Contradições dos Espíritos

Lê-se na Revista Espírita de novembro de 1860 (“Relações afetuosas dos Espíritos”):

“Se Georges tivesse sido um desses Espíritos vulgares ou sistemáticos, que externam suas próprias ideias sem se inquietarem com sua exatidão ou sua falsidade, não teríamos dado a menor importância. Em razão de sua sabedoria e de sua profundeza habituais, poder-se-ia supor houvesse algo de verdadeiro no fundo dessa teoria, mas que o pensamento não teria sido expresso completamente. Com efeito, é o que resulta das explicações que pedimos. Temos, pois, uma prova a mais de que nada se deve aceitar sem o haver submetido ao controle da razão; e aqui a razão e os fatos nos dizem que tal teoria não poderia ser absoluta.

[…]

O simples bom-senso nos diz, pois, que a situação de que se falou é relativa e não absoluta; que pode verificar-se para alguns em dadas circunstâncias, mas não poderia ser geral, porque, do contrário, seria o maior obstáculo ao progresso do Espírito e, por isto mesmo, não seria conforme à justiça de Deus, nem à sua bondade. Evidentemente, o Espírito de Georges só encarou uma fase da erraticidade, na qual, para melhor dizer, restringiu a acepção do termo errante a uma certa categoria de Espíritos, em vez de aplicá-la, como nós o fazemos, indistintamente, a todos os Espíritos não encarnados.”

Esta é mais uma lição para os nossos diálogos com os Espíritos. Os mesmos desafios que Kardec enfrentava, nós também os enfrentaremos. A questão é que, baseando-se no que Kardec já estudou, temos um princípio, um ponto de partida, e não ficamos perdidos, sem saber como reagir.

Mais uma vez, o bom senso de Kardec nos chama à razão sobre a necessidade de *NADA* aceitar cegamente, sempre considerando todas as dificuldades nas quais as comunicações espíritas estão envolvidas. Uma vez mais, o retorno ao bom senso kardeciano contrasta gritantemente com o que o Movimento Espírita atual faz e ensina.




O verdadeiro problema do Movimento Espírita

Voltemos ao Movimento Espírita na época de Kardec, conforme a “Estatística do Espiritismo” publicada na Revista Espírita de 1869:

“católicos romanos, livres-pensadores, não ligados ao dogma, 50%; ─ católicos gregos, 15%; ─ judeus, 10%; ─ protestantes liberais, 10%; ─ católicos ligados aos dogmas, 10%; ─ protestantes ortodoxos, 3%; ─ muçulmanos, 2%”.

Desde o princípio, o Movimento Espírita foi heterogêneo quanto à origem religiosa de seus participantes. Isso nunca foi um problema. Ninguém precisa renunciar à sua identidade religiosa para estudar uma ciência. O verdadeiro problema está na perda da unidade do conhecimento dessa ciência.

Com Kardec, o Espiritismo possuía uma definição clara, princípios bem delimitados e uma defesa vigorosa de seu método de observação, comparação e controle das manifestações inteligentes. Após sua morte, a ciência foi distorcida, o método abandonado, e os princípios traídos. No Brasil, particularmente, o nome Espiritismo foi sequestrado para designar uma religião sincrética, marcada por misticismo, fatalismo e idolatria mediúnica — cujo “Vaticano” atende pelo nome de Federação [Não] Espírita Brasileira.

É preciso parar de transferir a culpa. O problema do Movimento Espírita não é, em essência, o catolicismo ou o protestantismo. O desvio central é roustainguista. O dogmatismo religioso, sim, contaminou o Movimento, mas só porque encontrou nele terreno fértil: espíritas que, sem autonomia intelectual, sem estudo rigoroso, sem espírito crítico, deixaram-se levar por autoridades humanas e abandonaram o modelo científico proposto por Kardec.

No passado, isso até poderia ser escusável, já que a Revista Espírita só foi traduzida para o português na década de 1960. Também não havia, como hoje, facilidade de acesso ao conhecimento. Hoje — e já há algum tempo — isso não mais se sustenta. Não há desculpa plausível além da pura falta de vontade de estudar a Doutrina como ela realmente é, oara ficar perdendo tempo com a sistematização de ideias colhidas em ROMANCES (sic!).

Esse é o verdadeiro desvio. Não se trata de fatores externos, mas da covardia doutrinária dos que se dizem espíritas e não ousam estudar, evocar, analisar e confrontar os erros — como Kardec fazia, com coragem e método — como muitos outros também faziam, fossem livres-pensadores, católicos, protestantes, judeus, muçulmanos, etc.




A chave que falta para a ciência compreender vida e morte

A ciência avançou enormemente na descrição dos mecanismos que mantêm um organismo vivo e daqueles que entram em colapso quando ele morre. Entendemos com precisão como as células funcionam, como o DNA coordena a formação de tecidos, como as proteínas regulam os processos bioquímicos, e como a morte leva à degradação dessas estruturas. Mas permanece uma questão essencial que ainda escapa aos modelos puramente materiais:

Por que a matéria se organiza?

Não apenas como ela se organiza, mas por que ela assume uma configuração funcional, integrada, coesa, direcionada? A física e a química descrevem as interações entre moléculas, mas não explicam satisfatoriamente a presença de um princípio ordenador que mantenha essa organização ao longo da vida. Tampouco explicam o porquê dessa organização cessar de maneira tão coordenada com a morte.

Essa é a chave que falta: o princípio inteligente e organizador que atua sobre a matéria. E é precisamente aqui que o Espiritismo, fundado por Allan Kardec, oferece uma contribuição decisiva para o pensamento científico.

Segundo o Espiritismo, o organismo vivo é estruturado por uma tríade: o corpo, o perispírito e o espírito. O perispírito é um envoltório semimaterial que serve de ponte entre o espírito (princípio inteligente) e o corpo (estrutura material). É o perispírito que molda o corpo físico desde a concepção e que o sustenta durante toda a vida, mantendo a coesão funcional e a identidade orgânica.

Com a morte, o espírito se desliga do corpo, cessando essa ação coordenadora. A matéria, então, entra em colapso não por uma “falha” aleatória, mas porque lhe falta o elemento que lhe dava unidade. As reações químicas que antes eram reguladas por um princípio inteligente passam a seguir apenas as leis naturais da degradação.

Essa visão não é metafísica arbitrária. Kardec propôs o Espiritismo como ciência de observação, baseada em fatos, experimentação e raciocínio. A hipótese do perispírito como modelo organizador biológico não exclui as descobertas da biologia; ela as integra numa abordagem mais ampla e coerente.

Negar essa possibilidade não é ser científico, mas ideológico. O verdadeiro espírito científico não teme ampliar seus horizontes quando os dados da realidade assim o exigem. E os fatos, tanto fisiológicos quanto mediúnicos, apontam para algo que vai além da matéria: uma inteligência que atua sobre ela.

Por isso, dizemos com firmeza:

O Espiritismo oferece a chave que falta para completar a compreensão da vida e da morte. Não se opõe à ciência verdadeira; ao contrário, convida-a a evoluir para além do reducionismo materialista.

O corpo morre. Mas a consciência, e o princípio que sustentava a organização desse corpo, seguem vivos. Essa é a chave. Essa é a ciência espiritual inaugurada por Allan Kardec. E é esse o legado que nos cabe estudar, divulgar e honrar com seriedade, profundidade e razão.




O Brasil e a Ilusão da Pátria do Evangelho: A Quimera Roustainguista no Movimento Espírita

Introdução: A promessa frustrada de uma missão espiritual

O Brasil, com sua riqueza natural incomparável e sua posição geoestratégica, tem sido repetidamente apontado como um país do futuro. No entanto, esse “futuro” parece nunca chegar. Em meio a essa expectativa permanente, surgiu uma narrativa peculiar dentro do movimento espírita brasileiro: a ideia de que o Brasil seria a “Pátria do Evangelho”. Essa tese, nunca prevista por Allan Kardec ou pelos Espíritos da Codificação, ganhou força após a publicação do livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, atribuído ao espírito Humberto de Campos e psicografado por Chico Xavier.
Longe de representar uma missão autêntica ou uma promessa divina, essa ideia se transformou numa muleta emocional e ideológica, utilizada por instituições como a FEB para perpetuar sua influência e manter o povo em uma ilusão paralisante.

O desvio doutrinário: quando a FEB se tornou uma trincheira roustainguista

Fundada em 1884, a Federação Espírita Brasileira passou por uma guinada decisiva em 1895, com a ascensão de Bezerra de Menezes à sua presidência. Adepto das ideias de Jean-Baptiste Roustaing, Bezerra promoveu a integração das teses roustainguistas à prática institucional da FEB. Roustaing defendia um Espiritismo místico, fortemente influenciado por interpretações dogmáticas e por ideias como o corpo fluídico de Jesus e a infalibilidade de certos médiuns.
Essas posições contrariavam diretamente a proposta de Kardec, que sempre defendeu o controle universal do ensino dos espíritos, a pluralidade das fontes e a razão como critério de análise. A substituição progressiva do Espiritismo racional, experimental e filosófico por uma versão sentimentalista e dogmática criou uma cisão profunda no movimento.

A mistificação do livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”

Publicado em 1938, esse livro tornou-se um dos pilares da mitologia institucional da FEB. A obra apresenta uma narrativa altamente simbólica, repleta de elementos sobrenaturais e afirmações inverificáveis, que posicionam o Brasil como um instrumento direto da providência divina.
O trecho mais polêmico da obra afirma que Kardec contou com a colaboração de Roustaing como um dos pilares da Codificação. Essa afirmação não apenas é falsa como também ofensiva à memória e ao método kardequiano. Roustaing se colocava em oposição a Kardec, rejeitando o critério de exame racional e substituindo-o por uma crença dogmática e personalista.
A recente remoção silenciosa do nome de Roustaing das apostilas do ESDE, sem qualquer retratação ou nota pública, evidencia o modus operandi da FEB: apagar os rastros de sua orientação doutrinária sem jamais admitir seu erro.

As consequências dessa ilusão para o povo brasileiro

Ao promover a ideia de que o Brasil tem uma missão divina já garantida, cria-se uma cultura de passividade espiritual. O povo brasileiro, já fragilizado por um histórico de desigualdade, corrupção e impunidade, encontra nessa narrativa uma justificativa para a inércia: afinal, se a Providência escolheu o Brasil, tudo dará certo no fim.
A falta de educação moral real, como proposta em O Livro dos Espíritos (questões 614 a 625), somada à ausência de senso crítico e de participação cívica, permite que médiuns fascinados e instituições dogmáticas manipulem milhões. Em vez de promover a emancipação da consciência, como é o verdadeiro objetivo do Espiritismo, essas práticas mantêm os indivíduos infantilizados espiritualmente.

O verdadeiro papel do Brasil à luz do Espiritismo de Kardec

Kardec nunca apontou nações como detentoras de missões exclusivas. Em A Gênese, cap. XVIII, item 27, ele afirma que “os grandes movimentos progressistas se operam geralmente de maneira simultânea em várias partes do globo”. A missão, portanto, é sempre moral, individual e coletiva, nunca nacionalista ou predestinada.
A verdadeira redenção do Brasil não virá por decreto espiritual, mas pelo trabalho dos homens de bem, conforme descrito em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XX, item 5: “Os verdadeiros ‘obreiros do Senhor’ são todos aqueles que se colocam a serviço do bem com dedicação e desinteresse”.
Portanto, o Espiritismo pode sim desempenhar um papel fundamental na reconstrução moral do Brasil, mas apenas se for o Espiritismo de Kardec — não o dogmático, nem o manipulador.

Conclusão: O Brasil ainda pode se redimir — mas com Kardec, e não com ilusões

Se existe uma missão reservada ao Brasil, ela é condicional: depende do despertar da consciência moral, da reforma íntima, da superação do personalismo e do retorno às bases sólidas da Codificação. Nada disso acontecerá com a perpetuação de mitos, mistificações ou livros apócrifos travestidos de doutrina que, infelizmente, estão há tempos injustamente titulados como “espíritas”.
O Espiritismo no Brasil está em um ponto de inflexão. Cabe aos espíritas sérios e comprometidos com a verdade fazerem a distinção entre a Doutrina dos Espíritos e o sistema institucional comprometido com o passado. Somente então o Brasil poderá começar a cumprir, com dignidade e razão, seu verdadeiro papel no futuro espiritual da humanidade.

Por Marcus Vinicius




Por que a Educação Precisa Urgentemente da Visão Espírita: O Que a Ciência Espírita Revela Sobre as Crianças

A educação moderna se tornou, em muitos aspectos, um processo mecânico: o objetivo principal parece ser preparar crianças para um mundo competitivo, ensinando conteúdos, habilidades técnicas e regras sociais. No entanto, essa abordagem ignora uma dimensão essencial do ser humano — aquela que transcende a biologia, o ambiente e o presente.

A Doutrina Espírita, fruto do trabalho metódico da Ciência Espírita, revela uma verdade transformadora: a criança não nasce em branco. Ela não é um simples resultado do meio, nem uma folha vazia pronta para ser preenchida por instruções. Cada criança é um Espírito imortal, com um passado, com conquistas, com dificuldades morais e aptidões naturais que já traz consigo antes mesmo de abrir os olhos para o mundo terreno.


🕊 A Criança como Espírito Reencarnado: Uma Nova Perspectiva Educacional

Enquanto a pedagogia materialista foca apenas em fatores hereditários e sociais, o Espiritismo demonstra que há raízes espirituais profundas por trás das tendências de cada criança.

Por que uma criança, mesmo sendo criada em um ambiente amoroso, pode apresentar egoísmo, vaidade, ciúmes, orgulho?
Por que outra, em condições adversas, já demonstra paciência, generosidade, empatia?

A resposta não está apenas no DNA ou no ambiente: está nas experiências passadas do Espírito. Ele reencarna para avançar, para corrigir suas imperfeições, para desenvolver virtudes. E a infância, como a Doutrina Espírita ensina, é uma fase de plasticidade, em que velhas tendências estão amortecidas e o Espírito está mais acessível à orientação moral.


🌱 A Função do Educador: Muito Além de Instruir

Quando a educação se limita a fornecer informações, conteúdos e técnicas, ela forma autômatos preparados para o mercado, mas não para a vida espiritual.

O verdadeiro papel do educador, à luz do Espiritismo, é auxiliar o Espírito em jornada. Isso significa:
✅ Ajudar a criança a reconhecer suas tendências negativas e trabalhar para transformá-las;
✅ Valorizar e canalizar para o bem as aptidões e facilidades que ela já traz de vidas passadas;
✅ Oferecer não apenas instrução intelectual, mas formação moral, que permanece com o Espírito além desta existência.

Como Allan Kardec observa (O Evangelho Segundo o Espiritismo), a educação moral é a chave para o progresso da humanidade. Não basta mudar leis ou estruturas sociais; é preciso transformar os indivíduos, um a um, começando desde cedo.


💡 Sem Espiritualidade, a Educação Empobrece

A ausência dessa perspectiva espiritual na educação gera várias consequências:
🔹 Crianças tratadas como máquinas de aprender, e não como Espíritos em evolução;
🔹 Falta de compreensão sobre desafios emocionais e morais que surgem na infância;
🔹 Um foco excessivo no desempenho acadêmico, deixando de lado o cultivo de virtudes como paciência, empatia, responsabilidade e solidariedade.

A visão espírita não é apenas um “acréscimo religioso” — ela é uma revolução profunda no modo de entender o ser humano e, portanto, no modo de educar.


🌟 Educar para a Eternidade: Uma Missão Urgente

Ao adotar uma educação inspirada nos princípios espíritas, não estamos falando de catequese ou doutrinação religiosa. Estamos falando de:
✨ Ver o ser humano em sua totalidade — corpo, mente e Espírito;
✨ Entender que o maior patrimônio da criança não são suas notas, mas suas conquistas morais;
✨ Ajudar cada pequeno ser a crescer como Espírito livre, consciente, responsável, capaz de amar e de trabalhar pelo bem comum.

A educação verdadeira prepara não apenas para uma profissão, mas para a vida — para esta vida e para todas as que virão.




Queda pelo pecado: a maior mentira já contada à humanidade

A ideia da “queda pelo pecado”, associada ao dogma do inferno eterno, constitui uma das maiores construções mentais de controle, medo e alienação que já se impuseram à humanidade. Sob a ótica do verdadeiro Espiritismo — o que se baseia exclusivamente nas obras de Allan Kardec, estruturado como ciência de observação dos fatos espirituais — essa concepção é desmascarada em suas bases filosóficas, morais e lógicas.


  1. O Dogma da Queda: Um mito de origem baseado na culpa

O mito da “queda” — presente em diferentes tradições religiosas — parte da ideia de que o Espírito foi criado perfeito, mas caiu por desobediência. Isso implica que a dor, o sofrimento e as imperfeições humanas seriam castigos divinos, consequência de uma culpa original.

Kardec rejeita essa ideia de forma contundente. Em O Livro dos Espíritos, especialmente nas questões 115 a 121, ele demonstra que os Espíritos são criados simples e ignorantes, e que a evolução é fruto de um processo progressivo, natural e racional, e não de uma punição. Não há “queda”: há educação e ascensão. A ignorância inicial não é culpa, é ponto de partida.


  1. O Inferno: uma construção moralista baseada no medo

O dogma do inferno eterno é ainda mais cruel. Ele não apenas limita a liberdade de pensar, mas cristaliza o erro e eterniza o sofrimento, negando a justiça e a misericórdia divinas.

Kardec combate essa noção em O Céu e o Inferno, demonstrando que não há penas eternas. A justiça divina é proporcional, educativa e regeneradora. O Espírito sofre, sim, mas sofre em razão de sua própria inferioridade moral, que persiste enquanto ele a mantiver. O sofrimento é passageiro, didático, jamais punitivo eterno.


  1. A falsa espiritualização do castigo: carma, lei de retorno, ação e reação

No Espiritismo verdadeiro, não há lugar para ideias como “carma”, “lei de ação e reação” ou “lei do retorno”, porque tais conceitos implicam uma justiça automática, quase mecânica, que despersonaliza o Espírito e transforma a vida espiritual numa engrenagem de punições e compensações.

Kardec propõe outra lógica: a liberdade moral e o progresso pelo esforço consciente. As consequências dos atos não são castigos impostos de fora, mas resultados naturais que oferecem ao Espírito oportunidade de compreender, crescer e superar suas limitações. Trata-se de uma pedagogia moral, não de uma contabilidade cósmica.


  1. O efeito perverso desses dogmas: reforçar o desvio e impedir a evolução

Quando alguém é ensinado a acreditar que já nasce culpado, que está manchado por um pecado original, ou que sofrerá eternamente por suas falhas, esse indivíduo internaliza o medo e, muitas vezes, a desesperança. Ao invés de estimular a transformação, tais ideias cristalizam o erro. O homem passa a crer que é naturalmente mau, indigno, perdido — e, assim, justifica seus próprios desvios ou se acomoda na inércia.

O Espiritismo propõe o contrário: o Espírito é perfectível. Ele é livre para escolher, aprender, errar, corrigir, amar e evoluir. Não há culpa eterna, mas responsabilidade contínua. Não há inferno, mas estados interiores de sofrimento ou paz, conforme a consciência se ilumina.


  1. Conclusão: o Espiritismo liberta, não condena

A maior libertação que o verdadeiro Espiritismo oferece à humanidade é essa: a destruição dos grilhões da culpa e do medo, substituídos pela luz da razão e da confiança no progresso. Não caímos de um paraíso: estamos subindo, passo a passo, da ignorância à sabedoria, da imperfeição à virtude.

Não somos condenados por existir: fomos criados para evoluir. Esse é o grande legado de Kardec.




Ninguém se torna espírita por mera adesão (nem por ler romances)

Você sabia que a maioria dos que se dizem espíritas… não conhecem o Espiritismo?

Ser espírita não é questão de adesão emocional, nem de consumir romances supostamente “espíritas”.
Ser espírita é estudar com seriedade a ciência espírita, compreendendo seus fundamentos e colocando em prática seus princípios — como ensinava Allan Kardec.

Infelizmente, até palestrantes famosos repetem absurdos que não estão nas obras da Codificação.
Veja uma lista de falsas ideias comumente difundidas, mas totalmente incompatíveis com o Espiritismo verdadeiro:

Não pode praticar mediunidade fora do centro (pode sim).

Não pode evocar os Espíritos (deve evocar, conforme Kardec ensinou).

Aceitar comunicações sem examinar (jamais faça isso!).

Nosso Lar e umbral existem (não existem; são criações literárias).

Passe é transferência de energia (não é; não há “energia” fluídica como no senso comum).

Todos os sofrimentos são expiações causadas por culpa (não são; há provas, missões e causas atuais).

A FEB define o Espiritismo (não define; muitas vezes se afasta dele).

Deficientes físicos nasceram assim por su… na vida anterior (isso é falso e perigoso).

Perispírito armazena danos a serem reparados em vidas futuras (falso; o perispírito não guarda “danos” físicos).

Recomendar romances para novatos conhecerem o Espiritismo (não se deve fazer isso; romances geram falsas ideias).

E por aí vai…

O Espiritismo é uma doutrina de estudo, razão e observação.
Trocar essa ciência por ficção é um enorme mal causado ao Espiritismo.

Se você quer conhecer o verdadeiro Espiritismo, sem distorções:

Acesse o site do Grupo de Estudos O Legado de Allan Kardec

Comece agora a estudar com base nas obras originais, sem deturpações.




Encerramento de uma Era: Reflexões sobre a morte de Divaldo Franco

A morte do médium Divaldo Franco marca o fim simbólico de uma era no movimento espírita brasileiro — uma era em que médiuns renomados foram alçados à condição de líderes do Espiritismo. Mas é preciso dizer com toda a clareza: essa função jamais lhes competiu.

Divaldo Franco, como espírito encarnado, certamente realizou o bem. Em muitos momentos, posicionou-se corretamente quanto à Doutrina Espírita. Porém, seu trabalho — como o de qualquer médium — precisa ser analisado à luz da razão e confrontado com os princípios estabelecidos por Allan Kardec. Infelizmente, diversas de suas obras se afastam desses fundamentos, frequentemente adotando ideias ligadas ao roustainguismo e ao carma, conceitos que não pertencem à estrutura doutrinária do Espiritismo.

É importante frisar: não se “volta” ao mundo espiritual. Jamais o deixamos. Somos espíritos encarnados, e o mundo material é apenas uma expressão transitória da realidade espiritual. Esse ponto, tantas vezes simplificado ou distorcido, precisa ser resgatado em sua profundidade.

Chega de Idolatria

O movimento espírita precisa urgentemente abandonar a idolatria de médiuns. Nomes famosos são aceitos sem crítica, e suas psicografias publicadas às centenas, sem qualquer exame doutrinário rigoroso. O Espiritismo, sendo ciência, exige exame crítico constante — e esse exame não pode ser dispensado por conta da fama ou da suposta elevação moral de quem escreve ou transmite uma mensagem.

Sejamos diretos: muitas das comunicações atribuídas a espíritos superiores por Divaldo e outros médiuns não resistem à análise racional. Algumas são bem-intencionadas, mas reproduzem ideias terrenas. Outras são mistificações. A diferença entre elas só pode ser percebida com estudo sério, raciocínio e prática da evocação consciente e criteriosa — exatamente como ensinava Kardec.

Alerta: A Disputa pelo Espaço Vago

Com a partida de Divaldo, o espaço simbólico que ele ocupava ficará vago — e é aqui que precisamos redobrar a atenção. Alguns médiuns, já bastante conhecidos por suas supostas “cartas do além”, recheadas de clichês emocionais e doutrinariamente pobres, certamente tentarão ocupar esse lugar.

É preciso discernimento. As tais cartas que confortam sem esclarecer, que emocionam sem instruir, que repetem chavões e ideias banais, são o oposto da proposta de Allan Kardec. Representam o Espiritismo sentimentalizado, moralista e desconectado da investigação séria. Não podemos permitir que o Espiritismo continue sendo moldado por esse tipo de mediunidade superficial.

É Hora de Retomar o Espiritismo Verdadeiro

A Doutrina Espírita não precisa de líderes. Precisa de espíritas comprometidos com o método de investigação racional dos fenômenos espirituais, com a evocação ativa dos Espíritos e com o exame minucioso das mensagens. Kardec nos mostrou isso de forma inequívoca.

Para quem deseja compreender melhor esse modelo de organização colaborativa, recomendamos dois textos fundamentais da Revista Espírita, ambos de Allan Kardec:

  • Dezembro de 1861Organização do Espiritismo
  • Dezembro de 1868Constituição Transitória do Espiritismo

O verdadeiro Espiritismo é feito em rede, por todos, com método, com crítica, com razão. Chegou a hora de deixar os mitos e os ídolos para trás e retomarmos o caminho traçado por Kardec — sem desvios, sem aduladores, sem “cartinhas do além” recicladas em livros que apenas repetem o que o mundo já conhece.




A FEB e sua contínua tentativa de manipular o Movimento Espírita

A Federação Espírita Brasileira, roustainguista praticamente desde suas origens, sempre atuou de maneira deliberada para manipular o Movimento Espírita, afastando-o do verdadeiro Espiritismo codificado por Allan Kardec. Já tratei desse desvio institucional em artigo anterior.

Sabemos bem (e, se você não sabia, agora sabe) que a FEB foi tomada por seguidores do dogmático Jean-Baptiste Roustaing a partir de 1895, quando Bezerra de Menezes — também adepto das teses roustainguistas — assumiu sua presidência. A partir dessa apropriação doutrinária, surgiu uma das maiores aberrações já vistas no Movimento Espírita Brasileiro: o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. Trata-se de uma obra claramente inspirada por um Espírito mistificador — provavelmente Ismael — que serviu de base para a formulação do “Pacto Áureo” e, posteriormente, para a criação do ESDE (Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita), programa este totalmente permeado pelas distorções do roustainguismo.

Nas apostilas do ESDE, mais especificamente no capítulo 4, encontramos uma citação dessa obra (psicografada por Chico Xavier, sob suposta autoria espiritual de Humberto de Campos), que transcrevo abaixo com os devidos grifos:

[…] Foi assim que Allan Kardec, a 3 de outubro de 1804, via a luz da atmosfera terrestre, na cidade de Lião. Segundo os planos de trabalho do mundo invisível, o grande missionário, no seu maravilhoso esforço de síntese, contaria com a cooperação de uma plêiade de auxiliares da sua obra, designados particularmente para coadjuvá-lo, nas individualidades de João-Batista Roustaing (Jean-Baptiste Roustaing), que organizaria o trabalho da fé; de Léon Denis, que efetuaria o desdobramento filosófico; de Gabriel Delanne, que apresentaria a estrada científica e de Camille Flammarion, que abriria a cortina dos mundos, desenhando as maravilhas das paisagens celestes, cooperando assim na codificação kardequiana no Velho Mundo e dilatando-a com os necessários complementos.

Essa afirmação, em particular, é factualmente mentirosa. Roustaing não só não foi auxiliar de Kardec, como se colocava em nítida oposição ao Espiritismo genuíno, especialmente por sua recusa à metodologia científica que sustentava a obra kardequiana — ponto esse que representava verdadeiro calcanhar de aquiles de seus escritos místicos e doutrinariamente frágeis.

Recentemente, ao tentar mostrar essa distorção a um amigo, percebi que o tomo I do ESDE havia sido “revisado”, e a citação acima foi modificada: o nome de Roustaing foi simplesmente removido do trecho, como se nunca tivesse constado ali.

Uma tentativa sem-vergonha de apagar suas raízes roustainguistas sem, contudo, reconhecer publicamente o desvio doutrinário nem dar qualquer sinal de retorno ao caminho correto. Essa é a FEB: sempre operando nos bastidores, tentando controlar o Movimento Espírita e manter sua influência, exatamente como a Igreja Católica fez com o cristianismo ao longo dos séculos.

Não se enganem: a FEB continua roustainguista. Continua rejeitando a evocação e o exame racional das comunicações dos Espíritos — práticas essenciais à metodologia kardequiana. Continua tentando controlar a mediunidade conforme seus próprios dogmas, limitando-a aos moldes de seus centros (roustainguistas, embora se autodenominem “espíritas”). E continua silente quando deveria se levantar em defesa da verdadeira Doutrina Espírita.

A FEB, meus caros, só poderá ser considerada legítima quando, de forma pública e inequívoca, assumir seu desvio e reconhecer o erro histórico cometido. Não antes. Nunca antes disso.




Diálogos de Além-Túmulo – Evocação – Marcos, o Espírito arrependido

Na reunião anterior, o grupo teve algumas dúvidas sobre cura. Ficou decidido que faríamos um pedido aos bons espíritos para que nos auxiliassem com as dúvidas. Um espírito veio espontaneamente para responder a essas perguntas. No final, nós indagamos do que ele precisava. Ele nos disse que precisava de preces, pois ele tinha errado muito e se arrependia depois de sua última encarnação. Fizemos preces a ele e ele se despediu.

Nesta reunião, depois de preparar algumas perguntas, nós decidimos evocá-lo para entender melhor sua situação. 

Eis a comunicação. 

Evocação. 

1. Queremos te receber em nosso grupo, querido irmão, com todo carinho e nós estamos querendo conversar com você ou com vocês, para aprender, para nos instruirmos e, se possível, nós ajudarmos com alguma coisa que você precisa e você nos ajudar com alguma coisa que nós precisamos. Nossa intenção é muito legítima e nós não vamos julgar você, nós estamos aqui para conversar como amigos, como irmãos.

R: Agradeço as preces que vocês fizeram por mim. Foram muito úteis.

2. Amigo, você poderia nos dizer qual foi a sua motivação para se comunicar conosco na vez anterior?

R: Só a necessidade da oração. As pessoas esquecem de mim.

Observação: não é a primeira vez que vemos um Espírito se lamentar disso. Realmente, ninguém quer ser esquecido, mas o Movimento Espírita, ausente dos estudos da ciência espírita, não pratica mais as evocações, por conta de diversas falsas ideias. Deixa de ajudar e de aprender, e tal é o domínio das inverdades, que alguns chegam ao ponto de não fazer preces pelo Espírito, crendo que, assim, atrapalhariam. Nesse sentido, grandes canais, ditos espíritas, mas também desconhecedores do Espiritismo, colaboram na divulgação dessas falsas ideias.

3. O que houve para elas esquecerem de você?

R: Faz muito tempo que eu desencarnei. Aqueles a quem eu amava não são mais corpos físicos. E eu não encontrava com eles, em lugar nenhum. Hoje já posso, pelas preces de vocês, visualizar aqueles que estiveram comigo na minha vida física. Isso é consolador.

4. Então quer dizer que enquanto eles não foram para a pátria espiritual você não tinha contato com eles?

R: Não. Eu tentava. Mas eles não me ouviam.

5. E quando você os viu, como foi, eles vieram, eles entraram em contato com você ou você entrou em contato com eles? Como foi?

R: Eles. Eles chegaram. Minha esposa, minha mãe, meu pai. Meu pai Alberto, minha mãe Eliza, minha esposa Helena.

6. E o seu nome?

R: Marcos.

7. Marcos. Você disse na última vez que você se arrependeu das coisas que você tinha feito. Nós  não entendemos bem do que, se você se sentir à vontade, você pode nos contar o que aconteceu? Seria interessante porque nós poderíamos entender melhor você e nós  poderíamos nos instruir.

R: Tinha muita disputa. Dinheiro. A ganância. Roubei muitas pessoas. Coloquei minha família numa situação ruim. Eles sofreram por minha causa. Deixei eles abandonados à própria sorte por causa do dinheiro.

8. E você foi antes de todos eles? Desencarnou antes de todos eles?

R. Sim. Foi um acidente. Tenho dificuldade de lembrar.

9. Não tem problema, irmão. Se você sentir vontade de falar, Marcos, você fala, nós não estamos forçando, não tem problema. Quando foi que você entrou? Quando você se deu conta que tinha morrido, que tinha desencarnado? E como você se sentiu?

R: Sozinho. Eu tinha a escuridão.

Observação: aqui nota-se como é necessário fazer perguntas objetivas, uma por vez. Não é a primeira vez que notamos que o Espírito se concentra apenas na última pergunta.

10. Então o ambiente que você estava, você não conseguia decifrar, tudo escuro.

R: Não. É. Era escuro. Eu não via, não via ninguém.

Observação: esse fato que, de momento, não soubemos aprofundar melhor, nos fez lembrar do artigo “O Espírito de um Danado”, na Revista Espírita de fevereiro de 1860.

11. E como você conseguiu sair dessa escuridão? Como foi esse processo? Que foi uma conquista, não? Que você conseguiu, Marcos? Se me permitir chamar assim, né? Permitir que eu e a M. te chamar assim.

R: Sim. É, foi.

Observação: o interlocutor fez várias perguntas. O Espírito se concentrou em uma resposta simples.

12. Como você conseguiu se libertar disso? Como é que foi?

R. Eu via primeiro. Não via, ouvia algumas vozes. Escutava o choro da minha esposa, os lamentos de meu pai, mas o amor da minha mãe… Minha mãe começou a aparecer para mim. E foi então que eu comecei a entender o que tinha acontecido.

13. Marcos, você escutava sua mãe orando por você?

R: Sim. Ela chamava o meu nome e ela rezava.

14. Assim como você escutou as nossas preces, você escutava as preces da sua mãe ou era de modo diferente?

R: Era diferente. Ela tinha e tem ainda um amor que eu não sei entender. É grandioso. Ela me fez enxergar um pouco da luz de onde ela se encontra. Isso me moveu. Por isso, ouvi.

Observação: aqui, deve ter muito a ver com a questão do magnetismo espiritual. O Espírito de sua mãe tem uma sintonia mais profunda com ele, o que deve fazer com que lhe seja mais fácil registrá-la. É assim que aqueles que tem uma sintonia maior com certos indivíduos terão mais capacidade, ainda que do mundo físico, de auxiliá-los, com preces e diálogos, na superação, no retorno ao bem, etc.

15. A partir dessas preces da sua mãe?

R: Sim.

16. Nessas orações da sua mãe, você começou a ficar mais confortável. E aí que você conseguiu enxergar melhor os seus companheiros que estão à sua volta? Como foi? Você poderia explicar melhor, Marcos, essa parte? Como você conseguiu superar tudo isso?

R: Sim. Eu não sei se eu superei. Eu ainda tenho culpa.

17. Sim, mas você já deu um grande passo, não?

R. Sim. Eu ainda tenho muita culpa, mas ela com aquele amor abriu um caminho para mim e a escuridão foi saindo, foi indo embora. Ela mostrou onde eu estava e o que eu tinha que fazer.

18. Você pode ser um pouquinho mais específico, nisso que você falou, no que “eu tinha que fazer”?  Como ela instruiu você, quais foram as instruções dela?

R: Pedir para Deus oportunidades de crescimento. Pedir a Deus para mostrar como chegar até ele. Eu vi outros espíritos que se aproximavam, me acalmavam e me disseram como eu deveria me transformar num ser melhor. Eu estou buscando perdão daqueles que eu prejudiquei. Estou tentando me perdoar pelos erros que eu cometi. Todos os dias algum espírito se aproxima e me incentiva, me mostra como é o perdão. Ele me leva a lugares diferentes, onde eu consigo ver e sentir o que é o amor e o que é o perdão.

Observação: esse não é o único Espírito que nos fala sobre a ideia de que, no mundo Espiritual, eles aprendem pelo exemplo, e não por leituras. São levados a acompanhar outros casos, a auxiliarem e serem úteis. Essa é a realidade do mundo espírita.

19. Isso tem ajudado você, essas “visões”, e esses “ouvir”, tem ajudado você a entender melhor.

R: Sim, sim. Mas ainda não estou pronto. Eu preciso ainda de mais fé, talvez.

20. A conversa que você, Marcos, teve conosco a última vez e essa que teve agora é a primeira vez que você está conseguindo conversar numa reunião como a nossa, uma reunião mediúnica?

R: Sim, sim.

21. Nesta sua desencarnação?

R: Sim. Eu não sabia como era isso.

22. Quem o trouxe até nós?

R: O espírito que me acompanha. Eu acho que… eu acho que ele está sempre aqui com vocês.

23. Sim. Quem? E agora ele está aqui conosco também?

R. Ele conhece todos.

24. Quantos são, Marcos?

R: Esse que me acompanha. Tem mais 3 … 4. Mas também tem outros. Os que têm mais luz são 4.

25. Eu queria entender, meu irmão Marcos, em que ambiente você ficou enquanto não conseguiu enxergar a luz, você se recorda?

R: É o espaço! Grande, mas é escuro.

26. Você não conseguia vislumbrar alguma região, alguma casa, algum local?

R: Não. Não. Só escuro, só escuridão.

27. Irmão! Marcos! Em nome de nosso senhor Jesus Cristo, eu gostaria de agradecer pela mensagem e que os bons espíritos sempre encaminhem você, que você sempre se sinta acolhido aqui neste nosso espaço e que você consiga se perdoar, porque é a coisa mais importante, é você mesmo se perdoar das coisas que você fez. Ah, eu gostaria de saber se você teria mais alguma coisa para falar para nós para nossa instrução, para nosso entendimento melhor da doutrina ou para podermos ajudar melhor ou mais ainda você.

R: Só gostaria de deixar meu obrigado pelas preces e pela oportunidade de estar aqui, pelo acolhimento, por vocês não terem me julgado por  aquilo que eu fiz. E eles dizem aqui reunidos que vocês estão em aprendizado e em breve virão mais recados, são recados, eu acho. Instruções. Mas eles oram por vocês também e estão com vocês. Eu preciso ir.

OBSERVAÇÃO: o grupo está em fase de desenvolvimento, sendo, aos médiuns, oriundos do Movimento Espírita, que não dialoga com os Espíritos, uma novidade o retorno a essa prática. Isso lhes causa certas dificuldades, que serão vencidas com o tempo e a prática. Por esse motivo, é normal a ocorrência de imprecisões, mas, como o diálogo não tem nada que mereça uma atenção cuidadosa especial, além da análise que já fizemos, colocamo-lo com o fito de instigar outros a retomarem esses diálogos.

Nosso grupo se reune através da internet, por vídeo, cada um de suas casas.