{"id":8077,"date":"2023-11-09T09:16:53","date_gmt":"2023-11-09T12:16:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/?p=8077"},"modified":"2025-01-31T12:09:09","modified_gmt":"2025-01-31T15:09:09","slug":"proof-of-the-adulteration-of-heaven-and-hell","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/en\/articles-2\/works-of-allan-kardec\/proof-of-the-adulteration-of-heaven-and-hell\/","title":{"rendered":"The strongest evidence of tampering with Allan Kardec's Heaven and Hell"},"content":{"rendered":"
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S\u00e3o fatos jur\u00eddicos incontestes<\/strong> as adultera\u00e7\u00f5es<\/strong> de A G\u00eanese e O C\u00e9u e o Inferno, pela mera quest\u00e3o de terem sido lan\u00e7adas edi\u00e7\u00f5es, com altera\u00e7\u00f5es, ap\u00f3s a morte do autor e sem o dep\u00f3sito legal – assim afirmam ao menos quatro operadores jur\u00eddicos especializados: Simoni Privato<\/strong>, J\u00falio Nogueira<\/strong>, Lucas Sampaio<\/strong> e Marcelo Henrique<\/strong>. Esse fato legal<\/strong> est\u00e1 acima<\/strong> de qualquer cogita\u00e7\u00e3o e, por conta disso, federa\u00e7\u00f5es esp\u00edritas de outros pa\u00edses, em respeito \u00e0 lei<\/strong>, voltaram \u00e0 terceira edi\u00e7\u00e3o da obra. Infelizmente, a Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Brasileira, tendo muito a recapitular ao tomar essa atitude (j\u00e1 que os textos original de O C\u00e9u e o Inferno e A G\u00eanese contraditam uma infinidade de erros que povoam a generalidade das publica\u00e7\u00f5es por ela editadas e impressas) ainda reluta contra esses fatos, baseando-se em argumenta\u00e7\u00f5es de leigos em mat\u00e9ria de direito autoral.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00e9m do fato jur\u00eddico e do necess\u00e1rio respeito \u00e0 lei, pelo estudo, acabamos de identificar mais uma evid\u00eancia, talvez a mais determinante de todas, da adultera\u00e7\u00e3o de O C\u00e9u e o Inferno, obra de Allan Kardec, justamente na parte que exprimia a filosofia doutrin\u00e1ria em sua mais clara e pura face. <\/p>\n\n\n\n

Em O Livro dos Esp\u00edritos, Kardec trata da quest\u00e3o dos Esp\u00edritos que escolheram sempre o caminho do bem (tratamos disso tamb\u00e9m no artigo “Reforma \u00cdntima e Espiritismo<\/a>“:<\/p>\n\n\n\n

Existem Esp\u00edritos que sempre escolheram o caminho do bem<\/h2>\n\n\n\n
\n

121. Por que \u00e9 que alguns Esp\u00edritos seguiram o caminho do bem e outros o do mal?<\/em><\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00e3o t\u00eam eles o livre-arb\u00edtrio? Deus n\u00e3o criou Esp\u00edritos maus; criou-os simples e ignorantes, isto \u00e9, tendo tanta aptid\u00e3o para o bem quanta para o mal. Os que s\u00e3o maus, assim se tornaram por vontade pr\u00f3pria.\u201d<\/p>\n\n\n\n

133. T\u00eam necessidade de encarna\u00e7\u00e3o os Esp\u00edritos que desde o princ\u00edpio seguiram o caminho do bem<\/strong>?<\/em><\/p>\n\n\n\n

\u201cTodos s\u00e3o criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribula\u00e7\u00f5es da vida corporal. Deus, que \u00e9 justo, n\u00e3o podia fazer felizes a uns, sem fadigas e trabalhos, conseguintemente sem m\u00e9rito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

a) \u2014 Mas, ent\u00e3o, de que serve aos Esp\u00edritos terem seguido o caminho do bem, se isso n\u00e3o os isenta dos sofrimentos da vida corporal?<\/em><\/p>\n\n\n\n

\u201cChegam mais depressa ao fim<\/strong>. Ademais, as afli\u00e7\u00f5es da vida s\u00e3o muitas vezes a consequ\u00eancia da imperfei\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. Quanto menos imperfei\u00e7\u00f5es, tanto menos tormentos. Aquele que n\u00e3o \u00e9 invejoso, nem ciumento, nem avaro, nem ambicioso, n\u00e3o sofrer\u00e1 as torturas que se originam desses defeitos.\u201d<\/p>\nO Livro dos Esp\u00edritos. Grifos nossos.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

Confirmados pelos Esp\u00edritos, existem aqueles que sempre escolheram o caminho do bem, o que n\u00e3o os livra da necessidade de encarnar, para seu desenvolvimento<\/strong>. Assim, n\u00e3o t\u00eam o que expiar, dado que a expia\u00e7\u00e3o \u00e9 a escolha consciente de provas e oportunidades que lhes ajudem a desapegar de imperfei\u00e7\u00f5es conscientemente adquiridas<\/strong> (lembrando que errar, meramente, n\u00e3o \u00e9 adquirir imperfei\u00e7\u00f5es, desde que o erro seja superado pelo aprendizado. O que gera imperfei\u00e7\u00f5es \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o consciente do erro).<\/p>\n\n\n\n

Al\u00e9m disso, \u00e9 mais que l\u00f3gico que aquele que tenha superado, atrav\u00e9s da expia\u00e7\u00e3o, uma imperfei\u00e7\u00e3o adquirida, n\u00e3o tem mais o que expiar, exceto caso desenvolva novas imperfei\u00e7\u00f5es. Ainda assim, ele pode necessitar nascer em um planeta como a Terra, simplesmente porque suas necessidades atuais demandam ou porque escolha encarnar em miss\u00e3o. O pr\u00f3prio Jesus Cristo \u00e9 o exemplo m\u00e1ximo desse \u00faltimo caso e, mesmo sendo um Esp\u00edrito puro, ainda assim enfrentou as vicissitudes da mat\u00e9ria, sem ter nada o que expiar. Vejam aonde leva a admiss\u00e3o dessas falsas ideias: ao dogma de Esp\u00edritos criados \u00e0 parte e que nunca estiveram, em realidade, entre n\u00f3s (um dogma sustentado por Roustaing)!<\/p>\n\n\n\n

Forte evid\u00eancia da adultera\u00e7\u00e3o de O C\u00e9u e O Inferno<\/h2>\n\n\n\n

E aqui chegamos \u00e0 mais forte evid\u00eancia da adultera\u00e7\u00e3o de O C\u00e9u e O Inferno<\/strong>, que, na edi\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada ap\u00f3s a morte de Kardec, introduziu dois itens no cap\u00edtulo VIII (que se tornou cap\u00edtulo VII):<\/p>\n\n\n\n

\n

9.\u00ba \u2014 Toda falta cometida, todo mal realizado, \u00e9 uma d\u00edvida contra\u00edda que deve ser paga; se n\u00e3o o for numa exist\u00eancia, s\u00ea-lo-\u00e1 na seguinte ou nas seguintes, porque todas as exist\u00eancias s\u00e3o solid\u00e1rias umas das outras. Aquele que a quita na exist\u00eancia presente n\u00e3o ter\u00e1 de pagar uma segunda vez.<\/p>\n\n\n\n

10.\u00ba \u2014 O Esp\u00edrito sofre a pena de suas imperfei\u00e7\u00f5es, seja no mundo espiritual, seja no mundo corporal. Todas as mis\u00e9rias, todas as vicissitudes que suportamos na vida corporal s\u00e3o decorrentes de nossas imperfei\u00e7\u00f5es, expia\u00e7\u00f5es de faltas cometidas, seja na exist\u00eancia presente, seja nas precedentes<\/strong>.<\/p>\nO C\u00e9u e o Inferno, quarta edi\u00e7\u00e3o. FEB. Grifos meus.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

Esses dois itens, repito, n\u00e3o existiam na terceira edi\u00e7\u00e3o da obra<\/a>, lan\u00e7ada e impressa por Kardec em vida.<\/strong> Admitir que Kardec tenha inclu\u00eddo esses itens nessa edi\u00e7\u00e3o, em especial o item 10<\/strong>, seria admitir que Kardec entrou em contradi\u00e7\u00e3o com tudo o que havia desenvolvido at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Para dar suporte a essa falsa ideia, os seguintes par\u00e1grafos foram removidos na adultera\u00e7\u00e3o, no cap\u00edtulo IX (antigo cap\u00edtulo X):<\/p>\n\n\n\n

\n

Nos primeiros est\u00e1gios de sua exist\u00eancia, os esp\u00edritos est\u00e3o sujeitos \u00e0 encarna\u00e7\u00e3o material, que \u00e9 necess\u00e1ria ao seu desenvolvimento, at\u00e9 que tenham chegado a um certo grau. O n\u00famero das encarna\u00e7\u00f5es \u00e9 indeterminado, e subordina-se \u00e0 rapidez do progresso, que ocorre na raz\u00e3o direta do trabalho e da boa vontade do esp\u00edrito, que age sempre em fun\u00e7\u00e3o de seu livre-arb\u00edtrio. Aqueles que, por sua inc\u00faria, neglig\u00eancia, obstina\u00e7\u00e3o ou m\u00e1 vontade permanecem mais tempo nas classes inferiores, sofrem disso as consequ\u00eancias, e o h\u00e1bito do mal dificulta-lhes a sa\u00edda desse estado. Um dia, por\u00e9m, cansam-se dessa exist\u00eancia penosa e dos sofrimentos da\u00ed decorrentes. \u00c9 ent\u00e3o que, ao comparar sua situa\u00e7\u00e3o \u00e0 dos bons esp\u00edritos, compreendem que seu interesse est\u00e1 no bem, procurando ent\u00e3o melhorar-se, mas o fazem por vontade pr\u00f3- pria, sem que a isso sejam for\u00e7ados. Est\u00e3o submetidos \u00e0 lei do progresso por conta de sua aptid\u00e3o a progredir, mas n\u00e3o o fazem contra a pr\u00f3pria vontade<\/em>. Fornece-lhes Deus incessantemente os meios de progredir, mas s\u00e3o livres para se aproveitarem destes ou n\u00e3o. Se o progresso fosse obrigat\u00f3rio, nenhum m\u00e9rito os esp\u00edritos teriam, e Deus quer que tenham todos o m\u00e9rito de suas obras, n\u00e3o privilegiando ningu\u00e9m com o primeiro lugar, posto franqueado a todos, mas que o alcan\u00e7am somente atrav\u00e9s dos pr\u00f3prios esfor\u00e7os. Os anjos mais elevados conquistaram sua posi\u00e7\u00e3o percorrendo, como os demais, a rota comum. Todos, do topo \u00e0 base, pertenceram ou pertencem ainda \u00e0 humanidade.<\/p>\n\n\n\n

Os homens s\u00e3o, assim, esp\u00edritos encarnados mais ou menos adiantados, e os esp\u00edritos s\u00e3o as almas dos homens que deixaram seu inv\u00f3lucro material. A vida espiritual \u00e9 a vida normal do esp\u00edrito. O corpo n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o uma vestimenta tempor\u00e1ria, apropriada \u00e0s fun\u00e7\u00f5es que devem exercer na Terra, tal como o guerreiro veste a armadura e a cota de malha para o momento do combate, delas despindo-se ap\u00f3s a batalha, para eventualmente vesti-las de novo quando chegada a hora de uma nova luta. A vida corporal \u00e9 o combate que os esp\u00edritos devem enfrentar para avan\u00e7ar, para o que se revestem dessa armadura que \u00e9 para eles ao mesmo tempo um instrumento de a\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m um embara\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n

Ao encarnarem, os esp\u00edritos trazem suas qualidades inerentes. Os esp\u00edritos imperfeitos constituem, portanto, os homens imperfeitos; aqueles mais adiantados, bons, inteligentes, instru\u00eddos, s\u00e3o os homens instintivamente<\/em> bons, inteligentes e aptos a adquirir com facilidade novos conhecimentos. Da mesma forma, os homens, ao morrer, fornecem ao mundo espiritual esp\u00edritos bons ou maus, adiantados ou atrasados. O mundo corporal e o mundo espiritual suprem-se assim constantemente um ao outro.<\/p>\n\n\n\n

Entre os maus esp\u00edritos h\u00e1 os que t\u00eam toda a perversidade dos dem\u00f4nios, aos quais pode-se aplicar perfeitamente a imagem que se faz desses \u00faltimos. Quando encarnados, constituem os homens perversos e astuciosos que se comprazem no mal, parecendo criados para a desgra\u00e7a de todos os que s\u00e3o atra\u00eddos para sua intimidade, e dos quais pode-se dizer \u2013 sem que isso constitua ofensa \u2013 que s\u00e3o dem\u00f4nios encarnados.<\/p>\n\n\n\n

Tendo alcan\u00e7ado um certo grau de purifica\u00e7\u00e3o, os esp\u00edritos recebem miss\u00f5es compat\u00edveis com seu adiantamento, desempenhando dessa forma todas as fun\u00e7\u00f5es atribu\u00eddas aos anjos de diferentes ordens. Como Deus criou desde sempre, tamb\u00e9m desde sempre houve esp\u00edritos suficientes para atender a todas as necessidades do governo do Universo. Uma s\u00f3 esp\u00e9cie de seres inteligentes, submetidos \u00e0 lei do progresso, \u00e9, portanto, suficiente para tudo. Essa unidade na cria\u00e7\u00e3o, juntamente \u00e0 ideia de que todos t\u00eam uma mesma origem comum, o mesmo caminho para percorrer, e que se elevam todos por seu m\u00e9rito pr\u00f3prio, corresponde muito melhor \u00e0 justi\u00e7a de Deus do que \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies diferentes, mais ou menos favorecidas por dons naturais, equivalentes a privil\u00e9gios.<\/p>\nO C\u00e9u e o Inferno – Editora FEAL<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

Notem, tamb\u00e9m, o seguinte trecho de O Livro dos Esp\u00edritos (grifos meus):<\/p>\n\n\n\n

\n
    \n
  1. Sendo as vicissitudes da vida corporal<\/strong> expia\u00e7\u00e3o das faltas do passado e, ao mesmo tempo, provas com vistas ao futuro , seguir-se-\u00e1 que da natureza de tais vicissitudes se possa inferir de que g\u00eanero foi a exist\u00eancia anterior ?<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n

    \u201c Muito ami\u00fade \u00e9 isso poss\u00edvel<\/strong> , pois que cada um \u00e9 punido naquilo por onde pecou. Entretanto, n\u00e3o h\u00e1 que tirar da\u00ed uma regra absoluta<\/strong>. As tend\u00eancias instintivas constituem ind\u00edcio mais seguro, visto que as provas por que passa o Esp\u00edrito s\u00e3o determinadas tanto pelo que respeita ao passado, quanto pelo que toca ao futuro .\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n

    Isto aqui \u00e9 muito importante. Kardec, em suas obras, vem sempre numa constru\u00e7\u00e3o crescente, v\u00e1rias vezes repetindo aquilo que j\u00e1 era compreendido como fato da ci\u00eancia esp\u00edrita. Quando ele houvesse de contrariar um ponto, por uma corre\u00e7\u00e3o de entendimento, ele era muito claro sobre isso. Eis que, “do nada”, Kardec teria contrariado a Doutrina para dizer o seguinte, fazendo regra:<\/p>\n\n\n\n

    “Pela natureza dos sofrimentos e das vicissitudes suportadas na vida corp\u00f3rea<\/strong> , pode-se julgar da natureza das faltas cometidas numa exist\u00eancia precedente, e das imperfei\u00e7\u00f5es que lhe s\u00e3o a causa.”<\/em> (Allan Kardec, O C\u00e9u e o Inferno, 4a edi\u00e7\u00e3o, adulterada).<\/p>\n\n\n\n

    Percebe que isso \u00e9 incongruente com o entendimento de Kardec sobre o Espiritismo e com sua maneira de se portar? O mesmo ele teria feito no par\u00e1grafo anterior a esse, o que \u00e9 imposs\u00edvel, j\u00e1 que, depois, ele voltaria a contrariar essas opini\u00f5es erradas, n’A G\u00eanese. Isso \u00e9 capital, pois essa ideia est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 influ\u00eancia roustainguista na adultera\u00e7\u00e3o dessa obra, no cap\u00edtulo que \u00e9, basicamente, o cerne, a base da teoria moral esp\u00edrita.<\/p>\n\n\n\n

    Mais evid\u00eancias da ideia original<\/h2>\n\n\n\n

    Apresento, a seguir, mais alguns trechos da obra de Kardec que evidenciam o verdadeiro entendimento sobre o assunto (a encarna\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 resultado exclusivo da expia\u00e7\u00e3o<\/strong>):<\/p>\n\n\n\n

    \n

    “Segundo um sistema que tem algo de especioso \u00e0 primeira vista, os Esp\u00edritos n\u00e3o teriam sido criados para se encarnarem e a encarna\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria sen\u00e3o o resultado de sua falta. Tal sistema cai pela mera considera\u00e7\u00e3o de que se nenhum Esp\u00edrito tivesse falido, n\u00e3o haveria homens na Terra, nem em outros mundos<\/strong>. Ora, como a presen\u00e7a do homem \u00e9 necess\u00e1ria para o melhoramento material dos mundos; como ele concorre por sua intelig\u00eancia e sua atividade para a obra geral, ele \u00e9 uma das engrenagens essenciais da Cria\u00e7\u00e3o. Deus n\u00e3o podia subordinar a realiza\u00e7\u00e3o desta parte de sua obra \u00e0 queda eventual de suas criaturas<\/strong>, a menos que contasse para tanto com um n\u00famero sempre suficiente de culpados para fornecer oper\u00e1rios aos mundos criados e por criar. O bom-senso repele tal ideia<\/strong>.”<\/p>\nKARDEC. Revista esp\u00edrita \u2014 1863 > junho > Do pr\u00edncipio da n\u00e3o-retrograda\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. Grifos nossos.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

    Nesse artigo, nesse trecho, Kardec est\u00e1 evidentemente refutando, de maneira firme, a mesma ideia transmitida nos Quatro Evangelhos de Roustaing (que somente seria lan\u00e7ado em 1865), de que a encarna\u00e7\u00e3o se daria apenas para expia\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, quando o Esp\u00edrito \u00e9 “culpado”:<\/p>\n\n\n\n

    A ideia da encarna\u00e7\u00e3o como castigo, dissemos, \u00e9 uma ideia totalmente ligada aos dogmas de Roustaing:<\/p>\n\n\n\n

    \n

    N. 59. Que \u00e9 o que devemos pensar da opini\u00e3o que se formula assim: “Do mesmo modo que, para o Esp\u00edrito em estado de forma\u00e7\u00e3o, a materializa\u00e7\u00e3o nos reinos mineral e vegetal e nas esp\u00e9cies intermedi\u00e1rias e igualmente a encarna\u00e7\u00e3o no reino animal e nas esp\u00e9cies intermedi\u00e1rias \u00e9 uma necessidade e n\u00e3o um castigo resultante de falta cometida, tamb\u00e9m, para o Esp\u00edrito formado, que j\u00e1 tem intelig\u00eancia independente, consci\u00eancia de suas faculdades, consci\u00eancia e liberdade de seus atos, livre arb\u00edtrio e que se encontra no estado de inoc\u00eancia e ignor\u00e2ncia, a encarna\u00e7\u00e3o, primeiro, em terras primitivas, depois, nos mundos inferiores e superiores, at\u00e9 que haja atingido a perfei\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma necessidade e n\u00e3o um castigo\u201d?<\/p>\n\n\n\n

    N\u00e3o; a encarna\u00e7\u00e3o humana n\u00e3o \u00e9 uma necessidade, \u00e9 um castigo, j\u00e1 o dissemos. E o castigo n\u00e3o pode preceder a culpa.<\/p>\n\n\n\n

    O Esp\u00edrito n\u00e3o \u00e9 humanizado, tamb\u00e9m j\u00e1 o explicamos, antes que a primeira falta o tenha sujeitado \u00e0 encarna\u00e7\u00e3o humana. S\u00f3 ent\u00e3o ele \u00e9 preparado, como igualmente j\u00e1 o mostramos, para lhe sofrer as conseq\u00fc\u00eancias.<\/p>\nROUSTAING, Jean B. Quatro Evangelhos, Tomo I<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

    \u00c9 f\u00e1cil observar a semelhan\u00e7a dessa ideia com aquele introduzida na 4a edi\u00e7\u00e3o de O C\u00e9u e o Inferno: a de que a encarna\u00e7\u00e3o somente se d\u00e1 quando o Esp\u00edrito \u00e9 culpado de um erro anterior.<\/p>\n\n\n\n

    Continuemos com as evid\u00eancias da ideia original de Kardec e da Doutrina:<\/strong><\/p>\n\n\n\n

    \n

    132. Qual o objetivo da encarna\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos?<\/p>\n\n\n\n

    \u201cDeus lhes imp\u00f5e a encarna\u00e7\u00e3o com o fim de faz\u00ea-los chegar \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o. Para uns, \u00e9 expia\u00e7\u00e3o; para outros, miss\u00e3o. Mas, para alcan\u00e7arem essa perfei\u00e7\u00e3o, t\u00eam que sofrer todas as vicissitudes da exist\u00eancia corporal: nisso \u00e9 que est\u00e1 a expia\u00e7\u00e3o […]<\/p>\nO Livro dos Esp\u00edritos<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

    Para uns, \u00e9 expia\u00e7\u00e3o; para outros, miss\u00e3o. “Para alcan\u00e7arem essa perfei\u00e7\u00e3o, t\u00eam que sofrer todas as vicissitudes da exist\u00eancia corporal: nisso \u00e9 que est\u00e1 a expia\u00e7\u00e3o<\/strong>“, ou seja, a expia\u00e7\u00e3o, tratada no meio religoso como um processo de remiss\u00e3o de pecados pelos castigos divino, aqui, para o Espiritismo, \u00e9 apenas o processo de aprendizado e de desenvolvimento do Esp\u00edrito.<\/p>\n\n\n\n

    \n

    Contudo, a fatalidade n\u00e3o \u00e9 uma palavra v\u00e3. Existe na posi\u00e7\u00e3o que o homem ocupa na Terra e nas fun\u00e7\u00f5es que a\u00ed desempenha, em conseq\u00fc\u00eancia do g\u00eanero de vida que seu Esp\u00edrito escolheu como prova, expia\u00e7\u00e3o ou miss\u00e3o<\/strong>. Ele sofre fatalmente todas as vicissitudes dessa exist\u00eancia<\/strong> e todas as tend\u00eancias boas ou m\u00e1s, que lhe s\u00e3o inerentes.<\/p>\nO Livro dos Esp\u00edritos<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

    O Esp\u00edrito sofre as vicissitudes da exis\u00eancia escolhida pelo Esp\u00edrito, como prova, expia\u00e7\u00e3o ou miss\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

    \n
      \n
    1. \u00c9 um castigo a encarna\u00e7\u00e3o e somente os Esp\u00edritos culpados est\u00e3o sujeitos a sofr\u00ea-la?<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n

      A passagem dos Esp\u00edritos pela vida corporal \u00e9 necess\u00e1ria para que eles possam cumprir, por meio de uma a\u00e7\u00e3o material, os des\u00edgnios cuja execu\u00e7\u00e3o Deus lhes confia<\/strong>. \u00c9-lhes necess\u00e1ria, a bem deles, visto que a atividade que s\u00e3o obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da intelig\u00eancia. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim \u00e9 que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptid\u00e3o, as mesmas obriga\u00e7\u00f5es a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privil\u00e9gio seria uma prefer\u00eancia, uma injusti\u00e7a. Mas, a encarna\u00e7\u00e3o, para todos os Esp\u00edritos, \u00e9 apenas um estado transit\u00f3rio. \u00c9 uma tarefa que Deus lhes imp\u00f5e, quando iniciam a vida, como primeira experi\u00eancia do uso que far\u00e3o do livre-arb\u00edtrio<\/strong>. Os que desempenham com zelo essa tarefa transp\u00f5em rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da inicia\u00e7\u00e3o e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contr\u00e1rio, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstina\u00e7\u00e3o que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarna\u00e7\u00e3o, caso em que ela se lhes torna um castigo. \u2014 S. Lu\u00eds. (Paris, 1859.)<\/p>\nKARDEC. O Evangelho segundo o Espiritismo > Cap\u00edtulo IV \u2014 Ningu\u00e9m poder\u00e1 ver o reino de Deus se n\u00e3o nascer de novo > Instru\u00e7\u00f5es dos Esp\u00edritos. > Necessidades da encarna\u00e7\u00e3o. > 25. Grifos nossos.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

      Evidentemente, os Esp\u00edritos demonstram que a encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria a todos, de maneira que, enquanto se desenvolvem, fazem sua parte na Cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

      \n

      Os exemplos de castigos imediatos s\u00e3o menos raros do que se cr\u00ea. Se se remontasse \u00e0 fonte de todas as vicissitudes da vida, ver-se-ia a\u00ed, quase sempre<\/strong>, a conseq\u00fc\u00eancia natural de alguma falta cometida. O homem recebe, a cada instante, terr\u00edveis li\u00e7\u00f5es das quais infelizmente bem pouco aproveita.<\/p>\nRevista Esp\u00edrita, 1864<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

      Quase sempre<\/strong> as fontes de todas as vicissitudes da vida remontam \u00e0 consequencia natural de alguma falta cometida.<\/p>\n\n\n\n

      \n

      [O homem de bem] Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas a decep\u00e7\u00f5es, s\u00e3o provas ou expia\u00e7\u00f5es<\/strong>, e as aceita sem murmurar.<\/p>\nO Evangelho Segundo o Espiritismo<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

      Todas<\/strong> as vicissitudes da vida s\u00e3o provas ou expia\u00e7\u00f5es. Prova: tudo aquilo que nos serve ao aprendizado, todas as dificuldades da vida. Expia\u00e7\u00e3o<\/strong>: certos g\u00eaneros de provas, escolhidas para o exerc\u00edcio de desapego de uma imperfei\u00e7\u00e3o adquirida.<\/p>\n\n\n\n

      \n

      “Esta pergunta dos disc\u00edpulos \u201c\u00c9 o pecado deste homem a causa de nascer cego\u201d indica a intui\u00e7\u00e3o de uma exist\u00eancia anterior. Caso contr\u00e1rio, n\u00e3o teria sentido, porque o pecado que seria a causa de uma enfermidade de nascen\u00e7a deveria ter sido cometido antes do nascimento e, por consequ\u00eancia, em uma exist\u00eancia anterior. Se Jesus tivesse visto a\u00ed uma ideia falsa ele teria dito: \u201cComo esse homem teria podido pecar antes de estar entre n\u00f3s?\u201d Em lugar disso ele lhes disse que, se o homem \u00e9 cego, n\u00e3o significa que tenha pecado, mas, a fim de que o poder de Deus brilhe nele; \u00e9 como dizer que ele devia ser o instrumento de uma manifesta\u00e7\u00e3o do poder de Deus. Se isso n\u00e3o era uma expia\u00e7\u00e3o do passado, \u00e9 uma prova de que devia servir a seu progresso<\/strong>, porque Deus, que \u00e9 justo, n\u00e3o poderia lhe impor um sofrimento sem compensa\u00e7\u00e3o.”<\/p>\nKARDEC, Allan. A G\u00eanese. 4a edi\u00e7\u00e3o. “Cego de Nascen\u00e7a”. Grifos nossos.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

      Nesse trecho, onde Kardec trata da cura da cegueira, feita por Jesus, ele faz a seguinte observa\u00e7\u00e3o: “Se isso n\u00e3o era uma expia\u00e7\u00e3o do passado, \u00e9 uma prova de que devia servir a seu progresso<\/strong>“. Ora, isso quer dizer que, para ele, e de acordo com o Espiritismo, as vicissitudes n\u00e3o se d\u00e3o apenas como expia\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m como ferramenta de aprendizado. Esse trecho consta inclusive da 5a edi\u00e7\u00e3o de A G\u00eanese<\/strong> (a edi\u00e7\u00e3o adulterada), e Kardec n\u00e3o pode ter se contradito em suas ideias em cada uma das obras. Esse n\u00e3o \u00e9 o Kardec que conhecemos.<\/p>\n\n\n\n

      Motivo da adultera\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

      Todo aquele que est\u00e1 investigando o assunto seriamente, e que investigou tamb\u00e9m a adultera\u00e7\u00e3o de A G\u00eanese<\/a>, perceber\u00e1 algo em comum entre as duas adultera\u00e7\u00f5es: o princ\u00edpio do dogma da encarna\u00e7\u00e3o como o resultado do castigo pelo pecado – dogma fortemente limitador e aprisionante, repercutido por Roustaing e ensinado pelos Esp\u00edritos mistificadores que com ele se comunicavam, atrav\u00e9s da m\u00e9dium Emilie Collignon. Contra a sua teoria, existe um simples detalhe: Jesus. <\/p>\n\n\n\n

      Jesus, o Esp\u00edrito mais evolu\u00eddo que j\u00e1 encarnou entre n\u00f3s, n\u00e3o tinha nada a “pagar”, posto que era Esp\u00edrito puro. Como resolver esse problema? Dizendo que Jesus n\u00e3o encarnou, mas que, em verdade, foi um ag\u00eanere<\/em>, isto \u00e9, um Esp\u00edrito materializado, que simplesmente nos enganou ao longo de sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n

      O ponto \u00e9 que, em O C\u00e9u e o Inferno, foram removidas as ideias doutrin\u00e1rias que demonstravam a encarna\u00e7\u00e3o como necess\u00e1ria a todos, bons e maus, e foi acrescentada a ideia de que tudo o que passamos \u00e9 fruto de expia\u00e7\u00f5es de erros de vidas passadas (item 10, cap. 7, C\u00f3digo Penal da Vida Futura<\/em>); j\u00e1 na adultera\u00e7\u00e3o de A G\u00eanese, n\u00e3o por acaso, o item 67 do cap\u00edtulo XV foi removido, e, como demonstra Henri Netto, <\/p>\n\n\n\n

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      […] a renumera\u00e7\u00e3o do item 68 como se fosse o 67, oculta a aprecia\u00e7\u00e3o l\u00f3gica (ainda que em termos de suposi\u00e7\u00f5es) sobre o destino do envolt\u00f3rio corporal de Yeshua, ap\u00f3s o seu sepultamento. Qual seria a raz\u00e3o de Kardec, depois de repelir a tese docetista (\u201ccorpo flu\u00eddico\u201d de Jesus), e afirmar a sua natureza humana, para suprimir suas judiciosas considera\u00e7\u00f5es acerca do tema?<\/em><\/p>\nNETTO, Henri. \u00c0 procura da d\u00favida: onde est\u00e1 a verdade? Publicado no site Espiritismo com Kardec \u2013 ECK, em 24\/12\/2023. Dispon\u00edvel em comkardec.net.br\/a-procura-da-duvida-onde-esta-a-verdade-por-henri-netto<\/a><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

      Ou seja: em A G\u00eanese, para dar suporte \u00e0s adultera\u00e7\u00f5es de O C\u00e9u e o Inferno, atacou-se a ideia que demonstra, pelo exemplo inequ\u00edvoco, que a encarna\u00e7\u00e3o n\u00e3o serve apenas para expia\u00e7\u00e3o (acrescentando-se aqui que expia\u00e7\u00e3o<\/em> \u00e9 o ato consciente da escolha de provas visando o retorno ao bem, para os Esp\u00edritos que, em minoria, escolheram o apego ao erro e, assim, desenvolveram imperfei\u00e7\u00f5es). Removeu-se uma ideia doutrin\u00e1ria, ainda que a recomenda\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito<\/a>, que se comunicou a Kardec sobre o assunto da nova edi\u00e7\u00e3o, tenha sido de n\u00e3o remover absolutamente nada que fosse relacionado \u00e0s ideias doutrin\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n

      Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

      De duas, uma: ou Kardec fez essa altera\u00e7\u00e3o, ou ele n\u00e3o fez essa altera\u00e7\u00e3o. Se ele mesmo fez essa altera\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o contradisse todo seu entendimento anterior e, al\u00e9m disso, demonstra um estado de sa\u00fade mental alterado, j\u00e1 que contradisse essa ideia n’A G\u00eanese, inclusive em sua quinta edi\u00e7\u00e3o, como demonstramos acima.<\/p>\n\n\n\n

      Ora, sabendo que Kardec deixa muito claro seu entendimento de que a encarna\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser resultado exclusivo da expia\u00e7\u00e3o e conhecendo seu estado de sa\u00fade mental sadio, at\u00e9 o dia de sua morte, podemos chegar a apenas uma conclus\u00e3o: essa obra foi adulterada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

      A altera\u00e7\u00e3o \u00e9 muito clara: “Todas as mis\u00e9rias, todas as vicissitudes que suportamos na vida corporal s\u00e3o decorrentes de nossas imperfei\u00e7\u00f5es, expia\u00e7\u00f5es de faltas cometidas”. Isso \u00e9 claramente a ideia de Roustaing, e a ess\u00eancia desse cap\u00edtulo foi perdida com a altera\u00e7\u00e3o, para implantar os mesmos dogmas que esse senhor aceitava e defendia:<\/p>\n\n\n\n

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      \u201cN\u00e3o; a encarna\u00e7\u00e3o humana n\u00e3o \u00e9 uma necessidade, \u00e9 um castigo, j\u00e1 o dissemos. E o castigo n\u00e3o pode preceder a culpa\u201d. <\/p>\nROUSTAING, Jean B. Quatro Evangelhos, Tomo I, item 59<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

      Muitos dir\u00e3o, ainda, que o item 16 do cap. VII de O C\u00e9u e o Inferno (a vers\u00e3o adulterada) encerra o mesmo princ\u00edpio removido do item 8, original:<\/p>\n\n\n\n

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      16.\u00ba \u2014 O arrependimento \u00e9 o primeiro passo para o aperfei\u00e7oamento; mas sozinho n\u00e3o basta; s\u00e3o precisas ainda a expia\u00e7\u00e3o e a repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

      Arrependimento, expia\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o s\u00e3o as tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para apagar os tra\u00e7os de uma falta e suas consequ\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n

      O arrependimento suaviza as dores da expia\u00e7\u00e3o, dando esperan\u00e7a e preparando as vias da reabilita\u00e7\u00e3o; mas somente a repara\u00e7\u00e3o pode anular o efeito, destruindo a causa; o perd\u00e3o seria uma gra\u00e7a e n\u00e3o uma anula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n

      Contudo, perguntamos: em que se torna a arrependimento, a expia\u00e7\u00e3o e a repara\u00e7\u00e3o, quando submetidas \u00e0s ideias inseridas pelas adultera\u00e7\u00f5es, sen\u00e3o no cumprimento de uma senten\u00e7a ou de um castigo? Em que se torna o erro, parte do aprendizado, sen\u00e3o em uma condena\u00e7\u00e3o? E, vendo sob esse \u00e2ngulo, perguntamos: o indiv\u00edduo que \u00e9 levado a pensar dessa maneira, como age ante \u00e0 vida? Age austeramente, buscando superar o erro, ou, crendo-se condenado, se submete \u00e0 ina\u00e7\u00e3o ou, pior, descamba por mais erros ainda? E ante ao pr\u00f3ximo, que sofre as vicissitudes da vida? V\u00ea nele um irm\u00e3o que requer o nosso apoio, um ser capaz de superar suas dificuldades pelo aprendizado, ou v\u00ea nele mais um condenado, sobre o qual nada se pode fazer, j\u00e1 que cumpre sua senten\u00e7a? Finalmente: tudo isso leva ao estado de coopera\u00e7\u00e3o, em busca do progresso, ou leva ao materialismo e ao ego\u00edsmo?<\/p>\n\n\n\n

      S\u00e3o perguntas que cada um se deve fazer, de posse do conhecimento que, para mim, demorou tr\u00eas anos para ser clarificado e estabelecido. Quem sabe, com tudo isso, eu possa ajudar a diminuir esse tempo para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

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