental de Kardec!<\/em><\/p>\n\n\n\n23. \u2500 Que esperais fazer agora?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Estudar mais do que o fiz em minha \u00faltima etapa.<\/p>\n\n\n\n
24. \u2500 Ides voltar como espectador aos combates que ainda ser\u00e3o travados?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Ainda n\u00e3o sei. Tenho afei\u00e7\u00f5es que me prendem no momento. Contudo, espero de vez em quando dar uma fugida, para me divertir com as surras subsequentes.<\/p>\n\n\n\n
25. \u2500 Que g\u00eanero de afei\u00e7\u00e3o vos ret\u00e9m ainda?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Uma velha m\u00e3e doente e sofredora, que chora por mim.<\/p>\n\n\n\n
26. \u2500 Pe\u00e7o que me desculpeis o mau pensamento que me atravessou o esp\u00edrito, relativamente \u00e0 afei\u00e7\u00e3o que o ret\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n
\u2500 N\u00e3o tem import\u00e2ncia. Digo bobagens para vos fazer rir um pouco. \u00c9 natural que n\u00e3o me tomeis por grande coisa, tendo em vista o regimento med\u00edocre a que pertenci. Ficai tranquilos, eu s\u00f3 me engajei por causa dessa pobre m\u00e3e. Mere\u00e7o um pouco que me tenham mandado a v\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n
27. \u2500 Quando vos encontr\u00e1veis entre os Esp\u00edritos, ouv\u00edeis o rumor da batalha? V\u00edeis as coisas t\u00e3o claramente como em vida?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 A princ\u00edpio eu a perdi de vista, mas depois de algum tempo via muito melhor, porque percebia todas as artimanhas. [est\u00e1 falando no sentido dos pensamentos]<\/p>\n\n\n\n
28. \u2500 Pergunto se escut\u00e1veis o troar do canh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Sim.<\/p>\n\n\n\n
29. \u2500 No momento da a\u00e7\u00e3o, pens\u00e1veis na morte e naquilo em que vos tornar\u00edeis, caso fosseis morto?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Eu pensava no que seria de minha m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n
30. \u2500 Era a primeira vez que entr\u00e1veis em fogo?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 N\u00e3o, n\u00e3o. E a \u00c1frica?<\/p>\n\n\n\n
31. \u2500 Vistes a entrada dos franceses em Mil\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 N\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n
32. \u2500 Aqui sois o \u00fanico dos que morreram na It\u00e1lia?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Sim.<\/p>\n\n\n\n
33. \u2500 Pensais que a guerra durar\u00e1 muito tempo?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 N\u00e3o. \u00c9 f\u00e1cil e por isso mesmo pouco merit\u00f3rio fazer tal predi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n
34. \u2500 Quando vedes, entre os Esp\u00edritos, um dos vossos chefes, ainda o reconheceis como vosso superior?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Se ele o for, sim; se n\u00e3o, n\u00e3o. [nota a seguir]<\/p>\n\n\n\n
NOTA<\/strong> de A. K. :<\/strong> Na sua simplicidade e no seu laconismo, esta resposta \u00e9 eminentemente profunda e filos\u00f3fica. No mundo esp\u00edrita, a superioridade moral \u00e9 a \u00fanica reconhecida. Quem n\u00e3o a teve na Terra, fosse qual fosse a sua posi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem, de fato, superioridade nenhuma. L\u00e1 o chefe pode estar abaixo do soldado e o patr\u00e3o abaixo do servidor. Que li\u00e7\u00e3o para o nosso orgulho!<\/p>\n\n\n\n35. \u2500 Pensais na justi\u00e7a de Deus e vos inquietais por isso?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Quem n\u00e3o pensaria nisso? Felizmente n\u00e3o tenho muito o que temer. Eu resgatei, por algumas a\u00e7\u00f5es que Deus considerou boas, as poucas leviandades que cometi como \u201czuzu\u201d, como dizeis.<\/p>\n\n\n\n
36. \u2500 Assistindo a um combate, poder\u00edeis proteger um de vossos companheiros e desviar dele um golpe fatal?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 N\u00e3o. N\u00e3o podemos fazer isso. A hora da morte \u00e9 marcada por Deus. Se tem que acontecer, nada o impedir\u00e1, do mesmo modo ningu\u00e9m poder\u00e1 atingi-la se sua hora n\u00e3o tiver soado.<\/p>\n\n\n\n
37. \u2500 Vedes o General Espinasse?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 N\u00e3o o vi ainda. Mas espero v\u00ea-lo em breve.<\/p>\n\n\n\n
SEGUNDA CONVERSA<\/strong><\/p>\n\n\n\n(17 DE JUNHO DE 1859)<\/p>\n\n\n\n
38. (Evoca\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Presente! Firme! Em frente!<\/p>\n\n\n\n
39. \u2500 Lembrai-vos de ter vindo aqui h\u00e1 oito dias?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Como n\u00e3o?!<\/p>\n\n\n\n
40. \u2500 Disseste-nos que ainda n\u00e3o t\u00ednheis visto o General Espinasse. Como poder\u00edeis reconhec\u00ea-lo, j\u00e1 que ele n\u00e3o levou consigo seu uniforme de general?\u2500 N\u00e3o, mas eu o conhe\u00e7o de vista. Ademais, n\u00e3o temos uma por\u00e7\u00e3o de amigos junto a n\u00f3s, prontos a nos revelar a senha? Aqui n\u00e3o \u00e9 como no quartel. A gente n\u00e3o tem medo de dar um encontr\u00e3o com algu\u00e9m, e eu vos garanto que s\u00f3 os velhacos ficam sozinhos.<\/p>\n\n\n\n
41. \u2500 Sob que apar\u00eancia aqui vos encontrais?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Zuavo.<\/p>\n\n\n\n
42. \u2500 Se vos pud\u00e9ssemos ver, como o ver\u00edamos?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 De turbante e culote.<\/p>\n\n\n\n
43. \u2500 Pois bem! Suponhamos que nos aparec\u00easseis de turbante e culote. Onde ter\u00edeis arranjado essas roupas, desde que deixastes as vossas no campo de batalha?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Ora, ora! N\u00e3o sei como \u00e9 isto, mas tenho um alfaiate que me as arranja.<\/p>\n\n\n\n
44. \u2500 De que s\u00e3o feitos o turbante e o culote que usais? N\u00e3o tendes ideia?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 N\u00e3o. Isto \u00e9 l\u00e1 com o trapeiro.<\/p>\n\n\n\n
NOTA de A. K. :<\/strong> Esta quest\u00e3o da vestimenta dos Esp\u00edritos, como v\u00e1rias outras n\u00e3o menos interessantes, ligadas ao mesmo princ\u00edpio, foram completamente elucidadas por novas observa\u00e7\u00f5es feitas no seio da Sociedade. Daremos not\u00edcias disso no pr\u00f3ximo n\u00famero. Nosso bom zuavo n\u00e3o \u00e9 suficientemente adiantado para resolver sozinho. Foi-nos preciso, para isso, o concurso de circunst\u00e2ncias que se apresentaram fortuitamente e que nos puseram no caminho certo.<\/p>\n\n\n\n45. \u2500 Sabeis a raz\u00e3o pela qual nos vedes, ao passo que n\u00f3s n\u00e3o vos podemos ver?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Acredito que vossos \u00f3culos est\u00e3o muito fracos.<\/p>\n\n\n\n
46. \u2500 N\u00e3o seria por essa mesma raz\u00e3o que n\u00e3o vedes o general em seu uniforme?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Sim, mas ele n\u00e3o o veste todos os dias.<\/p>\n\n\n\n
47. \u2500 Em que dias o veste?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Ora essa! Quando o chamam ao pal\u00e1cio.<\/p>\n\n\n\n
48. \u2500 Por que estais aqui vestido de zuavo se n\u00e3o vos podemos ver?\u2500 Simplesmente porque ainda sou zuavo, mesmo depois de cerca de oito anos, e porque entre os Esp\u00edritos conservamos essa forma durante muito tempo. Mas isso apenas entre n\u00f3s. Compreendeis que quando vamos a um mundo muito diferente, como a Lua ou J\u00fapiter, n\u00e3o nos damos ao trabalho de fazer essa toalete toda.<\/p>\n\n\n\n
OBSERVA\u00c7\u00c2O<\/strong>: Isso aqui \u00e9 muito interessante. O que eu entendo \u00e9 que ele est\u00e1 se referindo ao fato de Esp\u00edrito adotar uma forma perispiritual de acordo com o mundo onde v\u00e3o e de acordo com a exist\u00eancia de uma personalidade nesse mundo, sem nem perceberem. Se tivesse vivido em um mundo distante como, por exemplo, um vendedor de animais, ao ser l\u00e1 evocado, se apresentaria dessa forma.<\/p>\n\n\n\n49. \u2500 Falais da Lua e de J\u00fapiter. Porventura j\u00e1 l\u00e1 estivestes depois de morto?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 N\u00e3o. N\u00e3o estais me entendendo. Depois da morte nos informamos de muitas coisas. N\u00e3o nos explicaram uma por\u00e7\u00e3o de problemas da nossa Terra? N\u00e3o conhecemos Deus e os outros seres muito melhor do que h\u00e1 quinze dias? Com a morte, o Esp\u00edrito sofre uma metamorfose que n\u00e3o podeis compreender.<\/p>\n\n\n\n
50. \u2500 Revistes o corpo deixado no campo de batalha?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Sim. Ele n\u00e3o est\u00e1 bonito.<\/p>\n\n\n\n
51. \u2500 Que impress\u00e3o vos deixou essa vista?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 De tristeza.<\/p>\n\n\n\n
52. \u2500 Tendes conhecimento de vossa exist\u00eancia anterior?<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Sim, mas n\u00e3o \u00e9 suficientemente gloriosa para que possa me pavonear.<\/p>\n\n\n\n
53. \u2500 Dizei-nos apenas o g\u00eanero de vida que t\u00ednheis.<\/p>\n\n\n\n
\u2500 Simples mercador de peles de animais selvagens.<\/p>\n\n\n\n
54. \u2500 N\u00f3s vos agradecemos a bondade de ter vindo pela segunda vez.<\/p>\n\n\n\n
\u2500 At\u00e9 breve. Isto me diverte e me instrui. J\u00e1 que sou bem tolerado aqui<\/em><\/strong>, voltarei de boa vontade.<\/p>\n\n\n\nOBSERVA\u00c7\u00c2O:<\/strong> A toler\u00e2ncia \u00e9 uma das consequ\u00eancias da caridade. O zuavo se sentiu “acolhido” na comunica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n <\/figure>\n\n\n\nA pr\u00f3xima publica\u00e7\u00e3o<\/a> trar\u00e1 a evoca\u00e7\u00e3o do oficial superior que estava na mesma batalha que este zuavo. <\/p>\n\n\t\t\t
\n\t\t\t <\/div><\/div>\n\t\t