{"id":6900,"date":"2023-04-17T08:25:53","date_gmt":"2023-04-17T11:25:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/?p=6900"},"modified":"2023-10-10T11:52:49","modified_gmt":"2023-10-10T14:52:49","slug":"is-there-any-other-way-to-verify-the-existence-of-the-soul-without-experiments","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/en\/artigos\/assuntos-diversos\/existe-alguma-outra-forma-de-verificar-a-existencia-da-alma-sem-experimentos\/","title":{"rendered":"Is there any other way to verify the existence of the soul without experiments?"},"content":{"rendered":"
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A quest\u00e3o foi proposta em uma discuss\u00e3o, no Facebook, a respeito da resist\u00eancia da ci\u00eancia em investigar a alma, imputando o assunto ao misticismo e ao sobrenatural. Destaco, abaixo, minhas considera\u00e7\u00f5es sobre a possibilidade de verificar a exist\u00eancia da alma:<\/p>\n\n\n\n

“Diga-me: o \u00e1tomo \u00e9 observ\u00e1vel? Dir\u00e1 que sim, e isso \u00e9 fato: por meio de um instrumento, \u00e9 poss\u00edvel observar o \u00e1tomo, cuja investiga\u00e7\u00e3o do comportamento leva os cientistas a teorizar em v\u00e1rias hip\u00f3teses.<\/p>\n\n\n\n

Sem o microsc\u00f3pio, no passado, o homem, <\/a>certamente, diria que isso \u00e9 loucura ou sobrenatural. A quest\u00e3o \u00e9 sempre atribuir ao sobrenatural aquilo que n\u00e3o compreendemos: esse \u00e9 o ponto.<\/p>\n\n\n\n

Ser\u00e1 que somos assim, t\u00e3o conhecedores de tudo, a ponto de podermos descartar o corpo como instrumento da alma?<\/p>\n\n\n\n

Infelizmente, por uma virada materialista nos paradigmas filos\u00f3ficos, ap\u00f3s o final do s\u00e9culo XIX, muitas verdades foram colocadas no esquecimento. Hoje, quando se fala em Psicologia, n\u00e3o se cita Victor Cousin ou Paul Janet; quando o assunto \u00e9 f\u00edsica qu\u00e2ntica, ningu\u00e9m fala de Mesmer, que, taxado de louco, no passado, vislumbrou teorias em acordo com a f\u00edsica moderna.<\/p>\n\n\n\n

O erro, sempre, \u00e9 associar Ci\u00eancia apenas com o que \u00e9 observ\u00e1vel, esquecendo-se de que a investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica avan\u00e7a, tamb\u00e9m, pela elabora\u00e7\u00e3o de teorias sobre hip\u00f3teses galgadas em observa\u00e7\u00f5es racionais. Quer ver?<\/p>\n\n\n\n

“A mat\u00e9ria negra \u00e9 uma forma de mat\u00e9ria hipot\u00e9tica que os cientistas acreditam existir no universo devido a observa\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas. Ela \u00e9 chamada de “negra” porque n\u00e3o emite, absorve ou reflete luz ou outras formas de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, tornando-se invis\u00edvel para nossos telesc\u00f3pios.<\/p>\n\n\n\n

Acredita-se que a mat\u00e9ria negra comp\u00f5e cerca de 85% da mat\u00e9ria do universo, mas ainda n\u00e3o foi detectada diretamente. Os cientistas inferem a sua exist\u00eancia a partir de efeitos gravitacionais que ela causa em objetos observados, como gal\u00e1xias e aglomerados de gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n

Apesar de muitos estudos e experimentos terem sido realizados para tentar identificar a mat\u00e9ria negra, sua natureza ainda \u00e9 desconhecida. V\u00e1rias hip\u00f3teses foram propostas, incluindo part\u00edculas ex\u00f3ticas ainda n\u00e3o detectadas, buracos negros primordiais, e teorias alternativas da gravita\u00e7\u00e3o. A pesquisa sobre a mat\u00e9ria negra continua sendo uma das \u00e1reas mais importantes e intrigantes da f\u00edsica e da astronomia modernas.”<\/p>\n\n\n\n

Dir\u00edamos que os cientistas s\u00e3o loucos, ao perseguirem algo que n\u00e3o pode ser observ\u00e1vel por nossos instrumentos (e que talvez nunca seja), simplesmente porque observaram certos efeitos? Partindo-se do censo comum, poder\u00edamos dizer que a mat\u00e9ria negra seria algo sobrenatural?<\/p>\n\n\n\n

E isso para n\u00e3o adentrar no escopo das teorias de universos paralelos, que s\u00e3o uma consequ\u00eancia l\u00f3gica de algumas teorias da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n

Veja: a ci\u00eancia busca respostas em algo n\u00e3o observ\u00e1vel, baseada meramente em efeitos. Busca a causa de um efeito. E ser\u00e1 mesmo que os efeitos, no escopo humano, s\u00e3o inobserv\u00e1veis – ou ser\u00e1 que a tend\u00eancia a tratar qualquer forma de espiritualismo como misticismo ou sobrenatural \u00e9 apenas um preconceito em um campo onde preconceito n\u00e3o deveria entrar?<\/p>\n\n\n\n

Diz Paulo Henrique de Figueiredo, em \u201dMesmer: a ci\u00eancia negada do magnetismo animal\u201d:<\/p>\n\n\n\n

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Os magnetizadores comprovaram muito cedo as rela\u00e7\u00f5es dos son\u00e2mbulos com seres invis\u00edveis. Deleuze, disc\u00edpulo de Mesmer, em sua correspond\u00eancia mantida com o doutor G. P. Billot por mais de quatro anos, de mar\u00e7o de 1829 at\u00e9 agosto de 1833, inicialmente foi relutante, mas por fim afirmou: \u201cO magnetismo demonstra a espiritualidade da alma e a sua imortalidade; ele prova a possibilidade da comunica\u00e7\u00e3o das intelig\u00eancias separadas da mat\u00e9ria com as que lhes est\u00e3o ainda ligadas.\u201d (BILLOT, 1839)\u201d<\/p>\n\n\n\n

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Por sua vez, Deleuze afirmou: \u201cN\u00e3o vejo raz\u00e3o para negar a possibilidade da apari\u00e7\u00e3o de pessoas que, tendo deixado esta vida, ocupam-se daqueles que aqui amaram e a eles se venham manifestar, para lhes transmitir salutares conselhos. Acabo de ter disto um exemplo.\u201d (Ibidem)<\/p>\n\n\n\n

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\u201cAnos depois, o magnetizador Louis Alphonse Cahagnet (1809-1885), com coragem e determina\u00e7\u00e3o, conversou com os esp\u00edritos por meio de seus son\u00e2mbulos em \u00eaxtase, principalmente Ad\u00e8le Maginot, registrando em sua obra mais de cento e cinquenta cartas assinadas por testemunhas que reconheceram a identidade dos esp\u00edritos comunicantes. Cahagnet antecipou em mais de dez anos esse instrumento de pesquisa da ci\u00eancia esp\u00edrita.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n

Vemos, portanto, que a alma \u00e9 t\u00e3o observ\u00e1vel quanto a mat\u00e9ria negra: pelos seus efeitos inteligentes. A diferen\u00e7a \u00e9 que o Esp\u00edrito (sin\u00f4nimo de alma) age por sua pr\u00f3pria vontade.<\/p>\n

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