Finalidade de Certas Evocações

Nesse artigo, Kardec demonstra a utilidade da evocação dos Espíritos de todos os gêneros, desde os Espíritos com intuito sério e construtivo até os que cometeram crimes hediondos, pois, “para conhecer os costumes de um povo, é preciso estudá-lo em todos os graus da escala”.

Sendo assim, há sempre o impasse, pois Espíritos superiores tem muito a ensinar, mas nossa distância com relação a eles é bastante grande. Os Espíritos mais “burgueses”, ou seja, Espíritos como nós, mais comuns, presos ainda às preocupações cotidianas, apresentam muitos ensinamentos importantes, por nos tornar capazes de nos vermos em suas próprias ações e seus efeitos. Todos nos mostram a aplicação prática das grandes e sublimes verdades, cuja teoria nos ensinam os Espíritos superiores.

Outra vantagem de algumas evocações é constatar a identidade dos Espíritos de modo mais preciso. Quando um Espírito se apresenta sob um grande nome do passado, só é possível crer sob palavra e julgar seu conteúdo sobre o que se conhece. Se o conteúdo atende aos critérios necessários, julgamo-lo Espírito superior, e isso basta. O nome não importa realmente.

Contudo, quando um Espírito de menor evolução se apresenta e dá detalhes que comprovem sua identidade, teremos, aí, grandes exemplos muito “palatáveis”: “é o romance dos costumes da vida espírita sem a ficção”.

Discutimos, também, sobre as nossas vivencias pessoais a respeito de evocações de familiares e amigos.

Particularmente, temos sempre que tomar muito cuidado quanto ao conteúdo do Espírito comunicante, pois ele pode não ser quem diz quem é. Algumas comunicações trazem algum consolo a nós.

A seguir, 3 evocações de 3 Espíritos diferentes: o primeiro é o Assassino Lemaire ( cerca de um mês após desencarne); A Rainha de Oude ( cerca de um mês após desencarne) e Dr. Xavier ( evocação depois de muitos meses após desencarne).




Palestras de além-túmulo – Senhorita Clary D… – Evocação

Digno de nota, o artigo em questão, que resolvemos abordar de forma anacrônica, ou seja, fora da ordem original, traz alguns temas interessantes, na palestra com o Espírito da Srta Clary, falecida aos 13 anos de idade e que passou a ser o gênio, isto é, o Espírito protetor da família. Dentre eles, destaca-se a sua reencarnação, sem data definida, em outro mundo, a sensação do corpo, causada pela lembrança, o deslocamento do Espírito pelo espaço, com a velocidade do pensamento, a questão intrínseca do perispírito nesse deslocamento e, finalmente, o desfecho do artigo, quando, perguntada se poderiam ver, ali, seu “corpo” (perispírito) tal como é atualmente, são respondidos que, para isso, dependeria não dela, mas deles, sob as seguintes condições: “vocês se recolherem por algum tempo, com fé e fervor; estarem em menor número; isolarem-se um pouco e arranjarem um médium do gênero de Home”.

Entendendo, agora, que o Sr. Home era poderoso médium de efeitos físicos, doador dos fluidos necessários para tais fenômenos, entendemos muito bem o porque dessa necessidade.