Psicologia anal\u00edtica, tamb\u00e9m conhecida como psicologia junguiana ou psicologia complexa, \u00e9 um ramo de conhecimento e pr\u00e1tica da Psicologia, iniciado por Carl Gustav Jung. Ela enfatiza a import\u00e2ncia da psique, do inconsciente, dos arqu\u00e9tipos e do processo de individua\u00e7\u00e3o.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\nA Psicologia no contexto de Kardec<\/h2>\n\n\n\nNo contexto de Kardec, a Psicologia n\u00e3o tinha a caracter\u00edstica terap\u00eautica materialista de hoje: ela era uma ci\u00eancia moral, espiritualista<\/em>, inserida no contexto do Espiritualismo Racional, e seu principal objetivo era investigar e analisar as leis naturais<\/strong> que regem a natureza humana, inclusive de forma experimental.<\/p>\n\n\n\nNesse contexto, a Psicologia compreendia o ser humano como um ser constitu\u00eddo de corpo e de alma. A alma, que sobreviveria ao corpo, era a causa prim\u00e1ria da psique, n\u00e3o sendo esta um efeito apenas material de qu\u00edmica e est\u00edmulos.<\/p>\n\n\n\n Antes de Allan Kardec, ou antes do Espiritualismo Racional, a filosofia tradicional tratou da alma de forma especulativa, por meio de sistemas criados por pensadores como Plat\u00e3o, Arist\u00f3teles, Leibniz e Kant. O advento da psicologia experimental abriu novo caminho: o das ci\u00eancias filos\u00f3ficas, que o Espiritismo vem complementar<\/em>. Nas palavras de Allan Kardec:<\/p>\n\n\n\nO Espiritismo, a seu turno, vem dar a sua teoria. Ele se apoia na psicologia experimental; ele estuda a alma, n\u00e3o s\u00f3 durante a vida, mas ap\u00f3s a morte; ele a observa em estado de isolamento; ele a v\u00ea agir em liberdade, ao passo que a filosofia ordin\u00e1ria s\u00f3 a v\u00ea em uni\u00e3o com o corpo, submetida aos entraves da mat\u00e9ria, raz\u00e3o pela qual muitas vezes confunde causa e efeito<\/p>\n Allan Kardec \u2013 R.E. \u2013 Maio de 1864<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n A psicologia \u00e9 a ci\u00eancia que estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, raz\u00e3o) e o comportamento humano. Deriva-se das palavras gregas: psiqu\u00ea, que significa \u201calma\u201d e logia, que significa \u201cestudo de\u201d.<\/p>\n\n\n\n E de que forma o Espiritismo estuda a alma? Atrav\u00e9s dos fen\u00f4menos esp\u00edritas que, contudo, n\u00e3o s\u00e3o mais estudados apenas pelo entretenimento ou pela curiosidade, mas, justamente, com o fim de investigar as leis naturais que regem a natureza humana!<\/strong><\/p>\n\n\n\nE por que tudo isso acabou?<\/strong><\/h2>\n\n\n\nO fim do per\u00edodo psicol\u00f3gico, ou, antes, o crep\u00fasculo das Ci\u00eancias Filos\u00f3ficas, segundo Paulo Henrique de Figueiredo, se deu por conta da uni\u00e3o do poder da Igreja com o Estado Ditatorial, que eram hostis ao esclarecimento da sociedade e contra a doutrina liberal defendida pelo Espiritualismo Racional.<\/p>\n\n\n\n Importa dizer: o liberalismo nesse contexto n\u00e3o diz respeito a uma liberdade desenfreada, fruto do ego\u00edsmo, mas sim a uma liberdade conduzida pela raz\u00e3o e iluminada pela consci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n Aliado a isso, um forte movimento materialista come\u00e7a a se levantar na Alemanha, por volta de 1860, e acaba por invadir a Fran\u00e7a, onde destitui as Ci\u00eancias Morais da c\u00e1tedra oficial.<\/p>\n\n\n\n E no Brasil<\/strong>? O Espiritualismo Racional, que formou a primeira escola filos\u00f3fica estabelecida no pa\u00eds e que chegou a ser implantado na estrutura curricular de ensino, tamb\u00e9m se deparou com<\/p>\n\n\n\n […] condi\u00e7\u00f5es adversas que os primeiros indiv\u00edduos conscientes da teoria original enfrentaram quando pretenderam criar um movimento esp\u00edrita brasileiro. Uma Igreja combativa, lutando para manter seus privil\u00e9gios e o poder que se esva\u00eda desde o Segundo Imp\u00e9rio. E uma corrente cient\u00edfica materialista, embalada pelos pensamentos retr\u00f3grados de Comte e dos fisiologistas alem\u00e3es, como Vogt, Moleschott, Virchow e B\u00fcchner. A corrente espiritualista racional, bravamente defendida pela lideran\u00e7a de Gon\u00e7alves de Magalh\u00e3es e Porto-Alegre, que se tornaram divulgadores do magnetismo animal e depois do Espiritismo, apesar de contagiar professores e estudantes de seu tempo, logo foi silenciada e esquecida. Em realidade, n\u00e3o foi poss\u00edvel estabelecer em nossas terras o cen\u00e1rio favor\u00e1vel que Kardec encontrou na Fran\u00e7a<\/p>\n Paulo Henrique de Figueiredo \u2013 Autonomia: a hist\u00f3ria jamais contada do Espiritismo<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n O resultado disso tudo \u00e9 o que vemos hoje: uma sociedade totalmente materialista, voltada aos prazeres da carne e esquecida da espiritualidade, amedrontada ante a vida e desesperada ante o t\u00famulo!<\/p>\n\n\n\n O que esperar para o futuro?<\/h2>\n\n\n\nApenas o melhor, porque, da mesma forma que o Espiritualismo Racional nasceu em oposi\u00e7\u00e3o ao materialismo da \u00e9poca, vivemos agora um fervilhar de iniciativas como a nossa e ainda melhores, que, com certeza, produzir\u00e3o, em alguns anos, frutos important\u00edssimos para esta \u00e9poca de mudan\u00e7as que atravessamos!<\/p>\n\n\n\n Lembra Kardec, com o que encerramos o artigo:<\/p>\n\n\n \nEsses excessos, entretanto, t\u00eam a sua utilidade, a sua raz\u00e3o de ser. Eles assustam a sociedade, e o bem sai sempre do mal; \u00e9 preciso o excesso do mal para fazer sentir a necessidade do melhor, sem isto o homem n\u00e3o sairia de sua in\u00e9rcia<\/p>\n (KARDEC, [RE] 1868, p. 201)<\/p>\n<\/blockquote> \n\t\t\t \n\t\t\t <\/div><\/div>\n\t\t |