{"id":8009,"date":"2023-10-30T16:21:33","date_gmt":"2023-10-30T19:21:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/?p=8009"},"modified":"2023-11-27T11:34:40","modified_gmt":"2023-11-27T14:34:40","slug":"the-problems-of-belief-in-nothingness-nihilism-and-eternal-punishment","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/en\/articles-2\/miscellaneous-2\/the-problems-of-belief-in-nothingness-nihilism-and-eternal-punishment\/","title":{"rendered":"The problems of belief in nothingness (nihilism) and punishment"},"content":{"rendered":"
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A cren\u00e7a no castigo, mesmo dentro do Espiritismo (ou do Movimento Esp\u00edrita) e a cren\u00e7a no nada levam o homem a duas situa\u00e7\u00f5es muito complicadas. Vejamos:<\/p>\n\n\n\n

Quando se cr\u00ea no nada, o homem se concentra sobre o desfrute do presente, a qualquer custo. Isso \u00e9 o que Kardec nos demonstra em O C\u00e9u e o Inferno (editora FEAL):<\/p>\n\n\n\n

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“H\u00e1 algo mais desesperador do que a ideia da destrui\u00e7\u00e3o absoluta? As afei\u00e7\u00f5es sagradas, a intelig\u00eancia, o progresso, o conhecimento laboriosamente adquirido, tudo seria desfeito, tudo estaria perdido! Qual a necessidade do esfor\u00e7o para nos tornarmos melhores, para reprimirmos as paix\u00f5es, para enriquecermos nosso esp\u00edrito, se da\u00ed n\u00e3o devemos colher fruto algum, sobretudo ante a ideia de que amanh\u00e3, talvez, isso n\u00e3o nos servir\u00e1 mais para nada? Se assim fosse, a sorte do homem seria cem vezes pior do que a do selvagem, que vive inteiramente no presente, na satisfa\u00e7\u00e3o de seus apetites materiais, sem aspira\u00e7\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o ao futuro. Uma secreta intui\u00e7\u00e3o nos diz que isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n

Pela cren\u00e7a no nada, o homem inevitavelmente concentra seu pensamento na vida presente. N\u00e3o haveria, com efeito, por que se preocupar com um futuro do qual nada se espera. Essa preocupa\u00e7\u00e3o exclusiva com o presente o leva naturalmente a pensar em si antes de tudo; \u00e9, portanto, o mais poderoso est\u00edmulo ao ego\u00edsmo. O incr\u00e9dulo \u00e9 coerente quando chega \u00e0 conclus\u00e3o: \u201cDesfrutemos enquanto aqui estamos, desfrutemos o m\u00e1ximo poss\u00edvel, pois, depois de n\u00f3s, tudo estar\u00e1 acabado; gozemos depressa, porque n\u00e3o sabemos quanto tempo durar\u00e1\u201d, assim como a esta outra, bem mais grave ali\u00e1s para a sociedade: \u201cDesfrutemos, n\u00e3o importa \u00e0 custa de quem; cada um por si; a felicidade, c\u00e1 embaixo, \u00e9 do mais astuto\u201d. Se o escr\u00fapulo religioso restringe a a\u00e7\u00e3o de alguns, que freio ter\u00e3o aqueles que em nada creem? Para estes, a lei humana somente alcan\u00e7a os tolos, e por isso dedicam seu talento a maneiras de dela se esquivarem. Se h\u00e1 uma doutrina nociva e antissocial, \u00e9 certamente a do neantismo1<\/a><\/sup>, porque rompe os verdadeiros la\u00e7os de solidariedade e de fraternidade, alicerce das rela\u00e7\u00f5es sociais.”<\/p>\nKARDEC, Allan. O C\u00e9u e o Inferno, Editora FEAL<\/a>.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

Algo diametralmente oposto ao pensamento niilista, glorificado em Nietzsche:<\/p>\n\n\n\n

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A descoberta da moral crist\u00e3 \u00e9 um acontecimento que n\u00e3o tem igual, uma verdadeira cat\u00e1strofe. O pretexto sagrado de tornar melhor a humanidade surge como a ast\u00facia para esgotar a pr\u00f3pria vida, para a tornar an\u00eamica. O conceito de al\u00e9m foi inventado para desvalorizar o \u00fanico mundo que existe – para destituir a nossa realidade terrena de todo o fim, de toda a raz\u00e3o, de todo o prop\u00f3sito! O conceito de alma, de esp\u00edrito, finalmente ainda de alma imortal, inventou-se para desprezar o corpo. Por fim – e \u00e9 o mais terr\u00edvel – no conceito de homem bom, toma-se o partido de tudo o que \u00e9 fraco, doente, falhado, do que em si mesmo \u00e9 passivo, de tudo o que deve perecer – a lei da sele\u00e7\u00e3o natural \u00e9 contrariada, e faz-se um ideal a partir da oposi\u00e7\u00e3o ao homem altivo e bem-sucedido, ao homem que diz sim, ao homem que garante e est\u00e1 certo do futuro – este torna-se agora o mau\u2026 E em tudo isto se acreditou como moral. <\/p>\nNIETZSCHE, 2008, p. 99-100<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n

Por outro lado, quando o homem acredita na ideia da queda pelo pecado ou na vida humana como uma forma de “pagar d\u00edvidas”; em outras palavras: quando ele acredita na ideia do castigo divino, ele se torna inapto a lidar pr\u00f3-ativamente com seus problemas. Uma mulher que, por exemplo, viva com um mau companheiro, que a agrida, f\u00edsica ou moralmente, pode crer (e muitos lhe afirmam isso) que est\u00e1 vivendo um “resgate” de vidas passadas. Deve, portanto, se submeter \u00e0s condi\u00e7\u00f5es desumanas, para, segundo dizem, “quitar seus d\u00e9bitos”.<\/p>\n\n\n\n

Essa maneira de pensar \u00e9 frequentemente ensinada desde os primeiros passos da crian\u00e7a, quando esta \u00e9 submetida ao castigo, ao inv\u00e9s de ser instigada ao desenvolvimento pela sua pr\u00f3pria autonomia racional. J\u00e1 tratamos disso no artigo “O castigo irrita e imp\u00f5e. N\u00e3o educa pela raz\u00e3o.<\/a>“<\/p>\n\n\n\n


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O fanatismo da credulidade cria incr\u00e9dulos, porque nada responde. Tira o indiv\u00edduo do controle sobre sua responsabilidade: se comete o mal, \u00e9 culpa do diabo; se faz o bem, \u00e9 gra\u00e7a divina.<\/p>\n\n\n\n

O fanatismo da incredulidade, por outro lado, vai na mesma dire\u00e7\u00e3o e produz a mesma coisa que o primeiro: o indiv\u00edduo, se faz o mal ou se faz o bem, \u00e9 por conta do seu DNA.<\/p>\n\n\n\n

Ambos transformam o ser em um aut\u00f4mato a quem resta, apenas, os prazeres mundanos, ante \u00e0 perspectiva do nada ou da condena\u00e7\u00e3o eterna. A via intermedi\u00e1ria, em sua excel\u00eancia racional, \u00e9 o Espiritualismo Racional e o Espiritismo (em sua origem). Veja esse estudo: https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=OCD2_iAQySw<\/a>.<\/p>\n\n\n\n


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Recomendamos a todos o estudo seguinte:<\/p>\n\n\n\n

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