{"id":6258,"date":"2022-05-19T11:37:02","date_gmt":"2022-05-19T14:37:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/?p=6258"},"modified":"2024-03-21T13:00:14","modified_gmt":"2024-03-21T16:00:14","slug":"punishment-and-reward-you-need-to-study-paul-janet-to-understand-allan-kardec","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/en\/artigos\/estudo-aprofundado-do-espiritismo\/paul-janet-allan-kardec\/","title":{"rendered":"Punishment and reward: you need to study Paul Janet to understand Allan Kardec"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6258?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/pdf.png\" alt=\"image_pdf\" title=\"View PDF\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 32px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 32\/32;\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6258?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Print Content\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 32px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 32\/32;\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:26% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"767\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Paul_Janet-767x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6264 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Paul_Janet-767x1024.jpg 767w, https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Paul_Janet-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Paul_Janet-768x1025.jpg 768w, https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Paul_Janet-9x12.jpg 9w, https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Paul_Janet-150x200.jpg 150w, https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Paul_Janet-300x400.jpg 300w, https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Paul_Janet-696x929.jpg 696w, https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Paul_Janet-1068x1425.jpg 1068w, https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Paul_Janet.jpg 899w\" sizes=\"(max-width: 767px) 100vw, 767px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-large-font-size\">Paul-Alexandre-Ren\u00e9 Janet<\/p>\n\n\n\n<p>Nasceu em 30 de abril de 1823, em Paris, e morreu em 4 de outubro de de 1899, na mesma cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudante da \u00c9cole normale sup\u00e9rieure em 1841, agr\u00e9g\u00e9 em filosofia em 1844 (primeiro) e doutor em letras em 1848, tornou-se professor de filosofia moral em Bourges (1845-1848), em Estrasburgo (1848-1857), depois em l\u00f3gica em o Lyc\u00e9e Louis-le-Grand em Paris ( 1857 &#8211; 1864 ). A partir de 1862, foi professor adjunto de filosofia na Sorbonne, depois em 1864, ocupou a c\u00e1tedra de hist\u00f3ria da filosofia nesta universidade at\u00e9 1898. Foi eleito membro da Academia de ci\u00eancias morais e pol\u00edticas em 1864 e tamb\u00e9m foi membro do Conselho Superior da Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica em 1880.<\/p>\n\n\n\n<p>A sua obra centra-se principalmente na filosofia, na pol\u00edtica e na \u00e9tica , em conson\u00e2ncia com o ecletismo de Victor Cousin e, atrav\u00e9s dele, de Hegel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><a href=\"https:\/\/pt.frwiki.wiki\/wiki\/Paul_Janet_%28philosophe%29\"><em>https:\/\/pt.frwiki.wiki\/wiki\/Paul_Janet_%28philosophe%29<\/em><\/a><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Janet foi contempor\u00e2neo de Allan Kardec. Suas obras demonstram, com excel\u00eancia, o contexto filos\u00f3fico no qual o codificador estava inserido, fazendo uso de seus conceitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos, ao lerem Kardec, sup\u00f5em que ele, devido \u00e0s palavras que utilizou em suas obras, estava apenas reproduzindo ideias e conceitos origin\u00e1rios da Igreja Cat\u00f3lica. Nada mais longe da verdade, como veremos a seguir, pois, Kardec estava, na verdade, usando os conceitos <em>largamente<\/em> difundidos e compreendidos no meio da sociedade culta francesa que, ali\u00e1s, era a classe que mais se interessava pelo estudo do Espiritismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo Henrique de Figueiredo explica:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Durante o s\u00e9culo dezenove, o que chamamos de ci\u00eancias humanas foram estabelecidas a partir de um pressuposto espiritualista para sua constitui\u00e7\u00e3o. Enquanto isso, nas ci\u00eancias naturais, como F\u00edsica e Qu\u00edmica, predominavam o materialismo. Essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 muito diferente do que estamos habituados atualmente, quando a universidade \u00e9 quase completamente orientada pelo pensamento materialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa corrente de pensamento era conhecida como&nbsp;<a href=\"https:\/\/espirito.org.br\/autonomia\/livro-investigacoes-de-psicologia\/\">Espiritualismo Racional<\/a>. Pois era completamente independente das religi\u00f5es formais e seus dogmas. A base fundamental era a psicologia, ci\u00eancia da alma, que tinha como diretriz: \u201cO ser humano \u00e9 uma alma encarnada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Como est\u00e1 extensamente explicado no livro&nbsp;<a href=\"https:\/\/mundomaior.com.br\/autonomia-a-historia-jamais-contada-do-espiritismo-html.html\"><em>Autonomia, a hist\u00f3ria jamais contada do Espiritismo<\/em><\/a>, Allan Kardec fez da psicologia a base conceitual para desenvolver a Doutrina Esp\u00edrita. Seu jornal de publica\u00e7\u00e3o mensal era a&nbsp;<em>Revista Esp\u00edrita, jornal de estudos psicol\u00f3gicos<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O Espiritualismo Racional foi ensinado, desde 1830, na Universidade de Paris, tamb\u00e9m na Escola Normal, onde os professores se formavam, e tamb\u00e9m nos Liceus, na educa\u00e7\u00e3o dos jovens. Para estes, haviam manuais, como o de Paul Janet. Esse manual foi traduzido para diversos idiomas e adotado em muitos pa\u00edses, inclusive no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse manual \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia para se compreender a base conceitual dos estudos de Kardec, principalmente quanto \u00e0 moral esp\u00edrita.<\/p>\n<cite>FIGUEIREDO, Paulo Henrique de. Tratado de Filosofia Paul Janet. Portal do Esp\u00edrito, 22 de julho de 2019. Dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/espirito.org.br\/autonomia\/livros-tratado-de-filosofia-paul-janet&gt;. Acesso em 19 de maior de 2022.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Utilizando, dissemos, os conceitos do Espiritualismo Racional, que era ensinado na Universidade de Paris e na Escola Normal Superior de Paris, Kardec desenvolve os mais diversos conceitos filos\u00f3ficos da Doutrina Esp\u00edrita, \u00e0 luz dos ensinamentos concordes dos Esp\u00edritos. Assim, vai dar um desenvolvimento profundo \u00e0s ideias da moral tratada por esses estudiosos, abordando os conceitos de <em>dor e prazer, bem e mal<\/em>, <em>dever<\/em>, <em>caridade desinteressada<\/em>, <em>liberdade, m\u00e9rito, puni\u00e7\u00e3o e recompensa.<\/em> Vamos, a t\u00edtulo de ilustra\u00e7\u00e3o, demonstrar a constru\u00e7\u00e3o desses \u00faltimos dois conceitos:<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-recompensa-e-a-punicao\">A recompensa e a puni\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Em sua obra <em>Pequenos Elementos de Moral<\/em>, dispon\u00edvel para download, em PDF, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3LvnaJi\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/bit.ly\/3LvnaJi\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">neste link<\/a>, Janet constr\u00f3i os diversos conceitos filos\u00f3ficos que v\u00e3o dar suporte \u00e0queles da <em>recompensa<\/em> e da <em>puni\u00e7\u00e3o<\/em>. Ele assim se expressa: &#8220;o prazer, considerado como a consequ\u00eancia devida \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do bem, chama-se recompensa, e a dor, considerada como a consequ\u00eancia leg\u00edtima do mal, chama-se puni\u00e7\u00e3o&#8221;. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-round\"><a class=\"wp-block-button__link has-vivid-red-background-color has-background wp-element-button\" href=\"https:\/\/bit.ly\/3LvnaJi\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Clique para baixar o livro de Paul Janet<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>O prazer, para ele, \u00e9 a busca de vivenciar aquilo que a vida permite, sendo que existiriam, assim, os prazeres bons e os prazeres ruins, variando, nesse intervalo, segundo certeza, pureza, intensidade, dura\u00e7\u00e3o, etc. Assim, o prazer fugitivo da embriaguez seria um mau prazer, enquanto que o prazer dur\u00e1vel da sa\u00fade seria um bom prazer:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>H\u00e1 prazeres muito vivos, mas passageiros e fugitivos, como os prazeres das paix\u00f5es<sup><a href=\"#footnote_1_6258\" id=\"identifier_1_6258\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Assim define o dicion&aacute;rio Oxford: &ldquo;no&nbsp;kantismo, inclina&ccedil;&atilde;o emocional violenta, capaz de dominar completamente a conduta humana e afast&aacute;-la da desej&aacute;vel capacidade de autonomia e escolha racional.&rdquo;. Esse &eacute; o sentido de paix&atilde;o, utilizado por Kardec e pelos fil&oacute;sofos de sua &eacute;poca\">1<\/a><\/sup>. H\u00e1 outros que s\u00e3o dur\u00e1veis e cont\u00ednuos, como os da sa\u00fade, da seguran\u00e7a, da comodidade, da considera\u00e7\u00e3o. Sacrificar-se-\u00e3o esses prazeres que duram toda a vida a prazeres que duram apenas uma hora?<\/p>\n<cite>JANET, 1870<sup><a href=\"#footnote_2_6258\" id=\"identifier_2_6258\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"JANET, Paul. Pequenos Elementos de Moral. Tradu&ccedil;&atilde;o por Maria Leonor Loureiro. Paris, 1870\">2<\/a><\/sup><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Portanto, moralmente, o ser humano deveria buscar, sempre, os <em>bons prazeres<\/em>, que n\u00e3o produzam arrependimentos, preterindo-os aos <em>maus prazeres<\/em>, que geram arrependimentos e complica\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A experi\u00eancia nos ensina que n\u00e3o se deve buscar os prazeres sem discernimento e sem distin\u00e7\u00e3o, que \u00e9 preciso usar a raz\u00e3o para compar\u00e1-los entre si, sacrificar o presente incerto e passageiro a um futuro dur\u00e1vel, preferir os prazeres simples e pac\u00edficos, n\u00e3o seguidos de arrependimentos, aos prazeres tumultuosos e perigosos das paix\u00f5es etc., numa palavra, sacrificar o agrad\u00e1vel ao \u00fatil.<\/p>\n<cite>Ibidem<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Fica claro, portanto, que o conceito de <em>recompensa<\/em>, utilizado nesse contexto, est\u00e1 ligado ao entendimento do regozijo de ter realizado uma a\u00e7\u00e3o ligada ao bem, ao passo que a <em>puni\u00e7\u00e3o<\/em> \u00e9 a dor gerada como <strong>consequ\u00eancia leg\u00edtima<\/strong> do mal. N\u00e3o existe nenhuma atribui\u00e7\u00e3o, portanto, a uma imposi\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica de uma suposta &#8220;lei do retorno&#8221; ou &#8220;lei de repara\u00e7\u00e3o&#8221;, por Deus ou pelo &#8220;Universo&#8221;, pela m\u00e1 a\u00e7\u00e3o, como muitos insistem em apregoar, nem existem pr\u00eamios dados pela boa a\u00e7\u00e3o. Tudo \u00e9 uma consequ\u00eancia <em>moral<\/em>, do pr\u00f3prio indiv\u00edduo para consigo mesmo, o que depende, necessariamente, do conhecimento da Lei:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Em moral, como em legisla\u00e7\u00e3o, a ningu\u00e9m aproveita o desconhecimento da lei. H\u00e1, portanto, em todo homem um certo conhecimento da lei, quer dizer, um discernimento natural do bem e do mal: esse discernimento \u00e9 o que se chama a consci\u00eancia ou \u00e0s vezes o senso moral.<\/p>\n<cite>Ibidem<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, para que o indiv\u00edduo aja moralmente, \u00e9 preciso que tenha o livre-arb\u00edtrio:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>N\u00e3o basta que o homem conhe\u00e7a e distinga o bem e o mal, e experimente por um e outro sentimentos diferentes. \u00c9 preciso ainda, para ser um agente moral, que o homem seja capaz de escolher entre um e outro<sup><a href=\"#footnote_3_6258\" id=\"identifier_3_6258\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Aqui os estudos do Espiritismo nos conduzem a outro entendimento: na verdade, o homem n&atilde;o escolhe entre bem e mal, porque, no fundo, se escolhe mal, &eacute; porque ainda n&atilde;o conhece a lei. O Esp&iacute;rito que realmente conhece e entende a Lei de Deus somente faz o bem, sempre.\">3<\/a><\/sup>; n\u00e3o se pode ordenar-lhe o que ele n\u00e3o poderia fazer, nem lhe proibir o que ele seria for\u00e7ado a fazer. Esse poder de escolher \u00e9 a liberdade, ou livre-arb\u00edtrio.<\/p>\n<cite>Ibidem<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 importante lembrar que o homem, como uma alma encarnada, \u00e9 um conceito b\u00e1sico do Espiritualismo Racional, como define Janet, na mesma obra:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Toda lei sup\u00f5e um legislador. A lei moral supor\u00e1, portanto, um legislador moral: \u00e9 assim que a moral nos eleva a Deus. Sendo toda san\u00e7\u00e3o humana ou terrestre demonstrada insuficiente pela observa\u00e7\u00e3o, a lei moral precisa de uma san\u00e7\u00e3o religiosa. \u00c9 assim que a moral nos conduz \u00e0 imortalidade da alma.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Disso tudo, nasce o entendimento do v\u00edcio e da virtude:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>As a\u00e7\u00f5es humanas, dissemos n\u00f3s, s\u00e3o ora boas, ora m\u00e1s. Essas duas qualifica\u00e7\u00f5es t\u00eam graus, por causa da import\u00e2ncia ou da dificuldade da a\u00e7\u00e3o. \u00c9 assim que uma a\u00e7\u00e3o \u00e9 conveniente, estim\u00e1vel, bela, admir\u00e1vel, sublime etc., por outro lado, a a\u00e7\u00e3o m\u00e1 ora \u00e9 uma simples falta, ora um crime. Ela \u00e9 conden\u00e1vel, baixa, odiosa, execr\u00e1vel etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Se, em um agente, se considerar o h\u00e1bito das boas a\u00e7\u00f5es, uma tend\u00eancia constante a se conformar \u00e0 lei do dever, esse h\u00e1bito ou tend\u00eancia constante chama-se virtude, e a tend\u00eancia contr\u00e1ria chama-se v\u00edcio.<\/p>\n<cite>Ibidem<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O mal, por\u00e9m, \u00e9 um julgamento de si mesmo (ningu\u00e9m pode fazer mal ao outro<sup><a href=\"#footnote_4_6258\" id=\"identifier_4_6258\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Pelo princ&iacute;pio racional da autonomia, desenvolvido at&eacute; aqui, o indiv&iacute;duo pode apenas praticar um mal f&iacute;sico contra outrem, mas nunca um mal moral. Um sujeito pode roubar os pertences de outra pessoa, o que a ela causar&aacute; algumas dificuldades, mas, em verdade, ele faz o mal a si mesmo, pois fere a lei moral, pelo que sofrer&aacute; a depender de seu estado de consci&ecirc;ncia. A v&iacute;tima, por sua vez, &agrave; parte do contratempo material, poder&aacute; ou n&atilde;o fazer o mal a si mesma, &agrave; medida que se apegue ou n&atilde;o ao acontecido e gere, para ela mesma, algum sofrimento. Isto tamb&eacute;m depender&aacute; de sua consci&ecirc;ncia da lei moral\">4<\/a><\/sup>), que depende da consci\u00eancia do que se faz:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>O julgamento que se faz <strong>de si mesmo<\/strong> difere segundo o princ\u00edpio da a\u00e7\u00e3o que se admite. Aquele que perdeu no jogo pode afligir-se consigo mesmo e com sua imprud\u00eancia<sup><a href=\"#footnote_5_6258\" id=\"identifier_5_6258\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Ou seja: ele pode perceber que fez um mal a si mesmo, perdendo dinheiro no jogo\">5<\/a><\/sup>; mas aquele que tem consci\u00eancia de ter enganado no jogo (ainda que tenha ganhado por esse meio) deve desprezar-se quando julga a si mesmo do ponto de vista da lei moral<sup><a href=\"#footnote_6_6258\" id=\"identifier_6_6258\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Porque, ao se conscientizar do que fez, percebe que prejudicou o outro, e isso lhe gera remorso\">6<\/a><\/sup>.<\/p>\n<cite>Ibidem<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>E ent\u00e3o, pouco mais adiante, ainda na mesma obra, Janet desenvolve o entendimento da satisfa\u00e7\u00e3o moral e do arrependimento:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Relativamente \u00e0s nossas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es, os sentimentos se modificam conforme a a\u00e7\u00e3o esteja por fazer ou j\u00e1 feita. No primeiro caso, sentimos de um lado uma certa atra\u00e7\u00e3o pelo bem (quando a paix\u00e3o n\u00e3o \u00e9 suficientemente forte para sufoc\u00e1-lo), de outro, uma repugn\u00e2ncia ou avers\u00e3o pelo mal (mais ou menos atenuada segundo as circunst\u00e2ncias pelo h\u00e1bito ou pela viol\u00eancia do desejo). Esses dois sentimentos n\u00e3o receberam usualmente nomes particulares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando ao contr\u00e1rio a a\u00e7\u00e3o foi realizada, o prazer que da\u00ed resulta, se agimos bem, chama-se satisfa\u00e7\u00e3o moral, e se agimos mal, remorso ou arrependimento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O remorso \u00e9 a dor abrasadora, e, como indica a palavra, a chaga que tortura o cora\u00e7\u00e3o ap\u00f3s uma a\u00e7\u00e3o conden\u00e1vel. <strong>Esse sofrimento pode se encontrar naqueles mesmos que n\u00e3o t\u00eam nenhum pesar por terem feito mal e voltariam a faz\u00ea-lo<\/strong>. Ele n\u00e3o tem, portanto, nenhum car\u00e1ter moral, e deve ser considerado como uma esp\u00e9cie de castigo infligido ao crime pela pr\u00f3pria natureza. \u201cA mal\u00edcia, disse Montaigne, envenena-se com seu pr\u00f3prio veneno. O v\u00edcio deixa como que uma \u00falcera na carne, um arrependimento na alma, que sempre se arranha e ensanguenta a si mesma.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O arrependimento \u00e9 tamb\u00e9m, como o remorso, um sofrimento que nasce da m\u00e1 a\u00e7\u00e3o; mas junta-se a ele o pesar por a t\u00ea-la realizado, e o desejo (ou a firme resolu\u00e7\u00e3o) de n\u00e3o mais realiz\u00e1-la<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para Janet, ent\u00e3o, o remorso n\u00e3o seria, ainda, o sofrimento gerado pelo arrependimento, mas apenas uma certa tortura por realizar a a\u00e7\u00e3o conden\u00e1vel. Em outras palavras, n\u00e3o se sofre porque se realizou o mal, mas apenas porque o que se realizou \u00e9 reprov\u00e1vel. E ent\u00e3o, Kardec, em O C\u00e9u e o Inferno<sup><a href=\"#footnote_7_6258\" id=\"identifier_7_6258\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Lembrando, sempre, que essa obra foi adulterada e mutilada a partir da quarta edi&ccedil;&atilde;o francesa, que serviu de base a todas as demais edi&ccedil;&otilde;es e tradu&ccedil;&otilde;es. Os temas abordados neste artigo foram os que mais sofreram com essas adultera&ccedil;&otilde;es\">7<\/a><\/sup>, falando de <em>castigo<\/em>, que tem, para Janet, o mesmo significado que <em>puni\u00e7\u00e3o<\/em><sup><a href=\"#footnote_8_6258\" id=\"identifier_8_6258\" class=\"footnote-link footnote-identifier-link\" title=\"Diz Janet: &ldquo;A ideia de puni&ccedil;&atilde;o ou castigo tamb&eacute;m n&atilde;o se explicaria se o bem fosse apenas o &uacute;til. N&atilde;o se pune um homem por ter sido in&aacute;bil; pune-se por ter sido culpado&rdquo;\">8<\/a><\/sup>, assim se expressa:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A dura\u00e7\u00e3o do castigo est\u00e1 subordinada ao aperfei\u00e7oamento do esp\u00edrito culpado. Nenhuma condena\u00e7\u00e3o por um tempo determinado \u00e9 pronunciada contra ele. O que Deus exige para p\u00f4r fim aos sofrimentos \u00e9 o <strong>arrependimento<\/strong>, a expia\u00e7\u00e3o e a repara\u00e7\u00e3o \u2013 em resumo: um aperfei\u00e7oamento s\u00e9rio, efetivo, assim como um retorno sincero ao bem.<\/p>\n<cite>KARDEC, Allan. O C\u00e9u e o Inferno. Tradu\u00e7\u00e3o por Emanuel G. Dutra, Paulo Henrique de Figueiredo e Lucas Sampaio. 2021.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ou seja: Deus n\u00e3o pronuncia castigos ou puni\u00e7\u00f5es contra o indiv\u00edduo. \u00c9 ele mesmo quem se pune, atrav\u00e9s das <strong>consequ\u00eancias leg\u00edtimas<\/strong> do mal realizado. Ent\u00e3o, para encerrar esse sofrimento, precisa se arrepender, em primeiro lugar, isto \u00e9, identificar que fez algo conden\u00e1vel (remorso) e juntar a isso o pesar de t\u00ea-lo realizado (arrependimento, que \u00e9 moral), bem como o desejo de n\u00e3o mais realiz\u00e1-lo. Para alcan\u00e7ar esse entendimento, \u00e9 preciso que o Esp\u00edrito avance em intelig\u00eancia e, para reparar o mal realizado (que j\u00e1 ficou claro que cometeu contra si mesmo, e n\u00e3o contra outrem, do que decorre que ele deve reparar <em>em si<\/em> a origem desse mal), o Espiritismo demonstra, sem possibilidade de erro, a exist\u00eancia da lei da reencarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isso, enfim, para entender os conceitos de puni\u00e7\u00e3o e recompensa. Eis que, de acordo com todo o exposto, Kardec diz, em trecho anterior \u00e0quele supracitado:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A puni\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre a consequ\u00eancia natural da falta cometida. O esp\u00edrito sofre pelo pr\u00f3prio mal que fez, de maneira que, estando sua aten\u00e7\u00e3o concentrada incessantemente sobre as consequ\u00eancias desse mal, compreende-lhe melhor os inconvenientes e \u00e9 motivado a corrigir-se.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>E ent\u00e3o, em raz\u00e3o de tudo isso, Kardec assim inicia o cap\u00edtulo IV essa obra &#8211; <em>O Inferno<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>O homem sempre acreditou intuitivamente que a vida futura deveria ser mais ou menos feliz na raz\u00e3o do bem e do mal praticado neste mundo. A ideia, por\u00e9m, que ele faz dessa vida futura est\u00e1 na propor\u00e7\u00e3o do desenvolvimento de seu senso moral e da no\u00e7\u00e3o mais ou menos justa que tem do bem e do mal. <strong>As penas e as recompensas s\u00e3o o reflexo dos instintos que nele predominam<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mas cabe lembrar que, utilizando desses conceitos filos\u00f3ficos de seu tempo, Kardec, ao mesmo tempo, os desenvolveu pelas consequ\u00eancias morais da ci\u00eancia esp\u00edrita.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-espiritualismo-em-kardec\">O <em>espiritualismo<\/em> em Kardec<\/h2>\n\n\n\n<p>Cabe, antes de encerrar, lembrar que Allan Kardec v\u00e1rias vezes utilizou a palavra <em>espiritualismo<\/em> em sua obra. \u00c9 ao Espiritualismo Racional que ele se refere:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que mat\u00e9ria, \u00e9 espiritualista. N\u00e3o se segue da\u00ed, por\u00e9m, que creia na exist\u00eancia dos Esp\u00edritos ou em suas comunica\u00e7\u00f5es com o mundo vis\u00edvel. Em vez das palavras&nbsp;<em>espiritual<\/em>,&nbsp;<em>espiritualismo<\/em>, empregamos, para indicar a cren\u00e7a a que vimos de referir-nos, os termos&nbsp;<em>esp\u00edrita<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>espiritismo<\/em>, cuja forma lembra a origem e o sentido radical e que, por isso mesmo, apresentam a vantagem de ser perfeitamente intelig\u00edveis, deixando ao voc\u00e1bulo&nbsp;<em>espiritualismo<\/em>&nbsp;a acep\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 pr\u00f3pria. Diremos, pois, que a doutrina&nbsp;<em>esp\u00edrita<\/em>&nbsp;ou o&nbsp;<em>Espiritismo<\/em>&nbsp;tem por princ\u00edpio as rela\u00e7\u00f5es do mundo material com os Esp\u00edritos ou seres do mundo invis\u00edvel. Os adeptos do Espiritismo ser\u00e3o os esp\u00edritas, ou, se quiserem, os espiritistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como especialidade, o&nbsp;<em>Livro dos Esp\u00edritos<\/em>&nbsp;cont\u00e9m a doutrina&nbsp;<em>esp\u00edrita<\/em>; como generalidade, prende-se \u00e0 doutrina&nbsp;<em>espiritualista<\/em>, uma de cujas fases apresenta. Essa a raz\u00e3o por que traz no cabe\u00e7alho do seu t\u00edtulo as palavras:&nbsp;<em>Filosofia espiritualista<\/em>.<\/p>\n<cite>KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos. 1857<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Isso fica, enfim, comprovado pelo seguinte trecho da Revista Esp\u00edrita de 1868:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A obra do Sr. Chassang \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o dessas ideias \u00e0 arte em geral, e \u00e0 arte grega em particular. Reproduzimos com prazer o que dela diz o autor da cr\u00edtica da Patrie, porque \u00e9 uma prova a mais da en\u00e9rgica rea\u00e7\u00e3o que se opera em favor das ideias espiritualistas e que, como o dissemos, <strong>toda defesa do espiritualismo racional franqueia o caminho do Espiritismo, que \u00e9 o seu desenvolvimento<\/strong>, combatendo os seus mais tenazes advers\u00e1rios: o materialismo e o fanatismo.<\/p>\n<cite>KARDEC, Allan. Revista Esp\u00edrita, novembro de 1868<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conclusao\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Eis aqui claramente apresentada a prova de que n\u00e3o podemos conhecer e compreender a filosofia de Kardec sem compreender a filosofia e a moral de seu tempo, plenamente inseridas no contexto do Espiritualismo Racional franc\u00eas, assim como n\u00e3o podemos compreender plenamente a ci\u00eancia esp\u00edrita sem o entendimento das ci\u00eancias do Magnetismo [de Mesmer] e da Psicologia (esta tamb\u00e9m inserida no ER, sob a divis\u00e3o das ci\u00eancias morais).<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou claramente evidenciado que Kardec <strong>n\u00e3o<\/strong> fazia uso de conceitos religiosos dogm\u00e1ticos, mas apenas de palavras que, se encontrando nesses conceitos, foram ressignificadas primeiramente sob a filosofia de ent\u00e3o e, depois, sob a filosofia esp\u00edrita.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, faz-se muito necess\u00e1rio o estudo e a difus\u00e3o desse conhecimento. Uma vez mais, convidamos o leitor a estudar e distribuir, em todos os meios esp\u00edritas poss\u00edveis, <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/open?id=1-1hIvxHWoa3fiX6YnhCFOyaZbc1jVtTV&amp;authuser=geolegadodeak%40gmail.com&amp;usp=drive_fs\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/drive.google.com\/open?id=1-1hIvxHWoa3fiX6YnhCFOyaZbc1jVtTV&amp;authuser=geolegadodeak%40gmail.com&amp;usp=drive_fs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">a obra referida neste artigo<\/a>, bem como o presente texto, que resulta de um esfor\u00e7o realizado tamb\u00e9m nesse sentido.<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/en\/artigos\/estudo-aprofundado-do-espiritismo\/paul-janet-allan-kardec\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground: #ffffff !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  <ol class=\"footnotes\"><li id=\"footnote_1_6258\" class=\"footnote\">Assim define o dicion\u00e1rio Oxford: &#8220;no&nbsp;<em>kantismo<\/em>, inclina\u00e7\u00e3o emocional violenta, capaz de dominar completamente a conduta humana e afast\u00e1-la da desej\u00e1vel capacidade de autonomia e escolha racional.&#8221;. Esse \u00e9 o sentido de <em>paix\u00e3o<\/em>, utilizado por Kardec e pelos fil\u00f3sofos de sua \u00e9poca<span class=\"footnote-back-link-wrapper\"> [<a href=\"#identifier_1_6258\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_2_6258\" class=\"footnote\">JANET, Paul. Pequenos Elementos de Moral. Tradu\u00e7\u00e3o por Maria Leonor Loureiro. Paris, 1870<span class=\"footnote-back-link-wrapper\"> [<a href=\"#identifier_2_6258\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_3_6258\" class=\"footnote\">Aqui os estudos do Espiritismo nos conduzem a outro entendimento: na verdade, o homem n\u00e3o escolhe entre bem e mal, porque, no fundo, se escolhe mal, \u00e9 porque ainda n\u00e3o conhece a lei. O Esp\u00edrito que realmente conhece e entende a Lei de Deus somente faz o bem, sempre.<span class=\"footnote-back-link-wrapper\"> [<a href=\"#identifier_3_6258\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_4_6258\" class=\"footnote\">Pelo princ\u00edpio racional da autonomia, desenvolvido at\u00e9 aqui, o indiv\u00edduo pode apenas praticar um mal f\u00edsico contra outrem, mas nunca um mal moral. Um sujeito pode roubar os pertences de outra pessoa, o que a ela causar\u00e1 algumas dificuldades, mas, em verdade, ele faz o mal a si mesmo, pois fere a lei moral, pelo que sofrer\u00e1 a depender de seu estado de consci\u00eancia. A v\u00edtima, por sua vez, \u00e0 parte do contratempo material, poder\u00e1 ou n\u00e3o fazer o mal a si mesma, \u00e0 medida que se apegue ou n\u00e3o ao acontecido e gere, para ela mesma, algum sofrimento. Isto tamb\u00e9m depender\u00e1 de sua consci\u00eancia da lei moral<span class=\"footnote-back-link-wrapper\"> [<a href=\"#identifier_4_6258\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_5_6258\" class=\"footnote\">Ou seja: ele pode perceber que fez um mal a si mesmo, perdendo dinheiro no jogo<span class=\"footnote-back-link-wrapper\"> [<a href=\"#identifier_5_6258\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_6_6258\" class=\"footnote\">Porque, ao se conscientizar do que fez, percebe que prejudicou o outro, e isso lhe gera remorso<span class=\"footnote-back-link-wrapper\"> [<a href=\"#identifier_6_6258\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_7_6258\" class=\"footnote\">Lembrando, sempre, que essa obra foi <a data-type=\"post\" data-id=\"5847\" href=\"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/artigos\/em-destaque\/em-defesa-de-allan-kardec-sobre-as-adulteracoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">adulterada e mutilada<\/a> a partir da quarta edi\u00e7\u00e3o francesa, que serviu de base a todas as demais edi\u00e7\u00f5es e tradu\u00e7\u00f5es. Os temas abordados neste artigo foram os que mais sofreram com essas adultera\u00e7\u00f5es<span class=\"footnote-back-link-wrapper\"> [<a href=\"#identifier_7_6258\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><li id=\"footnote_8_6258\" class=\"footnote\">Diz Janet: &#8220;A ideia de puni\u00e7\u00e3o ou castigo tamb\u00e9m n\u00e3o se explicaria se o bem fosse apenas o \u00fatil. N\u00e3o se pune um homem por ter sido in\u00e1bil; pune-se por ter sido culpado&#8221;<span class=\"footnote-back-link-wrapper\"> [<a href=\"#identifier_8_6258\" class=\"footnote-link footnote-back-link\">&#8617;<\/a>]<\/span><\/li><\/ol>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Many, when reading Kardec, suppose that he, due to the words he used in his works, was just reproducing ideas and concepts originating from the Catholic Church. Nothing could be further from the truth, as we will see in this article, since Kardec was, in fact, using the concepts widely disseminated and understood in the midst of French cultured society, which, by the way, was the class that was most interested in the study of Spiritism.<\/p>","protected":false},"author":12,"featured_media":6269,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17,398,60],"tags":[407,314,278,279,306],"class_list":["post-6258","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-em-destaque","category-essenciais","category-estudo-aprofundado-do-espiritismo","tag-boas-vindas","tag-destaque","tag-espiritualismo-racional","tag-paul-janet","tag-punicao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v21.1 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Puni\u00e7\u00e3o e recompensa: voc\u00ea precisa estudar Paul Janet para entender Allan Kardec - Grupo de Estudos O Legado de Allan Kardec<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Paul Janet foi um dos maiores expoentes do Espiritualismo Racional na Fran\u00e7a. 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