a compreens\u00e3o do segundo, como fato cient\u00edfico, torna mais f\u00e1cil ainda a compreens\u00e3o do primeiro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n\u00c0 \u00e9poca de Allan Kardec, o estudo dos fen\u00f4menos magn\u00e9ticos eram bastante vastos e comuns. \u00c9 por isso que Kardec, quando foi chamado a conhecer o fen\u00f4meno das mesas dan\u00e7antes<\/em>, dele n\u00e3o duvidou, mas sup\u00f4s, inicialmente, que se tratava de fen\u00f4meno dessa ordem. Ao investig\u00e1-lo, mais tarde, como j\u00e1 sabemos, encontrou ali um fen\u00f4meno inteligente, que despertou seu interesse profundo.<\/p>\n\n\n\nO magnetismo era largamente utilizado para a produ\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos hipn\u00f3ticos sonamb\u00falicos, dos quais se obtinha largo campo para estudos. Inclusive, sobre isso, os pr\u00f3prios Esp\u00edritos recomendam, em O Livro dos Esp\u00edritos, que o estudo desses fen\u00f2menos daria ao homem grande fonte de conhecimentos:<\/p>\n\n\n\n
445. Que dedu\u00e7\u00f5es se podem tirar dos fen\u00f4menos do sonambulismo e do \u00eaxtase? N\u00e3o constituir\u00e3o uma esp\u00e9cie de inicia\u00e7\u00e3o na vida futura?<\/em><\/p>\n\n\n\n\u201cA bem dizer, mediante esses fen\u00f4menos, o homem entrev\u00ea a vida passada e a vida futura. Estude-os e achar\u00e1 o aclaramento de mais de um mist\u00e9rio, que a sua raz\u00e3o inutilmente procura devassar.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\nCom o passar do tempo, contudo, tais fen\u00f4menos passaram a ser colocados \u00e0 conta de crendice<\/em> ou supersti\u00e7\u00e3o, e foram relegados ao esquecimento. Contudo, temos diariamente aos nossos olhos, nos diversos grupos das redes sociais, relatos pessoais que muito parecem levar a tais capacidades sonamb\u00falicas que, se estudadas e bem aplicadas, talvez muito bem poderiam trazer.<\/p>\n\n\n\nFato \u00e9 que esse tema, t\u00e3o esquecido e t\u00e3o pouco compreendido, poder\u00e1 nos fornecer grande campo de estudo. Destaco, por exemplo, os conte\u00fados produzidos em fartura pelo grupo chamado \u201cHospitais Espirituais do Nordeste\u201d, fartamente encontrados em seu canal do Youtube, mas que, sobre alguns pontos, ainda produzem estranheza, por n\u00e3o nos ser poss\u00edvel, ainda, estud\u00e1-los sobre outras fontes.<\/p>\n\n\n\n
Espiritismo \u00e9 ci\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n
Cabe apenas citar, para compreens\u00e3o geral, essa grande verdade: Espiritismo \u00e9 ci\u00eancia de aspecto filos\u00f3fico. Relembramos que ci\u00eancia<\/em> n\u00e3o \u00e9 apenas aquilo que se faz em laborat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\nMais \u00e0 frente, Kardec afirma que \u201ca hist\u00f3ria da Doutrina Esp\u00edrita \u00e9, de certo modo, a hist\u00f3ria do esp\u00edrito humano\u201d. Concordo totalmente. Kardec buscava, para a compreens\u00e3o dessa ci\u00eancia, estud\u00e1-la em toda parte, em todas as fontes, jamais dando palavra final sobre algo que n\u00e3o se tenha buscado estudar a fundo.<\/p>\n\n\n\n
Os prop\u00f3sitos da Revista Esp\u00edrita<\/h2>\n\n\n\n
Kardec deixa muito claro o prop\u00f3sito de acolher, na Revista, todas as observa\u00e7\u00f5es dirigidas, procurando esclarecer os pontos obscuros, conforme o conhecimento j\u00e1 adquirido. Isso d\u00e1 grande norte aos nossos pr\u00f3prios estudos, acredito, buscando fazer como prop\u00f4s o codificador: \u201cdiscutir, mas n\u00e3o disputar<\/strong>\u201d, ou seja, buscar o estudo e o esclarecimento entre todos aqueles que busquem, de bom grado, compreender a natureza do Espiritismo e dele tirar bom proveito \u00e0s suas pr\u00f3prias vidas.<\/p>\n\n\n\nKardec cita o prop\u00f3sito de relatar os fen\u00f4menos patentes que testemunhasse ou que lhes fossem relatados. O prop\u00f3sito maior disso tudo vai ficar mais claro em nossa pr\u00f3xima reuni\u00e3o de estudos, quando iniciaremos pelo tema “Manifesta\u00e7\u00f5es F\u00edsicas”<\/em>.<\/p>\n\n\n\nSeguindo esses passos, decidimos tamb\u00e9m abrir um formul\u00e1rio<\/a><\/strong>, em nosso site, onde quem desejar possa submeter relatos pessoais<\/strong>, que, selecionados, poder\u00e3o ser abordados em nossos pr\u00f3prios estudos. <\/p>\n\n\n\nA seguir, Kardec afirma o t\u00e3o necess\u00e1rio empenho de n\u00e3o se dar afirma\u00e7\u00f5es de ideias pr\u00f3prias, mas, sim, de buscar interpretar tudo \u00e0 luz da Doutrina dos Esp\u00edritos. Com isso, ali\u00e1s, buscaremos resolver quaisquer dificuldades dentro do nosso pr\u00f3prio grupo.<\/p>\n\n\n\n
Sobre o espa\u00e7o, na Revista, para a publica\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00f5es escritas ou verbais dos Esp\u00edritos, nos absteremos, por enquanto, de tal prop\u00f3sito de nossa parte, ou seja, n\u00e3o buscaremos tais comunica\u00e7\u00f5es pelos nossos pr\u00f3prios meios, pelas dificuldades j\u00e1 citadas. Estaremos abertos, contudo, se formos conduzidos a isso, j\u00e1 que \u00e9 o prop\u00f3sito maior de nossa iniciativa<\/p>\n
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