{"id":6140,"date":"2022-05-06T12:06:30","date_gmt":"2022-05-06T15:06:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/?p=6140"},"modified":"2023-09-26T18:19:17","modified_gmt":"2023-09-26T21:19:17","slug":"there-is-threshold-and-our-home","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/en\/artigos\/assuntos-diversos\/existe-umbral-e-nosso-lar\/","title":{"rendered":"Where is the umbral? And Nosso Lar? Do these places exist?"},"content":{"rendered":"
<\/a>
<\/a><\/div>\nO umbral e “Nosso Lar” existem? Onde fica? Resposta curta: n\u00e3o existem como as pessoas acreditam, por falta de conhecimento do Espiritismo. Mas, como isto \u00e9 um grupo de estudos, voc\u00ea n\u00e3o deve simplesmente aceitar esta resposta, sem raciocinar, da mesma forma que n\u00e3o deve aceitar as ideias isoladas de quaisquer Esp\u00edritos, seja pelo m\u00e9dium que for. <\/p>\n\n\n\n
Por que \u00e9 que muitos Esp\u00edritos, antes do Espiritismo ou sob outras religi\u00f5es, dizem que, depois da morte, se constataram no Inferno? Por que \u00e9 que, na \u00e9poca dos romanos, os Esp\u00edritos diziam estar no T\u00e1rtaro? Por que \u00e9 que os Esp\u00edritos que conheceram o Espiritismo (esse distorcido) dizem que se constataram no umbral ou no vale dos suicidas, e n\u00e3o no inferno? \u00c9 muito claro que isso se deve \u00e0s suas pr\u00f3prias concep\u00e7\u00f5es, porque, se um ou outro fossem uma realidade, haveria, sempre, uma uniformidade nas ideias apresentadas pelos Esp\u00edritos, em todo o tempo e por toda a parte.<\/p>\n\n\n\n
Portanto, \u00e9 f\u00e1cil notar que se tratam de concep\u00e7\u00f5es do imagin\u00e1rio. S\u00e3o uma abomina\u00e7\u00e3o? \u00c9 claro que n\u00e3o: fazem parte da nossa evolu\u00e7\u00e3o. Contudo, o Espiritismo n\u00e3o veio<\/strong> para continuar essas ideias, de uma maneira mais agrad\u00e1vel: veio para apresentar a realidade, ajudando o ser humano a se desfazer dessas concep\u00e7\u00f5es limitantes e que atrasam o seu passo. Ora, \u00e9 fato que o Espiritismo tem esse prop\u00f3sito de alavancar o progresso, como toda ci\u00eancia, pois, se n\u00e3o fosse assim e sendo o Esp\u00edrito imortal, poderia Deus, em suas Leis, deixar que cada um chegue ao progresso atrav\u00e9s das infinitas encarna\u00e7\u00f5es, aprendendo por tentativa e erro, apenas<\/strong>, e sem nenhum suporte. Mas Ele, sendo todo bondade, nos confere as ferramentas, sendo a maior delas a intelig\u00eancia e a raz\u00e3o; cabe a n\u00f3s utiliz\u00e1-las ou n\u00e3o, segundo nossa vontade.<\/p>\n\n\n\n O papel do m\u00e9dium \u00e9 n\u00e3o interferir na comunica\u00e7\u00e3o de um Esp\u00edrito e, atrav\u00e9s dele, podem se comunicar qualquer tipo de Esp\u00edritos, dependendo da circunst\u00e2ncia e do prop\u00f3sito, seja do m\u00e9dium, seja dos Esp\u00edritos superiores. J\u00e1 o papel do estudioso \u00e9 analisar<\/strong> e julgar<\/strong> essas comunica\u00e7\u00f5es, com base na ci\u00eancia j\u00e1 adquirida e no crivo da raz\u00e3o<\/strong>((Leia o artigo “O papel do pesquisador e do m\u00e9dium nas comunica\u00e7\u00f5es com os Esp\u00edritos<\/a><\/strong>“)).<\/p>\n\n\n\n Ap\u00f3s a morte de Kardec e com todo o desvio que o Movimento Esp\u00edrita tomou, principalmente com a verdadeira planta\u00e7\u00e3o de joio que foram as ideias de Roustaing, os esp\u00edritas, afastados dos estudos<\/strong>, deixaram de raciocinar e come\u00e7aram a permitir que diversas ideias, sem base doutrin\u00e1ria<\/strong>, passassem a inundar o imagin\u00e1rio dos adeptos da Doutrina. Assim, conceitos fant\u00e1sticos e supersticiosos come\u00e7aram a transformar lenta e progressivamente o Movimento que, hoje, se apresenta como uma religi\u00e3o, repleta de dogmas e falsos conceitos.<\/p>\n\n\n\n Ora, prezado leitor, est\u00e1 l\u00e1 em O Livro dos Esp\u00edritos a seguinte conclus\u00e3o, apresentada na pergunta 1012 de O Livro dos Esp\u00edritos:<\/p>\n\n\n\n 1012((Nota dos Revisores: <\/em>Note-se que, na numera\u00e7\u00e3o dos itens do livro, Kardec salteou o n.\u00b0 1011. Apesar do lapso evidente, o texto foi mantido assim nas quatorze edi\u00e7\u00f5es que se seguiram at\u00e9 a desencarna\u00e7\u00e3o de Allan Kardec. Para evitar confus\u00f5es, a presente edi\u00e7\u00e3o n\u00e3o procurou \u201cacertar\u201d a numera\u00e7\u00e3o.)). Haver\u00e1 no universo lugares circunscritos para as penas e gozos dos Esp\u00edritos, segundo seu merecimento? <\/em> a) \u2014 De acordo, ent\u00e3o, com o que vindes de dizer, o inferno e o para\u00edso n\u00e3o existem, tais como o homem os imagina?<\/em><\/p>\n\n\n\n \u201cS\u00e3o simples alegorias: por toda parte h\u00e1 Esp\u00edritos ditosos e desditosos. Entretanto, conforme tamb\u00e9m j\u00e1 dissemos, os Esp\u00edritos de uma mesma ordem se re\u00fanem por simpatia; mas podem reunir-se onde queiram, quando s\u00e3o perfeitos.\u201d<\/p>\n\n\n\n A localiza\u00e7\u00e3o absoluta das regi\u00f5es das penas e das recompensas s\u00f3 na imagina\u00e7\u00e3o do homem existe. Prov\u00e9m da sua tend\u00eancia a materializar<\/em> e circunscrever<\/em> as coisas, cuja ess\u00eancia infinita n\u00e3o lhe \u00e9 poss\u00edvel compreender.<\/p>\nKARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos. 1860<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n Est\u00e1 muito claro que os lugares<\/strong>, no mundo dos Esp\u00edritos, n\u00e3o existem por si. S\u00e3o meras alegorias e, principalmente, estados de consci\u00eancia. O Esp\u00edrito feliz est\u00e1 “no c\u00e9u”, enquanto o Esp\u00edrito infeliz e sofredor est\u00e1 “no inferno” de sua pr\u00f3pria consci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n Notemos, por\u00e9m, um detalhe importante, na pergunta 1012-a: “Entretanto, conforme tamb\u00e9m j\u00e1 dissemos, os Esp\u00edritos de uma mesma ordem se re\u00fanem por simpatia<\/em>“. Isto quer dizer que, conforme suas ideias e seus estados de evolu\u00e7\u00e3o, os Esp\u00edritos podem se reunir. Ora, sabendo que os Esp\u00edritos menos evolu\u00eddos se prendem aos conceitos da mat\u00e9ria e sabendo que, pela a\u00e7\u00e3o da vontade, o Esp\u00edrito pode atuar sobre a mat\u00e9ria flu\u00eddica, proveniente do Fluido C\u00f3smico Universal, \u00e9 f\u00e1cil conceber que, em conjunto, os Esp\u00edritos sofredores reunidos possam criar verdadeiras paisagens infernais ou purgatoriais, que, contudo, existem apenas enquanto esses Esp\u00edritos as plasmarem<\/strong>, isto \u00e9, n\u00e3o s\u00e3o lugares que os precedem, mas que existem apenas como cria\u00e7\u00f5es desses agrupamentos de intelig\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n Tamb\u00e9m n\u00e3o podemos esquecer que n\u00f3s, mentalmente, somos capazes de criar verdadeiras ilus\u00f5es, em raz\u00e3o de nossas ideias, cren\u00e7a, medos, etc. Portanto, \u00e9 f\u00e1cil entender quando um Esp\u00edrito sofredor se diz machucado, com fome, sede ou mesmo cansado.<\/p>\n\n\n\n Importante: os Esp\u00edritos, no Espiritismo, foram categ\u00f3ricos a esse respeito: n\u00e3o existem lugares circunscritos. Por outro lado, sobre outros conceitos, eles disseram: “calma. Isso n\u00e3o pode ser entendido ainda. Aguarde o desenvolvimento da Doutrina”. Isso demonstra que \u00e9 falsa<\/strong> a ideia de que tais conceitos n\u00e3o puderam ser ensinados naquele tempo (o que nem sequer faz sentido).<\/p>\n\n\n\n N\u00e3o paremos por aqui, por\u00e9m. Em julho de 1858, no artigo “O tambor de Berezina<\/a><\/strong>“, Kardec faz as seguintes perguntas, ap\u00f3s realizar uma s\u00e9rie de indaga\u00e7\u00f5es tentando compreender o estado moral e racional daquele Esp\u00edrito, que foi um soldado em sua \u00faltima encarna\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n 28. \u2500 V\u00eas outros Esp\u00edritos ao teu redor? \u2500 Sim, muitos.<\/p>\n\n\n\n 29. \u2500 Como sabes que s\u00e3o Esp\u00edritos? \u2500 Entre n\u00f3s, vemo-nos tais quais somos.<\/p>\n\n\n\n 30. \u2500 Com que apar\u00eancia os v\u00eas? \u2500 Como se podem ver Esp\u00edritos, mas n\u00e3o pelos olhos.<\/p>\n\n\n\n 31. \u2500 E tu, sob que forma aqui est\u00e1s? \u2500 Sob a que tinha quando vivo, isto \u00e9, como tambor.<\/p>\n\n\n\n 32. \u2500 E v\u00eas os outros Esp\u00edritos com as formas que tinham em vida? \u2500 N\u00e3o. N\u00f3s n\u00e3o tomamos uma apar\u00eancia sen\u00e3o quando somos evocados. Fora disso vemo-nos sem forma.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n A \u00faltima resposta foi bastante interessante, mas, at\u00e9 o momento, era apenas a opini\u00e3o de um Esp\u00edrito. Digno de nota, a metodologia de Kardec, sondando os assuntos de interesse, ao inv\u00e9s de fazer perguntas diretas que poderiam ser respondidas de forma enviesada. Ent\u00e3o, em setembro do mesmo ano, no artigo “Palestras de al\u00e9m-t\u00famulo \u2014 Senhora Schwabenhaus. Letargia Ext\u00e1tica<\/a>“, Kardec faz as seguintes perguntas, obtendo as seguintes respostas. Notem bem:<\/p>\n\n\n\n 29. \u2500 Sob que forma estais entre n\u00f3s? \u2500 Sob minha \u00faltima forma feminina.<\/p>\n\n\n\n 30. \u2500 V\u00f3s nos vedes t\u00e3o distintamente quanto se estiv\u00e9sseis viva? \u2500 Sim.<\/p>\n\n\n\n 31. \u2500 Desde que aqui vos encontrais com a forma que t\u00ednheis na Terra, \u00e9 pelos olhos que nos vedes? \u2500 N\u00e3o, o Esp\u00edrito n\u00e3o tem olhos. S\u00f3 me encontro sob minha \u00faltima forma para satisfazer \u00e0s leis que regem os Esp\u00edritos quando evocados e obrigados a retomar aquilo a que chamais perisp\u00edrito<\/em><\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n Vejamos, ent\u00e3o: j\u00e1 s\u00e3o dois os Esp\u00edritos, de eleva\u00e7\u00f5es diferentes, al\u00e9m daquele que respondeu \u00e0s perguntas de OLE, dizendo a mesma coisa: para o Esp\u00edrito liberto da mat\u00e9ria, n\u00e3o h\u00e1 forma, como a que compreendemos. Eles assumem o perisp\u00edrito, atendendo a uma lei natural<\/em>, apenas <\/strong>quando precisam agir materialmente, quando, por exemplo, se aproximam de n\u00f3s para se comunicar (com materialmente<\/em> quero dizer: eles precisam assumir o perisp\u00edrito para poder se colocar em comunica\u00e7\u00e3o conosco, o que, antes de tudo, se d\u00e1 atrav\u00e9s dessa \u201croupagem\u201d).<\/p>\n\n\n\n Kardec sempre destacou, como m\u00e9todo indispens\u00e1vel \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia esp\u00edrita, o duplo controle da raz\u00e3o e do ensinamento geral dos Esp\u00edritos<\/strong>. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3: o ensinamento, destaca Kardec, quando deve ser espalhado, \u00e9 dado simultaneamente<\/strong><\/em> sobre v\u00e1rios pontos do globo. Os conceitos ora apresentados, contudo, n\u00e3o se estabeleceram dessa forma: eles foram trazidos por um Esp\u00edrito ou m\u00e9dium, em uma \u00e9poca, e, com o passar do tempo<\/strong>, come\u00e7aram a ser admitidos por outros indiv\u00edduos, que passaram a reproduz\u00ed-los. \u00c9 como se fosse uma pir\u00e2mide invertida, no tempo: atualmente, a partir de uma constru\u00e7\u00e3o de teorias ilus\u00f3rias do passado, uma s\u00e9rie de outras foram desenvolvidas, em contr\u00e1rio \u00e0 pr\u00f3pria Doutrina Esp\u00edrita e recuperando diversos conceitos das velhas religi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n Para o estudioso da Doutrina, \u00e9 muito claro que as ideias do indiv\u00edduo tem papel fundamental naquilo que v\u00ea e conforme sua mente f\u00edsica interpreta essas “vis\u00f5es”.<\/p>\n\n\n\n Kardec, em A G\u00eanese, cap. XIV, destaca que:<\/p>\n\n\n\n 27. \u200bA vis\u00e3o espiritual \u00e9 necessariamente incompleta e imperfeita entre os Esp\u00edritos encarnados e, por consequ\u00eancia, sujeita a aberra\u00e7\u00f5es. Tendo sede na pr\u00f3pria alma, o estado desta deve influir sobre as percep\u00e7\u00f5es. Conforme o grau de seu desenvolvimento, as circunst\u00e2ncias e o estado moral do indiv\u00edduo, ela pode dar, seja no sono, seja no estado de vig\u00edlia: 1.\u00ba) a percep\u00e7\u00e3o de certos fatos materiais reais, como o conhecimento de ocorr\u00eancias que se passam ao longe, os detalhes descritivos de uma localidade, as causas de uma doen\u00e7a e os rem\u00e9dios convenientes; 2.\u00ba) a percep\u00e7\u00e3o de coisas igualmente reais do mundo espiritual, como a vis\u00e3o dos Esp\u00edritos; 3.\u00ba) imagens fant\u00e1sticas criadas pela imagina\u00e7\u00e3o, an\u00e1logas \u00e0s cria\u00e7\u00f5es flu\u00eddicas do pensamento (veja acima, no 14). Essas cria\u00e7\u00f5es est\u00e3o sempre em rela\u00e7\u00e3o com as disposi\u00e7\u00f5es morais do Esp\u00edrito que as cria. \u00c9 assim que o pensamento de pessoas fortemente imbu\u00eddas e preocupadas com certas cren\u00e7as religiosas lhes apresenta o inferno, suas caldeiras, suas torturas e seus dem\u00f4nios, do modo que elas mesmas imaginam: \u00e9 por vezes toda uma epopeia; os pag\u00e3os vendo o Olimpo e o T\u00e1rtaro, como os crist\u00e3os veem o inferno e o para\u00edso. Se, ao despertar ou sair do \u00eaxtase, essas pessoas conservam uma lembran\u00e7a precisa de suas vis\u00f5es, consideram-nas como realidade e confirma\u00e7\u00e3o de sua cren\u00e7a, embora sejam apenas o produto dos pr\u00f3prios pensamentos. \u00c9 preciso fazer uma distin\u00e7\u00e3o muito rigorosa das vis\u00f5es est\u00e1ticas antes de aceit\u00e1-las. Nesse sentido, o rem\u00e9dio para a excessiva credulidade \u00e9 o estudo das leis que regem o mundo espiritual.<\/p>\n\n\n\n 28. \u200bOs sonhos propriamente ditos apresentam as tr\u00eas naturezas de vis\u00f5es descritas anteriormente. \u00c0s duas primeiras pertencem os sonhos de previs\u00e3o, pressentimentos e advert\u00eancias. Na terceira, isto \u00e9, nas cria\u00e7\u00f5es flu\u00eddicas do pensamento pode-se encontrar a causa de certas imagens fant\u00e1sticas, que nada t\u00eam de real em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida material, mas que t\u00eam, para o Esp\u00edrito, uma realidade tal que o corpo sofre um impacto, como se tem visto cabelos embranquecerem sob a impress\u00e3o de um sonho. Essas cria\u00e7\u00f5es podem ser provocadas por cren\u00e7as exaltadas, lembran\u00e7as, gostos, desejos, paix\u00f5es, medo, remorsos, preocupa\u00e7\u00f5es habituais, necessidades do corpo ou mal-estar relativo \u00e0s fun\u00e7\u00f5es do organismo; enfim, por outros Esp\u00edritos, com objetivo ben\u00e9volo ou mal\u00e9volo, conforme sua natureza.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n Quer dizer, prezado leitor, que, conforme a ci\u00eancia esp\u00edrita, os lugares, no mundo dos Esp\u00edritos, n\u00e3o passam de falsos conceitos. Infelizmente, ca\u00eddos na curiosidade novidadeira e ausentes desses alicerces, os Esp\u00edritas passaram a admitir os frutos das ideias isoladas de certos Esp\u00edritos como se fossem a plena verdade. <\/p>\n\n\n\n Resta afirmar, portanto, que n\u00e3o existe umbral, n\u00e3o existe vale dos suicidas e n\u00e3o existem col\u00f4nias espirituais como acreditamos<\/strong>: existem Esp\u00edritos que se re\u00fanem, segundo suas ideias, e que, quanto mais distra\u00eddos do prop\u00f3sito do intervalo entre as encarna\u00e7\u00f5es, que deveria ser o de refletir e aprender, refor\u00e7ando sua vontade para vencer suas imperfei\u00e7\u00f5es na pr\u00f3xima encarna\u00e7\u00e3o, criam cen\u00e1rios “materiais”, replicando os h\u00e1bitos terrestres, o que constitui, para eles, um verdadeiro atraso em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 felicidade.<\/p>\n\n\n\n Ensinar os falsos conceitos de umbral, vale dos suicidas, hospitais espirituais, etc., que s\u00e3o a representa\u00e7\u00e3o externa do sofrimento moral, \u00e9 deixar de ensinar o que realmente importa: a an\u00e1lise dos pr\u00f3prios erros e acertos, a compreens\u00e3o de que tudo depende da pr\u00f3pria vontade e a necess\u00e1ria a\u00e7\u00e3o para a pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o. Para um Esp\u00edrito que sofre, e para n\u00f3s mesmos, digamos: qualquer sofrimento ou necessidade fisiol\u00f3gica, no mundo espiritual, s\u00e3o sensa\u00e7\u00f5es FALSAS, uma esp\u00e9cie de repercuss\u00e3o moral((ver O Livro dos Esp\u00edritos, segunda parte, cap. VI, item 257<\/a>)) . Ora, \u00e9 conclus\u00e3o de Kardec que a morte do corpo provoca a sa\u00edda do Esp\u00edrito, se desligando, o perisp\u00edrito, c\u00e9lula a c\u00e9lula((ver A G\u00eanese, cap. XI)). Desde que todas as c\u00e9lulas est\u00e3o mortas e o perisp\u00edrito “solto” (o que n\u00e3o vai levar mais do que 24 horas ap\u00f3s a morte cerebral) n\u00e3o existe nenhuma repercuss\u00e3o do corpo para o Esp\u00edrito, sen\u00e3o por uma externaliza\u00e7\u00e3o de um sofrimento moral!<\/p>\n\n\n\n Portanto, voc\u00ea n\u00e3o vai passar “pelo umbral”, mas ter\u00e1, sim, que enfrentar sua pr\u00f3pria consci\u00eancia, uma hora ou outra, e sua consci\u00eancia, dependendo de como estiver e dos conceitos que carregar, poder\u00e1 lhe indicar muito claramente o caminho de reajuste, ou ent\u00e3o poder\u00e1 lhe fixar em estados de perda de tempo. O c\u00e9u ou o inferno estar\u00e1 em sua pr\u00f3pria consci\u00eancia. Portanto, cuide de aprender o Espiritismo e tirar, dele, as consequ\u00eancias morais em refor\u00e7o \u00e0 sua pr\u00f3pria vontade. Assim alcan\u00e7ar\u00e1, mais cedo, a felicidade almejada, que n\u00e3o \u00e9 viver numa casinha aconchegante numa col\u00f4nia espiritual onde os Esp\u00edritos se preocupam em trabalhar para ganhar dinheiro em troca, mas, sim, a possibilidade de agir no bem, atrav\u00e9s do espa\u00e7o infinito, fazendo a sua parte na cria\u00e7\u00e3o divina.<\/p>\n\n\n\n E n\u00e3o se engane: o Esp\u00edrito se transporta pelo pensamento, onde quer que ele projete esse pensamento. N\u00e3o precisa de \u00f4nibus voador.<\/p>\n\n\n\n Est\u00e1 em A G\u00eanese, de Allan Kardec. Leia com aten\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n 14. Os Esp\u00edritos agem sobre os fluidos espirituais, n\u00e3o os manipulando como os homens manipulam os gases, mas com a ajuda do pensamento e da vontade, que s\u00e3o para o Esp\u00edrito o que a m\u00e3o \u00e9 para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem no fluido essa ou aquela dire\u00e7\u00e3o; eles os aglomeram, combinam ou dispersam e formam conjuntos com uma apar\u00eancia, uma forma, uma cor determinada; mudam suas propriedades, como um qu\u00edmico muda as de um g\u00e1s ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. \u00c9 a grande oficina ou laborat\u00f3rio da vida espiritual.<\/p>\n\n\n\n Algumas vezes, essas transforma\u00e7\u00f5es s\u00e3o o resultado de uma inten\u00e7\u00e3o, mas frequentemente s\u00e3o o produto de um pensamento inconsciente, pois basta o Esp\u00edrito pensar numa coisa para que ela seja feita.<\/p>\n\n\n\n \u00c9 assim, por exemplo, que um Esp\u00edrito se apresenta \u00e0 vista de um encarnado, dotado da vista espiritual, sob a apar\u00eancia que tinha quando estava vivo, na \u00e9poca em que o conheceu, embora j\u00e1 tenha tido v\u00e1rias outras encarna\u00e7\u00f5es. Ele se apresenta com as vestes, os sinais externos, enfermidades, cicatrizes, membros amputados, etc. que tinha; um decapitado se apresentar\u00e1 sem a cabe\u00e7a. N\u00e3o digo que tenham conservado tais apar\u00eancias; n\u00e3o, certamente, porque, como Esp\u00edrito, ele n\u00e3o \u00e9 coxo nem maneta, nem caolho nem decapitado. Mas seu pensamento, se reportando \u00e0 \u00e9poca em que era assim, seu perisp\u00edrito toma instantaneamente essa apar\u00eancia, a qual muda tamb\u00e9m instantaneamente. Se ele havia sido uma vez negro e outra vez branco, ele se apresentar\u00e1 como negro ou como branco, de acordo com qual das duas encarna\u00e7\u00f5es ele seja evocado e para onde v\u00e1 seu pensamento.<\/p>\n\n\n\n Por um efeito an\u00e1logo, o pensamento do Esp\u00edrito cria fluidicamente os objetos que estava habituado a utilizar. Um avaro manejar\u00e1 ouro; um militar ter\u00e1 suas armas e seu uniforme; um fumante, seu cachimbo; um trabalhador, sua charrua e seus bois; uma velha mulher, sua roca. Esses objetos flu\u00eddicos s\u00e3o t\u00e3o reais para o Esp\u00edrito quanto seriam no estado material para o homem encarnado. Mas, pelo fato de serem criados pelo pensamento, sua exist\u00eancia \u00e9 t\u00e3o ef\u00eamera quanto ele [o pensamento].<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n \u00c9 muito f\u00e1cil compreender, portanto, aquilo que dissemos: “por que existe? Porque acreditam”. Precisamos reconhecer, portanto, a necessidade<\/strong> de compreender e de separar o que \u00e1 falso do que \u00e9 verdadeiro, porque, a partir do momento em que algu\u00e9m diga que, no mundo dos Esp\u00edritos, existem bichos-pap\u00f5es comedores de criancinhas, ou Esp\u00edritos que vampirizam o fluido perispiritual dos encarnados (o que n\u00e3o<\/strong> pode acontecer, conhecendo o princ\u00edpio das leis universais que regem mat\u00e9ria e Esp\u00edrito), e que as pessoas passem a, irrefletidamente, acreditar, sem raciocinar, nesses conceitos, elas pr\u00f3prias, depois de morrerem, a depender de seu estado de consci\u00eancia, fabricar\u00e3o<\/strong> suas pr\u00f3prias assombra\u00e7\u00f5es, isto \u00e9, pela a\u00e7\u00e3o do pensamento, criar\u00e3o tais imagens e, ent\u00e3o, em suas comunica\u00e7\u00f5es medi\u00fanicas, reproduzir\u00e3o as mesmas ideias, provavelmente aumentadas aqui e ali, afinal, “quem conta um conto, aumenta um ponto”.<\/p>\n\n\n\n Entende o problema, amigo leitor?<\/p>\n\n\n\nO papel do m\u00e9dium<\/h2>\n\n\n\n
O que existe no Espiritismo<\/h2>\n\n\n\n
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\u201cJ\u00e1 respondemos a essa pergunta. As penas e os gozos s\u00e3o inerentes ao grau de perfei\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos. Cada um tira de si mesmo o princ\u00edpio de sua felicidade ou de sua desgra\u00e7a. E como eles est\u00e3o por toda parte, nenhum lugar circunscrito ou fechado existe especialmente destinado a uma ou outra coisa. Quanto aos encarnados, esses s\u00e3o mais ou menos felizes ou desgra\u00e7ados, conforme seja mais ou menos adiantado o mundo em que habitam.\u201d<\/p>\n\n\n\n\n
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O ensinamento geral e a raz\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n
“Mas eu vi em viagem astral”<\/h2>\n\n\n\n
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Onde est\u00e1 a chave para entender tudo isso, ent\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n
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V\u00eddeo explicativo, com Paulo Henrique de Figueiredo<\/h2>\n\n\n\n