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Visualizações: 1.685 Hoje trouxemos mais uma análise de comunicação mediúnica. O foco sempre é destacar as características lógicas das mensagens através do corpo da mensagem, análises ponto a ponto, e conclusões. No mês de novembro de 2025, em uma de Leia mais
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Hoje trouxemos mais uma análise de comunicação mediúnica. O foco sempre é destacar as características lógicas das mensagens através do corpo da mensagem, análises ponto a ponto, e conclusões.
No mês de novembro de 2025, em uma de nossas reuniões mediúnicas, um dos médiuns recebeu a seguinte comunicação psicográfica espontânea de um Espírito:
Houve um tempo em que a necessidade das provas era necessária. Hoje, de acordo com a evolução dos habitantes do mundo, ela é ainda mais necessária, visto que a humanidade está cada vez mais imbuída de más intenções, visando o egoísmo e o ganho pessoal acima do coletivo. Estudos estão sendo feitos sobre médiuns e mediunidade. Os pesquisadores, no entanto, focados em cartas consoladoras, esquecem o básico da doutrina. Ou esquecem ou desconhecem.
Quando buscam por cartas consoladoras com o intuito da comprovação, o mundo espiritual, muitas vezes, se cala. A pesquisa carece de um ponto essencial: a fé. Também carece do entendimento do mundo espiritual.
Se fossemos enumerar, aqui, esses pontos, teríamos que ditar a codificação desde o seu princípio.
Ainda na época de Kardec, tentaram os mesmos experimentos. De lá, para cá, nada mudou nas Leis de Deus, nem na conduta dos Espíritos.
Mas não se preocupem. A hora das provas concretas está próxima e até os incrédulos tremerão.
Já dissemos: se for preciso, voltaremos a bater nas mesas.
Os médiuns são falhos. As Leis de Deus, não.
O estudo desses cientistas deveria ser feito em um grupo mediúnico. Só assim, poderiam entender o funcionamento básico dos fenômenos. Isolar médiuns para evocar espíritos não é um estudo correto. Analisar, no entanto, médiuns em transe nos grupos, poderia dar a eles material para abrirem as pesquisas.
Mas somos apenas mensageiros. Nossas palavras nem sempre são bem entendidas.
Desejamos, e faremos a nossa parte para que eles cheguem às suas melhores conclusões, sem retirar da humanidade a fé do amanhã, pelo contrário, informar aos incrédulos sobre a certeza que obterão de nosso mundo.1
Um Espirito – nov 2025
Esta comunicação tem a característica da firmeza doutrinária, lógica rigorosa e foco na utilidade moral. Aferiremos se as asserções do Espírito são coerentes com o ensinamento geral. Assim como se ela promove o progresso e o bem, em vez do sensacionalismo ou da especulação.
A mensagem pode ser classificada como profundamente instrutiva e em total conformidade com a moral dos Espíritos Superiores. Ela serve como um guia prático e uma severa advertência aos pesquisadores e médiuns.
Aqui está a análise ponto a ponto:
1. Sobre a Condição da Humanidade e a Necessidade das Provas
A avaliação da Humanidade — que está “cada vez mais imbuída de más intenções, visando o egoísmo e o ganho pessoal acima do coletivo” — é uma constatação que reflete a realidade do nosso planeta de expiações e provas. O egoísmo e o orgulho são as verdadeiras chagas da Humanidade. O Espiritismo tem como meta essencial justamente o aperfeiçoamento moral do ser humano.
A declaração de que a necessidade das provas é ainda maior é lógica, pois as manifestações espíritas têm um fim providencial: convencer os incrédulos da sobrevivência da alma.
O aviso de que a “hora das provas concretas está próxima” e que “se for preciso, voltaremos a bater nas mesas”. está em sintonia com a lei do progresso. Os Espíritos iniciaram as suas manifestações com os efeitos físicos (as pancadas — tiptologia), que serviram como o vestíbulo da Ciência para despertar a atenção. Kardec observou que os Espíritos conduzem o ensino de modo gradativo e prudente. A retomada dos fenômenos físicos seria um meio poderoso para a implantação universal da doutrina na nova fase. Isto chocaria aqueles que ainda precisam de evidências materiais.2
A afirmação de que “nada mudou nas Leis de Deus, nem na conduta dos Espíritos” é perfeitamente exata, pois as leis divinas são imutáveis.3
2. Sobre a Metodologia de Pesquisa, a Fé e o Silêncio Espiritual
A crítica aos pesquisadores que “focados em cartas consoladoras, esquecem o básico da doutrina” e agem com a “curiosidade” é um ponto essencial reiterado nas obras espíritas.
• Necessidade de Fé e Estudo: O ensino afirma corretamente que a pesquisa carece de fé e de entendimento do mundo espiritual. Kardec sempre sublinhou que a fé inabalável é aquela que pode encarar frente a frente a razão. O estudo sério e perseverante é a primeira condição para conhecer o Espiritismo.4
• O Silêncio Espiritual: O fato de que “o mundo espiritual, muitas vezes, se cala” quando a busca é pela comprovação (por interesse ou curiosidade) é uma verdade constante. Os Espíritos Superiores não gostam dos curiosos. Eles não se prestam a experiências frívolas, ociosas ou para dar espetáculo, e se recusam a auxiliar qualquer tipo de cupidez ou egoísmo.
A mensagem está correta ao sugerir “ditar a codificação desde o seu princípio” para esclarecer esses pontos. isto demonstraria que, sem a base filosófica (Deus, alma, imortalidade), o estudo da manifestação é inútil.5)
3. Sobre a Falibilidade do Médium e a Importância do Grupo
A comunicação fornece instruções práticas vitais sobre a prática mediúnica:
• A Falibilidade: A distinção “Os médiuns são falhos. As Leis de Deus, não” é fundamental. A faculdade mediúnica é orgânica e independe do moral do médium. Contudo, a aplicação e a qualidade das comunicações dependem das qualidades do médium.
• O Escolho do Isolamento: A crítica de que “Isolar médiuns para evocar espíritos não é um estudo correto” é uma máxima de segurança. O isolamento do médium é um dos maiores escolhos da mediunidade. Aquele que trabalha sozinho se torna facilmente presa de Espíritos mentirosos e hipócritas que o dominam.6
• A Força do Grupo: O conselho de que o estudo “deveria ser feito em um grupo mediúnico” é a única forma de evitar a obsessão. O grupo sério fornece o controle, a análise e o exame crítico das comunicações por pessoas desinteressadas e benevolentes, o que desmascara os Espíritos enganadores.7
• Análise em Transe: A sugestão de “analisar, no entanto, médiuns em transe nos grupos” é uma metodologia válida. O estado de sonambulismo ou êxtase permite que o Espírito do médium se manifeste mais livremente, revelando manifestações mais elevadas e profundas.
4. Sobre a Identidade e a Missão
A ausência de um nome específico do Espírito, apresentando-se apenas como “somos apenas mensageiros”, seria visto como um sinal de seriedade e humildade, típicos de Espíritos que se importam com a ideia e não com o homem. Pela análise, podemos afirmar que é o mesmo espirito que se comunicou anteriormente na nesta mensagem aqui
• O Foco na Mensagem: A prioridade de “informar aos incrédulos sobre a certeza que obterão de nosso mundo” é a finalidade máxima e essencial da Doutrina Espírita.8
Veredito Final de nossa análise:
Concluímos que o teor da comunicação é inteiramente conforme aos ensinos que lhe foram dados pelos Espíritos Superiores. A mensagem serve como uma advertência aos adeptos e aos cientistas da Terra: a metodologia de observação deve ser aliada à moralidade e à lógica, e o Espiritismo não se presta à curiosidade vã.
“A utilidade desta comunicação não reside em revelar verdades científicas novas, mas sim em reforçar os pilares da conduta espírita: a seriedade do estudo, o rigor do raciocínio e a segurança da prática em grupo. A promessa das provas futuras é um encorajamento para que os homens de bem se mantenham firmes na fé racional, pois a verdade, que é calma, prevalecerá sobre a violência e a incredulidade.”9
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Visualizações: 3.353 Fazer a análise das comunicações mediúnicas recebidas é tão importante quanto recebê-las e aplicá-las. O estudo comparativo entre elas e a Doutrina Espírita faz com que as validemos ou não. Além disso, nos ajuda a entender melhor o Leia mais
O post Análise de Comunicação Mediúnica: Dose de Ânimo – Espírito Amigo apareceu primeiro em Grupo de Estudos O Legado de Allan Kardec.
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Fazer a análise das comunicações mediúnicas recebidas é tão importante quanto recebê-las e aplicá-las. O estudo comparativo entre elas e a Doutrina Espírita faz com que as validemos ou não. Além disso, nos ajuda a entender melhor o mundo que nos cerca.
Em uma de nossas conversas com os Espíritos no mês de setembro de 2025, recebemos a seguinte comunicação de um dos Espíritos Amigos que nos auxiliam:
Pergunta: Sobre esses esforços, às vezes parece que não encontram muitas pessoas dispostas por aí. Gostaria de uma avaliação nesse sentido de como estão.
Resposta: A calma e a resistência. Para Kardec também não foi fácil. Com todas as distorções que agora se encontram nesse mundo. Com o materialismo ainda mais pungente do que era na época de Kardec.
As pessoas, aos poucos, com a nossa intervenção, e podem ter certeza que estamos trabalhando com relação a isso, sentirão a nossa presença. Nem que para isso tenhamos que começar da mesma forma que foi no século de Kardec. Batendo, chamando.
Temos essa necessidade urgente de recomeço. E vocês serão procurados por muitos que sofrem por não entenderem aquilo que nós queremos transmitir.
Preparem-se para essa leva de pessoas que receberão nossos estímulos de todas as formas. Porque vocês serão aqueles que abrirão as portas ao recomeço. Não se assustem com a responsabilidade. Apenas façam aquilo que vocês sabem que devem fazer. Vejam que há muitas pessoas concordando com aquilo que vocês escrevem, com aquilo que vocês falam. Esses abrirão outras portas e receberão a mesma responsabilidade.
Não há um só ser, uma só consciência, que não será questionada. Eu não queria usar a palavra perturbada, mas ela significa algo que vocês entenderão. Não existe uma só consciência que não será perturbada pelo mundo que aqui se encontra, esse mundo espiritual.
Nós estamos coordenando vários grupos. Existem outros acima de mim, moralmente superiores, que nos enviam essas mensagens e nos fazem agir para que o mundo desperte — pelo menos uma grande quantidade de pessoas desperte para essa verdade absoluta que é o mundo espiritual.
E saiam do misticismo, das incoerências, das falsas verdades que se arraigaram nessa literatura vasta que vocês têm nas estantes, nas livrarias, que chamam por títulos mirabolantes, que pensam que falam do mundo espiritual. Não percam o caminho que se abriu diante de vocês.
Desejo que todos sejam a luz de Deus. Aquilo que digo desde sempre, comunico com vocês. Propaguem essa luz. Sejam, sim, a luz de Deus. Porque aqui todos nós somos a luz de Deus.
— Espírito Amigo
Todos: Muito obrigado. Que boa dose de ânimo.
A mensagem deste Espírito Amigo apresenta diversos pontos que encontram ressonância e elucidação nas obras de Allan Kardec, especialmente no que tange à natureza da comunicação espiritual, a propagação do Espiritismo e a responsabilidade dos encarnados nesse processo.
Vamos analisar a mensagem deste Espírito ponto a ponto, à luz dos ensinamentos da Doutrina Espirita:
1. “As pessoas, aos poucos, com a nossa intervenção, e podem ter certeza que estamos trabalhando com relação a isso, sentirão a nossa presença.”
2. “Nem que para isso tenhamos que começar da mesma forma que foi no século de Kardec. Batendo, chamando. Temos essa necessidade urgente de recomeço.”
3. “E vocês serão procurados por muitos que sofrem por não entenderem aquilo que nós queremos transmitir. Preparem-se para essa leva de pessoas que receberão nossos estímulos de todas as formas. Porque vocês serão aqueles que abrirão as portas ao recomeço.”
4. “Não se assustem com a responsabilidade. Apenas façam aquilo que vocês sabem que devem fazer. Vejam que há muitas pessoas concordando com aquilo que vocês escrevem, com aquilo que vocês falam. Esses abrirão outras portas e receberão a mesma responsabilidade.”
5. “Não há um só ser, uma só consciência, que não será questionada. Eu não queria usar a palavra perturbada, mas ela significa algo que vocês entenderão. Não existe uma só consciência que não será perturbada pelo mundo que aqui se encontra, esse mundo espiritual.”
6. “Nós estamos coordenando vários grupos. Existem outros acima de mim, moralmente superiores, que nos enviam essas mensagens e nos fazem agir para que o mundo desperte. Pelo menos uma grande quantidade de pessoas desperte para essa verdade absoluta que é o mundo espiritual.”
7. “E saiam do misticismo, das incoerências, das falsas verdades que se arraigaram nessa literatura vasta que vocês têm nas estantes, das livrarias, que chamam por títulos mirabolantes, que pensam que falam do mundo espiritual.”
8. “Não percam o caminho que se abriu diante a vocês.”
9. “Desejo que todos sejam a luz de Deus. Aquilo que digo desde sempre, comunico com vocês. Propaguem essa luz. Sejam, sim, a luz de Deus. Porque aqui todos nós somos a luz de Deus.”
Em suma, a mensagem deste Espírito ecoa a voz dos Bons Espíritos Esclarecidos que, desde a Codificação, exortam os homens a sair da ignorância e do erro, a abraçar uma fé raciocinada, e a se tornarem ativos propagadores da verdade e da caridade, pois é através da melhoria individual e da união fraterna que a Humanidade alcançará seu progresso moral.
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]]>O post Linguagem Específica da Ciência Espirita apareceu primeiro em Grupo de Estudos O Legado de Allan Kardec.
]]>Você sabia que a maioria dos que se dizem espíritas… não conhecem o Espiritismo? Nem usam a linguagem específica da ciência espiritas para explicar seus fenômenos e seus conceitos.
Ser espírita não é questão de adesão emocional, nem de consumir romances supostamente “espíritas”.
Ser espírita é estudar com seriedade a Ciência Espírita, compreendendo seus fundamentos e colocando em prática seus princípios — como ensinava Allan Kardec.
O Espiritismo é uma doutrina de estudo, razão e observação. Trocar essa ciência por ficção é um enorme mal causado ao Espiritismo. Como é uma Ciência Filosófica ela deve ser estuada com os termos científicos específicos.
Ne época de Kardec, as Ciências Filosóficas faziam parte do ensino.
Na Universidade de Sorbone, sec XIX, as disciplinas eram divididas em: a) As ciências exatas ou matemáticas. b) As ciências naturais, que estudam os objetos do mundo físico (física, química, biologia etc.). c) As ciências morais, que estudam o mundo moral, o qual compreende as ações e pensamentos do gênero humano. Dentre as ciencias morais, a divisão eram 4: 1. As ciências filosóficas, divididas em duas classes: psicológicas (psicologia, lógica, moral, estética) e metafísicas (teodiceia, psicologia racional, cosmologia racional) ; 2. As ciências históricas (história, arqueologia, epigrafia, numismática, geografia) estudam os acontecimentos e o desenvolvimento humano no tempo; 3. As ciências filológicas (filologia, etimologia, paleografia etc.), que têm como objeto a linguagem e a expressão simbólica humana; 4. As ciências sociais e políticas (política, jurisprudência, economia política), que estudam a vida social do ser humano.
Quando Allan Kardec lançou sua Primeira Edição da Revista Espírita de 1858, logo a definiu na sua introdução ao justificar seu título Jornal de Estudos Psicológicos. A Ciência Espirita é, segundo seu tempo apresentado no quadro acima: Ciência Moral
Como Ciência, sua linguagem é especifica dos elementos dessa ciência para todos se entenderem. Os termos são extremamente importantes para haver uma comunicação adequada das ideias espiritas. Nós vemos, hoje em dia, uma mistura da ciência totalmente materialista do nosso tempo em que não se considera o estudo das hipóteses Metafísicas, por exemplo. Além disso, misturarem palavras de um em outro. Por causa disso, há uma confusão de conceitos do Materialismo misturado com o estudo dos assuntos do Espirito, que se estuda também metafisicamente.
Daremos alguns exemplos do uso equivocado de termos materialistas que passam despercebidos:
Se você lembrar de alguma expressão equivoca, só deixar um comentário.
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Visualizações: 4.132 No ano de 1869, Kardec estimou que existiam de 6 a 7 milhões de espiritas segundo a estatística que ele fez. Ele a fez conforme os dados dos assinantes de suas revistas e de sua correspondência. Assim ele Leia mais
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No ano de 1869, Kardec estimou que existiam de 6 a 7 milhões de espiritas segundo a estatística que ele fez. Ele a fez conforme os dados dos assinantes de suas revistas e de sua correspondência. Assim ele explica a Revista Espírita de janeiro de 1869. Ele não forneceu uma medida aproximada, pois:
Uma enumeração exata dos espíritas seria coisa impossível, como já dissemos, por uma razão muito simples, é que o Espiritismo não é nem uma associação, nem uma congregação; seus aderentes não estão inscritos em nenhum registro oficial. É bem sabido que não se poderia avaliar a quantidade pelo número e pela importância das sociedades, frequentadas apenas por uma minoria ínfima. O Espiritismo é uma opinião que não exige qualquer profissão de fé, e pode estender-se ao todo ou a parte dos princípios da Doutrina. Basta simpatizar com a ideia para ser espírita. Ora, não sendo essa qualidade conferida por nenhum ato material, e não implicando senão obrigações morais, não existe qualquer base fixa para determinar o número dos adeptos com precisão. Não se pode estimá-lo senão aproximadamente, pelas relações e pela maior ou menor facilidade com que a ideia se propaga. Esse número aumenta dia a dia, numa proporção considerável; é um fato positivo, reconhecido pelos próprios adversários; a oposição diminui, prova evidente de que a ideia encontra mais numerosas simpatias.
No mesmo artigo, Kardec destaca;
Enquanto isso, pode-se afirmar, sem exagero, que, em suma, o número dos adeptos centuplicou em dez anos, malgrado as manobras empregadas para abafar a ideia e contrariamente às previsões de todos aqueles que se vangloriavam de tê-la enterrado. Isto é um fato consumado, do qual é preciso que os antagonistas tomem conhecimento.
Idem
Kardec aborda duas categorias de pessoas em relação ao Espiritismo: aquelas que o aceitam conscientemente após estudo do Espiritismo e aquelas que, embora ainda não se identifiquem como espíritas, possuem intuições e crenças alinhadas à doutrina. Destaca que ideias espíritas surgem de forma natural em muitos indivíduos, mesmo sem contato prévio com o Espiritismo, o que comprova que essas ideias fazem parte da Natureza e tendem a se difundir. A oposição ao Espiritismo, em muitos casos, deve-se a percepções erradas baseadas em críticas distorcidas. Quando essas pessoas conhecerem a verdadeira doutrina, tenderão a aceitá-la, tornando-se espíritas no futuro. Mesmo com estas considerações, Kardec não os incluiu no estudo.
Ele explica também que, embora seja impossível obter uma estatística numérica exata sobre o número de espíritas, é possível analisar a sua distribuição com base em profissões, posição social, nacionalidades e crenças religiosas. Considerando a variação no número de pessoas em cada profissão, pode-se identificar em quais categorias o Espiritismo tem mais adeptos. Em alguns casos, a proporção foi calculada em percentagens com boa precisão, embora sem rigor matemático, enquanto noutras categorias a classificação baseou-se no número relativo de adeptos. Essas conclusões foram obtidas a partir de mais de dez mil observações.

Vamos aos números (relativos) apresentados na edição de janeiro de 1869:
I. ─ Em relação às nacionalidades:- Não existe, por assim dizer, nenhum país civilizado da Europa e da América onde não haja espíritas. Eles são mais numerosos nos Estados Unidos da América do Norte. Seu número aí é calculado, por uns, em quatro milhões, o que já é muito, e por outros em dez milhões. Esta última cifra evidentemente é exagerada, porque compreenderia mais de um terço da população, o que não é provável. Na Europa a cifra pode ser avaliada em um milhão, e a França figura com seiscentos mil. Pode-se estimar o número dos espíritas do mundo inteiro em seis ou sete milhões. Mesmo que fosse a metade, a História não oferece nenhum exemplo de uma doutrina que em menos de quinze anos tivesse reunido tal número de adeptos disseminados por toda a superfície do globo. Se aí incluíssemos os espíritas inconscientes, isto é, os que só o são por intuição, e mais tarde se tornarão espíritas de fato, só na França poder-se-iam contar vários milhões.
Do ponto de vista da difusão das ideias espíritas e da facilidade com que são aceitas, os principais países da Europa podem ser classificados como se segue: 1º França. ─ 2º Itália. ─ 3º Espanha. ─ 4º Rússia. ─ 5º Alemanha. ─ 6º Bélgica. ─ 7º Inglaterra. ─ 8º Suécia e Dinamarca. ─ 9º Grécia. ─ 10º Suíça.
II. ─ Em relação ao sexo:70% homens e 30% mulheres.
III. ─ Em relação à idade: de 30 a 70 anos, máximo; de 20 a 30, médio; de 70 a 80, mínimo.
V. ─ Em relação à instrução:O grau de instrução é muito fácil de avaliar pela correspondência. Instrução cuidada, 30%; simples letrados, 30%; instrução superior, 20%; ─ semiletrados, 10%; ─ iletrados, 6%; ─ sábios oficiais, 4%.
V. ─ Em relação às ideias religiosas: católicos romanos, livres-pensadores, não ligados ao dogma, 50%; ─ católicos gregos, 15%; ─ judeus, 10%; ─ protestantes liberais, 10%; ─ católicos ligados aos dogmas, 10%; ─ protestantes ortodoxos, 3%; ─ muçulmanos, 2%.
De 11 itens, queremos salientar este item que trata das ideias religiosas. Aqui Kardec deixa claro a distancia que existe entre o Espiritismo e a Religião. Mais uma vez, Espiritismo nunca foi uma religião, Espiritismo ~e uma ciencia filosofica. Como ciencia Ele investiga tudo de maneira racional, ela pode continuar na sua religião e estudar o Espiritismo. Quem tem pensamento livre e fé raciocinada não se apega no dogma.
VI. ─ Em relação à fortuna: mediocridade, 60%; ─ fortunas médias, 20%; ─ indigência 15%; ─ grandes fortunas, 5%.
VII. ─ Em relação ao estado moral, abstração feita da fortuna: aflitos, 60%; ─ sem inquietude, 30%; ─ felizes do mundo, 10%; ─ sensualistas1
VIII. Em relação à classe social: Sem poder estabelecer qualquer proporção nesta categoria, é notório que o Espiritismo conta entre os seus aderentes vários soberanos e príncipes regentes; membros de famílias soberanas e um grande número de personagens tituladas. Em geral, é nas classes médias que o Espiritismo conta mais adeptos. Na Rússia é mais ou menos exclusivamente na nobreza e na alta aristocracia. Na França o Espiritismo se propagou na pequena burguesia e na classe operária.
IX. ─ Estado militar, segundo o grau: l.º ─ tenentes e subtenentes; 2.º ─ suboficiais; 3.º ─ capitães; 4.º ─ coronéis; 5.º ─ médicos e cirurgiões; 6.º ─ generais; 7.º ─ guardas municipais; 8.º ─ soldados da guarda; 9.º ─ soldados de linha. OBSERVAÇÃO; Os tenentes e subtenentes espíritas estão quase todos na ativa; entre os capitães há cerca de metade na ativa e outra metade na reserva; os coronéis, médicos, cirurgiões e generais, em sua maioria estão na reserva.
X. ─ Marinha:1º. ─ marinha militar; 2º. ─ marinha mercante.
XI. ─ Profissões liberais e funções diversas. Agrupamo-los em dez categorias, classificadas segunda a proporção dos aderentes que elas forneceram ao Espiritismo: 1.º ─ Médicos homeopatas. ─ Magnetistas2 2.º ─ Engenheiros. ─ Professores: diretores e diretoras de internatos. ─ Professores livres. 3.º ─ Cônsules. ─ Padres católicos. 4.º ─ Pequenos empregados. ─ Músicos. ─ Artistas líricos. ─ Artistas dramáticos. 5.º ─ Meirinhos. ─ Comissários de polícia. 6.º ─ Médicos alopatas. ─ Homens de letras. ─ Estudantes. 7.º ─ Magistrados. ─ Altos funcionários. ─ Professores oficiais e de liceus. ─ Pastores protestantes. 8.º ─ Jornalistas. ─ Pintores. ─ Arquitetos. ─ Cirurgiões. 9.º ─ Notários. ─ Advogados. ─ Procuradores. ─ Agentes de negócios. 10.º ─ Agentes de câmbio. ─ Banqueiros.
Nós ficamos impressionados com as profissões de médicos e engenheiros estarem no topo desta lista. Conta Kardec no artigo que em cada cem médicos espíritas, pelo menos oitenta são homeopatas. Isso ocorre porque o princípio da homeopatia os aproxima do espiritualismo, sendo raro encontrar materialistas entre eles, ao contrário dos alopatas. Os homeopatas compreendem melhor o Espiritismo, identificando nas propriedades do perispírito a base do seu sistema. Por sua vez, os espíritas reconhecem a racionalidade da homeopatia e a defendem contra críticas injustas, mantendo uma postura equilibrada em relação à alopatia.
Como o Magnetismo e o Espiritismo são ciências complementares que se explicam mutuamente, nenhuma das duas pode evoluir plenamente sem o apoio da outra, funcionando de forma integrada, assim como a Física e a Química ou a Anatomia e a Fisiologia. Muitos magnetistas reconhecem intuitivamente essa ligação e utilizam seus conhecimentos em magnetismo como forma de se aproximar do Espiritismo.
XII. ─ Profissões industriais, manuais e comerciais, igualmente grupadas em dez categorias. 1º ─ Alfaiates. ─ Costureiras. 2º ─ Mecânicos. ─ Empregados de estradas de ferro. 3º ─ Tecelões. ─ Pequenos negociantes. ─ Porteiros. 4º ─ Farmacêuticos. ─ Fotógrafos. ─ Relojoeiros. ─ Viajantes comerciais. 5º ─ Plantadores. ─ Sapateiros. 6º ─ Padeiros. ─ Açougueiros. ─ Salsicheiros. 7º ─ Marceneiros. ─ Tipógrafos. 8º ─ Grandes industriais e chefes de estabelecimentos. 9º ─ Livreiros. ─ Impressores. 10º ─ Pintores de casas. ─ Pedreiros. ─ Serralheiros. ─ Merceeiros. ─ Domésticos.
É mais difícil compreender a posição que ocupam, nesta classificação, certas profissões industriais. Pergunta-se, por exemplo, por que os alfaiates aí ocupam a primeira posição, enquanto livreiros e impressores, profissões bem mais intelectuais, estão quase na última. É um fato constatado há muito tempo e do qual ainda não percebemos a causa.
idem
Há uma série consequências destes resultados que Kardec encontrou. Entre elas, ressaltamos:
Que há espíritas em todos os graus da escala social. Além disso, que a grande maioria dos espíritas se acha entre as pessoas esclarecidas e não entre as ignorantes. E em parte alguma se desenvolveu primeiro nas camadas inferiores.
Que o Espiritismo encontra mais fácil acesso entre os incrédulos em matéria religiosa do que entre os que têm uma fé consolidada.
Enfim, que depois dos fanáticos, os mais refratários às ideias espíritas são os sensualistas e as pessoas cujos únicos pensamentos estão concentrados nas posses e nos prazeres materiais, seja qual for a classe a que pertençam, o que independe do grau de instrução.
A aflição e a infelicidade são os grandes recrutadores do Espiritismo, em consequência das consolações e das esperanças que ele dá aos que choram e lamentam.
O curioso é que depois de Kardec publicar sua estatística do espiritismo, ele presenta, na edição de Fevereiro de 1869, a apreciação desta mesma estatística feita pelo jornal La Solidarité de 15 de janeiro de 1869. No artigo ele refuta os números apresentados por Kardec dizendo que Kardec errou muito pois não contou os adeptos da Ásia.
Vamos destacar somente alguns trechos, e deixamos a leitura completa desse artigo para o leitor. Para ler o artigo clique aqui
“Lamentamos não poder reproduzir, por falta de espaço, as reflexões muito sábias que o Sr. Allan Kardec acrescenta a essa estatística. Limitar-nos-emos a constatar com ele que há espíritas em todos os graus da escala social; que a grande maioria dos espíritas se acha entre pessoas esclarecidas e não entre os ignorantes; que o Espiritismo se propagou por toda parte, de alto a baixo na escala social; que a aflição e a infelicidade são os grandes recrutadores do Espiritismo, em consequência das consolações e das esperanças que ele dá aos que choram e lamentam; que o Espiritismo encontra mais fácil acesso entre os incrédulos em matéria religiosa que entre as pessoas que têm uma fé fixa; enfim, que, depois dos fanáticos, os mais refratários às ideias espíritas são as criaturas cujos pensamentos estão todos concentrados na posse e nos prazeres materiais, seja qual for a sua condição.”
idem
“Engana-se muito a Revista Espírita quando estima em apenas seis ou sete milhões o número de espíritas para o mundo inteiro. Evidentemente ela se esquece de contar a Ásia.
“Se pelo termo espírita entendem-se as pessoas que creem na vida de além-túmulo e nas relações dos vivos com a alma das pessoas mortas, há que contá-los por centenas de milhões. A crença nos Espíritos existe em todos os seguidores do budismo, e pode-se dizer que ela constitui o fundo de todas as religiões do extremo Oriente. Ela é geral sobretudo na China. As três antigas seitas que desde tanto tempo dividem as populações no Médio Império, creem nos manes, nos Espíritos, e professam o seu culto. ─ Pode-se mesmo dizer que este é para elas um terreno comum. Os adoradores do Tao e de Fo aí se encontram com os seguidores do filósofo Confúcio.
“Os sacerdotes da seita de Lao-Tseu, e particularmente os Tao-Tse, ou doutores da Razão, devem às práticas espíritas uma grande parte de sua influência sobre as populações. Esses religiosos interrogam os Espíritos e obtêm respostas escritas que não têm mais nem menos valor que as dos nossos médiuns. São conselhos e avisos considerados como dados aos vivos pelo Espírito de um morto. Aí se encontram revelações de segredos unicamente conhecidos por quem interroga, algumas vezes predições que se realizam ou não, mas que são de natureza a chocar os assistentes e estimular muito os seus desejos, para que se encarreguem de realizar, eles próprios, o oráculo.
“Essa correspondência é obtida por processos que não diferem muito dos processos dos nossos espíritas, mas que, entretanto, devem ser mais aperfeiçoados, se considerarmos a longa experiência dos operadores que os praticam tradicionalmente.
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Visualizações: 3.556 A mediunidade é uma faculdade que permite a interação entre o mundo material e o mundo espiritual. Allan Kardec, ao longo de seus estudos, observou que a mediunidade se expressa de formas diversas e com efeitos distintos, o Leia mais
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A mediunidade é uma faculdade que permite a interação entre o mundo material e o mundo espiritual. Allan Kardec, ao longo de seus estudos, observou que a mediunidade se expressa de formas diversas e com efeitos distintos, o que nos leva a entender que não existe uma única maneira de estabelecer comunicação com os espíritos. Como ele mesmo afirma, “a mediunidade é uma faculdade multiforme”, o que implica na variedade de manifestações e experiências que ela pode gerar.
Colaboração de Ceres Marcon
“A mediunidade é uma faculdade multiforme; apresenta uma infinidade de nuances em seus meios e em seus efeitos. Quem quer que seja apto a receber ou transmitir as comunicações dos Espíritos é, por isso mesmo, um médium, seja qual for o meio empregado ou o grau de desenvolvimento da faculdade – desde a simples influência oculta até a produção dos mais insólitos fenômenos.”
Allan Kardec, Revista Espírita fevereiro de 1859
Dentro das inúmeras manifestações mediúnicas, uma das mais conhecidas e utilizadas é a psicografia. Nesse tipo de mediunidade, o médium atua como um canal para a comunicação escrita com o plano espiritual, sendo uma das formas mais comuns de manifestação no campo do Espiritismo. Ao abordarmos a psicografia, podemos observar que os médiuns podem ser classificados de acordo com o grau de controle sobre o processo, e essas classificações influenciam diretamente nos obstáculos que eles enfrentam ao longo do desenvolvimento dessa faculdade.
Existem três tipos principais de médiuns psicógrafos:
No entanto, como Kardec nos alerta, mesmo sendo uma faculdade natural, a mediunidade não é isenta de dificuldades. Ele nos diz:
“Embora não seja a faculdade um privilégio exclusivo, é certo que encontra refratários, pelo menos no sentido que se lhe dá. Também é certo que não deixa de apresentar escolhos aos que a possuem, pode ser alterada e até perder-se e, muitas vezes ser uma fonte de graves desilusões.”
Allan Kardec, Revista Espírita fevereiro de 1859
Essas palavras de Kardec nos lembram que a mediunidade, apesar de sua natureza acessível a muitas pessoas, não é algo simples. Ela pode encontrar resistência, tanto interna quanto externa, e o médium pode enfrentar obstáculos de diversas ordens — desde a dificuldade em manter o controle sobre as comunicações até o risco de ser influenciado por entidades enganadoras ou mal-intencionadas.
Em sua análise, Kardec nos alerta para a complexidade das causas que envolvem a mediunidade e como, muitas vezes, ela pode se manifestar em indivíduos cujas características morais não são necessariamente exemplares. Ele afirma:
“O dom da mediunidade depende de causas ainda imperfeitamente conhecidas e nas quais parece que o físico tem uma grande parte. À primeira vista pareceria que um dom tão precioso não devesse ser partilhado senão por almas de escol. Ora, a experiência prova o contrário, pois encontramos mediunidade potente em criaturas cuja moral deixa muito a desejar, enquanto outras, estimáveis sob todos os aspectos não a possuem”.
Allan Kardec, Revista Espírita fevereiro de 1859
Percebemos, pelo trecho acima, que, ao contrário do que se poderia supor, essa faculdade mediunica não é um privilégio exclusivo de pessoas de grande virtude moral. A mediunidade não depende unicamente da pureza ou do caráter moral do indivíduo, mas envolve uma combinação de fatores, incluindo aspectos físicos e espirituais ainda não totalmente compreendidos. Essa complexidade pode resultar, inclusive, em manifestações poderosas em indivíduos cujas condições morais não são as ideais, enquanto outros, que poderiam ser considerados mais equilibrados, não a possuem.
Portanto, a mediunidade, por sua própria natureza multifacetada e imprevisível, apresenta uma série de desafios que vão além das questões espirituais, envolvendo também questões físicas, psicológicas e morais. É justamente por essa razão que os médiuns, ao buscarem se desenvolver e controlar suas faculdades, devem estar atentos aos obstáculos internos e externos que podem surgir ao longo do caminho.
Além disso, Kardec ainda nos alerta:
“(…) a boa qualidade do médium não está apenas na facilidade das comunicações, mas unicamente na sua aptidão para só receber as boas. Ora, é nisto que as suas condições morais são onipotentes; e é nisso também que ele encontra os maiores escolhos.”
Allan Kardec, Revista Espírita fevereiro de 1859
Essa afirmação é fundamental para entender que, para um médium, a qualidade das comunicações espirituais está relacionada à quantidade ou à facilidade que ele recebe mensagens, além da sua capacidade de discernir e filtrar as influências espirituais. O médium precisa estar preparado para rejeitar as influências dos espíritos imperfeitos e aceitar apenas as mensagens provenientes de espíritos elevados e confiáveis.
No entanto, Kardec enfatiza as condições morais do médium são de suma importância. A moralidade do médium não apenas influencia o tipo de comunicação que ele é capaz de receber, mas também atua como um verdadeiro “filtro” para impedir que ele se deixe enganar ou influenciar por espíritos inferior ou enganador. Por isso, os maiores obstáculos para o médium não são apenas as dificuldades técnicas ou físicas, mas as questões morais, que exigem constante vigilância e aprimoramento.
Nesse sentido, os médiuns precisam estar em constante processo de autoconhecimento e reforma íntima. A mediunidade é, por sua própria natureza, uma oportunidade de crescimento, mas também exige grande responsabilidade. O médium não pode ser um simples canal passivo, mas deve buscar constantemente a elevação moral, a ética e a espiritualidade, assim suas faculdades mediúnicas serão bem direcionadas e trarão benefícios para si mesmo e para os outros.
Portanto, os obstáculos morais que os médiuns enfrentam muitas vezes estão ligados a uma tendência de se deixar levar pelo ego, pela vaidade ou pela ansiedade de “mostrar” suas capacidades. A humildade, a disciplina e o desprendimento são qualidades essenciais para garantir que o médium não se desvie do caminho do bem e da verdade, minimizando, assim, os riscos de desilusões ou de comunicações prejudiciais.
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Visualizações: 4.140 A DE explica na evolução do homem no mundo. Muitos filósofos e a ciência atual preconizam que o homem nasceu egoísta, que o egoismo esta na natureza. Então, isso inverte a verdade. O Simples e ignorante age segundo Leia mais
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A DE explica na evolução do homem no mundo. Muitos filósofos e a ciência atual preconizam que o homem nasceu egoísta, que o egoismo esta na natureza. Então, isso inverte a verdade. O Simples e ignorante age segundo o instinto e o instinto é harmônico. Mas ele faz o bem e o mal?
O Artigo A Evolução intelecto Moral é Continuação do artigo O Mal nas Civilizações
Na realidade, na evolução da humanidade, a primeira fase é dos simples, que agem naturalmente pela harmonia, agindo pelo instinto. Mas o simples e ignorante age. Depois, com a chegada dos exilados, eles divulgarão a mentalidade falsa, que inverte a verdadeira ideia ensinada pelos precursores de Jesus.
Em suas primeiras vidas humanas, o espírito simples e ignorante não faz o bem nem o mal, age segundo o instinto, que lhe encaminha para a harmonia. Conforme conquista, em centenas de encarnações, a consciência de sua individualidade, o espírito passa a agir segundo suas faculdades: sentimento, razão e vontade. A partir daí, ele faz suas escolhas entre o bem e o mal, portanto a causa de seus atos, e sua responsabilidade, decorre da mentalidade que adota. A ideia verdadeira está na compreensão da lei do amor, que é divina e natural.
Todos os espíritos no início da evolução lidam com interesses pessoais, pois agem no mundo e precisam cuidar da sobrevivência. O equilíbrio está na cooperação e no bem coletivo. Tornando-se hábitos, são as virtudes.
A compreensão do mal e a escolha do bem
Por acerto e erro, o espírito se inicia no conhecimento do bem e do mal.
Quando o espírito no início da evolução eventualmente age segundo os interesses de sua personalidade, comete uma falta. Toda falta está associada ao sofrimento moral, pois está na consciência de todos a lei divina, indicando que o ato contraria o bem. A falta é quando o individuo sabe que é errado, a consciência diz que está errado. Mas se o individuo não sabe que está errado, ele não terá sofrimento moral.
O sofrimento moral está associado a quanto o individuo conhece. Se se conhece muito há muito mais sofrimento moral do que quem pouco sabe. O sofrimento moral não é em cada falta, pois o individuo ja sabe que dará errado na próxima, então seu sofrimento se torna constante. O egoísta tem o sofrimento constante. Ele está o tempo todo sabendo que está fazendo errado, ele só consegue mudando o hábito, talvez mais difícil do que superar a falta. Pelo exercício da razão e esforço de sua vontade, o espírito decide agir diferente e se mantém no caminho do bem. Na autonomia moral, a compreensão do erro permite escolher a verdade.
Ensinar o que é o bem e ensinar o que é o mal é a premissa para o individuo agir por livre escolha senão ele estará simplesmente obedecendo. Quem obedece não está escolhendo!
As imperfeições e o sofrimento moral
O sofrimento moral é inerente às imperfeições, e o espírito, almejando a felicidade, repensa e escolhe o bem.
Quando o indivíduo insiste em agir pelo interesse pessoal visando as sensações imediatas, a falta torna-se hábito, criando a condição de apego. Nesse desvio, o indivíduo faz uso da razão e da vontade para deter os bens, abusar dos simples.
Quando o apego é mais forte que o esforço de retornar ao bem, torna-se um hábito adquirido, o egoísmo. O sofrimento moral
associado à falta, segundo a lei natural, em virtude do mal hábito, fica constante e vai durar até que a imperfeição seja superada.
É a própria pessoa que se culpa, não é Deus Castigando.
Quando o espírito no início da evolução eventualmente age segundo os interesses de suapersonalidade, comete uma falta. Toda falta está associada ao sofrimento moral, pois está na consciência de todos a lei divina, indicando que o ato contraria o bem. A falta é quando o individuo sabe que é errado, a consciência diz que está errado. Mas se o individuo não sabe que está errado, ele não terá sofrimento moral.
O sofrimento moral está associado a quanto o individuo conhece.
Se se conhece muito há muito mais sofrimento moral do que quem pouco sabe. O sofrimento moral não é em cada falta, pois o individuo já sabe que dará errado na próxima, então seu sofrimento se torna constante. O egoísta tem o sofrimento constante. Ele está o tempo todo sabendo que está fazendo errado, ele só consegue mudando o hábito, talvez mais difícil do que superar a falta.
A falsa ideia
O egoísta, quando lhe pesa a consciência, deve superar suas imperfeições. Mas quando o apego domina, ele cria a falsa ideia para aplacar a luz de sua consciência. Isso ocorre pois quem age por egoísmo sofre moralmente, sente-se culpado, sabe que erra, e sua meta é superá-lo. Mas quando o horizonte da recuperação se afasta, o espírito sente-se derrotado e a meta difícil. Para suportar a dor e a baixa autoestima, justifica-se pelo orgulho. Invertendo a verdade, diz a si mesmo: sou superior, mereço privilégios; os outros são inferiores, devem me servir. Surge assim a falsa ideia. Quanto mais o orgulhoso acredita nessa mentira e a impõe aos simples, mas pela violência vai defender seus falsos direitos.
A falsa ideia no mundo espiritual
Iludido pela falsa ideia que adotou para reger seus atos, o orgulhoso coloca uma venda em seus olhos, e, quando chega à espiritualidade, não vê a felicidade do bem. Então vagueia e sofre, pela inércia da alma.
Por mais ativo que seja no mundo corpóreo, espiritualmente, o espírito imperfeito (egoísta e orgulhoso) coloca-se inativo, desliga-se dos semelhantes e superiores que estão no caminho do bem, pois age por seus interesses, e não por todos.
Para aplacar o sofrimento moral insuportável, o espírito cria antipatia para com os semelhantes e superiores que estão no caminho do bem, combate e deturpa a verdade ou lei divina, criando ou defendendo a falsa ideia para contornar sua razão e consciência.
Este artigo foi elaborado a partir de palestra proferida por Paulo Henrique de Figueiredo. Clique aqui para conhecê-la.
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Visualizações: 3.204 O Mal das Civilizações é continuação do artigo O Duplo Conceito do Bem e do Mal O mal nas civilizações tem início na crença em falsas ideias, naqueles que agem motivados pelo egoísmo e pelo orgulho, priorizando seus Leia mais
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O Mal das Civilizações é continuação do artigo O Duplo Conceito do Bem e do Mal
O mal nas civilizações tem início na crença em falsas ideias, naqueles que agem motivados pelo egoísmo e pelo orgulho, priorizando seus próprios interesses. Quando muitos indivíduos adotam essa mentalidade, ela se transforma em um mal-estar coletivo. A visão equivocada da falsa ideia permeia as relações sociais. Esse problema se agrava quando líderes, religiões, filosofias e ciências propagam essa mentalidade falsa, influenciando e moldando toda a cultura.
“A primeira está toda inteira nestas palavras do Cristo: ‘Fazei aos outros o que quereríeis que vos fizessem.’ Numa palavra, aplica-se sem exceção a todas as relações sociais. Haveremos de convir que, se todos os membros de uma sociedade agissem de conformidade com esse princípio, haveria menos decepções na vida. Desde que dois homens estejam juntos, contraem, por isto mesmo, deveres recíprocos; se quiserem viver em paz, serão obrigados a se fazerem mútuas concessões. Esses deveres aumentam com o número dos indivíduos; as aglomerações formam um todo coletivo que também tem suas obrigações respectivas. Tendes, pois, além das relações de indivíduo a indivíduo, as de cidade a cidade, de país a país. Essas relações podem ter dois móveis que são a negação um do outro: o egoísmo e a caridade, pois que há também egoísmo nacional.”Allan Kardec, Viagem espírita, 1862
Tem egoísmo na ciência, na religião. em todos os lugares existe a falsa ideia.
“Com o egoísmo, prevalece o interesse pessoal, cada um vive para si, vendo no semelhante apenas um antagonista, um rival que pode concorrer conosco, que podemos explorar ou que pode nos explorar; aquele que fará o possível para chegar antes de nós: a vitória é do mais esperto e a sociedade – coisa triste de dizer, muitas vezes consagra essa vitória, o que faz com que ela se divida em duas classes principais: os exploradores e os explorados. Disso resulta um antagonismo perpétuo, que faz da vida um tormento, um verdadeiro inferno.
Substituí o egoísmo pela caridade e tudo se modificará; ninguém procurará fazer o mal ao seu vizinho; os ódios e os ciúmes se extinguirão por falta de combustível, e os homens viverão em paz, ajudando-se mutuamente em vez de se dilacerarem. Se a caridade substituir o egoísmo, todas as instituições sociais serão fundadas sobre o princípio da solidariedade [cooperação] e da reciprocidade [apoio mútuo]; o forte protegerá o fraco, em vez de o explorar.”Idem
Se o individuo considera o outro fraco, ele vai explorá-lo.
Se o indivíduo o considera o outro forte, ele se torna seu adversário a ser combatido. A mudança está no que o indivíduo escolhe fazer.
Este artigo foi elaborado a partir de palestra proferida por Paulo Henrique de Figueiredo. Clique aqui para conhecê-la.
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O duplo conceito do bem e o mal é uma ideia falsa: fazer o que é certo considera-se agir no bem, enquanto errar é visto como agir no mal. Consequentemente, cada falha cometida pela pessoa acompanha uma auto condenação, como se cometesse um ato maligno. Na realidade, é natural cometer erros ao realizarmos qualquer atividade que ainda não dominamos em nossas vidas; isso não é maldade, mas simplesmente um erro.
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Este artigo O Duplo Conceito do Bem e do Mal é continuação do artigo A Verdade que Liberta

O duplo conceito do bem e o mal é uma ideia falsa: fazer o que é certo considera-se agir no bem, enquanto errar é visto como agir no mal. Consequentemente, cada falha cometida pela pessoa acompanha uma auto condenação, como se cometesse um ato maligno. Na realidade, é natural cometer erros ao realizarmos qualquer atividade que ainda não dominamos em nossas vidas; isso não é maldade, mas simplesmente um erro.
Assim, através dessa mentalidade falsa, a pessoa acredita que é melhor evitar os erros. Mas como pode evitar erros? “Faça o que estou mandando” é o falam tanto os líderes religiosos quanto os acadêmicos, que exigem obediência cega. Na academia, frequentemente se ouve: “Faça o que estou dizendo.” “Você é incapaz, eu sei o que é melhor!” “Aprenda comigo e repita minhas palavras!” (HETERONOMIA). Porém, decorar e impor não leva ao aprendizado, pois cada indivíduo tem sua própria maneira de aprender, de compreender; uns mais rápidos, outros menos; as habilidades diferem de indivíduo para indivíduo; quem disse haver apenas uma maneira certa?
O verdadeiro progresso reside em cada um compreender as razões pelas quais as coisas não funcionam. Logo, é impossível alcançar algo sem tentar. Infelizmente, nós nos condicionamos a temer o erro como um pecado, paralisando as pessoas, impedindo-as de tentar e, consequentemente, de evoluir. Essa noção é absurda; é uma falsa ideia!
O erro só se torna verdadeiramente prejudicial quando é cometido conscientemente e persistido.
Allan Kardec estabeleceu que o Espiritismo é uma Ciência Filosófica, uma classificação na Academia do século XIX. Naquela época, as Ciências dividiam-se entre Ciências Naturais e Ciências Filosóficas, estas últimas incluía os espiritualistas. Nessa época, discutia-se todas essas ideias filosóficas. Surpreendentemente, ao revisitar os textos acadêmicos daquele século, descobrimos o espiritualismo científico, que, junto ao Espiritismo, tem o potencial de construir um novo mundo.
No livro “O Céu e o Inferno”, o Espiritismo explica que o duplo conceito do bem e do mal não estão personificados em Deus e no Diabo, nem se resumem à exclusiva divisão entre os salvos e os condenados. Todavia, essa falsa dicotomia desvia a humanidade do caminho correto.
Não há uma batalha entre o bem e o mal; qualquer afirmação contrária é enganosa, pois o Mal é uma ilusão que se dissipa quando compreendido(AUTONOMIA). A compreensão é a ferramenta do Bem.
Toda a criação existe em função da lei divina, os ministros de Deus organizam os mundos, a vida e as humanidades segundo o caminho do bem. Mas o espírito humano precisa agir no bem pela compreensão da verdade, de forma livre e desinteressada, ou seja, precisa superar a falsa ideia por seu esforço, conquistando a fé sustentada pela razão: a fé racional!
Se você entendeu bem, erga a cabeça, faça o seu melhor e sinta-se feliz e em paz consigo mesmo. Essa é a meta! Esse exemplo é transformador e desafia muitos daqueles que buscam a felicidade pela competição ou pela superioridade sobre os outros. Em suma, é essa explicação que devemos compartilhar com o mundo através do Espiritismo.

Este artigo foi elaborado a partir de palestra proferida por Paulo Henrique de Figueiredo. Clique aqui para conhecê-la.
Continua em O Mal nas Civilizações
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A mentira e a violência é a arma para alcançar o domínio sobre os outros, muitas vezes é empregada a estratégia de fazer com que eles acreditem que o erro ou a falha reside em não obedecer, merecendo, por isso, punição.
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Aquele que erra conscientemente usa da violência e da mentira para dominar e agir em benefício próprio.
Continuação do artigo A Verdade sobre o Mal e o Castigo.

Para alcançar o domínio sobre os outros, muitas vezes emprega-se a estratégia de fazer com que eles acreditem que o erro ou a falha reside em não obedecer, merecendo, por isso, punição. Ao mesmo tempo, é propagada a ilusão de que obedecer trará recompensas. Essa é a armadilha da maldade, conhecida como heteronomia. Aqueles que se submetem são então controlados por meio de condicionamentos, e é aí que reside a verdadeira violência do mal.
A maldade age por meio da violência e da mentira. Ela proclama: “Você deve obedecer! Se não obedecer, receberá punição!” Em seguida, ela afirma: “Essa é a única maneira de lidar com aqueles que se recusam a obedecer.” Isso é uma inversão de valores.
O mal se manifesta na falsa ideia que distorce a lei divina, buscando a satisfação dos interesses e da alegria pessoal às custas da submissão dos mais simples, sacrificando sua tranquilidade e felicidade. No entanto, não devemos nos deixar enganar pelo pensamento de que somos superiores por termos conhecimento. E sabe o erro daquele que sabe? A indiferença! Ter valores e não usar os valores para o bem.
Nesse sentido, o nosso dever que já sabe se intensifica! A responsabilidade daqueles que possuem conhecimento vai além de simplesmente ajudar os menos instruídos; eles devem também servir. Reflita: O dever de quem sabe é servir aos mais simples!
Não devemos pensar em tirar proveito de nosso conhecimento, mas sim em cooperar. Devemos empregar nossos esforços para disseminar este conhecimento e fazer com que muitos o compreendam. O futuro do mundo reside na cooperação, não na competição.
Qualquer novo valor, como da COOPERAÇÃO ao invés da competição, deve ser compartilhado pelo mundo para que todos possam se beneficiar.
Este artigo foi elaborado a partir de palestra proferida por Paulo Henrique de Figueiredo. Clique aqui para conhecê-la.
Continua em A Verdade que Liberta
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O castigo é o sofrimento constante resultado de nosso egoismo. O mal é agir por interesse pessoal. Assim nos isolamos sem progredir. Com entendimento podemos mudar essa ideia falsa e sermos livre desse pensamento limitante.
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O que é o mal e o castigo Verdadeiramente?
Continuação do artigo Obediência Passiva e Fé Cega — Os dois Princípios da Falsa Ideia
O mal não é errar, depois pedir perdão e ser obediente ao bem.
O mal está em agir segundo o interesse pessoal acima do coletivo. Para isso, o outro deve servi-lo, perdendo a tranquilidade e a felicidade, o que o egoísta não quer para si mesmo. Para submeter o outro, é preciso que ele aja não pelo dever que coopera, mas pela submissão que o torna uma espécie de escravo.
Deus castiga? Não! O que é o castigo?
O castigo, segundo a lei divina ou natural, consiste no sofrimento constante daquele que erra conscientemente, agindo movido por interesses pessoais, utilizando mentira e violência como meios para atingir seus objetivos.
Esse conceito não é totalmente diferente do que aprendemos? O castigo é algo que acontece no mundo? Não, o castigo é o sofrimento moral da pessoa e, se ela não mudar, não encontrará a felicidade.
Nenhuma pessoa egoísta é feliz, pois ela sabe, intimamente, que não está fazendo o bem. Mas por que alguém seria egoísta, sabendo que está errado, sofrendo por isso e ainda assim continuando na mesma conduta egoísta?
Por meio do Espiritismo, desvendamos as raízes do egoísmo e do orgulho. O Espiritismo não confronta pessoas ou ideias; ele enfrenta o egoísmo e o orgulho como conceitos que prejudicam o progresso espiritual.
O Espírito culpado sofre primeiro na vida espiritual em razão do grau de suas imperfeições, sendo-lhe então concedida a vida corporal como meio de reparação. É por isso que o Espírito nela reencontra, ou as pessoas que ofendeu, ou situações semelhantes àquelas em que praticou o mal, ou ainda situações opostas às que viveu, por exemplo, enfrentando a miséria se foi um rico mau, ou uma condição humilhante se foi orgulhoso. Não se trata de um duplo castigo, mas o mesmo a que se dá sequência na Terra, como complemento, com vistas a facilitar seu adiantamento para um trabalho efetivo. Do próprio Espírito depende fazê-lo proveitoso. Não lhe vale mais voltar à Terra, com a possibilidade de ganhar o Céu, do que ser condenado sem remissão ao deixá-la? Essa liberdade que lhe é concedida é uma prova da sabedoria, da bondade e da justiça de Deus, que deseja que o homem deva tudo aos próprios esforços, sendo assim o artífice de seu futuro. Se é infeliz, se o é por um tempo maior ou menor, que não se queixe senão a si mesmo – o caminho do progresso lhe está sempre aberto.
Allan Kardec. O Céu e o Inferno: Ou a justiça divina segundo o Espiritismo, editora Feal (p. 78). Edição do Kindle.
No entanto, é crucial entender completamente o que o egoísmo implica para poder combatê-lo efetivamente. Reconhecer os próprios erros e sentir a consciência pesada é o primeiro passo para a mudança. Caso contrário, o indivíduo continuará a sofrer.
A falsa ideia de que Deus é o causador do nosso sofrimento está equivocada. Na verdade, somos juízes e prisioneiros de nós mesmos e nossos próprios pensamentos. O Espiritismo nos ensina isso. Sabendo disso, você optará por permanecer preso ou se libertar? Ser escravo ou livre? A escolha é sua.
Ninguém é obrigado a agir para o bem. A liberdade é fundamental para o agir no bem. Deus não coloca ninguém para vigiar ninguém. Quando você fizer o bem, você o fará com todo o seu esforço. No momento em que você age com o pensamento íntegro, os outros espíritos se aproximam para fazer o mesmo: a rede de bondade é criada.
Se você está agindo com segundas intenções, os outros espíritos percebem e você se isola por escolha própria. Esse é o mecanismo!

Alguém realmente está nos vigiando no mundo espiritual? Não! Há algum lugar circunscrito para ser castigado? Não! Isso é falso! Emmanuel menciona o umbral? Sim, ele menciona, mas são espíritos iludidos que lá se reúnem. Os espíritos bons veem os maus espíritos como doentes a serem curados e não como adversários a serem combatidos. A luta entre bem e mal é uma falsa ideia!
Este artigo foi elaborado a partir de palestra proferida por Paulo Henrique de Figueiredo. Clique aqui para conhecê-la.
Continua em O Domínio pela Mentira e Violência
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