{"id":8027,"date":"2023-11-02T14:47:45","date_gmt":"2023-11-02T17:47:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/?p=8027"},"modified":"2024-04-16T12:49:26","modified_gmt":"2024-04-16T15:49:26","slug":"prophecy-of-the-spirit-of-truth","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/en\/articles-2\/in-depth-study-of-spiritualism-2\/prophecy-of-the-spirit-of-truth\/","title":{"rendered":"Prophecy of the Spirit of Truth"},"content":{"rendered":"
<\/a>
<\/a><\/div>\nA Profecia do Esp\u00edrito da Verdade aconteceu. <\/p>\n\n\n\n
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Quando a elabora\u00e7\u00e3o da doutrina esp\u00edrita pelo di\u00e1logo com os esp\u00edritos ainda estava por come\u00e7ar, Allan Kardec em 1856 conversou com o Esp\u00edrito da Verdade, que lhe apresentou a seguinte Profecia para o Espiritismo:<\/p>\n\n\n\n
N\u00e3o suponhas que te baste publicar um livro, dois livros, dez livros, para em seguida ficares tranquilamente em casa. De 1858 ate 1869, per\u00edodo em que Kardec publicou seu livros e a Revista Esp\u00edrita difundindo o Espiritismo, ocorreram ofensas, cal\u00fanias e difama\u00e7\u00f5es. Ele defendeu suas ideias e dos Espiritos com unhas e dentes. Depois de sua morte em 1869, houve uma s\u00e9rie de adultera\u00e7\u00f5es em suas obras<\/a>, . Al\u00e9m disso, in\u00fameras falsas ideias foram espalhadas sobre a doutrina. Leia o artigo Nossa Posi\u00e7\u00e3o<\/a> onde explanamos nossa conclus\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n Infelizmente, as grandes revela\u00e7\u00f5es sempre enfrentam essas caracteristicas como consequ\u00eancias: \u00f3dio, trai\u00e7\u00e3o, desprezo e falsas ideias. Se o Espiritismo tem uma grande import\u00e2ncia, \u00e9 natural que ocorra com ele. <\/p>\n\n\n\n As outras revela\u00e7\u00f5es, como a de Mois\u00e9s e de Cristo tiveram as mesmas resist\u00eancias que o Esp\u00edrito da Verdade mencionou.<\/p>\n\n\n\n Superando a falsa ideia dos eg\u00edpcios, Mois\u00e9s levou ao povo que o seguiu a ideia do Deus \u00fanico, e do destino solid\u00e1rio da humanidade. Mois\u00e9s n\u00e3o falou s\u00f3 para o povo hebreu: ele chamou as pessoas de todas as classes do Egito. E \u00e9 isso que fez com que os sacerdotes eg\u00edpcios se incomodassem: era o perigo eminente de uma revolu\u00e7\u00e3o social. O \u00f3dio e as trai\u00e7\u00f5es come\u00e7aram.<\/p>\n\n\n\n E os judeus, que estavam entre os que adotaram seu pensamento, desviaram da proposta da harmonia universal. Eles elaboraram as cren\u00e7as e pr\u00e1ticas exclusivistas, separando puros e impuros, os que seriam de Deus e os dominados pelo diabo. eram as falsas ideias que estavam bem longe do proposto por Mois\u00e9s. A ideia de Deus, diabo, c\u00e9u e inferno, puros e impuros, n\u00e3o faz parte desta revela\u00e7\u00e3o.. E foi isso que Jesus veio fazer ao colocar as coisas em seu caminho.<\/p>\n\n\n\n Jesus veio entre os judeus para trazer a mentalidade verdadeira e denunciar a falsa ideia<\/strong>. Sua boa nova representou a chegada da lei divina plena para a humanidade. Jesus previu que suas ideias seriam deturpadas. Se Jesus previu isso com seu pr\u00f3prio ensinamento, por que n\u00e3o ocorreria com a Revela\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita? <\/p>\n\n\n\n 26.\u200bEntretanto, Cristo acrescenta: \u201cMuitas das coisas que vos digo ainda n\u00e3o podeis compreender, e muitas outras teria de dizer, mas n\u00e3o compreenderias; por isso vos falo por par\u00e1bolas; todavia, mais tarde eu vos enviarei o Consolador, o Esp\u00edrito Verdade que restabelecer\u00e1 todas as coisas e a todas explicar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n Allan Kardec. A G\u00caNESE – Os milagres e as Predi\u00e7\u00f5es Segundo o Espiritismo <\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n Se Jesus anunciou que seria preciso restituir os ensinamentos perdidos, claramente deduzimos que algo ficou abandonado, tanto nos ensinamentos de Mois\u00e9s, nos de Jesus e do Espiritismo. <\/p>\n\n\n\n E Kardec empreendeu uma luta que realmente acabou tirando dele a sa\u00fade, como foi a profecia do Esp\u00edrito da Verdade. Pelos estudos sabemos que as melhores instru\u00e7\u00f5es da Doutrina Esp\u00edrita foram desprezadas em muitos casos, e pior, falseadas em outras. Precisamos recuperar esses ensinamentos perdidos!1<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n Abaixo, a comunica\u00e7\u00e3o completa do Esp\u00edrito da Verdade de 1856: <\/p>\n\n\n\n 12 de junho de 1856 (Em casa do Sr. C\u2026; m\u00e9dium: Srta. Aline C\u2026) R. \u2014 A nossa assist\u00eancia n\u00e3o te faltar\u00e1, mas ser\u00e1 in\u00fatil se, de teu lado, n\u00e3o fizeres o que for necess\u00e1rio. Tens o teu livre-arb\u00edtrio, do qual podes usar como o entenderes. Nenhum homem \u00e9 constrangido a fazer coisa alguma. Em Obras P\u00f3stumas, segue uma nota interessante feita por Allan Kardec mais de 10 anos depois: <\/p>\n\n\n\n NOTA \u2014 Escrevo esta nota a 1\u00ba de janeiro de 1867, dez anos e meio depois que me foi dada a comunica\u00e7\u00e3o acima e atesto que ela se realizou em todos os pontos, pois experimentei todas as vicissitudes que me foram preditas. Andei em luta com o \u00f3dio de inimigos encarni\u00e7ados, com a inj\u00faria, a cal\u00fania, a inveja e o ci\u00fame; libelos infames se publicaram contra mim; as minhas melhores instru\u00e7\u00f5es foram falseadas; tra\u00edram-me aqueles em quem eu mais confian\u00e7a depositava, pagaram-me com a ingratid\u00e3o aqueles a quem prestei servi\u00e7os. A Sociedade de Paris se constituiu foco de cont\u00ednuas intrigas urdidas contra mim por aqueles mesmos que se declaravam a meu favor e que, de boa fisionomia na minha presen\u00e7a, pelas costas me golpeavam. Disseram que os que se me conservavam fi\u00e9is estavam \u00e0 minha soldada e que eu lhes pagava com o dinheiro que ganhava do Espiritismo. Nunca mais me foi dado saber o que \u00e9 o repouso; mais de uma vez sucumbi ao excesso de trabalho, tive abalada a sa\u00fade e comprometida a exist\u00eancia. Continua no artigo O Espiritismo: A Ideia de Jesus<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n
Tens que expor a tua pessoa. Suscitar\u00e1s contra ti \u00f3dios terr\u00edveis; inimigos encarni\u00e7ados se conjurar\u00e3o para tua perda; ver-te-\u00e1s a bra\u00e7os com a malevol\u00eancia, com a cal\u00fania, com a trai\u00e7\u00e3o mesma dos que te parecer\u00e3o os mais dedicados; as tuas melhores instru\u00e7\u00f5es ser\u00e3o desprezadas e falseadas; por mais de uma vez sucumbir\u00e1s sob o peso da fadiga; numa palavra: ter\u00e1s de sustentar uma luta quase cont\u00ednua, com sacrif\u00edcio de teu repouso, da tua tranquilidade, da tua sa\u00fade e at\u00e9 da tua vida, pois, sem isso, viverias muito mais tempo.<\/em> (Obras p\u00f3stumas, pag. 344)<\/p>\n\n\n\n
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MINHA MISS\u00c3O<\/strong>
Pergunta (\u00e0 Verdade) \u2014 Bom Esp\u00edrito, eu desejara saber o que pensas da miss\u00e3o que alguns Esp\u00edritos me assinaram.
Dize-me, pe\u00e7o-te, se \u00e9 uma prova para o meu amor-pr\u00f3prio. Tenho, como sabes, o maior desejo de contribuir para a propaga\u00e7\u00e3o da verdade, mas, do papel de simples trabalhador ao de mission\u00e1rio em chefe, a dist\u00e2ncia \u00e9 grande e n\u00e3o percebo o que possa justificar em mim gra\u00e7a tal, de prefer\u00eancia a tantos outros que possuem talento e qualidades de que n\u00e3o disponho.
Resposta \u2014 Confirmo o que te foi dito, mas recomendo-te muita discri\u00e7\u00e3o, se quiseres sair-te bem. Tomar\u00e1s mais tarde conhecimento de coisas que te explicar\u00e3o o que ora te surpreende. N\u00e3o esque\u00e7as que podes triunfar, como podes falir. Neste \u00faltimo caso, outro te substituiria, porquanto os des\u00edgnios de Deus n\u00e3o assentam na cabe\u00e7a de um homem. Nunca, pois, fales da tua miss\u00e3o; seria a maneira de a fazeres malograr-se. Ela somente pode justificar-se pela obra realizada e tu ainda nada fizeste. Se a cumprires, os homens saber\u00e3o reconhec\u00ea-lo, cedo ou tarde, visto que pelos frutos \u00e9 que se verifica a qualidade da \u00e1rvore.
P. \u2014 Nenhum desejo tenho certamente de me vangloriar de uma miss\u00e3o na qual dificilmente creio. Se estou destinado a servir de instrumento aos des\u00edgnios da Provid\u00eancia, que ela disponha de mim. Nesse caso, reclamo a tua assist\u00eancia e a dos bons Esp\u00edritos, no sentido de me ajudarem e ampararem na minha tarefa.<\/p>\n\n\n\n
P. \u2014 Que causas poderiam determinar o meu malogro? Seria a insufici\u00eancia das minhas capacidades?
R. \u2014 N\u00e3o; mas, a miss\u00e3o dos reformadores \u00e9 prenhe de escolhos e perigos. Previno-te de que \u00e9 rude a tua, porquanto se trata de abalar e transformar o mundo inteiro. N\u00e3o suponhas que te baste publicar um livro, dois livros, dez livros, para em seguida ficares tranquilamente em casa. Tens que expor a tua pessoa. Suscitar\u00e1s contra ti \u00f3dios terr\u00edveis; inimigos encarni\u00e7ados se conjurar\u00e3o para tua perda; ver-te-\u00e1s a bra\u00e7os com a malevol\u00eancia, com a cal\u00fania, com a trai\u00e7\u00e3o mesma dos que te parecer\u00e3o os mais dedicados; as tuas melhores instru\u00e7\u00f5es ser\u00e3o desprezadas e falseadas; por mais de uma vez sucumbir\u00e1s sob o peso da fadiga; numa palavra: ter\u00e1s de sustentar uma luta quase cont\u00ednua, com sacrif\u00edcio de teu repouso, da tua tranquilidade, da tua sa\u00fade e at\u00e9 da tua vida, pois, sem isso, viverias muito mais tempo. Ora bem! n\u00e3o poucos recuam quando, em vez de uma estrada florida, s\u00f3 veem sob os passos urzes, pedras agudas e serpentes. Para tais miss\u00f5es, n\u00e3o basta a intelig\u00eancia. Faz-se mister, primeiramente, para agradar a Deus, humildade, mod\u00e9stia e desinteresse, visto que Ele abate os orgulhosos, os presun\u00e7osos e os ambiciosos. Para lutar contra os homens, s\u00e3o indispens\u00e1veis coragem, perseveran\u00e7a e inabal\u00e1vel firmeza. Tamb\u00e9m s\u00e3o de necessidade prud\u00eancia e tato, a fim de conduzir as coisas de modo conveniente e n\u00e3o lhes comprometer o \u00eaxito com palavras ou medidas intempestivas. Exigem-se, por fim, devotamento, abnega\u00e7\u00e3o e disposi\u00e7\u00e3o a todos os sacrif\u00edcios. V\u00eas, assim, que a tua miss\u00e3o est\u00e1 subordinada a condi\u00e7\u00f5es que dependem de ti.
Esp\u00edrito da Verdade<\/em><\/p>\n\n\n\n
Eu \u2014 Esp\u00edrito da Verdade, agrade\u00e7o os teus s\u00e1bios conselhos. Aceito tudo, sem restri\u00e7\u00e3o e sem ideia preconcebida.<\/p>\nObras P\u00f3stumas, pag. 343-5<\/em><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n\n
Gra\u00e7as, por\u00e9m, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia dos bons Esp\u00edritos que incessantemente me deram manifestas provas de solicitude,
tenho a ventura de reconhecer que nunca senti o menor desfalecimento ou des\u00e2nimo e que prossegui, sempre com o mesmo ardor, no desempenho da minha tarefa, sem me preocupar com a maldade de que era objeto. Segundo a comunica\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito de Verdade, eu tinha de contar com tudo isso e tudo se verificou. Mas, tamb\u00e9m, a par dessas vicissitudes, que de satisfa\u00e7\u00f5es experimentei, vendo a obra crescer de maneira t\u00e3o prodigiosa!
Com que compensa\u00e7\u00f5es deliciosas foram pagas as minhas tribula\u00e7\u00f5es! Que de b\u00ean\u00e7\u00e3os e de provas de real simpatia recebi da parte de muitos aflitos a quem a Doutrina consolou! Este resultado n\u00e3o mo anunciou o Esp\u00edrito de Verdade que, sem d\u00favida intencionalmente, apenas me mostrara as dificuldades do caminho. Qual n\u00e3o seria, pois, a minha ingratid\u00e3o, se me queixasse! Se dissesse que h\u00e1 uma compensa\u00e7\u00e3o entre o bem e o mal, n\u00e3o estaria com a verdade, porquanto o bem, refiro-me \u00e0s satisfa\u00e7\u00f5es morais, sobrelevaram de muito o mal. Quando me sobrevinha uma decep\u00e7\u00e3o, uma contrariedade qualquer, eu me elevava pelo pensamento acima da Humanidade e me colocava antecipadamente na regi\u00e3o dos Esp\u00edritos e desse ponto culminante, donde divisava o da minha chegada, as mis\u00e9rias da vida deslizavam por sobre mim sem me atingirem. T\u00e3o habitual se me tornara esse modo de proceder, que os gritos dos maus jamais me perturbaram.<\/p>\nObras p\u00f3stumas, pag 345-6<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n