{"id":10215,"date":"2026-09-12T07:16:52","date_gmt":"2026-09-12T10:16:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/?p=10215"},"modified":"2026-09-12T09:49:09","modified_gmt":"2026-09-12T12:49:09","slug":"the-book-of-spirits-ii-in-confrontation-with-kardec","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/en\/artigos\/em-destaque\/livro-dos-espiritos-ii-em-confronto-com-kardec\/","title":{"rendered":"The Book of Spirits II in comparison with Kardec"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10215?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/pdf.png\" alt=\"image_pdf\" title=\"View PDF\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 32px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 32\/32;\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10215?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Print Content\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 32px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 32\/32;\" \/><\/a><\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Uma an\u00e1lise metodol\u00f3gica e doutrin\u00e1ria \u00e0 luz de Allan Kardec<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra de Suzi Mariah se apresenta como continua\u00e7\u00e3o de O Livro dos Esp\u00edritos. O problema, por\u00e9m, n\u00e3o est\u00e1 apenas no uso desse t\u00edtulo. Ao reivindicar a condi\u00e7\u00e3o de complemento da obra fundamental de Allan Kardec, o livro reivindica, por consequ\u00eancia, uma liga\u00e7\u00e3o com o corpo de conhecimentos que Kardec chamou de ci\u00eancia esp\u00edrita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse ponto \u00e9 decisivo. O Espiritismo, em Kardec, n\u00e3o \u00e9 simplesmente um conjunto de cren\u00e7as acerca da sobreviv\u00eancia da alma, da reencarna\u00e7\u00e3o ou da mediunidade. Ele se constitui a partir do estudo dos fen\u00f4menos produzidos pelos Esp\u00edritos, da observa\u00e7\u00e3o comparada, do exame cr\u00edtico das comunica\u00e7\u00f5es e da tentativa de separar o fato constatado da hip\u00f3tese, da opini\u00e3o pessoal e da mistifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, uma proposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o se torna esp\u00edrita simplesmente porque foi atribu\u00edda a um Esp\u00edrito ou recebida por um m\u00e9dium. Tamb\u00e9m n\u00e3o se torna parte da ci\u00eancia esp\u00edrita porque parece plaus\u00edvel, consoladora ou revestida de linguagem espiritual. \u00c9 necess\u00e1rio distinguir uma comunica\u00e7\u00e3o medi\u00fanica, uma hip\u00f3tese explicativa e um conhecimento que tenha resistido ao exame.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 justamente nessa distin\u00e7\u00e3o que Livro dos Esp\u00edritos II encontra sua maior dificuldade. O volume n\u00e3o apenas introduz ideias ausentes em Kardec: em diversos pontos modifica princ\u00edpios centrais j\u00e1 integrados \u00e0 estrutura doutrin\u00e1ria e, ao mesmo tempo, n\u00e3o apresenta o percurso de investiga\u00e7\u00e3o capaz de justificar essas mudan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nota editorial.<\/strong> Nas refer\u00eancias a A G\u00eanese e O C\u00e9u e o Inferno, foram consideradas exclusivamente as primeiras edi\u00e7\u00f5es francesas, publicadas em vida de Allan Kardec. Nenhuma reda\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma desses dois t\u00edtulos fundamenta esta an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-a-promessa-de-continuidade\" class=\"wp-block-heading\"><strong>A promessa de continuidade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O t\u00edtulo Livro dos Esp\u00edritos II n\u00e3o \u00e9 neutro. Ele coloca a obra sob a sombra direta do livro que inaugurou a codifica\u00e7\u00e3o e convida o leitor a entend\u00ea-la como sequ\u00eancia. O pr\u00f3prio pref\u00e1cio refor\u00e7a essa expectativa ao afirmar que o novo volume jamais se contrap\u00f5e a Allan Kardec e que seu prop\u00f3sito seria de \u201cagrega\u00e7\u00e3o e complemento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cO trabalho deste livro foi feito atrav\u00e9s de uma \u00fanica m\u00e9dium [&#8230;] e por mais de 300 profissionais e atuantes de diversas \u00e1reas [&#8230;] Jamais contrapondo as experi\u00eancias, mas como forma de agrega\u00e7\u00e3o e complemento.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, pref\u00e1cio, p. 9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o, portanto, n\u00e3o \u00e9 saber se o livro cont\u00e9m ideias espirituais, mensagens edificantes ou relatos interessantes. A pergunta correta \u00e9 outra: suas proposi\u00e7\u00f5es podem ser apresentadas como continuidade de um conhecimento obtido por m\u00e9todo investigativo?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 converg\u00eancias morais no volume, como a defesa da caridade, da responsabilidade e da sobreviv\u00eancia da alma. Elas devem ser reconhecidas. Mas afinidade moral geral n\u00e3o elimina diverg\u00eancias sobre a natureza do Esp\u00edrito, o mecanismo do progresso, a vida depois da morte, a classifica\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos e o exerc\u00edcio da mediunidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-antes-da-doutrina-existe-um-problema-de-metodo\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Antes da doutrina, existe um problema de m\u00e9todo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 uma tend\u00eancia recorrente no movimento esp\u00edrita de reduzir qualquer controv\u00e9rsia \u00e0 pergunta \u201cKardec disse isso ou n\u00e3o disse?\u201d. Esse crit\u00e9rio \u00e9 insuficiente. A ci\u00eancia esp\u00edrita n\u00e3o pode ser reduzida a um cat\u00e1logo de frases de Allan Kardec.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kardec n\u00e3o pretendeu estabelecer sua autoridade pessoal como crit\u00e9rio de verdade. Procurou estabelecer um m\u00e9todo de investiga\u00e7\u00e3o de uma ordem de fen\u00f4menos. Por isso, uma descoberta posterior pode ampliar, corrigir ou at\u00e9 modificar uma conclus\u00e3o anterior. Se fatos novos, bem constatados, exigirem revis\u00e3o, rejeit\u00e1-los apenas porque Kardec n\u00e3o os conheceu seria contr\u00e1rio ao pr\u00f3prio esp\u00edrito de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a consequ\u00eancia inversa \u00e9 igualmente importante: n\u00e3o basta que alguma coisa seja nova para constituir progresso cient\u00edfico. Uma comunica\u00e7\u00e3o medi\u00fanica n\u00e3o adquire autoridade simplesmente por sua origem alegadamente espiritual. A mediunidade fornece o fen\u00f4meno e o material de investiga\u00e7\u00e3o; n\u00e3o fornece automaticamente a verdade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kardec verificou que os Esp\u00edritos apresentam graus diferentes de conhecimento e moralidade, podem enganar-se, reproduzir opini\u00f5es pessoais, contradizer-se e at\u00e9 procurar mistificar. A exist\u00eancia do fen\u00f4meno medi\u00fanico, portanto, n\u00e3o resolve a quest\u00e3o da confiabilidade de seu conte\u00fado. Ao contr\u00e1rio: cria a necessidade de controles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da\u00ed a import\u00e2ncia da compara\u00e7\u00e3o, da repeti\u00e7\u00e3o, da independ\u00eancia das fontes, do exame racional, da coer\u00eancia e da confronta\u00e7\u00e3o com fatos conhecidos. A ci\u00eancia esp\u00edrita nasce precisamente da passagem do fen\u00f4meno bruto para a an\u00e1lise cr\u00edtica do fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse contexto, a men\u00e7\u00e3o a \u201cmais de 300 profissionais e atuantes de diversas \u00e1reas\u201d poderia ser o in\u00edcio de uma investiga\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o. Para que esse n\u00famero possu\u00edsse valor metodol\u00f3gico seria necess\u00e1rio saber como o trabalho foi realizado: se as mesmas quest\u00f5es foram submetidas independentemente a m\u00e9diuns diferentes; como foram registradas respostas divergentes; que procedimentos limitaram influ\u00eancia rec\u00edproca; quais crit\u00e9rios permitiram aceitar ou rejeitar comunica\u00e7\u00f5es; e que documentos possibilitariam a terceiros examinar o processo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ademais, que profissionais s\u00e3o esses? Ap\u00f4metras? Terapeutas qu\u00e2nticos? Regressores de vidas passadas? Uf\u00f3logos? Suspeito que sim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro n\u00e3o fornece essas informa\u00e7\u00f5es de maneira suficiente. O problema, portanto, n\u00e3o \u00e9 quantitativo, mas metodol\u00f3gico. Trezentas pessoas n\u00e3o equivalem a trezentas confirma\u00e7\u00f5es independentes; e trezentas opini\u00f5es n\u00e3o constituem, por si, experi\u00eancia cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-a-reencarnacao-deixa-de-ser-lei\" class=\"wp-block-heading\"><strong>A reencarna\u00e7\u00e3o deixa de ser lei<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cA reencarna\u00e7\u00e3o \u00e9 uma regra? Uma regra obrigat\u00f3ria, n\u00e3o. \u00c9 uma possibilidade entre as ferramentas existentes para a evolu\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 449, p. 184<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui n\u00e3o h\u00e1 simples mudan\u00e7a de vocabul\u00e1rio. Em O Livro dos Esp\u00edritos, a encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentada como condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria ao desenvolvimento dos Esp\u00edritos. A quest\u00e3o 132 afirma que Deus lhes imp\u00f5e a encarna\u00e7\u00e3o com a finalidade de faz\u00ea-los chegar \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o. As quest\u00f5es 166 a 170 integram as exist\u00eancias sucessivas ao mecanismo regular do progresso. A quest\u00e3o 330 relaciona a reencarna\u00e7\u00e3o \u00e0 necessidade da vida esp\u00edrita, e a quest\u00e3o 333 exclui a perman\u00eancia indefinida do Esp\u00edrito em estado estacion\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o cient\u00edfica, por\u00e9m, vai al\u00e9m da oposi\u00e7\u00e3o entre duas frases. Se a reencarna\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas uma ferramenta opcional, seria necess\u00e1rio apresentar fatos que demonstrem outro mecanismo regular pelo qual Esp\u00edritos atinjam a perfei\u00e7\u00e3o sem passar pelas exist\u00eancias corporais necess\u00e1rias ao seu desenvolvimento. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quais observa\u00e7\u00f5es mostram isso? Em que condi\u00e7\u00f5es ocorre? Como esse modelo explica as desigualdades intelectuais e morais? Como se articula com repara\u00e7\u00e3o, aprendizado e responsabilidade? O novo livro n\u00e3o oferece uma s\u00e9rie de observa\u00e7\u00f5es capaz de responder a essas perguntas. Ele substitui a explica\u00e7\u00e3o anterior, mas n\u00e3o apresenta o conjunto de fatos necess\u00e1rio para justificar essa substitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-a-metempsicose-e-admitida\" class=\"wp-block-heading\"><strong>A metempsicose \u00e9 admitida<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cSendo ela a possibilidade de reencarnar em outra esp\u00e9cie, sim, ela \u00e9 poss\u00edvel.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 456, p. 186<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cIsso quer dizer que ela existe? Sim, exatamente.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 458, p. 186<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resposta de Kardec \u00e0 mesma tese \u00e9 frontal. Na quest\u00e3o 612 de O Livro dos Esp\u00edritos, pergunta-se se o Esp\u00edrito que animou um homem poderia encarnar num animal. A resposta \u00e9 negativa: isso seria retrogradar, e o Esp\u00edrito n\u00e3o retrograda. A quest\u00e3o 611 j\u00e1 havia distinguido a metempsicose da doutrina das exist\u00eancias sucessivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma ci\u00eancia, entretanto, n\u00e3o est\u00e1 obrigada a conservar eternamente uma conclus\u00e3o. Se fossem observados fatos inequ\u00edvocos demonstrando que Esp\u00edritos humanos efetivamente retornam a organismos animais, a quest\u00e3o deveria ser reaberta. O ponto \u00e9 precisamente esse: Livro dos Esp\u00edritos II n\u00e3o apresenta tais fatos. Responde simplesmente que a metempsicose existe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso converte aquilo que deveria ser objeto de investiga\u00e7\u00e3o em conclus\u00e3o antecipada. A quest\u00e3o 530 amplia o problema ao afirmar que animais podem reencarnar como humanos. Em Kardec, a passagem do princ\u00edpio inteligente at\u00e9 a humanidade \u00e9 tratada como elabora\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o como reencarna\u00e7\u00e3o comum de um animal individualizado em pessoa humana.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-a-individualidade-espiritual-pode-desaparecer\" class=\"wp-block-heading\"><strong>A individualidade espiritual pode desaparecer<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cO esp\u00edrito pode escolher que seu campo se dissolva como identidade, deixando de existir como \u201cum\u201d [&#8230;] \u00c9 como uma gota que volta ao mar.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 462, p. 187<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cO esp\u00edrito deixa de ser uma unidade consciente e retorna ao Todo [&#8230;] permanece integrado \u00e0 Consci\u00eancia Universal, mas sem a individualidade.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 464, p. 188<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 um dos contrastes mais profundos. Na quest\u00e3o 83 de O Livro dos Esp\u00edritos, Kardec pergunta se os Esp\u00edritos t\u00eam fim. A resposta afirma que sua exist\u00eancia n\u00e3o termina. A quest\u00e3o 149 acrescenta que a alma conserva a individualidade depois da morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia de que os seres humanos seriam &#8220;part\u00edculas&#8221; ou &#8220;peda\u00e7os&#8221; destacados de Deus e de que, ao final do processo evolutivo ou ap\u00f3s a morte, &#8220;retornariam a Deus&#8221; dissolvendo-se na Divindade \u00e9 uma concep\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica antiga (associada ao <strong>Pante\u00edsmo<\/strong> e ao <strong>Absorcionismo<\/strong>) que foi <strong>profunda e expressamente refutada por Allan Kardec na Codifica\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Que nos importa ter uma alma, se, extinguindo-se-nos a vida, ela desaparece na imensidade, como as gotas d\u2019\u00e1gua no Oceano? A perda da nossa individualidade n\u00e3o eq\u00fcivale, para n\u00f3s, ao nada?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Kardec, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos, pergunta 148.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em O C\u00e9u e o Inferno, contrap\u00f5e firmemente:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 outra doutrina que nega ser materialista porque admite a exist\u00eancia de um princ\u00edpio inteligente, fora da mat\u00e9ria, que \u00e9 a doutrina da absor\u00e7\u00e3o no Todo Universal. Segundo essa doutrina, cada indiv\u00edduo absorve em si, ao nascer, uma parcela desse princ\u00edpio, que \u00e9 sua alma e que lhe d\u00e1 a vida, a intelig\u00eancia e o sentimento. Quando morre, essa alma volta ao ponto de origem, perdendo-se no infinito, como uma gota d\u2019\u00e1gua no oceano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa doutrina \u00e9, sem d\u00favida, um passo adiante com rela\u00e7\u00e3o ao materialismo puro, j\u00e1 que ela admite algo al\u00e9m da mat\u00e9ria, enquanto o outro nada admite, mas as consequ\u00eancias de ambas s\u00e3o as mesmas. Ser o homem mergulhado no nada ou num reservat\u00f3rio comum \u00e9, para ele, a mesma coisa. Se, no primeiro caso, ele \u00e9 aniquilado, no segundo perde sua individualidade e \u00e9 como se n\u00e3o existisse, e suas rela\u00e7\u00f5es sociais estar\u00e3o igualmente extintas para sempre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O essencial para o homem \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o de seu eu, sem o que n\u00e3o importa ser ou n\u00e3o ser! O futuro, para ele, \u00e9 igualmente nulo, e o presente \u00e9 a \u00fanica coisa que lhe importa e o preocupa. Do ponto de vista das consequ\u00eancias morais, essa doutrina \u00e9 igualmente prejudicial, igualmente desesperadora, incitando ao ego\u00edsmo tanto quanto o materialismo propriamente dito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Kardec, Allan. O C\u00e9u e o Inferno &#8211; Editora Mundo Maior (correspondente \u00e0 1a edi\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E completa:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada indiv\u00edduo, sendo uma parte do todo, \u00e9 ele mesmo Deus. Nenhum ser superior e independente comanda o conjunto; o Universo \u00e9 uma imensa rep\u00fablica sem chefe, ou antes, onde cada um \u00e9 chefe com poder absoluto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A esse sistema podemos opor numerosas obje\u00e7\u00f5es, das quais s\u00e3o estas as principais: a Divindade, n\u00e3o podendo ser concebida sem o infinito das perfei\u00e7\u00f5es, perguntamo-nos como um todo perfeito pode ser formado de partes t\u00e3o imperfeitas e tendo a necessidade de progredir? Cada parte estando submetida \u00e0 lei do progresso, da\u00ed resulta que o pr\u00f3prio Deus deve progredir; se Ele progride incessantemente, deve ter sido, na origem dos tempos, muito imperfeito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como um ser imperfeito, formado de vontades e de ideias t\u00e3o divergentes, p\u00f4de conceber as leis t\u00e3o harmoniosas, t\u00e3o admir\u00e1veis de unidade, de sabedoria e de previd\u00eancia que regem o Universo? Se todas as almas s\u00e3o por\u00e7\u00f5es da Divindade, todas concorreram para as leis da natureza; como pode ser ent\u00e3o que elas murmurem sem cessar contra essas leis, que s\u00e3o obras suas?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma teoria n\u00e3o pode ser aceita como verdadeira, sen\u00e3o com a condi\u00e7\u00e3o de satisfazer a raz\u00e3o e dar conta de todos os fatos que abrange. Se um s\u00f3 fato a desmente, \u00e9 porque ela n\u00e3o encerra a verdade absoluta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Idem.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 f\u00e1cil perceber que, se algu\u00e9m chamou Suzi para realizar uma obra, destruindo pontos fundamentais da moral produzida pela ci\u00eancia esp\u00edrita, esse algu\u00e9m n\u00e3o foi o Esp\u00edrito de Allan Kardec.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-a-ressurreicao-fisica-retorna-como-possibilidade\" class=\"wp-block-heading\"><strong>A ressurrei\u00e7\u00e3o f\u00edsica retorna como possibilidade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cE na mat\u00e9ria? \u00c9 t\u00e3o poss\u00edvel quanto a reencarna\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 471, p. 189<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cO esp\u00edrito pode reconstruir ou materializar um corpo com base em uma c\u00e9lula original [&#8230;] utilizando uma for\u00e7a energ\u00e9tica imensa e uma supermat\u00e9ria.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 472, p. 190<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kardec dedica a quest\u00e3o 1010 de O Livro dos Esp\u00edritos \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o da carne. Sua conclus\u00e3o \u00e9 expl\u00edcita: a reconstitui\u00e7\u00e3o do mesmo corpo \u00e9 materialmente imposs\u00edvel, porque seus elementos se dispersam e passam a compor outros organismos. A ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 interpretada como figura da reencarna\u00e7\u00e3o, n\u00e3o como retorno definitivo do cad\u00e1ver recomposto:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Efetivamente, a ci\u00eancia demonstra a impossibilidade da ressurrei\u00e7\u00e3o, segundo a ideia vulgar. Se os despojos do corpo humano se conservassem homog\u00eaneos, embora dispersos e reduzidos a p\u00f3, ainda se conceberia que pudessem reunir-se em dado momento. As coisas, por\u00e9m, n\u00e3o se passam assim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[&#8230;]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Racionalmente, pois, n\u00e3o se pode admitir a ressurrei\u00e7\u00e3o da carne, sen\u00e3o como uma figura simb\u00f3lica do fen\u00f4meno da reencarna\u00e7\u00e3o. E, ent\u00e3o, nada mais h\u00e1 que aberre da raz\u00e3o, que esteja em contradi\u00e7\u00e3o com os dados da ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Kardec, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo livro faz o movimento inverso: recupera a ressurrei\u00e7\u00e3o literal mediante uma \u201cc\u00e9lula original\u201d, energia e \u201csupermat\u00e9ria\u201d. Esses termos, por\u00e9m, n\u00e3o v\u00eam acompanhados de defini\u00e7\u00e3o operacional, observa\u00e7\u00f5es reproduz\u00edveis ou fatos control\u00e1veis que permitam examin\u00e1-los. A linguagem t\u00e9cnica n\u00e3o substitui a demonstra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-anjos-criados-em-condicao-superior-e-pureza-reversivel\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Anjos criados em condi\u00e7\u00e3o superior e pureza revers\u00edvel<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cH\u00e1 seres que j\u00e1 foram criados em n\u00edveis de elevada consci\u00eancia, constitu\u00eddos por uma matriz energ\u00e9tica pr\u00f3pria, que n\u00e3o percorre o mesmo caminho evolutivo dos demais.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 643, p. 244<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas quest\u00f5es 115, 128 e 129 de O Livro dos Esp\u00edritos, a resposta \u00e9 outra. Todos os Esp\u00edritos s\u00e3o criados simples e ignorantes; os anjos s\u00e3o Esp\u00edritos puros que alcan\u00e7aram o grau mais elevado depois de percorrer os demais graus. N\u00e3o formam uma cria\u00e7\u00e3o privilegiada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema se agrava quando o novo livro admite que Esp\u00edritos da escala de Jesus poderiam ser novamente afetados pelos prazeres e ilus\u00f5es de mundos densos, trazendo de volta \u201cfragmentos de ego\u201d. Kardec define os Esp\u00edritos puros pela completa superioridade moral e afirma, na quest\u00e3o 118, que eles n\u00e3o retrogradam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se uma obra pretende rever essa conclus\u00e3o, precisa apresentar casos verific\u00e1veis de regress\u00e3o de Esp\u00edritos puros e demonstrar de que modo sua identifica\u00e7\u00e3o foi estabelecida. Sem isso, a afirma\u00e7\u00e3o permanece uma hip\u00f3tese particular.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-a-segunda-morte-do-perispirito\" class=\"wp-block-heading\"><strong>A segunda morte do perisp\u00edrito<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cNa segunda morte, os seres desencarnados perdem tamb\u00e9m o perisp\u00edrito.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 441, p. 180<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kardec descreve o perisp\u00edrito como o envolt\u00f3rio semimaterial que acompanha o Esp\u00edrito e \u00e9 tomado do fluido pr\u00f3prio de cada mundo. Ele se depura e pode tornar-se extremamente et\u00e9reo, mas isso n\u00e3o equivale \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de uma segunda morte universal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o 93 de O Livro dos Esp\u00edritos e os cap\u00edtulos XI e XIV da primeira edi\u00e7\u00e3o francesa de A G\u00eanese tratam o perisp\u00edrito como elemento funcional da rela\u00e7\u00e3o entre Esp\u00edrito e mat\u00e9ria. Pode-se investigar transforma\u00e7\u00f5es profundas desse envolt\u00f3rio; o que n\u00e3o se pode fazer, sem demonstra\u00e7\u00e3o, \u00e9 transformar seu abandono em etapa obrigat\u00f3ria e depois apresent\u00e1-la como extens\u00e3o natural do modelo kardeciano.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-a-mediunidade-torna-se-servico-cobravel\" class=\"wp-block-heading\"><strong>A mediunidade torna-se servi\u00e7o cobr\u00e1vel<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cTodo trabalho envolve algum tipo de troca [&#8230;] O ato de cobrar, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 o ponto central.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 942, p. 342<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cAplic\u00e1vel a qualquer forma de mediunidade, inclusive incorpora\u00e7\u00e3o [&#8230;] O ponto central n\u00e3o \u00e9 a cobran\u00e7a em si, mas a \u00e9tica, a inten\u00e7\u00e3o e o destino dos valores recebidos.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 943, p. 342<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O contraste com O Evangelho segundo o Espiritismo \u00e9 direto. No cap\u00edtulo XXVI, itens 7 a 10, Kardec distingue a remunera\u00e7\u00e3o de um trabalho humano da venda de uma faculdade que n\u00e3o pertence ao m\u00e9dium e depende da vontade dos Esp\u00edritos. Sua conclus\u00e3o \u00e9 inequ\u00edvoca: a mediunidade s\u00e9ria n\u00e3o pode tornar-se profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 meramente moralista. Existe um problema metodol\u00f3gico. Quanto maior o interesse material ligado \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o, maior a necessidade de controlar fraude, encena\u00e7\u00e3o, autossugest\u00e3o, sele\u00e7\u00e3o conveniente dos resultados e depend\u00eancia econ\u00f4mica da cren\u00e7a do p\u00fablico. A gratuidade funciona, nesse sentido, tamb\u00e9m como prote\u00e7\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o contra conflitos de interesse.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-termos-kardecianos-recebem-novos-sentidos\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Termos kardecianos recebem novos sentidos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cPneumat\u00f3grafos \u2013 Escrita sem controle consciente; forma mais profunda do mesmo fen\u00f4meno.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 949, p. 347<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em O Livro dos M\u00e9diuns, item 146, pneumatografia significa escrita direta produzida pelo Esp\u00edrito sem intermedi\u00e1rio. A escrita realizada pela m\u00e3o do m\u00e9dium \u00e9 psicografia, seja mec\u00e2nica, semimec\u00e2nica ou intuitiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A precis\u00e3o terminol\u00f3gica n\u00e3o \u00e9 mero apego a palavras. Em ci\u00eancia, termos servem para separar fen\u00f4menos conforme seu modo de produ\u00e7\u00e3o. Se o mesmo nome passa a designar mecanismos diferentes, observa\u00e7\u00f5es distintas s\u00e3o agrupadas como se fossem equivalentes e a compara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica se torna imprecisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A lista de 33 tipos de m\u00e9diuns apresentada pelo novo volume inclui ainda consteladores e ap\u00f4metras. Isso pode descrever pr\u00e1ticas contempor\u00e2neas, mas n\u00e3o autoriza apresent\u00e1-las automaticamente como continua\u00e7\u00e3o da classifica\u00e7\u00e3o experimental de Kardec.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-sentir-paz-nao-basta-para-verificar-uma-comunicacao\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Sentir paz n\u00e3o basta para verificar uma comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cComo se sentir seguro? Quando a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o causa sensa\u00e7\u00f5es ruins, densas ou negativas.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 650, p. 246<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cObserve o que a mensagem provoca em seu interior.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 653, p. 247<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui aparece uma diverg\u00eancia que n\u00e3o \u00e9 apenas doutrin\u00e1ria, mas epistemol\u00f3gica. O crit\u00e9rio de verifica\u00e7\u00e3o \u00e9 deslocado da an\u00e1lise da mensagem para a sensa\u00e7\u00e3o produzida em quem a recebe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma comunica\u00e7\u00e3o falsa pode consolar. Uma mensagem equivocada pode corresponder exatamente \u00e0s expectativas de quem a recebe. Um Esp\u00edrito mistificador pode utilizar linguagem elevada. E uma informa\u00e7\u00e3o verdadeira pode ser desagrad\u00e1vel ou contrariar convic\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, em O Livro dos M\u00e9diuns, Kardec insiste na linguagem, na l\u00f3gica, no conhecimento demonstrado, na coer\u00eancia, na finalidade, nas caracter\u00edsticas do comunicante e na compara\u00e7\u00e3o entre manifesta\u00e7\u00f5es. O crit\u00e9rio subjetivo favorece justamente aquilo que um m\u00e9todo de investiga\u00e7\u00e3o precisa reduzir: a confirma\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias expectativas.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-uma-hipotese-nao-se-transforma-em-fato-porque-e-mediunica\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma hip\u00f3tese n\u00e3o se transforma em fato porque \u00e9 medi\u00fanica<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cAlguns buscam mat\u00e9ria-prima e recursos naturais; outros realizam pesquisas e testes gen\u00e9ticos [&#8230;] H\u00e1 tamb\u00e9m os que procuram explorar o planeta.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 606, p. 229<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cExistem aparelhos decodificadores universais.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro dos Esp\u00edritos II, quest\u00e3o 661, p. 250<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pluralidade dos mundos habitados pertence \u00e0 doutrina esp\u00edrita. Dela n\u00e3o decorrem automaticamente abdu\u00e7\u00f5es, experimentos gen\u00e9ticos extraterrestres, infiltrados, explora\u00e7\u00e3o de recursos terrestres, naves espirituais ou aparelhos decodificadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada afirma\u00e7\u00e3o possui carga probat\u00f3ria pr\u00f3pria. Admitir a exist\u00eancia de outros mundos habitados n\u00e3o demonstra que determinada esp\u00e9cie extraterrestre visite a Terra. Reconhecer a a\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos sobre a mat\u00e9ria n\u00e3o demonstra automaticamente qualquer tecnologia atribu\u00edda ao mundo invis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas ideias podem ser formuladas como hip\u00f3teses. O problema come\u00e7a quando s\u00e3o apresentadas como fatos conhecidos sem exposi\u00e7\u00e3o das observa\u00e7\u00f5es que permitiriam estabelec\u00ea-las.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na ci\u00eancia esp\u00edrita, a origem medi\u00fanica de uma informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 equivalente \u00e0 sua confirma\u00e7\u00e3o. A pr\u00f3pria exist\u00eancia de Esp\u00edritos ignorantes, equivocados ou mistificadores torna essa distin\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-o-que-seria-necessario-para-modificar-uma-conclusao-da-ciencia-espirita\" class=\"wp-block-heading\"><strong>O que seria necess\u00e1rio para modificar uma conclus\u00e3o da ci\u00eancia esp\u00edrita?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse talvez seja o ponto central de todo o debate. A ci\u00eancia avan\u00e7a quando fatos novos obrigam a modificar explica\u00e7\u00f5es anteriores. Nenhuma conclus\u00e3o estabelecida por Kardec deve ser tratada como intoc\u00e1vel simplesmente por ter sido publicada no s\u00e9culo XIX. Por\u00e9m, uma revis\u00e3o exige m\u00e9todo e evid\u00eancia proporcional ao que est\u00e1 sendo revisado:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Generalidade e concord\u00e2ncia no ensino \u2014 esse \u00e9 o car\u00e1ter essencial da doutrina esp\u00edrita, a condi\u00e7\u00e3o mesmo de sua exist\u00eancia, de onde resulta que todo princ\u00edpio que n\u00e3o tenha recebido a consagra\u00e7\u00e3o do controle de generalidade n\u00e3o pode ser considerado como parte integrante dessa mesma doutrina, mas como uma simples opini\u00e3o isolada, cuja responsabilidade o Espiritismo n\u00e3o pode assumir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa coletividade concordante de opini\u00e3o dos Esp\u00edritos, submetida, al\u00e9m disso, ao crit\u00e9rio da l\u00f3gica, constitui a for\u00e7a da doutrina esp\u00edrita e lhe assegura a perpetuidade. Para que ela fosse alterada, seria preciso que a universalidade dos Esp\u00edritos mudasse de opini\u00e3o e que eles viessem, um dia, dizer o contr\u00e1rio do que disseram anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Kardec, Allan. A G\u00eanese &#8211; Editora Mundo Maior.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse cuidado \u00e9 especialmente importante em pesquisas medi\u00fanicas porque o instrumento de observa\u00e7\u00e3o &#8211; o m\u00e9dium &#8211; \u00e9 um ser humano dotado de mem\u00f3ria, cren\u00e7as, expectativas, vocabul\u00e1rio e refer\u00eancias culturais. Kardec conhecia esse problema, como tamb\u00e9m sabia, logo pelas primeiras observa\u00e7\u00f5es, que as opini\u00f5es dos Esp\u00edritos n\u00e3o devem ser cegamente aceitas, tanto quanto n\u00e3o devem ser as dos homens &#8211; por isso n\u00e3o transformou cada mensagem recebida em princ\u00edpio doutrin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em participa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, em canais do Youtube, Suzi tem afirmado que recebeu essa miss\u00e3o do Esp\u00edritos de Kardec, que a teria chamado para ir ao seu t\u00famulo para conversar com ele. Isso \u00e9 um verdadeiro esc\u00e1rnio com tudo o que Kardec sempre nos demonstrou, em seus escritos sobre as conclus\u00f5es da ci\u00eancia Esp\u00edrita.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-o-nome-de-continuacao-nao-resiste-ao-confronto\" class=\"wp-block-heading\"><strong>O nome de &#8220;continua\u00e7\u00e3o&#8221; n\u00e3o resiste ao confronto<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Livro dos Esp\u00edritos II re\u00fane elementos de Espiritismo, esoterismo, linguagem terap\u00eautica, ufologia e espiritualismo contempor\u00e2neo. O sincretismo pode ter valor para leitores que procuram essa combina\u00e7\u00e3o, mas o problema est\u00e1 em apresent\u00e1-lo como complemento fiel de Kardec e, sobretudo, como continuidade da ci\u00eancia esp\u00edrita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parece ser a velha receita daqueles que buscam surfar na fama do Espiritismo: misturar ideias fundamentalmente antag\u00f4nicas entre si e apresent\u00e1-las <em>como se fossem<\/em> Espiritismo. <strong><a href=\"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/artigos\/assuntos-diversos\/o-desvio-do-movimento-espirita-brasileiro-a-influencia-do-roustainguismo-e-suas-consequencias\/\" data-type=\"post\" data-id=\"8815\">A pr\u00f3pria FEB tamb\u00e9m fez isso, por mais de um s\u00e9culo, e continua fazendo<\/a><\/strong>. Aqui, preciso fazer men\u00e7\u00e3o \u00e0 enorme responsabilidade que ela, Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Brasileira, tem sobre tudo isso, pois esse cen\u00e1rio \u00e9 apenas o resultado da grande for\u00e7a que ela fez para criar um &#8220;Esp\u00edritismo \u00e0 moda da casa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reencarna\u00e7\u00e3o facultativa, metempsicose, dissolu\u00e7\u00e3o da individualidade, ressurrei\u00e7\u00e3o f\u00edsica, anjos criados em condi\u00e7\u00e3o superior, pureza espiritual revers\u00edvel e cobran\u00e7a da mediunidade n\u00e3o s\u00e3o detalhes perif\u00e9ricos. Eles alteram a origem, o destino e a responsabilidade do Esp\u00edrito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do mesmo modo, a redefini\u00e7\u00e3o de categorias medi\u00fanicas, a valida\u00e7\u00e3o emocional das mensagens e a apresenta\u00e7\u00e3o de descri\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas do mundo espiritual sem exposi\u00e7\u00e3o de m\u00e9todo enfraquecem o pr\u00f3prio mecanismo pelo qual se deveria separar conhecimento de opini\u00e3o medi\u00fanica.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-conclusao-o-problema-nao-e-discordar-de-kardec-e-abandonar-o-metodo-que-permitiria-supera-lo\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Conclus\u00e3o: o problema n\u00e3o \u00e9 discordar de Kardec; \u00e9 abandonar o m\u00e9todo que permitiria super\u00e1-lo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O confronto realizado neste artigo n\u00e3o transforma Allan Kardec em autoridade infal\u00edvel nem congela o Espiritismo em 1869. Isso seria contr\u00e1rio \u00e0 pr\u00f3pria natureza da ci\u00eancia esp\u00edrita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se novos fatos demonstrarem que determinada conclus\u00e3o estava incompleta ou equivocada, a posi\u00e7\u00e3o coerente com o m\u00e9todo kardeciano ser\u00e1 reconhecer os fatos e revisar a teoria. \u00c9 exatamente por isso que Livro dos Esp\u00edritos II encontra seu maior problema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O volume n\u00e3o se limita a apresentar fen\u00f4menos novos ainda desconhecidos no s\u00e9culo XIX. Ele modifica princ\u00edpios fundamentais e introduz numerosas descri\u00e7\u00f5es sobre a realidade espiritual, mas n\u00e3o oferece ao leitor o percurso experimental capaz de transformar essas afirma\u00e7\u00f5es em conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso n\u00e3o significa que suas teses sejam falsas simplesmente porque contradizem Kardec. Significa que quem pretende substituir uma conclus\u00e3o estabelecida precisa demonstrar por que ela deve ser substitu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mesmo vale para col\u00f4nias, ve\u00edculos, equipamentos espirituais, sistemas de tradu\u00e7\u00e3o, extraterrestres, estruturas dimensionais ou qualquer outra hip\u00f3tese. O fato de essas ideias serem atribu\u00eddas a Esp\u00edritos n\u00e3o lhes concede, por si, estatuto cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma comunica\u00e7\u00e3o medi\u00fanica \u00e9 um dado. V\u00e1rias comunica\u00e7\u00f5es concordantes podem constituir um ind\u00edcio. Uma hip\u00f3tese organiza esses dados. Mas uma proposi\u00e7\u00e3o somente pode aspirar \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de conhecimento da ci\u00eancia esp\u00edrita depois de submetida ao exame dos fatos, \u00e0 cr\u00edtica racional, \u00e0 compara\u00e7\u00e3o e aos controles destinados a reduzir erro, influ\u00eancia pessoal e mistifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nesse ponto que a express\u00e3o Livro dos Esp\u00edritos II se torna problem\u00e1tica. O livro pode ser estudado como produ\u00e7\u00e3o espiritualista contempor\u00e2nea. Pode apresentar hip\u00f3teses dignas de investiga\u00e7\u00e3o. Pode conter ensinamentos morais compat\u00edveis com princ\u00edpios esp\u00edritas. O que ele n\u00e3o demonstra \u00e9 aquilo que seu t\u00edtulo e seu pref\u00e1cio sugerem: que suas proposi\u00e7\u00f5es constituam uma continua\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de O Livro dos Esp\u00edritos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A ci\u00eancia esp\u00edrita n\u00e3o progride pelo simples acr\u00e9scimo de novas revela\u00e7\u00f5es. Ela progride quando novos fatos resistem ao exame e obrigam o conhecimento anterior a avan\u00e7ar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias utilizadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MARIAH, Suzi. Livro dos Esp\u00edritos II. Arquivo digital examinado, 416 p\u00e1ginas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos. Edi\u00e7\u00e3o definitiva publicada em vida do autor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KARDEC, Allan. O Livro dos M\u00e9diuns ou Guia dos M\u00e9diuns e dos Evocadores. Paris, 1861.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Paris, 1864.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KARDEC, Allan. Le Ciel et l\u2019Enfer ou la justice divine selon le spiritisme. Paris, 1865. Primeira edi\u00e7\u00e3o francesa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KARDEC, Allan. La Gen\u00e8se, les miracles et les pr\u00e9dictions selon le spiritisme. Paris, 1868. Primeira edi\u00e7\u00e3o francesa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Crit\u00e9rio de cita\u00e7\u00e3o.<\/strong> As p\u00e1ginas atribu\u00eddas a Livro dos Esp\u00edritos II correspondem \u00e0 pagina\u00e7\u00e3o impressa no PDF examinado. As cita\u00e7\u00f5es foram abreviadas apenas com retic\u00eancias entre colchetes quando necess\u00e1rio, sem altera\u00e7\u00e3o do sentido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Livro dos Esp\u00edritos II em confronto com a ci\u00eancia esp\u00edrita<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\" style=\"background-color:#ffffff\"><div class=\"fb-comments\" style=\"width:100%\" data-href=\"https:\/\/www.geolegadodeallankardec.com.br\/en\/artigos\/em-destaque\/livro-dos-espiritos-ii-em-confronto-com-kardec\/\" data-numposts=\"10\" data-lazy=\"true\" data-colorscheme=\"light\" data-order-by=\"social\" data-mobile=\"true\"><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma an\u00e1lise metodol\u00f3gica e doutrin\u00e1ria \u00e0 luz de Allan Kardec A obra de Suzi Mariah se apresenta como continua\u00e7\u00e3o de O Livro dos Esp\u00edritos. O problema, por\u00e9m, n\u00e3o est\u00e1 apenas no uso desse t\u00edtulo. 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